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	<title>Não categorizado &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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	<description>The leading source for hospital data and market intelligence across Latin America and Asia.</description>
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	<title>Não categorizado &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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		<title>Turismo médico no brasil: uma tendência que só cresce</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/turismo-medico-no-brasil-uma-tendencia-que-so-cresce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Romero Roy]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:17:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Milhões de pessoas viajam ao país todos os anos em busca de cirurgias e cuidados médicos, por seu alto padrão de atendimento e custos mais baixos do que em regiões como Europa e América do Norte ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mariana Romero Roy</p>
<p><em>Milhões de pessoas viajam ao país todos os anos em busca de cirurgias e cuidados médicos, por seu alto padrão de atendimento e custos mais baixos do que em regiões como Europa e América do Norte </em></p>
<p>Voltado para viajantes que buscam tratamento médico – aliado ou não ao lazer – em outras partes do mundo, o turismo médico, ou turismo de saúde, cresce em um ritmo impressionante: estima-se que, a cada ano, o setor apresente uma expansão de 15% a 25%, de acordo com a Associação de Turismo Médico dos Estados Unidos. De check-ups completos a tratamentos e cirurgias, esses pacientes são atraídos pelos tratamentos de alto padrão a custos mais baixos do que em mercados como Estados Unidos e Europa.</p>
<p>Só na América Latina, em 2022, esse mercado foi estimado em US$7 bilhões – e as projeções são de que, até 2027, ultrapasse os US$17 bi. Importante destacar que, na região, o Brasil é um dos líderes do turismo médico, atraindo viajantes da América do Norte, Europa e, inclusive, de outros países latino-americanos.</p>
<p>Embora o país seja procurado por sua excelência em diversas especialidades – cirurgia bariátrica, odontologia e ortopedia sendo algumas delas –, os procedimentos estéticos, cujo setor brasileiro é referência mundial, puxam os números para cima: o Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias estéticas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).</p>
<p>Mas não é só: outros diferenciais alavancam o potencial brasileiro para o turismo médico, como, por exemplo, um mercado de saúde cada vez mais qualificado, avançado tecnologicamente e em franco crescimento – de acordo com a empresa de pesquisa Insights10, até 2030, o mercado de saúde brasileiro deve chegar a US$13 bilhões. Além disso, o Brasil foi o segundo país do mundo, depois dos Estados Unidos, a conquistar para os seus centros médicos o credenciamento da Joint Commission International (JCI), que garante os mais altos padrões internacionais de qualidade e segurança. Hoje, mais de 50 centros médicos brasileiros contam com essa certificação.</p>
<h2>Maiores polos de turismo médico no brasil</h2>
<p>Dentro do país, São Paulo se destaca como o maior polo de turismo de saúde, concentrando mais de 34% das cirurgias plásticas – sendo 60% delas só na capital –, de acordo com a Gallup Organization. Além da vasta oferta de centros médicos, São Paulo também oferece uma ampla diversidade de hospedagens, serviços e opções de lazer, somada ainda a feiras e congressos, atraindo turistas de todo o mundo.</p>
<p>Atrás da metrópole, está Pernambuco e, principalmente, sua capital Recife, como segundo maior polo de turismo médico no Brasil, concentrando mais de dois mil centros de saúde. De acordo com o Setor de Pesquisas da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, em 2022, mais de 120 mil turistas foram a Recife em busca de tratamentos médicos. Algumas das razões por trás da popularidade pernambucana no turismo médico são a excelência médica, os custos mais baixos do que os de São Paulo e o próprio estado como destino turístico por suas belas praias, atraindo estrangeiros interessados em aliar os cuidados médicos ao lazer.</p>
<p>Além de São Paulo e Recife, outras capitais que atraem turistas de saúde no Brasil são Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre – regiões que também concentram serviços médicos de qualidade e infraestrutura turística robusta.</p>
<h2>Um novo mercado</h2>
<p>O aumento da busca por tratamentos e cirurgias em solo brasileiro também abriu as portas para novos serviços complementares especializados, principalmente considerando a longa permanência desses viajantes – de, em média, 3 semanas. Pacientes de todo o mundo encontram, principalmente nas maiores capitais, como São Paulo, soluções como home e hotel care – que oferecem hospedagem personalizada –, transporte, acompanhamento nutricional, agendamento de exames, reservas em restaurantes e até serviços de tradutor e intérprete para os turistas que não falam português.</p>
<p>Esta demanda cria oportunidades para diversos outros setores – de hotelaria especializada para garantir os cuidados necessários e agências de turismo a mercados especializados, como o farmacêutico, o de equipamento médicos e o de serviços assistenciais, abrindo espaço para que profissionais como cuidadores e enfermeiros se especializem nesse nicho.</p>
<p>No entanto, para que o Brasil possa aproveitar plenamente o potencial do turismo médico e, assim, prosperar nos demais setores direta ou indiretamente relacionados, é preciso que os órgãos de Turismo no país olhem de forma mais cuidadosa para esse mercado – que, diferente do que acontece em países concorrentes de peso, como Índia, Malásia e Tailândia, não está entre as prioridades de investimentos do setor.</p>
<p>Nesse sentido, a mobilização dos órgãos públicos e privados é essencial para conectar os mais diversos agentes que atuam ou têm potencial de atuar no turismo médico brasileiro, criando cada vez mais oportunidades e serviços de alta qualidade, acompanhando a excelência médica nacional.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências do setor de saúde e seu impacto potencial no segmento de equipamentos e dispositivos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores está pronta para oferecer as análises estratégicas de que a sua empresa necessita para obter insights valiosos e orientar a tomada de decisões estratégicas em seus mercados.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Previsão para 2025: tendências no mercado de equipamentos médicos</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/previsao-para-2025-tendencias-no-mercado-de-equipamentos-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 05:10:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Guillaume Corpart Diz o ditado que “a única constante na vida é a mudança”. Isso é ainda mais verdadeiro em relação ao mercado de saúde da América Latina em...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Guillaume Corpart</strong></p>
<p>Diz o ditado que “a única constante na vida é a mudança”. Isso é ainda mais verdadeiro em relação ao mercado de saúde da América Latina em 2025 e nos anos seguintes. Os mercados emergentes estão passando por uma profunda transformação, impulsionada por uma combinação de inovação tecnológica, mudanças demográficas, avanço econômico e reformas políticas.</p>
<p>Em 2025, várias tendências importantes transformarão o cenário da saúde nessas regiões, oferecendo desafios e oportunidades para fornecedores de equipamentos médicos e outros atores do mercado. Compreender essas tendências é fundamental para todos que fazem parte do ecossistema global do mercado de saúde.</p>
<p>Nesta projeção, analisaremos algumas tendências que vêm se desenhando no setor, além das mudanças econômicas globais que influenciarão significativamente o mercado da saúde como um todo. Por fim, investigaremos todos os impactos dessas tendências para ajudar você a planejar sua estratégia empresarial e ter sucesso em 2025 e nos próximos anos. Primeiro vamos examinar as mudanças que vêm ocorrendo na área da saúde.</p>
<hr />
<h2><strong>TENDÊNCIAS EM DESENVOLVIMENTO NA ÁREA DA SAÚDE</strong></h2>
<hr />
<p>Os fabricantes de equipamentos sabem que a assistência médica é uma área em constante evolução em razão de mudanças na saúde da população, surgimento de tecnologias e novas regulamentações. Essas novidades persistirão em 2025, à medida que os sistemas de saúde se acostumam com o novo normal do pós-pandemia. Identificamos algumas tendências que merecem ser acompanhadas neste e nos próximos anos.</p>
<h3><strong>1.</strong> Expansão das soluções digitais de saúde</h3>
<p>Uma das tendências mais importantes nos mercados emergentes é a rápida adoção das tecnologias digitais na área da saúde. Telemedicina, prontuários eletrônicos, aplicativos para celular e dispositivos vestíveis cada vez mais fazem parte da infraestrutura de saúde. A crescente disponibilidade de telefones celulares, combinada ao aprimoramento do acesso à internet, vem permitindo que pacientes de regiões remotas se comuniquem com prestadores de serviços de saúde, acessem informações médicas e cuidem da saúde de forma mais eficaz.</p>
<p>Para 2025, prevemos a popularização da telemedicina, principalmente no que diz respeito a consultas não emergenciais, diagnósticos e acompanhamentos. Em regiões com infraestrutura de saúde limitada, a telemedicina preenche uma importante lacuna ao disponibilizar um serviço especializado que, dadas as circunstâncias, seria impossível de oferecer. Veremos mais reformas políticas para alavancar a eficiência do atendimento de saúde por meio da adoção de tecnologias (como os prontuários eletrônicos), o que possibilitará a ampla disseminação da tecnologia nos próximos anos, principalmente no setor público. Além disso, os aplicativos para telefones celulares estão auxiliando as pessoas a monitorar doenças crônicas como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, enquanto os dispositivos vestíveis ajudam a rastrear a saúde em tempo real.</p>
<p>A adoção dessas soluções digitais também cria mais oportunidades de inovação para os fabricantes de equipamentos médicos. De ferramentas de diagnóstico que se comunicam com telefones celulares a dispositivos de monitoramento remoto alimentados por IA, o potencial de crescimento na saúde digital é enorme. Além disso, o uso da inteligência artificial (IA) e do aprendizado de máquina em diagnósticos tem o potencial de melhorar ainda mais a acessibilidade e a precisão da assistência médica em mercados emergentes.</p>
<h3><strong>2.</strong> Foco nos cuidados preventivos</h3>
<p>Os mercados emergentes vêm abandonando o modelo reativo e adotando uma postura proativa em relação à saúde, realçando a promoção da saúde e a prevenção de doenças em vez de seu tratamento. Essa mudança de paradigma é parcialmente causada pelo considerável ônus do tratamento de doenças crônicas como diabetes e doenças cardiovasculares e respiratórias. Com o aumento do sedentarismo e as mudanças nos hábitos alimentares, essas doenças são cada vez mais comuns, o que acaba impondo pressão adicional aos sistemas de saúde, geralmente mal equipados para administrar cuidados de longo prazo que esses males exigem.</p>
<p>Governos e empresas do mercado de saúde reconhecem a necessidade de investir em iniciativas de prevenção, que incluem exames, vacinas e educação para a saúde. Os fabricantes de equipamentos médicos desempenham um papel fundamental nessa transformação, pois podem desenvolver ferramentas de diagnóstico mais acessíveis que permitem a detecção precoce e o monitoramento de doenças. Equipamentos de diagnóstico portáteis, como aparelhos de ultrassom e eletrocardiograma, são cada vez mais usados em áreas urbanas e rurais para detectar problemas de saúde em estágios iniciais.</p>
<p>Além disso, dispositivos vestíveis que monitoram atividade física, nutrição, padrões de sono e sinais vitais estão se tornando elementos essenciais do kit de ferramentas da saúde preventiva. Eles permitem que as pessoas assumam o controle da própria saúde e, ao mesmo tempo, fornecem aos profissionais médicos dados valiosos para acompanhar o bem-estar do paciente ao longo do tempo.</p>
<h3><strong>3.</strong> A necessidade de soluções para cuidar da população que envelhece</h3>
<p>O perfil demográfico dos mercados emergentes vem mudando drasticamente. Muitos países enfrentam as dificuldades de uma rápida urbanização aliada ao envelhecimento populacional. Em 2025, espera-se um crescimento considerável no número de pessoas com 60 anos ou mais, e a ONU prevê que a quantidade de idosos em países em desenvolvimento dobrará até 2050.</p>
<p>Essa demografia do envelhecimento contribui para o aumento dos casos de doenças crônicas como artrite, demência e doenças cardiovasculares relacionadas à idade. Como essas doenças geralmente exigem cuidados de longo prazo, cria-se a demanda por equipamentos médicos de cuidado contínuo, como aparelhos domiciliares, ferramentas de diagnóstico e tecnologias de reabilitação.</p>
<p>Além do mais, equipamentos de acessibilidade, como produtos para mobilidade, aparelhos auditivos e sistemas de detecção de queda, serão cada vez mais necessários para os adultos mais velhos que querem cuidar da saúde sem abrir mão da independência. Os fabricantes de equipamentos médicos precisarão adaptar suas ofertas para atender às exigências específicas da população idosa e criar produtos intuitivos, fáceis de usar e aptos a melhorar a qualidade de vida.</p>
<h3><strong>4.</strong> A ascensão das parcerias público-privadas</h3>
<p>Os governos de países emergentes vêm recorrendo às parcerias público-privadas (PPPs) para melhorar a prestação de serviços de saúde. Com um orçamento público limitado e uma demanda cada vez maior por serviços de saúde, os países de mercados emergentes optam por aproveitar o conhecimento e a inovação de empresas privadas para aperfeiçoar a infraestrutura de saúde, incluindo equipamentos e tecnologias médicas.</p>
<p>Em 2025, as PPPs na área da saúde devem crescer ainda mais. Essas colaborações permitem combinar recursos, conhecimentos e tecnologias para oferecer serviços de saúde melhor a um custo menor. Hospitais públicos e fabricantes de equipamentos médicos, por exemplo, podem unir forças para equipar as unidades de saúde com ferramentas de diagnóstico avançadas, enquanto empresas privadas podem contribuir com sua experiência no treinamento de profissionais e implementar soluções digitais de saúde.</p>
<p>Essa tendência é especialmente evidente na introdução de tecnologias médicas avançadas em locais com escassez de recursos. Por meio das PPPs, as empresas de equipamentos médicos podem oferecer soluções inovadoras e, ao mesmo tempo, garantir acessibilidade a um preço mais baixo. Além disso, os governos estão criando ambientes regulatórios mais favoráveis para incentivar o investimento estrangeiro nos mercados de saúde locais.</p>
<h3><strong>5.</strong> A expansão dos planos de saúde e os modelos financeiros</h3>
<p>O crescimento contínuo das economias de mercados emergentes aumenta também a demanda por modelos financeiros mais robustos para a área da saúde. Em muitos mercados emergentes, o acesso a serviços de saúde de qualidade sempre foi limitado pela capacidade do paciente de pagar por eles. No entanto, com o crescimento da classe média e a expansão dos planos de saúde, mais pessoas vêm obtendo acesso a serviços médicos.</p>
<p>Em 2025, calcula-se que a contratação de planos de saúde aumentará significativamente. Governos e operadoras particulares oferecerão opções de cobertura mais acessíveis e inclusivas. Essa mudança melhorará o acesso aos serviços de saúde e ampliará o mercado de equipamentos médicos, já que mais pessoas poderão pagar por ferramentas de diagnóstico, cirurgias e tratamentos mais avançados.</p>
<p>Além disso, novos modelos de financiamento, como o microsseguro e os planos que cobram conforme o uso, vêm se popularizando com as ofertas de opções de pagamento mais flexíveis para a população de baixa renda. Esses modelos tornarão os serviços de saúde mais acessíveis e incentivarão a adoção de tecnologias médicas avançadas que antes estavam fora de alcance para grande parte das pessoas.</p>
<p><em><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-22970 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/01/emerging_trends_in_medical_device_markets_aux_02.jpg" alt="THE GLOBAL ECONOMY’S IMPACT ON HEALTHCARE" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/01/emerging_trends_in_medical_device_markets_aux_02.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/01/emerging_trends_in_medical_device_markets_aux_02-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /> </em></p>
<hr />
<h2><strong>O IMPACTO DA ECONOMIA GLOBAL NOS SERVIÇOS DE SAÚDE</strong></h2>
<hr />
<p>Assim como as mudanças específicas em tecnologias, regulamentações e condições de saúde, os padrões econômicos globais também impulsionam novas tendências no setor. Problemas mundiais relacionados à cadeia de suprimentos, à força da moeda e à concorrência estrangeira, por exemplo, influenciarão como os fabricantes de equipamentos desejarão definir suas estratégias para atender aos mercados emergentes nos próximos anos.</p>
<h3><strong>1.</strong> Rupturas na cadeia de suprimentos</h3>
<p>A pandemia de Covid-19 demonstrou como as cadeias de suprimentos são bem integradas e como o ecossistema de saúde depende de uma rede global de fornecedores. A implementação de políticas cada vez mais protetivas pelas maiores economias do mundo resulta, infelizmente, na falta de liderança por uma harmonização global e facilitação do comércio.</p>
<p>Durante sua campanha de reeleição, na qual promovia a visão “os Estados Unidos em primeiro lugar”, o presidente Trump tinha como uma de suas principais propostas o aumento das tarifas sobre a importação de produtos. Embora a tributação prometida por Trump represente um duro golpe para as exportações chinesas (que, no fim das contas, causará elevação dos preços e atingirá os próprios americanos), a medida terá impactos muito mais amplos e causará rupturas na cadeia de suprimentos global.</p>
<p>A reorganização dos fluxos comerciais, que já está sendo discutida, se traduzirá em custos maiores para empresas e consumidores do mundo todo.</p>
<h3><strong>2.</strong> A força permanente do dólar</h3>
<p>A economia americana continuará a ser alimentada pelo consumo no futuro próximo. A combinação de elevação do déficit, pressões inflacionárias e mão de obra reduzida fortalecerá ainda mais o dólar. As tarifas americanas, as taxas de juros mais altas e o dólar valorizado atravancarão uma economia global que já se move com dificuldade.</p>
<p>Como nos mercados emergentes mais de 80% dos equipamentos médicos são importados, o dólar forte será mais um desafio para as vendas locais (em moeda nacional). Para vender produtos será necessário reduzir as margens de vários pontos da cadeia de distribuição. O tamanho do mercado crescerá em moeda local, diminuirá em termos de dólares americanos e, na melhor das hipóteses, permanecerá estável em volume. A participação de mercado será maior em termos de valor do que volume.</p>
<p>A maior parte dos grandes fabricantes mundiais de equipamentos médicos fica na América do Norte e na Europa e mede seu desempenho global em dólares americanos e euros. Para as empresas que reportam em dólares americanos, ficará mais difícil cumprir as metas de vendas, e a pressão por resultados se intensificará em todos os mercados.</p>
<p>Economias emergentes enfrentarão os ventos contrários do dólar forte, e países desenvolvidos sentirão o impacto do aumento de custos causado pelas rupturas na cadeia de suprimentos e pelo aumento das tarifas. Enquanto isso, os fabricantes asiáticos aproveitarão essas adversidades para fortalecer sua presença na América Latina, Ásia e África com produtos a preços competitivos.</p>
<h3><strong>3.</strong> O papel cada vez mais importante da China</h3>
<p>Nos próximos anos, os mercados emergentes enfrentarão grandes desafios. Entre eles estão questões decorrentes dos problemas econômicos do país, a contínua tensão comercial entre EUA e China e a fragmentação econômica global generalizada.</p>
<p>A superprodução chinesa em setores-chave como veículos elétricos, painéis solares e aparelhos eletrônicos, associada ao aprofundamento da crise imobiliária, gerou excesso de oferta de produtos baratos. Como os EUA sob o comando do presidente Donald Trump impõe tarifas para solucionar o que considera práticas ilegais, muitos países em desenvolvimento enfrentam a dupla ameaça de ver seus mercados inundados pelo excesso de produção chinesa e ficar reféns de guerras comerciais retaliatórias. Países como México, Brasil, Indonésia e África do Sul são especialmente vulneráveis, pois precisam equilibrar a necessidade de proteger a indústria local e administrar as repercussões do aumento dos preços ao consumidor e de um crescimento econômico mais lento.</p>
<p>Para os fabricantes de equipamentos médicos de mercados emergentes, essa dinâmica apresenta vários riscos. Enquanto a China inunda os mercados com produtos subsidiados, as empresas locais lutam para competir, principalmente em setores nos quais os chineses possuem uma base de produção consolidada. Além disso, as crescentes barreiras comerciais e o aumento de preços induzido pela imposição de tarifas poderiam encarecer materiais e peças importadas pelos fabricantes de equipamentos médicos, elevando os custos de produção, com potencial para paralisar a inovação.</p>
<p>O surgimento de incertezas políticas, aliado ao dólar mais forte e à elevação das taxas de juros, poderia limitar a capacidade de mercados emergentes de investir em sistemas de saúde e recursos fabris. As empresas podem enfrentar dificuldades para manter as cadeias de suprimentos, já que as disputas envolvendo tarifas e comércio prejudicam o acesso a insumos essenciais e a produtos finais.</p>
<p>Por outro lado, alguns mercados emergentes podem encontrar oportunidades com o afastamento das cadeias de suprimentos da China devido às tensões comerciais. Países como Vietnã e Índia podem receber mais investimentos estrangeiros em setores produtivos, inclusive equipamentos médicos, quando as empresas buscarem alternativas <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/os-fatores-por-tras-do-triunfo-das-importacoes-medicas-asiaticas-na-america-latina-analise-regional/">à produção chinesa</a>. Contudo, os riscos de fragmentação econômica, aumento de custos e clima desfavorável para investimentos globais ainda serão significativos.</p>
<p>É bem possível que os fabricantes de equipamentos médicos dessas regiões precisem se ajustar às mudanças nas condições do mercado diversificando as cadeias de suprimentos, investindo em recursos de produção locais e transpondo novas barreiras comerciais. No fim das contas, a fragmentação da economia global decorrente das tensões entre EUA e China criará desafios de longo prazo para fabricantes de equipamentos médicos em mercados emergentes, inibindo o potencial de crescimento e aumentando os custos operacionais.</p>
<h3><strong>4.</strong> Tensão na fronteira</h3>
<p>A relação entre EUA e México continuará tensa, principalmente com o presidente Donald Trump ameaçando impor pesadas tarifas aos produtos mexicanos em resposta a problemas como migração e tráfico de fentanil. Essas ameaças devem se intensificar em 2025, já que algumas previsões apontam para tarifas de 25% sobre todos os produtos mexicanos e de 100% sobre veículos devido ao forte envolvimento da China na indústria automotiva do México. O Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) também se tornará ponto de discórdia, com o México tendo que lidar com um ambiente de negociação mais hostil no governo Trump, sobretudo considerando que o Canadá tenderá a negociar sozinho.</p>
<p>Além disso, a instabilidade política do México, motivada por mudanças radicais em sua Constituição e um Judiciário enfraquecido, comprometerá a capacidade do país de responder adequadamente a essas pressões externas.</p>
<p>Para os fabricantes de equipamentos médicos do México, essa turbulência geopolítica e econômica representa sérios riscos. A possível taxação de produtos mexicanos pode afetar a estrutura de custo e a competitividade dos equipamentos médicos produzidos no México, especialmente se as cadeias de suprimentos forem desestabilizadas. Aumentar tarifas e barreiras comerciais pode resultar em mais custos e prejudicar a competitividade dos equipamentos médicos mexicanos no mercado global, incluindo o americano, considerando que os Estados Unidos são um importante parceiro comercial.</p>
<p>Soma-se a isso a crescente incerteza dos investidores provocada pelas mudanças ocorridas no México, como o enfraquecimento da independência do poder judiciário e problemas no ambiente de negócios – fatores que podem afugentar os investimentos estrangeiros no setor de serviços de saúde do país e frear o desenvolvimento e a expansão da fabricação de equipamentos médicos.</p>
<p>Apesar desses desafios, o México ainda está bem posicionado para prosperar no longo prazo e se beneficia da demografia favorável e da mão de obra barata, o que pode ser um atrativo para transferir a produção para o país. No atual contexto em que as empresas procuram realocar as cadeias de suprimentos para locais mais próximos aos EUA devido ao aumento do custo na China e da tensão entre as duas maiores economias do mundo, os fabricantes de equipamentos médicos podem encontrar oportunidades ao migrar sua produção para o México.</p>
<p>No entanto, a instabilidade de curto prazo causada por reformas políticas, déficits fiscais e um ambiente comercial mais antagônico com os EUA criaria obstáculos significativos. Talvez os fabricantes precisem ter cuidado ao lidar com essas incertezas, equilibrando as vantagens da produção no México e os riscos impostos por tensões políticas, econômicas e comerciais em 2025.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-22973" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/01/emerging_trends_in_medical_device_markets_aux_01.jpg" alt="How Manufacturers Can Respond to These Trends" width="736" height="325" /></p>
<hr />
<h2><strong>Como os fabricantes podem responder a essas tendências</strong></h2>
<hr />
<p>Em 2025 e nos próximos anos, os mercados emergentes continuarão liderando a adaptação dos serviços de saúde. As tendências descritas acima não estão apenas transformando os sistemas de saúde: elas abrem grandes oportunidades para que os fabricantes de equipamentos médicos forneçam soluções para os desafios que só essas regiões enfrentam. De soluções de saúde digital à crescente demanda por saúde preventiva e tratamento de doenças crônicas, o futuro dos serviços de saúde em mercados emergentes é brilhante, e as empresas que conseguirem se adaptar a essas tendências contribuirão de forma decisiva para esse futuro.</p>
<p>Naturalmente, essas oportunidades vêm acompanhadas de grandes desafios decorrentes de mudanças na economia global. A contínua predominância da China e outras empresas asiáticas no mercado, os entraves econômicos do novo governo americano e os persistentes problemas nas cadeias de suprimentos impactarão as vendas na América Latina e em outros mercados emergentes.</p>
<p>Estarão bem posicionadas para o sucesso as empresas cientes desses possíveis riscos e com planos de contingência para transformá-los em vantagens comerciais. A China, por exemplo, pode enfrentar dificuldades nos próximos anos em razão das possíveis disputas tarifárias e comerciais, que podem oferecer vantagens a fabricantes de outras regiões. Os fabricantes precisarão de agilidade para enfrentar a tempestade que se avizinha, mas não há dúvida de que a explosão das necessidades e do acesso a serviços de saúde na região nos próximos anos trará grandes oportunidades.</p>
<p>A próxima década promete ser um período de mudanças extraordinárias, em que os mercados emergentes adotarão medidas importantes para melhorar a saúde de milhões de pessoas. Para os participantes do setor de equipamentos médicos, trata-se de uma oportunidade de participar dessa transformação, incentivando a inovação e tornando os serviços de saúde mais acessíveis, baratos e eficazes para quem deles precisa.</p>
<hr />
<h2>Próximos passos</h2>
<hr />
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências nos cuidados de saúde e seu potencial impacto no setor de aparelhos e equipamentos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode oferecer as análises estratégicas de que você precisa para ter as informações necessárias para tomar decisões estratégicas no seu setor.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a IA afetará o mercado de saúde na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/como-a-ia-afetara-o-mercado-de-saude-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Romero Roy]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 01:21:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Mariana Romero Roy A ascensão da inteligência artificial (IA) tem implicações de enorme alcance para as empresas e a sociedade e pode acarretar inúmeras transformações, do modo como buscamos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Mariana Romero Roy</em></p>
<p>A ascensão da inteligência artificial (IA) tem implicações de enorme alcance para as empresas e a sociedade e pode acarretar inúmeras transformações, do modo como buscamos informações à maneira como escrevemos e nos comunicamos uns com os outros. Embora ainda estejamos vendo apenas as promessas iniciais dessa tecnologia, não há dúvida de que o futuro do setor de saúde no mundo inteiro será moldado pelos avanços em IA.</p>
<h2>Tendências mundiais em IA</h2>
<p>No setor de saúde, as potenciais promessas da inteligência artificial já começam a ser percebidas. Entre os benefícios da IA está sua capacidade de reunir e processar dados, determinando possíveis resultados com eficiência, o que pode ajudar os médicos a elaborar diagnósticos personalizados mais rapidamente do que no passado. Outro elemento benéfico da IA é a possibilidade de analisar dados referentes a grandes contingentes populacionais, identificando potenciais tendências ou resultados.</p>
<p>“Algumas das vantagens palpáveis de maior alcance a serem proporcionadas pela IA nos próximos anos referem-se a eficiências de tempo e custos”, diz Armando Guio Español<a href="/#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, pesquisador afiliado do Centro Berkman Klein, da Universidade de Harvard, e arquiteto das estratégias de IA de vários países latino-americanos. “A IA pode aumentar significativamente a eficiência da análise e da avaliação dos dados dos pacientes, possibilitando aos médicos elaborar mais rapidamente seus diagnósticos e, por conseguinte, atender um número maior de pacientes em menos tempo.”</p>
<p>Em termos das melhorias palpáveis que podem ser geradas na área da saúde, já se observa no mundo inteiro alguns médicos usando recursos de IA para tomar decisões clínicas. Outros usos que vêm sendo feitos por profissionais da saúde incluem o auxílio na análise de imagens, a aceleração do desenvolvimento de medicamentos, a análise de sequências genômicas e a melhoria da gestão hospitalar, <a href="https://www.techtarget.com/healthtechanalytics/feature/Top-12-ways-artificial-intelligence-will-impact-healthcare" target="_blank" rel="noopener">entre outros</a>.</p>
<p>“No caso dos diagnósticos por imagem, os aplicativos de IA têm contribuído para aumentar a precisão e a rapidez do atendimento. Um exemplo digno de nota é o uso da IA na detecção de oclusões de grandes vasos em pacientes com acidente vascular cerebral”, diz Julian N. Acosta, médico e pesquisador associado do Rajpurkar Lab, laboratório da Universidade de Harvard comprometido com o desenvolvimento pioneiro de inteligência artificial médica avançada. “A inteligência artificial também está modificando aspectos administrativos e operacionais da atenção à saúde. Algoritmos de processamento de linguagem natural vêm sendo usados para gerar impressões preliminares sobre relatórios radiológicos, conferindo maior eficiência à elaboração de relatórios radiológicos.”<a href="/#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a><a href="/#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>
<h2>Síntese das estatísticas mundiais relativas à aplicação da IA na saúde</h2>
<ul>
<li><strong>US$ 19,27 bilhões –</strong> Tamanho estimado do mercado de IA aplicada à saúde <a href="https://www.grandviewresearch.com/industry-analysis/artificial-intelligence-ai-healthcare-market?gad_source=1&amp;gclid=Cj0KCQjwz7C2BhDkARIsAA_SZKYSoFlr-pfUor_titozk7Zc1y9dlrXb0qelVTYejUR1xkhazZeYJ58aAkeVEALw_wcB" target="_blank" rel="noopener">em 2023</a></li>
<li><strong>US$ 188 bilhões –</strong> Projeção do valor do mercado de IA aplicada à saúde <a href="https://radixweb.com/blog/ai-in-healthcare-statistics" target="_blank" rel="noopener">até 2030</a></li>
<li><strong>79% –</strong> Percentual de organizações de saúde que usavam IA em março de 2024</li>
<li><strong>65% –</strong> Percentual de médicos que consideram o uso de IA vantajoso, segundo <a href="https://www.ama-assn.org/system/files/physician-ai-sentiment-report.pdf" target="_blank" rel="noopener">levantamento de 2024 da Associação Médica Americana</a></li>
<li><strong>39% –</strong> Percentual de americanos que se dizem confortáveis com o uso de IA por parte de seus prestadores de serviços de saúde, segundo <a href="https://www.pewresearch.org/science/2023/02/22/60-of-americans-would-be-uncomfortable-with-provider-relying-on-ai-in-their-own-health-care/" target="_blank" rel="noopener">levantamento de 2023 do Pew Research Center</a></li>
</ul>
<h2>Cómo se está incorporando la IA a los equipos y dispositivos médicos</h2>
<p>Os fornecedores de equipamentos e dispositivos médicos já começam a incorporar a IA ao projeto de seus produtos. Um exemplo disso são as parcerias que muitos deles vêm estabelecendo com a empresa de inteligência artificial Nvidia, com o intuito de incluir em seus produtos a plataforma de IA da Nvidia. Recentemente, a General Electric, em parceria com a Nvidia, incorporou ferramentas de IA a seu modelo fundacional de pesquisa SonoSAMTrack, um modelo de pesquisa médica que rastreia órgãos, estruturas ou lesões em diferentes imagens médicas com facilidade. A tecnologia de IA da Nvidia também vem sendo usada por empresas como Johnson &amp; Johnson MedTech, Moon Surgical e Arrow Electronics, entre outras.</p>
<p>Em julho, a General Electric anunciou outros avanços na área de IA, como a aquisição da unidade de desenvolvimento de softwares de inteligência artificial clínica do Intelligent Ultrasound Group. Além disso, a empresa lançou a Revolution RE, uma solução de tomografia computadorizada com IA incorporada que aumenta a precisão das imagens.</p>
<p>A Medtronic também apresenta várias novidades associadas à inteligência artificial, incluindo uma parceria com a Nvidia para a construção de uma nova plataforma de IA. A tecnologia aumentará a eficiência do módulo de endoscopia inteligente GI Genius. Outro avanço da empresa é a incorporação de ferramentas de IA a seu produto digital Touch Surgery Live Stream, para aprimorar a análise pós-operatória de cirurgias laparoscópicas e robóticas.</p>
<p>Não resta dúvida de que a inteligência artificial está gradualmente mudando não apenas o modo como são prestados os cuidados médicos, mas a própria forma como os equipamentos médicos são projetados e construídos. Uma análise mais detalhada dos números revela a dimensão dessa tendência que vem se expandindo rapidamente. Tudo indica que teremos mais progressos no uso da inteligência artificial em equipamentos e dispositivos médicos nos próximos anos.</p>
<h2>A aplicação da IA no setor de equipamentos e dispositivos médicos</h2>
<ul>
<li><strong>882 </strong>– Número de dispositivos médicos com recursos de IA que tiveram seu uso autorizado pela FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos)</li>
<li><strong>000%</strong> – Taxa de crescimento dos dispositivos médicos que fazem uso de IA aprovados pela FDA desde 2020</li>
<li><strong>128 </strong>– Número de dispositivos médicos relacionados com tecnologias radiológicas que fazem uso de IA aprovados para uso em maio de 2024</li>
<li><strong>80% </strong>– Percentual do total de dispositivos médicos baseados em IA aprovados que têm como foco as tecnologias de imagem</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<section>
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<p><img decoding="async" draggable="false" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg" width="500" height="250" data-mk-image-src-set="{&quot;default&quot;:&quot;https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg&quot;,&quot;2x&quot;:&quot;https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg&quot;,&quot;mobile&quot;:&quot;&quot;,&quot;responsive&quot;:&quot;true&quot;}" /></p>
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<h2 style="color: #6aae3f; margin-top: 14px; margin-bottom: 8px;">AUMENTE SUAS VENDAS DE PRODUTOS CIRÚRGICOS</h2>
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<p>&nbsp;</p>
<h2>A IA na América Latina</h2>
<p>Ainda que na América Latina o mercado de IA aplicada à saúde atualmente não esteja tão avançado quanto nos Estados Unidos, o Dr. Acosta diz que em várias áreas a distância vem diminuindo. “Alguns desses desenvolvimentos em IA já estão sendo implementados na América Latina”, diz ele. “Startups como a Entelai são pioneiras na região em soluções baseadas em IA para áreas como imagem cerebral, radiografias de tórax e mamografia. Diversas instituições de primeira linha, como o Hospital Italiano de Buenos Aires, na Argentina, e a rede Dasa, no Brasil, formaram sólidas equipes de informática e inovação médicas, que se dedicam ao desenvolvimento e testagem de soluções de IA em seus respectivos sistemas de atenção à saúde.”</p>
<p>Embora se observem avanços em toda a região, Español diz que a coleta e organização de dados clínicos em grande escala é o elemento que falta para possibilitar um uso mais abrangente da IA na América Latina. Novos progressos vêm sendo feitos diariamente nessa área. “O que eu observo é que muitos médicos e pesquisadores da América Latina se mostram extremamente interessados em fazer uso da IA, mas precisam de dados de melhor qualidade”, diz. “Conforme os países forem aprimorando seus registros digitais e modelos de dados, começaremos a ver avanços expressivos em IA em todos os mercados de atenção à saúde na América Latina.”</p>
<h2>Estágios iniciais de integração</h2>
<p>Não obstante, a inteligência artificial já começa a ser integrada em hospitais e fabricantes de equipamentos médicos, que vêm estabelecendo parcerias estratégicas com fornecedores de IA e incorporando a tecnologia a seus produtos. No Brasil, por exemplo, o Centro de Inteligência Artificial vem promovendo avanços na área desde 2020, o que levou à rápida integração da IA a tecnologias de imagem, como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Outros usos de inteligência artificial no Brasil incluem telemedicina, descoberta de medicamentos e ensaios clínicos.</p>
<p>Há progressos em curso também em outras áreas da América Latina. A empresa de IA Eden captou investimentos significativos na região para incorporar seus avanços em inteligência artificial a aparelhos de imagem e processos de diagnóstico. A tecnologia já vem sendo usada por diversos radiologistas no México, e a Eden pretende expandir sua atuação para outros mercados latino-americanos nos próximos anos.</p>
<h2>O que o setor latino-americano de atenção à saúde quer da IA</h2>
<p>Os profissionais de saúde na América Latina nutrem em relação à inteligência artificial muitas das mesmas grandes expectativas que outros mercados globais, mas há algumas necessidades que são particulares ao mercado latino-americano e que a IA pode ser capaz de solucionar. “As soluções de IA que não dependem de uma infraestrutura mais robusta são especialmente atrativas na América Latina, onde nem sempre há disponibilidade de tecnologia de ponta e conexões de internet confiáveis”, observa o Dr. Acosta. “Além disso, a acessibilidade é um ponto particularmente importante, já que a IA pode atuar como uma ferramenta para suprir lacunas na prestação de serviços de saúde, sobretudo em áreas remotas ou desassistidas.”</p>
<p>Outros aspectos interessantes da IA nos mercados latino-americanos de atenção à saúde são a potencial agilidade na prestação de serviços e as eficiências de custo que a tecnologia deve proporcionar. “Em alguns países da América Latina, as pessoas às vezes precisam esperar até oito meses para serem atendidas por um médico”, diz Español. “Se a IA for capaz de aumentar a agilidade do atendimento, reduzir custos e oferecer informações preliminares com maior rapidez, essas características são todas altamente desejáveis.”</p>
<h2>Síntese das estatísticas relativas à aplicação da IA no setor de saúde da América Latina</h2>
<ul>
<li><strong>38%</strong> – Projeção de crescimento do mercado latino-americano de IA aplicada à saúde <a href="https://impact.economist.com/perspectives/sites/default/files/seizing-the-opportunity-the-future-of-ai-in-latin-america.pdf" target="_blank" rel="noopener">entre 2019 e 2027</a></li>
<li><strong>5% </strong>– Projeção do impulso da IA ao crescimento do PIB latino-americano até 2030</li>
<li><strong>US$3,6 bilhões </strong>– Projeção do valor do mercado brasileiro de uso de IA em saúde em 2030</li>
<li><strong>US$ 20 bilhões</strong> – Financiamento de capital de risco a startups de tecnologia na América Latina apenas em 2020 e 2021</li>
<li><strong>US$ 349 milhões</strong> – Projeção do faturamento do mercado de IA aplicada à saúde na América Latina <a href="https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/artificial-intelligence-ai-for-healthcare-payer-market/latin-america" target="_blank" rel="noopener">até 2030</a></li>
<li><strong>12,2%</strong> – Projeção da taxa de crescimento anual composta do mercado latino-americano de IA aplicada à saúde entre 2024 e 2030</li>
</ul>
<h2>Principais conclusões para as empresas da área de saúde</h2>
<p>Em consonância com as projeções mundiais, também na América Latina as oportunidades da IA aplicada à saúde devem ser uma grande fonte de crescimento e receitas nos próximos anos. Como em muitos mercados latino-americanos a infraestrutura necessária para as ferramentas de IA ainda está sendo desenvolvida, observa-se atualmente elevada demanda por softwares que tenham como foco a organização e avaliação de prontuários digitais.</p>
<p>Outros aspectos da IA que são importantes para os mercados latino-americanos incluem a capacidade de expandir eficiências operacionais, reduzir custos e ampliar o acesso aos serviços de saúde para as pessoas que têm dificuldades para encontrar um médico ou receber atendimento. Quaisquer avanços palpáveis proporcionados pela IA nessas áreas fundamentais certamente serão vistos por hospitais e centros médicos como vantajosos.</p>
<p>“Ao viabilizar a automação de tarefas administrativas, o aumento da rapidez e precisão dos diagnósticos e a redução do estresse laboral dos profissionais de saúde, a IA garante que os sistemas de saúde operem com maior eficiência, permitindo-lhes atender mais pacientes com recursos limitados”, diz o Dr. Acosta. “A IA também tem grande potencial na redução dos custos de saúde por meio da alocação otimizada de recursos, da automação de tarefas rotineiras e da viabilização de abordagens preventivas. Além disso, combinada com a telemedicina, a IA pode romper barreiras geográficas, possibilitando a elaboração de diagnósticos e o monitoramento de pacientes à distância, algo que é de vital importância em muitos lugares da América Latina.”</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI </a>para saber qual será o impacto da IA no setor de saúde latino-americano. Podemos realizar um estudo personalizado para identificar oportunidades para as soluções e produtos oferecidos pela sua empresa, permitindo que você veja o potencial de mercado e os hospitais com a maior probabilidade de adquirir esses equipamentos e dispositivos.</p>
<p>E, claro, também podemos fornecer dados de inteligência de mercado para você usar AGORA MESMO. São informações estratégicas sobre a demanda atual dos hospitais do seu país-alvo, oportunidades de vendas, clientes em potencial, precificação e muito mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="/#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Entrevista com Armando Guio Español, pesquisador afiliado do Centro Berkman Klein, da Universidade de Harvard, e arquiteto das estratégias de IA de vários países latino-americanos. <a href="https://cyber.harvard.edu/people/armando-guio-espanol" target="_blank" rel="noopener">https://cyber.harvard.edu/people/armando-guio-espanol</a></p>
<p><a href="/#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Entrevista com Julian N. Acosta, médico e pesquisador associado do Rajpurkar Lab, laboratório da Universidade de Harvard comprometido com o desenvolvimento pioneiro de inteligência artificial médica avançada. https://www.rajpurkarlab.hms.harvard.edu/</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os fatores por trás do triunfo das importações médicas asiáticas na América Latina: análise regional</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/os-fatores-por-tras-do-triunfo-das-importacoes-medicas-asiaticas-na-america-latina-analise-regional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 08:03:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/os-fatores-por-tras-do-triunfo-das-importacoes-medicas-asiaticas-na-america-latina-analise-regional/</guid>

					<description><![CDATA[Por Guillaume Corpart Além de ter impactado profundamente os mercados mundiais e regionais de saúde, a pandemia de Covid-19 mudou a forma como os importadores latino-americanos de equipamentos médicos adquirem...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Guillaume Corpart</em></p>
<p>Além de ter impactado profundamente os mercados mundiais e regionais de saúde, a pandemia de Covid-19 mudou a forma como os importadores latino-americanos de equipamentos médicos adquirem seus produtos (<a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/os-fatores-por-tras-do-triunfo-das-importacoes-medicas-asiaticas-na-america-latina/">leia a Parte 1 desta análise aqui</a>). Para entender esse movimento, analisaremos as mudanças nas tendências de importação em vários países da América Latina.</p>
<h2>Análise regional</h2>
<h3><img decoding="async" class="alignnone wp-image-21582 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/11/surgical_procedures_in_brazil.jpg" alt="The Ten Most Common Surgical Procedures in Brazil" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/11/surgical_procedures_in_brazil.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/11/surgical_procedures_in_brazil-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></h3>
<h3>Brasil</h3>
<p>Entre os mercados hospitalares da América Latina, o Brasil é o maior tanto em número de hospitais como em número de pacientes. No total, são mais de 6,5 mil hospitais que atendem mais de 215 milhões de pessoas.</p>
<p><strong> </strong><strong>Valor das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 18% do valor total das importações brasileiras de produtos médicos. Em 2023, esse percentual aumentou para 22%.</li>
<li>Em contrapartida, a participação dos produtos da Europa no valor das importações caiu de 51% para 48% no mesmo período, enquanto os provenientes dos EUA sofreram uma ligeira queda, passando de 20% para 19%.</li>
</ul>
<p><strong>Volume das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 57% do volume total das importações brasileiras de produtos médicos. Em 2023, esse percentual aumentou para 72%.</li>
<li>Quem mais se beneficiou dessa tendência foi a China, cuja participação nas importações passou de 36% em 2018 para 51% em 2023. O resto da Ásia permaneceu estável.</li>
<li>Por outro lado, a participação dos produtos dos Estados Unidos no volume de importação caiu de 13% para 4% no mesmo período. Os produtos importados da Europa e de outros países latino-americanos também registraram queda no mesmo período, mas não tão acentuada como a dos Estados Unidos.</li>
</ul>
<p><strong>Principais conclusões</strong></p>
<p>A China vem ampliando sua participação na venda de produtos médicos para o Brasil em detrimento de fabricantes dos Estados Unidos, da Europa e de outros países latino-americanos. O aumento acentuado do volume de importações da China, aliado a um modesto crescimento no valor das importações, parece indicar que a China vem introduzindo mais bens a preços mais baixos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-22699 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/brazilian_imports_pt_01.jpg" alt="Importações brasileiras (por região de origem)" width="736" height="737" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/brazilian_imports_pt_01.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/brazilian_imports_pt_01-300x300.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/brazilian_imports_pt_01-150x150.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/brazilian_imports_pt_01-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/brazilian_imports_pt_01-100x100.jpg 100w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/brazilian_imports_pt_01-500x500.jpg 500w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/brazilian_imports_pt_01-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h3><img decoding="async" class="alignnone wp-image-18467 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/the_most_popular_surgical_procedures_in_mexico.jpg" alt="The Most Popular Surgical Procedures in Mexico" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/the_most_popular_surgical_procedures_in_mexico.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/the_most_popular_surgical_procedures_in_mexico-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></h3>
<h3>México</h3>
<p>O México é o segundo maior mercado hospitalar da América Latina, com um total de 3,5 mil hospitais que atendem mais de 125 milhões de pessoas. A proximidade com os Estados Unidos e seu sólido parque industrial fazem do México um parceiro comercial natural do vizinho norte-americano, ainda mais considerando o atual contexto de tensões entre EUA e China e da tendência de regionalização das cadeias de suprimentos (<em>nearshoring</em>).</p>
<p><strong> </strong><strong>Valor das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 9% do valor total das importações mexicanas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual subiu para 11%.</li>
<li>Os produtos dos Estados Unidos representavam 44% do valor total das importações antes da pandemia de Covid, caindo para 2023 em 35%. Já a participação dos produtos da Europa no valor das importações passou de 25% para 30% no mesmo período.</li>
</ul>
<p><strong>Volume das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 15% do volume total das importações mexicanas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual subiu para 21%.</li>
<li>Quem mais se beneficiou dessa tendência foi a China, cuja participação nas importações foi de 13% em 2018 para 18% em 2023, enquanto o resto da Ásia mostrou relativa estabilidade.</li>
<li>Por outro lado, a participação dos produtos dos EUA no volume de importação caiu de 56% para 46% no mesmo período. Em termos proporcionais, os produtos provenientes da Europa e de outros países latino-americanos permaneceram relativamente estáveis.</li>
</ul>
<p><strong>Principais conclusões</strong></p>
<p>Fatores como relações históricas, acordos comerciais e proximidade geográfica, além de uma base industrial altamente integrada, explicam por que o México e os Estados Unidos são parceiros comerciais naturais. Isso explica também porque a influência da China no México é menor do que nos demais países da América Latina. Dito isto, os Estados Unidos vêm perdendo lentamente o protagonismo no comércio de equipamentos médicos. Do lado do valor, os produtos norte-americanos estão sendo substituídos pelos provenientes da Europa, enquanto os produtos chineses têm triunfado no lado do volume da equação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-22702 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/mexican_imports_pt_01.jpg" alt="Importações mexicanas (por região de origem)" width="736" height="737" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/mexican_imports_pt_01.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/mexican_imports_pt_01-300x300.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/mexican_imports_pt_01-150x150.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/mexican_imports_pt_01-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/mexican_imports_pt_01-100x100.jpg 100w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/mexican_imports_pt_01-500x500.jpg 500w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/mexican_imports_pt_01-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h3><img decoding="async" class="alignnone wp-image-18342 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/12/procedimientos_en_colombia-1.jpg" alt="The Most Popular Surgical Procedures in Colombia" width="736" height="325" /></h3>
<h3>Colômbia</h3>
<p>A Colômbia ainda é um grande e importantíssimo mercado hospitalar latino-americano. No total, o país conta com mais de 2,5 mil hospitais que atendem mais de 50 milhões de pessoas.</p>
<p><strong>Valor das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 12% do valor total das importações colombianas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual aumentou para 13%. No mesmo período, as importações de outros países latino-americanos passaram de 16% para 18%.</li>
<li>Em contrapartida, a participação dos produtos da Europa no valor das importações caiu de 45% para 41% no mesmo período, enquanto o percentual de produtos norte-americanos entre as importações manteve-se inalterado em 21%.</li>
</ul>
<p><strong>Volume das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 54% do volume total das importações colombianas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual subiu para 60%.</li>
<li>Quem mais se beneficiou dessa tendência foi a China, cuja participação nas importações passou de 45% em 2018 para 57% em 2023, enquanto o resto da Ásia caiu de 9% para 3%.</li>
<li>Por outro lado, a participação dos produtos dos EUA no volume de importação caiu de 22% para 8% no mesmo período. O volume de produtos médicos importados da Europa manteve-se relativamente estável, enquanto o volume de produtos provenientes de outros países latino-americanos passou de 12% para 20%.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<section>
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<div class="mk-col-4-12">
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" draggable="false" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg" width="500" height="250" data-mk-image-src-set="{&quot;default&quot;:&quot;https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg&quot;,&quot;2x&quot;:&quot;https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg&quot;,&quot;mobile&quot;:&quot;&quot;,&quot;responsive&quot;:&quot;true&quot;}" /></p>
</div>
<div class="mk-col-8-12" data-css="tve-u-18aaa6fb97f">
<h2 style="color: #6aae3f; margin-top: 14px; margin-bottom: 8px;">AMPLIE SUAS VENDAS DE PRODUTOS CIRÚRGICOS</h2>
<h3 style="color: #444; font-size: 20px; margin-bottom: 30px;">Identifique os procedimentos mais comuns nos hospitais da América Latina para direcionar efetivamente suas vendas</h3>
<p><a style="color: #54a94a; background-color: transparent; border: 2px solid; padding: 13px 19px 13px 19px;" href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/">VEJA COMO</a></p>
</div>
</div>
</section>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Principais conclusões</strong></p>
<p>A China vem ampliando sua participação no volume de produtos médicos vendidos para a Colômbia, com a consequente queda no volume de produtos importados dos Estados Unidos. Por outro lado, a participação dos produtos médicos norte-americanos no valor das importações mostra estabilidade. A inovação e a tecnologia presentes nos produtos dos EUA os tornam mais resilientes nas vendas, ainda que sejam vendidos em volumes menores.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-22705 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/colombian_imports_pt_01.jpg" alt="Importações colombianas (por região de origem)" width="736" height="737" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/colombian_imports_pt_01.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/colombian_imports_pt_01-300x300.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/colombian_imports_pt_01-150x150.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/colombian_imports_pt_01-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/colombian_imports_pt_01-100x100.jpg 100w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/colombian_imports_pt_01-500x500.jpg 500w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/colombian_imports_pt_01-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h3><img decoding="async" class="alignnone wp-image-21655 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/01/elecciones_en_argentina_hero.jpg" alt="Argentina’s Presidential Election: Assessing the Impact on the Healthcare Market" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/01/elecciones_en_argentina_hero.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/01/elecciones_en_argentina_hero-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></h3>
<h3>Argentina</h3>
<p>A Argentina tem mais de 2,3 mil hospitais que atendem mais de 45 milhões de pessoas.</p>
<p><strong>Valor das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 9% do valor total das importações argentinas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual alcançou 15%.</li>
<li>Já a participação dos produtos norte-americanos no valor das importações caiu de 20% para 15%, enquanto a dos europeus passou de 51% para 49% no mesmo período.</li>
</ul>
<p><strong>Volume das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 50% do volume total das importações colombianas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual subiu para 58%.</li>
<li>Diferentemente de outros mercados latino-americanos, quem mais se beneficiou dessa tendência não foi a China, mas sim outros países asiáticos, cuja participação nas importações passou de 8% em 2018 para 15% em 2023. Os produtos importados da China permaneceram relativamente estáveis.</li>
<li>Em contrapartida, a participação dos produtos europeus no volume de importação caiu de 29% para 19% no mesmo período, enquanto os dos Estados Unidos e de outros países continuaram a registrar um percentual semelhante ao observado antes da pandemia.</li>
</ul>
<p><strong>Principais conclusões</strong></p>
<p>Outros países asiáticos além da China vêm ampliando sua participação na venda de produtos médicos para a Argentina em detrimento de fabricantes europeus. Os produtos importados de outras regiões registraram uma penetração semelhante nos últimos cinco anos. As incertezas econômicas que pairam sobre a Argentina fazem do país um ambiente desafiador para os negócios, o que possivelmente distorce as tendências regionais de penetração e origem dos produtos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-22708 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/argentinian_imports_pt_01.jpg" alt="Importações argentinas (por região de origem)" width="736" height="737" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/argentinian_imports_pt_01.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/argentinian_imports_pt_01-300x300.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/argentinian_imports_pt_01-150x150.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/argentinian_imports_pt_01-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/argentinian_imports_pt_01-100x100.jpg 100w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/argentinian_imports_pt_01-500x500.jpg 500w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/argentinian_imports_pt_01-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h3><img decoding="async" class="alignnone wp-image-17168 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/04/healthcare_update_for_chile_april_2022.jpg" alt="Healthcare Update for Chile" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/04/healthcare_update_for_chile_april_2022.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/04/healthcare_update_for_chile_april_2022-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></h3>
<h3>Chile</h3>
<p>Por último, o Chile é um mercado hospitalar relativamente pequeno, com um total de 402 instituições. Apesar disso, o país supera várias outras geografias da América Latina devido ao grande tamanho de seus hospitais, além do alto grau de sofisticação que apresentam.</p>
<p><strong>Valor das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 12% do valor total das importações chilenas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual subiu para 18%.</li>
<li>Em contrapartida, a participação dos produtos da Europa no valor das importações caiu de 39% para 37%, enquanto a dos norte-americanos passou de 20% para 18% no mesmo período.</li>
</ul>
<p><strong>Volume das importações:</strong></p>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 63% do volume total das importações chilenas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual alcançou 71%.</li>
<li>Quem mais se beneficiou dessa tendência foi a China, cuja participação nas importações passou de 46% em 2018 para 62% em 2023, enquanto o resto da Ásia caiu de 17% para 9% no mesmo período.</li>
<li>Por outro lado, a participação dos produtos dos EUA no volume de importação caiu de 13% para 6% no mesmo período, enquanto a dos europeus passou de 10% para 6% no mesmo período.</li>
</ul>
<p><strong>Principais conclusões</strong></p>
<p>A China vem ampliando sua participação na venda de produtos médicos para o Chile em detrimento de fabricantes dos Estados Unidos e da Europa. O aumento acentuado do volume de importações da China, aliado a um modesto crescimento no valor das importações, parece indicar que a China vem introduzindo mais bens a preços mais baixos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-22711 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/chilean_imports_pt_01.jpg" alt="" width="736" height="737" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/chilean_imports_pt_01.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/chilean_imports_pt_01-300x300.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/chilean_imports_pt_01-150x150.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/chilean_imports_pt_01-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/chilean_imports_pt_01-100x100.jpg 100w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/chilean_imports_pt_01-500x500.jpg 500w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/08/chilean_imports_pt_01-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h2>Para mais informações</h2>
<p>As categorias de produtos usadas em todas essas análises regionais (produtos farmacêuticos, consumíveis, equipamentos e dispositivos) podem variar. <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para obter uma análise detalhada da sua categoria de produto e conhecer o tamanho do mercado e as tendências de participação de mercado por produto.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os fatores por trás do triunfo das importações médicas  asiáticas na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/os-fatores-por-tras-do-triunfo-das-importacoes-medicas-asiaticas-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 22:37:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/os-fatores-por-tras-do-triunfo-das-importacoes-medicas-asiaticas-na-america-latina/</guid>

					<description><![CDATA[Os importadores asiáticos ampliaram significativamente sua presença na América Latina, enquanto os dos Estados Unidos perderam terreno.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Guillaume Corpart</em></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 nos mercados mundiais e regionais de saúde foram inegavelmente complexos. E a verdade é que até hoje estamos avaliando a magnitude total desse impacto. Uma coisa, porém, já ficou clara: a mudança fundamental na origem dos equipamentos médicos importados na América Latina.</p>
<h2>Guinada em direção à Ásia</h2>
<p>Uma análise mais aprofundada dos dados de importação e exportação evidencia uma mudança no pós-pandemia: os importadores asiáticos ampliaram significativamente sua presença na América Latina, enquanto os dos Estados Unidos perderam terreno. Embora essa mudança seja explicada por algumas razões, a complexidade envolvida na obtenção de produtos durante a pandemia pode ter aberto a porta para a Ásia aumentar sua fatia no mercado.</p>
<hr />
<h2>Uma análise mais detalhada dos números</h2>
<p>As importações são medidas tanto em valor total em dólares como em volume de unidades vendidas. Em ambos os casos, as estatísticas revelam que os fornecedores asiáticos registraram ganhos significativos.</p>
<h3><strong><span style="color: #6aae3f;">Valor das importações:</span></strong></h3>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 12% do valor total das importações latino-americanas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual aumentou para 16%.</li>
<li>Em contrapartida, a participação dos produtos dos Estados Unidos caiu de 29% para 26% no mesmo período.</li>
<li>Todas as outras regiões (Europa, demais países latino-americanos e outras regiões geográficas) permaneceram estáveis.</li>
</ul>
<h3><strong><span style="color: #6aae3f;">Volume das importações:</span></strong></h3>
<ul>
<li>Antes da pandemia, os produtos asiáticos representavam 32% do volume total das importações latino-americanas de produtos médicos. Em 2023, esse percentual subiu para 41%.</li>
<li>Quem mais se beneficiou dessa tendência foi a China, cuja participação nas importações passou de 25% em 2018 para 33% em 2023, enquanto o resto da Ásia mostrou relativa estabilidade.</li>
<li>Por outro lado, a participação dos produtos norte-americanos caiu de 38% para 29% no mesmo período.</li>
<li>Todas as outras regiões (Europa, demais países latino-americanos e outras regiões geográficas) permaneceram estáveis.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<section>
<div class="mk-padding-wrapper">
<div class="mk-col-4-12">
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" draggable="false" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg" width="500" height="250" data-mk-image-src-set="{&quot;default&quot;:&quot;https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg&quot;,&quot;2x&quot;:&quot;https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg&quot;,&quot;mobile&quot;:&quot;&quot;,&quot;responsive&quot;:&quot;true&quot;}" /></p>
</div>
<div class="mk-col-8-12" data-css="tve-u-18aaa6fb97f">
<h2 style="color: #6aae3f; margin-top: 14px; margin-bottom: 8px;">VEJA SUA PARTICIPAÇÃO NO MERCADO</h2>
<p>Obtenha dados sobre a participação nos mais variados mercados, desde equipamentos hospitalares e materiais de consumo a dispositivos médicos e medicamentos</p>
<p><a style="color: #54a94a; background-color: transparent; border: 2px solid; padding: 13px 19px 13px 19px;" href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/">SAIBA MAIS</a></p>
</div>
</div>
</section>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<h2>Principais conclusões</h2>
<p>Os dados apresentados indicam claramente uma tendência de aumento das importações médicas chinesas – e a consequente diminuição dos produtos dos EUA – nos mercados latino-americanos. A análise da discrepância entre o volume e o valor dessas importações também corrobora a ideia de que a China vem introduzindo mais produtos a preços mais baixos. Como veremos nas análises por país, essas tendências afetam mais alguns países e categorias de produtos do que outros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-22240 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/07/latin_american_imports_by_region_of_origin_es_01.jpg" alt="Importaciones latinoamericanas (por región de origen)" width="736" height="737" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/07/latin_american_imports_by_region_of_origin_es_01.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/07/latin_american_imports_by_region_of_origin_es_01-300x300.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/07/latin_american_imports_by_region_of_origin_es_01-150x150.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/07/latin_american_imports_by_region_of_origin_es_01-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/07/latin_american_imports_by_region_of_origin_es_01-100x100.jpg 100w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/07/latin_american_imports_by_region_of_origin_es_01-500x500.jpg 500w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/07/latin_american_imports_by_region_of_origin_es_01-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<hr />
<h2>Parâmetros de pesquisa</h2>
<p>A nossa análise de tendências incluiu as seguintes categorias de produtos importados no período de 2018 a 2023:</p>
<ul>
<li><strong>3004 &#8211; Medicamentos</strong> (constituídos por produtos misturados ou não misturados, preparados para fins terapêuticos ou profiláticos, apresentados em doses ou acondicionados para venda a retalho).</li>
<li><strong>3005 &#8211; Pastas (ouates)</strong> (gazes, ataduras e artigos análogos, impregnados ou recobertos de substâncias farmacêuticas ou acondicionados para venda a retalho para usos medicinais, cirúrgicos, odontológicos ou veterinários).</li>
<li><strong>3006</strong> &#8211; <strong>Preparações e artigos farmacêuticos</strong>.</li>
<li><strong>8421.29</strong> &#8211; <strong>Máquinas e aparelhos para filtrar ou depurar líquidos</strong> (exceto aparelhos para água e outras bebidas, filtros de óleo ou gasolina para motores de combustão interna e rins artificiais).</li>
<li><strong>8421.39 &#8211; Máquinas e aparelhos para filtrar ou depurar gases</strong> (exceto separadores de isótopos e filtros de entrada de ar para motores de combustão interna e conversores catalíticos e filtros de partículas para depurar ou filtrar gases de exaustão de motores de combustão interna).</li>
<li><strong>8421.99 &#8211; Partes de máquinas e aparelhos</strong> (para filtrar ou depurar líquidos ou gases).</li>
<li><strong>9018 &#8211; Instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária</strong> (incluindo os aparelhos para cintilografia e outros aparelhos eletromédicos, bem como os aparelhos para testes visuais).</li>
<li><strong>9019 &#8211;</strong> <strong>Aparelhos de mecanoterapia; aparelhos de massagem; aparelhos de psicotécnica; aparelhos de ozonoterapia, de oxigenoterapia, de aerossolterapia, aparelhos respiratórios de reanimação</strong> (e outros aparelhos de terapia respiratória).</li>
<li><strong>9021 &#8211; Artigos e aparelhos ortopédicos</strong> (incluindo as cintas e fundas médico-cirúrgicas e as muletas; talas, goteiras e outros artigos e aparelhos para fraturas; artigos e aparelhos de prótese; aparelhos para facilitar a audição dos surdos e outros aparelhos para compensar uma deficiência ou uma incapacidade, destinados a serem transportados à mão ou sobre as pessoas ou a serem implantados no organismo).</li>
<li><strong>9022 &#8211; Aparelhos de raios X e aparelhos que utilizem radiações alfa, beta, gama ou outras radiações ionizantes, mesmo para usos médicos, cirúrgicos, odontológicos ou veterinários </strong>(incluindo os aparelhos de radiofotografia ou de radioterapia, os tubos de raios X e outros dispositivos geradores de raios X, os geradores de tensão, as mesas de comando, as telas de visualização, as mesas, cadeiras e suportes semelhantes para exame ou tratamento).</li>
</ul>
<p>Na próxima parte deste artigo, examinaremos as mudanças nas tendências de importação nos seguintes países latino-americanos:</p>
<ul>
<li>Brasil</li>
<li>México</li>
<li>Colômbia</li>
<li>Argentina</li>
<li>Chile</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI </a>se quiser mais informações ou uma solução de pesquisa personalizada para ajudar sua empresa a obter dados críticos e análises valiosas dos setores de equipamentos e suprimentos médicos da América Latina.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma análise aprofundada sobre o turismo de saúde na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/nao-categorizado/uma-analise-aprofundada-sobre-o-turismo-de-saude-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2024 13:05:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Guillaume Corpart Com a alta nos preços dos tratamentos médicos nos Estados Unidos dando sinais de que não arrefecerá tão cedo, o turismo de saúde em países da América...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Guillaume Corpart</em></p>
<p>Com a alta nos preços dos tratamentos médicos nos Estados Unidos dando sinais de que não arrefecerá tão cedo, o turismo de saúde em países da América Latina mantém sua tendência de alta. Embora esteja longe de ser uma novidade, o turismo de saúde registrou crescimento contínuo ao longo das últimas décadas, com o único período de declínio correspondendo ao período da pandemia de Covid-19.</p>
<p><strong>Número anual de turistas de saúde (no mundo inteiro):</strong> 14 milhões</p>
<p><strong>Gastos mundiais com turismo de saúde (2021):</strong> US$ 55 a US$ 75 bilhões</p>
<hr />
<h2></h2>
<h2>Turismo de saúde no México</h2>
<p>No México, como seria de esperar, a maior parte dos turistas de saúde é proveniente dos Estados Unidos. Algumas estimativas põem o número total de turistas de saúde no país entre 1,4 milhão e 3 milhões anuais, dos quais 40% a 60% são oriundos do vizinho do Norte.</p>
<p>Antes da pandemia, o número de norte-americanos que buscavam tratamentos de saúde no México chegava, em média, a 1,2 milhão por ano. Agora esse tipo de turismo está crescendo de novo e deve voltar em breve aos patamares registrados antes da pandemia. Por conseguinte, o turismo de saúde tornou-se um fator de grande importância para o setor de saúde mexicano.</p>
<ul>
<li><strong>Faturamento do turismo de saúde no México em 2006:</strong> US$ 1,5 bilhão</li>
<li><strong>Faturamento do turismo de saúde no México em 2016:</strong> US$ 4,8 bilhões</li>
<li><strong>Faturamento do turismo de saúde no México em 2021 (estimativa):</strong> US$ 6,75 bilhões</li>
</ul>
<h4>Grandes quantias economizadas pelos turistas</h4>
<p>Evidentemente, não é à toa que tantos estadunidenses atravessam a fronteira em busca de tratamentos médicos: o que os atrai são os custos. Análises de custo mostram que, em média, os norte-americanos desembolsam entre 40% e 60% a menos com procedimentos médicos comuns no México do que se os realizassem nos Estados Unidos. Algumas fontes calculam que a economia para os americanos é ainda maior.</p>
<p>Os tratamentos que mais atraem os norte-americanos no México são os estéticos ou odontológicos, mas não são os únicos. As intervenções ortopédicas – envolvendo joelhos ou quadris, por exemplo, – também figuram no topo da lista, o mesmo acontecendo com algo mais trivial: a obtenção de medicamentos de venda controlada por um preço mais razoável.</p>
<ul>
<li><strong>Economia com cirurgia bariátrica no México (em comparação com os EUA): </strong>80%</li>
<li><strong>Economia com cirurgia estética no México (em comparação com os EUA): </strong>75%</li>
<li><strong>Economia com procedimentos odontológicos no México (em comparação com os EUA):</strong> 70%</li>
</ul>
<p>A proximidade geográfica é outro motivo que torna o México um destino popular para os turistas de saúde norte-americanos. Com a sensível melhora observada ao longo dos anos na qualidade dos profissionais, instalações e procedimentos médicos no México, é compreensível o aumento do interesse de norte-americanos preocupados com seus custos de saúde.</p>
<p>Por fim, há outros fatores além dos tratamentos médicos que atraem viajantes dos Estados Unidos. Pacientes que se submetem a procedimentos de rápida recuperação, por exemplo, podem aproveitar várias opções de turismo de lazer na região, como explorar a cultura local, desfrutar de restaurantes de alta gastronomia, relaxar na praia e muito mais.</p>
<hr />
<section>
<div class="mk-padding-wrapper">
<div class="mk-col-4-12">
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" draggable="false" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg" width="500" height="250" data-mk-image-src-set="{&quot;default&quot;:&quot;https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg&quot;,&quot;2x&quot;:&quot;https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2021/04/solutions_surgiscope_hero_210412_01.jpg&quot;,&quot;mobile&quot;:&quot;&quot;,&quot;responsive&quot;:&quot;true&quot;}" /></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div class="mk-col-8-12" data-css="tve-u-18aaa6fb97f">
<h2 style="color: #6aae3f; margin-top: 14px; margin-bottom: 8px; font-size: 25px;">VENDA MAIS PRODUTOS CIRÚRGICOS</h2>
<h3 style="color: #444; font-size: 18px; margin-bottom: 30px;">Identifique os procedimentos mais realizados nos hospitais latino-americanos para direcionar efetivamente suas vendas</h3>
<p><a style="color: #54a94a; background-color: transparent; border: 2px solid; padding: 13px 19px 13px 19px;" href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/">SAIBA MAIS</a></p>
</div>
</div>
</section>
<hr />
<h2></h2>
<h2>Turismo de saúde no Brasil</h2>
<p>Outro mercado latino-americano com taxas elevadas de turismo de saúde é o Brasil. O país é o segundo que mais realiza procedimentos estéticos no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. De todos os procedimentos estéticos realizados no Brasil, quase 7% envolvem pacientes internacionais.</p>
<p>Se no México a maioria dos turistas de saúde vem dos Estados Unidos, no caso do Brasil, a parcela mais significativa do turismo médico é proveniente dos vizinhos sul-americanos. Estimativas indicam que o país recebeu cerca de 250 mil pacientes de outros países em 2019. As cirurgias estéticas, os tratamentos odontológicos e a cirurgia bariátrica foram os procedimentos mais comuns.</p>
<p>Compreensivelmente, como ocorreu no México, o turismo de saúde sofreu uma retração no Brasil durante a pandemia. Mas já se observa um interesse renovado, e os números dos turistas de saúde voltaram a crescer.</p>
<h4>O apelo do Brasil</h4>
<p>Preços mais baixos para procedimentos comuns são sempre um fator determinante para as pessoas que buscam tratamentos no exterior. No caso do Brasil, porém, é possível que o crescimento do mercado de turismo médico seja impulsionado também por outras razões: altos índices de qualidade e inovação.</p>
<p>Em se tratando de cirurgias estéticas, a reputação de excelência do Brasil é quase inigualável. E os pacientes também têm à disposição no país alguns procedimentos e técnicas dificilmente encontrados em outros lugares, em particular nas áreas de realização sexual, reprodução assistida e saúde da mulher. Além dos preços mais baixos, esses são os fatores que impulsionam o crescimento do setor de turismo de saúde no Brasil.</p>
<p>Em termos mais abrangentes, o turismo como um todo vem crescendo no Brasil. Projeções recentes indicam que os turistas gastaram US$ 6,9 bilhões no país em 2023, superando o recorde de 2014, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo. O turismo de saúde certamente é um fator que contribui para esses números crescentes. Além disso, o Brasil oferece uma ampla variedade de opções de turismo de lazer a viajantes que escolhem o país para fazer tratamentos médicos, de restaurantes sofisticados e eventos esportivos a praias mundialmente famosas.</p>
<ul>
<li><strong>Volume anual de turistas de saúde no Brasil (2019):</strong>000</li>
<li><strong>Ranking do mercado brasileiro de turismo de saúde:</strong> 21º de 46 destinos</li>
<li><strong>Ranking do Brasil em termos da qualidade de instalações e serviços de saúde:</strong> 21º de 46 destinos</li>
</ul>
<hr />
<h2></h2>
<h2>Como reagir ao turismo de saúde na América Latina</h2>
<p>Não há dúvida de que o turismo de saúde é um negócio que movimenta quantias vultosas no México e no Brasil, mas o mesmo acontece em outros países latino-americanos. Se a sua empresa é uma fornecedora de equipamentos médicos ou de fármacos nesses mercados, as oportunidades são inúmeras, pois as projeções para o turismo de saúde são extremamente promissoras.</p>
<p>Diversos fatores impulsionam o crescimento do turismo de saúde no México, no Brasil e em outros destinos. Em primeiro lugar, os custos de tratamentos e procedimentos nos Estados Unidos e outros países continuam em alta, e os turistas de saúde estão em busca de oportunidades para economizar. Além disso, a qualidade dos procedimentos médicos na América Latina vem apresentando melhoras contínuas, tornando esses destinos mais atraentes. E, à medida que a pandemia de Covid-19 e as dificuldades que ela causou entre 2020 e 2021 vão ficando para trás, as pessoas também estão se sentindo cada vez mais seguras para viajar.</p>
<p>Somando todos esses fatores, a certeza é que o turismo de saúde só tende a crescer nos próximos anos. Para os fornecedores, sobretudo nas áreas de procedimentos estéticos, bariátricos, odontológicos e ortopédicos e no segmento farmacêutico, há grandes oportunidades a serem exploradas no mercado de turismo de saúde em 2024 e nos anos seguintes.</p>
<p>Dito isso, também é recomendável ter cautela ao cogitar a possibilidade de viajar para outro país em busca de certos tratamentos e especialidades médicas. Alguns avanços médicos, como o medicamento para perda de peso Ozempic, podem levar a uma redução no número de cirurgias bariátricas ou procedimentos relacionados à obesidade no mundo inteiro nos próximos anos. Segundo algumas estimativas, o amplo uso do Ozempic e de outras medicações semelhantes poderia praticamente erradicar a obesidade dentro de uma década.</p>
<hr />
<h2></h2>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências do setor de saúde e seu impacto potencial no segmento de equipamentos e dispositivos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores está pronta para oferecer as análises estratégicas de que a sua empresa necessita para obter insights valiosos e orientar a tomada de decisões estratégicas em seus mercados.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Panorama dos Hospitais Latino-Americanos 2024</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/panorama-dos-hospitais-latino-americanos-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2024 16:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/panorama-dos-hospitais-latino-americanos-2024/</guid>

					<description><![CDATA[Em 2024, o setor de saúde da América Latina deve passar por várias mudanças transformadoras e crescer significativamente. Para empresas que atuam na área e buscam tomar decisões de negócios...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2024, o setor de saúde da América Latina deve passar por várias mudanças transformadoras e crescer significativamente. Para empresas que atuam na área e buscam tomar decisões de negócios mais estratégicas, o acesso a dados verificados e confiáveis sobre os hospitais da região será mais valioso do que nunca. Para atender a essa necessidade, a GHI criou um novo panorama de dados detalhados sobre os setores de equipamentos e dispositivos médicos, produtos farmacêuticos e materiais de consumo médico na América Latina.</p>
<p>Esse recurso de referência rápida traz os números de equipamentos e outros dados importantes para hospitais em 18 mercados. Nele você encontrará os principais pontos de dados para cada mercado, tais como:</p>
<ul>
<li>Percentual de hospitais privados e públicos</li>
<li>Número de leitos hospitalares</li>
<li>Número de salas cirúrgicas</li>
<li>Número de aparelhos de anestesia</li>
<li>Número de tomógrafos computadorizados</li>
<li>Número de aparelhos de raio-X</li>
</ul>
<p>E muito mais.</p>
<p>Baixe aqui sua cópia gratuita do <em>Panorama dos Hospitais Latino-Americanos 2024</em> e obtenha dados úteis para entender melhor o mercado de saúde da região.</p>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_v6_final.pdf"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21795" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_thumb.jpg" alt="2024 Latin American Hospital Landscape" width="526" height="425" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_thumb.jpg 526w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_thumb-300x242.jpg 300w" sizes="(max-width: 526px) 100vw, 526px" /></a></p>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_v6_final.pdf" target="_blank" rel="noopener">Clique aqui para baixar o infográfico.</a></p>
<h2>Vá além</h2>
<p>Se sua empresa precisa de informações mais detalhadas sobre procedimentos cirúrgicos, tamanho e participação de mercado, líderes de mercado em várias categorias de equipamentos médicos ou qualquer outra pesquisa específica sobre hospitais da região, <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">entre em contato conosco</a>. A GHI oferece análises de mercado exaustivas e dados minuciosos que podem ajudá-lo a avaliar oportunidades e ganhar inteligência competitiva.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O panorama do setor de saúde em 2024</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-panorama-do-setor-de-saude-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 01:28:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Guillaume Corpart Em 2024, tudo indica que o setor mundial de saúde será marcado por mudanças profundas, motivadas principalmente por avanços tecnológicos, evolução das expectativas dos pacientes e um...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Guillaume Corpart</p>
<p>Em 2024, tudo indica que o setor mundial de saúde será marcado por mudanças profundas, motivadas principalmente por avanços tecnológicos, evolução das expectativas dos pacientes e um foco renovado em saúde pública. Apresentamos aqui uma síntese do que esperar para o ano que se inicia.</p>
<h2>Situação atual do setor de saúde na América Latina</h2>
<p>Em uma região em que 70% da população depende do setor público para ter acesso a serviços de saúde, conhecer a conjuntura econômica é fundamental para o entendimento do cenário atual e da evolução da área de atenção à saúde. Em primeiro lugar, é importante observar que se trata de uma região com enorme potencial de crescimento.</p>
<p>O PIB latino-americano se expandiu 2,3% em 2023, superando o ritmo de crescimento da maior parte das economias desenvolvidas. A expectativa é que esse bom desempenho se repita não apenas em 2024, mas também nos próximos anos, graças à onda de regionalização (<em>nearshoring</em>) das cadeias de suprimentos e parcerias corporativas e à demanda reprimida por recursos naturais, em especial no que se refere ao cobre e ao lítio usados na produção de veículos elétricos.</p>
<h2>Tendências emergentes</h2>
<p>Além desse potencial de crescimento, também prevemos que mudanças de caráter tecnológico e social afetarão positivamente o futuro do setor de saúde na região. Eis algumas áreas promissoras em 2024:</p>
<ul>
<li><strong>Boom da IA.</strong> A inteligência artificial (IA) terá importância crescente em todos os segmentos da área de saúde, incluindo inovação, desenvolvimento de produtos, pesquisas clínicas, exames, diagnósticos, operacionalização e interfaces com o paciente. Embora esses avanços devam atingir toda a América Latina, sua adoção tende a ocorrer em ritmos variados, dependendo das características demográficas, como a natureza do setor, o tipo de instituição e o nível de sofisticação. O acesso à saúde e a equidade no setor permanecem sendo ideais que se pode tentar atingir com ferramentas de IA, mas apenas em decorrência de empreendimentos lucrativos.</li>
<li><strong>Forças demográficas.</strong> A força irresistível da demografia desempenhará um papel central na configuração da demanda por serviços de saúde ao longo da próxima década. Da epidemia de obesidade ao envelhecimento populacional, as soluções mais inovadoras na atenção à saúde virão dos operadores privados.</li>
<li><strong>Volatilidade das influências mundiais.</strong> Fatores como as tensões entre os Estados Unidos e a China, conflitos armados e agitações sociais continuarão a moldar o contexto sociopolítico mundial. Com a evolução dos desafios mundiais na área da atenção à saúde, as perspectivas do setor em 2024 refletem um panorama dinâmico, marcado por inovação, inclusão e compromisso com a melhoria das condições de saúde do conjunto da população.</li>
</ul>
<h2>Visão geral</h2>
<p>Antes de detalhar tendências específicas do ano que se inicia, vale a pena aprimorar a compreensão da América Latina e de sua posição na economia e no setor de saúde em termos mundiais.</p>
<h4>Aspectos socioeconômicos</h4>
<ul>
<li><strong>PIB:</strong> US$ 3,1 trilhões</li>
<li><strong>Crescimento do PIB:</strong> 2,3%</li>
<li><strong>População:</strong> 667 milhões</li>
<li><strong>Urbanização:</strong> &gt;80%</li>
<li><strong>Recursos naturais:</strong> 23% das florestas, 30% da água doce e 25% da terra arável do planeta</li>
<li><strong>Metais e minerais:</strong> 58% das reservas mundiais de lítio e 41% das reservas mundiais de cobre</li>
</ul>
<h4>Setor de saúde</h4>
<ul>
<li><strong>Hospitais:</strong> &gt;20 mil</li>
<li><strong>Salas cirúrgicas:</strong> &gt;53 mil</li>
<li><strong>Leitos hospitalares:</strong> &gt;1,2 milhão</li>
<li><strong>Características específicas:</strong> Os hospitais na América Latina são menores do que nos Estados Unidos e na Europa, exigindo adaptabilidade nas ofertas de equipamentos e dispositivos médicos, financiamento e distribuição.</li>
<li><strong>Diferenças regionais:</strong> Os sistemas de saúde (e seu grau de sofisticação) variam conforme o país, com sistemas públicos e privados operando paralelamente.</li>
</ul>
<h2>Panorama econômico</h2>
<p>Cada um dos anos que se passaram desde o início da pandemia de Covid-19 foi marcado por um evento decisivo, que moldou nossas vidas no ocidente.</p>
<h4>Momentos que marcaram o ano</h4>
<ul>
<li><strong>2020:</strong> Quarentenas e incertezas provocadas pela pandemia de Covid-19.</li>
<li><strong>2021:</strong> Vacinação e trabalho em home office em escala mundial.</li>
<li><strong>2022:</strong> Reabertura do mundo, com estímulos à atividade econômica e inflação.</li>
<li><strong>2023:</strong> Retorno gradual aos fundamentos.</li>
<li><strong>2024:</strong> Crescimento lento e estável rumo a um 2025 ainda mais favorável.</li>
</ul>
<p>A despeito dos temores generalizados de que o mundo entraria em recessão, o ano de 2023 foi surpreendentemente vigoroso, com o PIB mundial superando as expectativas dos analistas e registrando crescimento de 3%.</p>
<p>De modo geral, o desempenho econômico da América Latina em 2023 foi mais positivo do que o previsto, com expansão de 2,3% do PIB regional. Embora abaixo da média mundial, é um crescimento mais robusto do que o registrado por economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e a Europa.</p>
<p>A espiral inflacionária de 2021-2022 também arrefeceu em 2023, com as taxas de inflação de quase todos os países encerrando o ano em patamar inferior ao dos doze meses anteriores. Infelizmente, a Argentina continua sendo uma exceção a essa tendência, e a economia do país permanece em crise. (<a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/a-eleicao-presidencial-na-argentina-avaliacao-do-impacto-para-o-mercado-de-saude/" target="_blank" rel="noopener">Para uma visão mais detalhada sobre a Argentina, consulte este artigo</a>)</p>
<p>Com o risco de recessão afastado e a inflação em queda, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, projeta três cortes na taxa de juros em 2024. Ao mesmo tempo, a demanda por produtos e serviços continua aquecida e o desemprego está em baixa, impulsionando o consumo. O setor de saúde permanece sendo uma área crítica, com uma perspectiva de avanços com grande potencial transformador, seja no que se refere a soluções de IA, seja no tocante a inovações voltadas para o enfrentamento dos desafios demográficos.</p>
<h2>Retorno à normalidade</h2>
<p>Na área corporativa, 2023 será lembrado como o ano do “retorno aos fundamentos”, já que as empresas restabeleceram suas operações e buscaram normalizar suas atividades após o fim da pandemia de Covid-19 e as medidas de forte estímulo fiscal e monetário adotadas para sustentar a atividade econômica foram revertidas. No setor de saúde, o aumento dos custos financeiros sobrecarregou startups e outras empresas de saúde com elevado grau de endividamento, reduzindo sua capacidade de investir na ampliação de mercados e prejudicando a regularização das atividades de fusões e aquisições.</p>
<p>Com o fim do “bônus da Covid”, os fabricantes de equipamentos de proteção individual (EPI), laboratórios que produzem vacinas contra a Covid-19 e operadoras de serviços online de saúde sofreram uma desaceleração abrupta em suas atividades. Projetamos a continuidade do processo de normalização do crescimento em 2024 e 2025, com um desempenho econômico mais favorável para as empresas do setor como um todo. Mesmo com alguma instabilidade, o comportamento dos preços das commodities deve ser, de modo geral, positivo para a América Latina.</p>
<h2><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21698" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/01/salud_en_2024_aux.jpg" alt="" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/01/salud_en_2024_aux.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/01/salud_en_2024_aux-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></h2>
<h2>Panorama por país</h2>
<p>A economia latino-americana deve repetir em 2024 o desempenho positivo dos últimos doze meses, com crescimento de 2,3%. Diferenças regionais provavelmente produzirão oportunidades variadas, podendo exigir a adoção de estratégias específicas para cada país.</p>
<ul>
<li><strong>Argentina</strong>: É possível que à contração de 2023 sobrevenha uma retomada. A terapia de choque do governo Milei pode resultar em mais oportunidades associadas à “liberalização da economia”, mas também pode causar grandes sacrifícios e dificuldades econômicas. A situação permanece instável e as perspectivas são incertas, exigindo um monitoramento contínuo e atento do país.</li>
<li><strong>Brasil</strong>: Na condição de maior economia da América Latina, com uma fatia de 33% do PIB regional, o país deve ter um desempenho econômico levemente positivo em 2024, com o PIB crescendo menos de 2%. Aparentemente, o foco legislativo continuará voltado para as reformas estruturais e os debates sobre o equilíbrio fiscal.</li>
<li><strong>Chile</strong>: A forte demanda por recursos naturais seguirá impulsionando o crescimento econômico, com destaque para o cobre, usado para sustentar as redes de energia que garantem a recarga dos veículos elétricos (VEs), e o lítio, componente central das baterias dos VEs.</li>
<li><strong>Colômbia</strong>: Infelizmente, a Colômbia deve enfrentar um cenário de incertezas nas políticas governamentais em 2024.</li>
<li><strong>México</strong>: Como a segunda maior economia da América Latina e com sua relação comercial privilegiada com os Estados Unidos, o México continuará a se beneficiar das tendências de regionalização (<em>nearshoring</em>) das cadeias de suprimentos e parcerias corporativas. As eleições marcadas para 2024 devem contribuir para a abertura das torneiras fiscais.</li>
<li><strong>Panamá</strong>: Com uma economia sólida e um setor de saúde sofisticado, o Panamá continua a ser um mercado de nicho para os fabricantes de equipamentos e dispositivos médicos.</li>
<li><strong>Peru</strong>: Depois do Chile, o Peru é o segundo maior produtor mundial de cobre e deve se beneficiar com a alta na demanda internacional pelo minério, provocada pela expansão da presença dos VEs.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<h4><strong>Inflação e preços médios ao consumidor</strong><br />
Variação percentual</h4>
<hr />
<table width="480">
<tbody>
<tr>
<td width="129"></td>
<td width="88"><strong>2021</strong></td>
<td width="88"><strong>2022</strong></td>
<td width="88"><strong>2023e</strong></td>
<td width="88"><strong>2024f</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Estados Unidos</td>
<td width="88">4,7%</td>
<td width="88">8,0%</td>
<td width="88">4,1%</td>
<td width="88">2,8%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">China</td>
<td width="88">0,9%</td>
<td width="88">1,9%</td>
<td width="88">0,7%</td>
<td width="88">1,7%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Argentina</td>
<td width="88">48,4%</td>
<td width="88">72,4%</td>
<td width="88">121,7%</td>
<td width="88">93,7%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Brasil</td>
<td width="88">8,3%</td>
<td width="88">9,3%</td>
<td width="88">4,7%</td>
<td width="88">4,5%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Chile</td>
<td width="88">4,5%</td>
<td width="88">11,6%</td>
<td width="88">7,8%</td>
<td width="88">3,6%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Colômbia</td>
<td width="88">3,5%</td>
<td width="88">10,2%</td>
<td width="88">11,4%</td>
<td width="88">5,2%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">México</td>
<td width="88">5,7%</td>
<td width="88">7,9%</td>
<td width="88">5,5%</td>
<td width="88">3,8%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Panamá</td>
<td width="88">1,6%</td>
<td width="88">2,9%</td>
<td width="88">1,5%</td>
<td width="88">1,9%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Peru</td>
<td width="88">4,0%</td>
<td width="88">7,9%</td>
<td width="88">6,5%</td>
<td width="88">2,9%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Porto Rico</td>
<td width="88">2,4%</td>
<td width="88">5,9%</td>
<td width="88">2,9%</td>
<td width="88">1,5%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: FMI, World Economic Outlook.</p>
<hr />
<h4><strong>Crescimento do PIB</strong><br />
Variação percentual</h4>
<hr />
<table width="480">
<tbody>
<tr>
<td width="129"></td>
<td width="88"><strong>2021</strong></td>
<td width="88"><strong>2022</strong></td>
<td width="88"><strong>2023e</strong></td>
<td width="88"><strong>2024f</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Estados Unidos</td>
<td width="88">5,8%</td>
<td width="88">1,9%</td>
<td width="88">2,4%</td>
<td width="88">1,6%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">China</td>
<td width="88">8,5%</td>
<td width="88">3,0%</td>
<td width="88">5,5%</td>
<td width="88">4,0%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Argentina</td>
<td width="88">10,7%</td>
<td width="88">5,0%</td>
<td width="88">-2,5%</td>
<td width="88">2,8%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Brasil</td>
<td width="88">5,0%</td>
<td width="88">2,9%</td>
<td width="88">3,2%</td>
<td width="88">1,5%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Chile</td>
<td width="88">11,7%</td>
<td width="88">2,4%</td>
<td width="88">-0,5%</td>
<td width="88">1,6%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Colômbia</td>
<td width="88">11,0%</td>
<td width="88">7,3%</td>
<td width="88">1,4%</td>
<td width="88">2,0%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">México</td>
<td width="88">5,8%</td>
<td width="88">3,9%</td>
<td width="88">3,2%</td>
<td width="88">2,1%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Panamá</td>
<td width="88">15,8%</td>
<td width="88">10,8%</td>
<td width="88">6,0%</td>
<td width="88">4,0%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Peru</td>
<td width="88">13,4%</td>
<td width="88">2,7%</td>
<td width="88">1,1%</td>
<td width="88">2,8%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">Porto Rico</td>
<td width="88">0,4%</td>
<td width="88">3,4%</td>
<td width="88">-0,7%</td>
<td width="88">-0,2%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" width="129">América Latina</td>
<td width="88">7,0%</td>
<td width="88">3,9%</td>
<td width="88">2,3%</td>
<td width="88">2,3%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: FMI, World Economic Outlook, Citibank.</p>
<hr />
<h2></h2>
<h2>O que esperar em 2024</h2>
<ul>
<li><strong>Boas perspectivas de crescimento.</strong> Os primeiros meses de 2024 devem ser marcados por um crescimento moderado, com a atividade econômica ganhando mais ritmo e vigor no segundo semestre e em 2025.</li>
<li><strong>Lucros em alta.</strong> Os lucros do setor privado devem aumentar 5% em 2024 e 7% em 2025.</li>
<li><strong>Oportunidades variadas.</strong> A América Latina apresenta uma boa perspectiva de crescimento em 2024, com oportunidades específicas em cada país.</li>
<li><strong>Vigor econômico.</strong> O crescimento da economia mundial se intensificará em 2025.</li>
</ul>
<h2></h2>
<hr />
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/" target="_blank" rel="noopener">Entre em contato com a GHI para saber mais sobre as tendências emergentes em 2024 no setor de saúde</a> e entender como suas equipes de vendas e marketing podem se planejar e identificar oportunidades no segmento latino-americano de equipamentos e dispositivos médicos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A eleição presidencial na Argentina: avaliação do impacto para o mercado de saúde</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/a-eleicao-presidencial-na-argentina-avaliacao-do-impacto-para-o-mercado-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Romero Roy]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 00:33:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/a-eleicao-presidencial-na-argentina-avaliacao-do-impacto-para-o-mercado-de-saude/</guid>

					<description><![CDATA[Por Mariana Romero Roy Em 10 de dezembro de 2023, a Argentina passou por uma transformação política radical com a posse do presidente Javier Milei. Embora a real extensão das...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Mariana Romero Roy</strong></p>
<p>Em 10 de dezembro de 2023, a Argentina passou por uma transformação política radical com a posse do presidente Javier Milei. Embora a real extensão das mudanças ainda não seja muito nítida, certamente haverá impactos – positivos e negativos – para o setor de saúde e para as empresas que nele atuam.</p>
<p>Diferentemente de seu antecessor, Milei é um presidente libertário, que disputou a eleição com uma plataforma de forte redução nos gastos públicos e ideais de livre mercado. Em 20 de dezembro, com dez dias no cargo apenas, o novo presidente anunciou um pacote de medidas voltadas para a desregulamentação da economia e o corte de gastos públicos, em conformidade com seu programa de governo.</p>
<h2>A situação do setor de saúde na Argentina</h2>
<p>Atualmente, o sistema de atenção à saúde na Argentina opera de forma híbrida, com a oferta combinada de serviços públicos e privados:</p>
<ul>
<li><strong>Sistema público.</strong> O sistema público de saúde é universal e gratuito, atendendo inclusive estrangeiros. É usado por indivíduos que não têm direito aos benefícios da previdência social, o que corresponde a cerca de 39% da população (aproximadamente 17,7 milhões de pessoas).</li>
<li><strong>Previdência social.</strong> O sistema previdenciário é formado pela Previdência Social Nacional (OSN), pelo Programa de Assistência Médica Integral (PAMI), para aposentados e pensionistas, pela Previdência Social Provincial (OSP) e por outros órgãos previdenciários (OOS). Conjuntamente, esses programas atendem 62% da população, oferecendo cobertura a 28,6 milhões de pessoas. Os fundos de previdência social são administrados por sindicatos. A participação nesses fundos, assim como nos sindicatos, é obrigatória para todos os trabalhadores registrados. Esse é um dos aspectos do sistema de saúde que o novo governo possivelmente tentará modificar.</li>
<li><strong>Sistema privado.</strong> As Entidades de Medicina Privada e Pré-paga (EMPP) têm como beneficiários diretos cerca de 5% da população (aproximadamente 2,4 milhões de pessoas). No entanto, quando se inclui os trabalhadores que optam por “liberalizar” suas contribuições sociais, transferindo-as para esse tipo de previdência, que oferece serviços de melhor qualidade a um custo mais elevado, o sistema atinge 14% da população, ou o equivalente a 6,3 milhões de pessoas.</li>
</ul>
<h2>Como as medidas de Milei podem afetar o sistema de saúde</h2>
<p>Como seria de se esperar, os especialistas preveem que os ideais de governo mínimo e livre mercado de Milei certamente afetarão o sistema de saúde argentino – que, frisa-se, está longe de ser perfeito. Nos últimos anos, fatores como a pandemia de Covid-19, a inflação, a taxa de câmbio e as barreiras impostas a importações fizeram soar inúmeros alarmes. Em 2023, várias associações médicas argentinas denunciaram a falta de suprimentos e a queda na qualidade da medicina no país.</p>
<p>Seguem-se algumas das muitas mudanças que podem ocorrer no sistema de saúde argentino durante o governo Milei:</p>
<ul>
<li><strong>Menor intervenção governamental.</strong> As entidades de medicina pré-paga, também conhecidas como operadoras de planos de saúde privados<sup>[1]</sup>, há muito reivindicam liberdade para aumentar seus preços de acordo com as taxas de inflação. No entanto, os reajustes são limitados por restrições impostas pelo governo. Milei pretende eliminar esses obstáculos.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Maior controle para as empresas sobre seus preços.</strong> No caso das empresas de medicina pré-paga e dos fundos de previdência social<sup>[2]</sup> (conhecidos como “obras sociales”, em espanhol), a primeira grande mudança é que essas entidades terão maior liberdade para reajustar seus preços. Atualmente, os preços cobrados dos clientes só podem ser reajustados quando assim determinado pelo Ministério da Saúde ou pela Superintendência de Serviços de Saúde, sempre com um teto para os aumentos. As novas medidas concedem liberdade aos reajustes de preços dos serviços, sem qualquer tipo de restrição ou controle.</li>
<li><strong>Maior liberdade individual na escolha do plano de saúde.</strong> Outra mudança que Milei pretende adotar é que os trabalhadores possam transferir diretamente suas contribuições sociais para as empresas de medicina pré-paga. No modelo atual, os trabalhadores encontram muitos empecilhos para transferir os recursos acumulados na previdência social para a previdência privada. Esta última medida, que reduz o poder econômico dos fundos de previdência social, deve enfrentar resistências, pois a ideia do governo é estimular a competição desses fundos com as operadoras de planos de saúde privados. Desse modo, os fundos correm o risco de perder clientes para as empresas privadas, que tendem a oferecer serviços de melhor qualidade. No entanto, isso pode acabar não acontecendo, caso as operadoras privadas aumentem consideravelmente seus preços devido às mudanças que o novo governo pretende implementar.</li>
</ul>
<h2>O que as empresas podem fazer diante das mudanças</h2>
<p>Para as empresas que fornecem equipamentos ou outros serviços para o setor de saúde, algumas das mudanças propostas por Milei podem resultar em um cenário mais positivo nos próximos anos, com a redução da regulação governamental sobre vendas e das restrições aos reajustes de preço.</p>
<p>Por outro lado, enquanto esse cenário positivo não se materializar, algumas das incertezas inevitavelmente associadas às mudanças também podem produzir flutuações econômicas. Como sempre, é recomendável agir com cautela.</p>
<ul>
<li><strong>Redução na intervenção governamental.</strong> As propostas de Milei estão claramente voltadas para a redução do controle do governo sobre a economia, e essas mudanças indubitavelmente se aplicarão também ao setor de saúde. Para as empresas que fornecem equipamentos, suprimentos ou outros serviços ao setor de saúde, isso pode resultar em menos burocracia ou regulação governamental na relação com hospitais ou outros prestadores de serviços de saúde.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Maior liberdade de preços.</strong> No sistema público de saúde argentino, os preços de planos de saúde, medicamentos e tratamentos são fortemente regulados. De fato, muitas operadoras de planos de saúde não podem aumentar seus preços sem aprovação governamental. Isso pode mudar com Milei. Há um aspecto do setor de saúde na Argentina que já começou a mudar: o da comercialização de fármacos Por meio do decreto 70/2023, o governo argentino determinou que os medicamentos que dispensam receita médica não são mais exclusividade das farmácias, podendo ser vendidos também em outros estabelecimentos comerciais. Além disso, o decreto autoriza a instalação de centros médicos e odontológicos no interior de drogarias e permite a prática simultânea das profissões de dentista, médico e farmacêutico, ao passo que os biomédicos agora também podem comandar laboratórios e farmácias. A Confederação Farmacêutica Argentina (COFA) manifestou sua oposição a esta medida.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Perspectiva de expansão para o setor privado de saúde.</strong> Como mencionado acima, Milei pretende facilitar o uso das contribuições dos trabalhadores aos fundos de previdência social em planos de saúde operados por empresas privadas. Essa mudança pode fazer com que um número maior de pessoas passe a se beneficiar do sistema de saúde privado, levando a uma expansão dos hospitais, centros médicos e provedores de serviços de saúde privados na Argentina.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Impulso à inovação.</strong> Como Milei defende uma abordagem de mercado para a economia, incluindo o setor de saúde, isso pode resultar em incentivos à inovação e à integração de mais tecnologias no setor de atenção à saúde. É possível que o governo Milei priorize políticas que estimulem os investimentos privados em pesquisas médicas, a adoção de tecnologia e soluções de saúde digital, produzindo avanços na atenção ao paciente, nos diagnósticos e na eficiência em geral dos serviços de saúde.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<table style="background-color: #ffffff;" border="1px #6CC72B;">
<tbody>
<tr>
<td style="background-color: #f7f7f7;">
<h2 style="text-align: left;">Alguns fatos sobre os investimentos na Argentina</h2>
<ul>
<li style="text-align: left;">A Argentina é a terceira maior economia da América Latina, com um PIB de US$ 445 bilhões, e o terceiro maior destino de investimentos estrangeiros entre as nações latino-americanas.</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: left;">Com uma população de 45 milhões de pessoas, 60% das quais com menos de 35 anos, o país dispõe de acesso preferencial aos principais mercados da América do Sul, que somam um total aproximado de 295 milhões de habitantes.</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: left;">É o oitavo maior país do mundo em superfície territorial, com mais de 50% do território formado por terras cultiváveis.</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: left;">Conta com a segunda maior reserva de gás não convencional e a quarta maior reserva de petróleo não convencional do mundo, além de uma vasta plataforma marítima, com mais de 1,78 milhão de quilômetros, rica em recursos energéticos e pesqueiros.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><sup>[1]</sup> Empresas privadas que operam planos de saúde. Diferentemente dos fundos de previdência social, as empresas de medicina pré-paga oferecem mais benefícios a seus clientes, o que implica custos mais elevados.</p>
<p><sup>[2]</sup> Refere-se a fundos administrados por sindicatos que oferecem planos de saúde.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Consultado por GHI:<br />
Guillermo Rodríguez Conte &#8211; Diretor da ReporteSud Consultores<br />
Rubén Torres &#8211; Diretor de Políticas do Instituto de Política e Economia da Saúde<br />
Daniela Chueke Perles &#8211; Jornalista especializada em saúde e assistência médica</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Medicina de precisão: o futuro já chegou?</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/medicina-de-precisao-o-futuro-ja-chegou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 23:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Daniela Chueke Perles A medicina de precisão é o futuro da saúde. A primeira mudança foi o modo como as pesquisas são realizadas; a segunda é a forma como...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Chueke Perles</strong></p>
<p>A medicina de precisão é o futuro da saúde. A primeira mudança foi o modo como as pesquisas são realizadas; a segunda é a forma como os tratamentos médicos serão oferecidos em alguns anos. Os pesquisadores já utilizam dados de sequenciamento genômico para aprender mais sobre por que as pessoas adoecem ou permanecem saudáveis e o que as torna únicas e irrepetíveis. É por isso que a medicina de precisão também é chamada de “medicina personalizada”, embora o termo seja um conceito que remonta a Hipócrates. O problema, porém, é que a superespecialização nas áreas médicas acabou resultando em um modelo de saúde que trata patologias, não pessoas.</p>
<p>Em 2015, o então presidente norte-americano Barack Obama anunciou um ambicioso programa de pesquisa em medicina de precisão que previa um investimento de 1,5 bilhão de dólares para a criação de uma base de dados de sequenciamento genômico de um milhão de norte-americanos. O plano, denominado <a href="https://www.joinallofus.org/" target="_blank" rel="noopener">“All of Us” e executado pelo National Institute of Health</a><a href="https://www.joinallofus.org/" target="_blank" rel="noopener">,</a> começou a criar em 2018 uma das maiores e mais diversas bases de dados de saúde do gênero.</p>
<p>Desde então, a medicina de precisão também começou a ganhar destaque na América Latina graças ao envolvimento de diferentes atores: empresas farmacêuticas, pesquisadores, pacientes, legisladores, governo e médicos que veem nesse novo paradigma uma oportunidade para oferecer a seus pacientes melhores tratamentos e a cura de que necessitam.</p>
<p>Embora atualmente não exista um plano tão ambicioso como o que vem sendo implementado nos Estados Unidos, os governos começam a apostar nessa modalidade de medicina – considerada a medicina do futuro.</p>
<h3>Os dados são o cerne da medicina de precisão</h3>
<p>Um exemplo do risco envolvido na coleta de dados tão sensíveis como os do genoma humano é o recente ataque sofrido pela empresa 23andMe que resultou no roubo de dados genéticos de mais de um milhão de pessoas. No dia 6 de outubro, a empresa revelou que os dados de um milhão de clientes, incluindo informações pessoais e vínculos genéticos com seus antepassados, estavam sendo vendidos na <em>deep web</em>.</p>
<p>No entanto, a promessa da medicina de precisão é muito mais animadora do que os desafios associados à segurança dos dados. Isso ficou explícito em um painel sobre o tema realizado em Buenos Aires, convocado pela Câmara Americana de Comércio (AmCham) por ocasião do Fórum de Saúde.</p>
<p>No painel sobre medicina de precisão, Leticia Murray​, CEO da AstraZeneca para o Cone Sul, enfatizou que “o objetivo da medicina de precisão é encontrar o medicamento certo, na hora certa e para o paciente certo”. Murray também mencionou que a empresa está centrada nessa abordagem e previu que, no futuro, os medicamentos que não são adaptados às necessidades específicas de cada paciente (ou “medicamentos de tamanho único”) ficarão em segundo plano.</p>
<p>Como os aspectos regulatórios da saúde são essenciais para permitir o acesso dos pacientes aos tratamentos, a senadora Guadalupe Tagliaferri falou da importância de legislar para favorecer a pesquisa, as parcerias público-privadas e o acesso dos pacientes aos avanços tecnológicos no campo da saúde.</p>
<p>Representando o interesse dos pacientes oncológicos, María de San Martín, diretora da Fundação Donde Quiero Estar, ressaltou a importância de oferecer aos pacientes os tratamentos de que necessitam e afirmou que, para evitar os altos cursos do sistema de saúde relacionados a tratamentos para patologias em graus muito avançados, é preciso trabalhar fortemente na prevenção.</p>
<p>Leticia Murray assinalou que a empresa vem concentrando seus esforços de pesquisa na inovação da perspectiva da medicina de precisão. “É assim que pensamos e inovamos o portfólio da AstraZeneca: 80% da carteira de produtos no <em>pipeline</em> da AstraZeneca vêm justamente com esse enfoque, pois acreditamos que essa será a evolução da atenção integral ao paciente, com foco em uma medicina muito mais personalizada para tornar os sistemas de saúde muito mais sustentáveis”, afirmou a executiva. E prosseguiu: “Se seguirmos produzindo medicamentos ‘de tamanho único’, certamente alguns serão muito eficazes para um determinado tipo de paciente, mas outros não; com a abordagem da medicina de precisão, garantiremos que o recurso se destine ao paciente que se beneficiará daquele tratamento, e o ideal é encontrá-lo na hora certa e é para isso que serve o diagnóstico”.</p>
<h3>Medicina de precisão e medicina personalizada são a mesma coisa?</h3>
<p>Murray respondeu que sim, pois é nesse sentido que estamos avançando. “Começa em áreas terapêuticas altamente especializadas, como a oncologia, onde são observadas as moléculas-alvo, ou seja, aquelas que se dirigem a um determinado tipo de mutação genética que o paciente possui. Também há muitas inovações em estudo e análise, em especial a terapia celular ou medicamentos que já são individualizados, onde já começamos a observar medicações que seguem essa abordagem. Os desdobramentos científicos que estão por vir são muito interessantes”, concluiu.</p>
<p>Junto com a Roche e a Novartis, a AstraZeneca assinou um acordo de colaboração para promover a medicina de precisão na América Latina.</p>
<p>Anabella Fassiano, PHC Ecosystem Partner da Roche, falou à Global Health Intelligence sobre o que o laboratório está trabalhando atualmente. “A união do conhecimento médico, da digitalização e da ciência da análise de dados está revolucionando a medicina.  Estamos reunindo conhecimentos únicos da biologia humana com novas formas de analisar os dados”.</p>
<p>A médica informou ainda que muitas das iniciativas se destinam ao enfrentamento do câncer. “Na oncologia, o conhecimento molecular permite personalizar o tratamento de acordo com o perfil genômico específico do tumor do paciente. Com mais genes acionáveis sendo identificados e o aumento das opções de tratamento, os tratamentos oncológicos vêm se tornando cada vez mais complexos. Em 2017, havia mais de 700 moléculas em desenvolvimento avançado, 90% das quais eram terapias direcionadas. Dessa forma, para fazer frente à complexidade crescente e compreender o potencial da medicina de precisão, é necessário adotar uma estratégia para o diagnóstico clínico e a tomada de decisões que evolua constantemente”, assinalou Fassiano.</p>
<h3>Qual tem sido a evolução da medicina de precisão na América Latina?</h3>
<p>No caso específico do câncer, o sequenciamento genômico pode ser muito útil para que os pacientes se beneficiem de um tratamento baseado em terapias direcionadas ao perfil molecular de seu tumor. O sequenciamento ajuda a melhorar as expectativas do paciente ao ampliar as possibilidades de tratamento, detectando alterações clinicamente relevantes que poderiam não ser detectadas por outras técnicas e relacionando-as com possíveis opções terapêuticas. Na busca de aproximar a medicina personalizada dos pacientes, o governo argentino aprovou recentemente uma nova terapia que age contra diversos tipos de câncer. Trata-se de um medicamento indicado de acordo com as alterações genéticas do tumor, independentemente de sua localização no corpo.</p>
<p>Os sistemas de saúde latino-americanos enfrentam uma série de desafios, como o envelhecimento populacional, o aumento da prevalência de doenças crónicas, problemas de infraestrutura e escassez de recursos, que foram agravados pela pandemia da Covid-19. Apoiada pela Roche, a FutureProofing Healthcare é uma iniciativa internacional desenvolvida por importantes especialistas independentes com o intuito de promover conversas sobre as intervenções necessárias para preparar os sistemas de saúde para o futuro. Em 2021, foram publicados os resultados do Índice de Medicina Personalizada da América Latina, o primeiro recurso desse tipo a oferecer um panorama único do estado atual de dez sistemas de saúde na região. Os países que participaram do Índice de Medicina Personalizada da América Latina foram Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai.</p>
<p>Esses dez países latino-americanos foram avaliados e classificados de acordo com diferentes aspectos relacionados à medicina personalizada, como tecnologias personalizadas, serviços de saúde, informações de saúde e contexto das políticas.</p>
<p>Fassiano observa que ainda há um longo caminho a percorrer para que a região incorpore a medicina de precisão. “A implementação de estratégias baseadas em dados, juntamente com melhorias nas infraestruturas e políticas de saúde, são aspectos fundamentais para maximizar o potencial da medicina de precisão na região. A medicina personalizada se apresenta como uma ferramenta para aumentar a eficiência do uso dos recursos existentes e, por conseguinte, melhorar a eficácia da assistência médica, apesar dos desafios ainda não resolvidos em outros aspectos da realidade latino-americana”, conclui.</p>
<h3>O que é a medicina de precisão</h3>
<p>A medicina de precisão é a promessa de recolocar o paciente no centro das atenções.</p>
<p><strong>Tecnologias:</strong> A medicina de precisão utiliza novas tecnologias, como sequenciamento de DNA (também chamado de sequenciamento genômico), bioinformática e medicina personalizada.</p>
<p><strong>Aplicações:</strong> O tratamento do câncer e das doenças genéticas é um dos campos da medicina em que a medicina de precisão mais tem avançado.</p>
<p><strong>Benefícios:</strong> O principal benefício da medicina de precisão é a melhoria na eficácia do tratamento, por se destinar a um paciente específico de acordo com sua situação específica.</p>
<p><strong>Desafios:</strong> Alguns dos desafios da medicina de precisão, que exige dados muito sensíveis, como o sequenciamento genômico dos pacientes, estão relacionados com questões éticas e de privacidade. Nas mãos erradas, esses dados podem ser usados para causar danos em vez de benefícios.</p>
<h3>Quem pode se beneficiar da medicina de precisão</h3>
<p>Para garantir que os pacientes oncológicos se beneficiem dos mais recentes avanços no tratamento, é necessário adotar uma estratégia para o diagnóstico clínico e a tomada de decisões que evolua constantemente e:</p>
<p>✓ Identifique alterações genômicas e biomarcadores de resposta à imunoterapia clinicamente relevantes</p>
<p>✓ Apoie a tomada de decisões clínicas</p>
<p>✓ Ajude a personalizar planos de tratamento para pacientes</p>
<p>A avaliação do perfil genômico completo é importante para garantir que os pacientes possam se beneficiar das últimas inovações de tratamento.</p>
<h4>Próximos passos</h4>
<p>Entre em contato conosco se quiser saber mais sobre os temas mais relevantes do setor médico da América Latina. A GHI oferece dados e estudos personalizados que ajudarão a sua empresa a entender melhor o futuro da saúde na região.</p>
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