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	<title>Análise de GHI &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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	<description>The leading source for hospital data and market intelligence across Latin America and Asia.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 16 Feb 2026 18:22:04 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Análise de GHI &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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	<item>
		<title>Entraves de conformidade para fabricantes de dispositivos médicos dos Estados Unidos (2026)</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/entraves-de-conformidade-para-fabricantes-de-dispositivos-medicos-dos-estados-unidos-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 03:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Guillaume Corpart Para fabricantes e fornecedores de dispositivos médicos interessados em voltar a investir na Venezuela, as oportunidades nos próximos meses tendem a ser expressivas. No entanto, empresas que ingressarem...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Guillaume Corpart</p>

<p>Para fabricantes e fornecedores de dispositivos médicos <a href="https://globalhealthintelligence.com/ghi-analysis/venezuelas-healthcare-market-in-2026/">interessados em voltar a investir na Venezuela</a>, as oportunidades nos próximos meses tendem a ser expressivas. No entanto, empresas que ingressarem no mercado durante essa fase de transição enfrentarão uma verdadeira “tempestade perfeita” de obstáculos regulatórios, financeiros e jurídicos. Apesar do enorme potencial de crescimento, os fabricantes precisam considerar os seguintes entraves:</p>

<h2 class="wp-block-heading">1. Sanções financeiras e reintegração ao sistema SWIFT</h2>

<ol class="wp-block-list"></ol>

<p>A barreira mais imediata é o descompasso entre o sistema bancário internacional e as operações locais.</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Verificação dos canais bancários.</strong> Embora quatro bancos privados (BNC, BBVA Provincial, Banesco e Mercantil) estejam autorizados a receber divisas geradas pelas vendas de petróleo por meio de canais dos Estados Unidos, a normalização efetiva do sistema SWIFT ainda está em andamento e permanece incerta.</li>



<li><strong>Conformidade: alto grau de sensibilidade.</strong> Empresas norte-americanas seguem extremamente cautelosas em relação às sanções financeiras. Consequentemente, muitas vezes exigem auditorias jurídicas especializadas antes de retomar transferências diretas.</li>
</ul>

<h2 class="wp-block-heading">2. Instabilidade regulatória e jurídica</h2>

<ol class="wp-block-list"></ol>

<p>O arcabouço legal para a importação e certificação de dispositivos médicos encontra-se em pleno processo de mudança.</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Regulamentação errática.</strong> Descrito como “errático”, o ambiente jurídico-regulatório se caracteriza por mudanças rápidas nas normas, conforme a nova administração tenta reformular o sistema.</li>



<li><strong>Desafios de rastreabilidade.</strong> A cadeia de suprimentos do setor público está concentrada em 12 grupos econômicos que operam por meio de centenas de subsidiárias. Assim, a tarefa de assegurar a conformidade com as exigências de “Conheça Seu Cliente” (KYC) e verificar os usuários finais torna-se tecnicamente difícil.</li>



<li><strong>Volatilidade política.</strong> Embora a presidente interina Delcy Rodríguez tenha feito concessões iniciais, a relação entre Estados Unidos e Venezuela segue instável.</li>
</ul>

<h2 class="wp-block-heading">3. Barreiras logísticas e de infraestrutura</h2>

<ol class="wp-block-list"></ol>

<p>Para trazer produtos ao país com segurança e em conformidade com as exigências legais, é preciso lidar com redes complexas de intermediários.</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Risco associado a intermediários.</strong> Hoje, muitos produtos acabam sendo canalizados por subdistribuidores para contornar bloqueios bancários, o que aumenta o risco de operações no “mercado cinza” e reduz o controle do fabricante sobre qualidade e precificação.</li>



<li><strong>Reconstrução logística.</strong> As cadeias logísticas anteriores praticamente desapareceram, de modo que os fabricantes precisam avaliar cuidadosamente novos distribuidores e recompor os estoques e a estrutura de armazenagem do zero.</li>
</ul>

<h2 class="wp-block-heading">4. Fragmentação do mercado</h2>

<ol class="wp-block-list"></ol>

<p>Os fabricantes precisam adaptar suas estratégias de conformidade e vendas a dois segmentos bastante distintos:</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Concentração no setor público.</strong> Os elevados níveis de favorecimento nas compras de hospitais públicos exigem uma diligência anticorrupção rigorosa na avaliação de parceiros locais.</li>



<li><strong>Fragilidade do setor privado.</strong> O setor privado é altamente fragmentado: restam menos de 100 grandes clínicas, enquanto se proliferam pequenos centros de atenção primária. Essas unidades podem não ter estrutura financeira para viabilizar contratos internacionais diretos.</li>
</ul>

<hr class="wp-block-separator has-text-color has-cyan-bluish-gray-color has-alpha-channel-opacity has-cyan-bluish-gray-background-color has-background is-style-wide"/>

<p></p>

<h2 class="wp-block-heading">Recomendações estratégicas</h2>

<p>Recomenda-se que os executivos adotem uma postura de cautela vigilante nos próximos 6 a 12 meses. O ponto de inflexão será a confirmação oficial de que as sanções foram suspensas, junto com a estabilização da retomada dos canais financeiros internacionais. Ainda assim, uma vez atendidas essas condições, as oportunidades no mercado venezuelano tendem a ser relevantes para as empresas que conseguirem manter a paciência até lá.</p>

<hr class="wp-block-separator has-text-color has-cyan-bluish-gray-color has-alpha-channel-opacity has-cyan-bluish-gray-background-color has-background is-style-wide"/>

<p></p>

<h2 class="wp-block-heading">Próximos passos</h2>

<p>Sua empresa está pronta para a retomada do mercado venezuelano em 2026? ? Embora os riscos sejam reais, os ganhos para quem se posicionar cedo no setor de dispositivos médicos não têm precedentes. Vá além das manchetes e acesse dados hospitalares granulares e tendências de compras que mostram onde está a demanda de verdade. <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/">Entre em contato com a GHI</a> para identificar sua próxima oportunidade de alto crescimento na América Latina — antes da concorrência.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O mercado de saúde venezuelano em 2026: um reposicionamento de alto risco e alto retorno para executivos do setor de dispositivos médicos</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-mercado-de-saude-venezuelano-em-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 16:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Guillaume Corpart Há mais de quatro décadas, executivos experientes vêm conduzindo suas operações em meio às turbulências do mercado venezuelano de dispositivos médicos. Esse mercado sempre impôs desafios – e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Guillaume Corpart</em></p>
<p>Há mais de quatro décadas, executivos experientes vêm conduzindo suas operações em meio às turbulências do mercado venezuelano de dispositivos médicos. Esse mercado sempre impôs desafios – e isso se tornou ainda mais evidente nos últimos anos, diante da turbulência política e das oscilações do próprio mercado. Até janeiro de 2026, 80% das empresas locais haviam fechado as portas sob o regime de Maduro, e o mercado de dispositivos médicos se reduziu a uma fração do que já foi um dia.</p>
<p>A recente captura de Nicolás Maduro e a mudança dos rumos políticos, porém, fizeram surgir – pela primeira vez em mais de 25 anos – um lampejo de esperança. Para os fabricantes, a Venezuela impõe um desafio de grandes proporções: um mercado de 30 milhões de pessoas com uma infraestrutura de saúde que, na prática, precisa ser reconstruída do zero.</p>
<h3><strong>Cenário atual: uma cadeia de suprimentos em colapso</strong></h3>
<p>Para entender as oportunidades de mercado que podem surgir na Venezuela, é preciso primeiro entender as lacunas e deficiências do contexto atual. Estes são os principais desafios presentes atualmente no mercado venezuelano:</p>
<ul>
<li><strong>Mudança no eixo de dominância do mercado.</strong> O mercado passou a ser dominado por fabricantes de “segunda linha”, sobretudo da China, que comercializam produtos de menor qualidade.</li>
<li><strong>Escassez de oferta.</strong> Embora ainda estejam disponíveis, os produtos europeus e norte-americanos chegam ao país em volumes muito menores do que em anos anteriores.</li>
<li><strong>Barreiras de acesso.</strong> O principal problema não é a escassez absoluta de oferta, e sim limitações severas nos canais de pagamento e no acesso ao mercado.</li>
<li><strong>Dependência de intermediários.</strong> Em razão do bloqueio de transferências bancárias e da sensibilidade às sanções financeiras, muitos produtos norte-americanos precisam ser adquiridos por meio de subdistribuidores ou intermediários, o que eleva os custos e reduz a variedade disponível.</li>
<li><strong>Centralização das compras.</strong> Cerca de 12 grupos econômicos concentram aproximadamente 80% de todas as aquisições de hospitais públicos. Esses grupos operam por meio de uma rede que chega a envolver mais de 100 empresas diferentes – uma estrutura que dificulta a rastreabilidade e sufoca a concorrência real.</li>
</ul>
<h3><strong>Avaliação da infraestrutura de saúde (2026)</strong></h3>
<p>Quando se somam os desafios de mercado ao estado do sistema de saúde venezuelano, fica fácil enxergar tanto os obstáculos como as oportunidades. Vejamos um panorama rápido de como se encontram hoje os setores de saúde privado e público no país:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td></td>
<td>
<h6><strong>Setor privado</strong></h6>
</td>
<td>
<h6><strong>Setor público</strong></h6>
</td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>
<h6><strong>Situação operacional</strong></h6>
</td>
<td><strong>Fortemente encolhido. Restam menos de 100 grandes clínicas privadas.</strong></td>
<td><strong>Profundamente deteriorado e descrito como “em colapso”.</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Avaliação atual</strong></h6>
</td>
<td><strong>Busca manter padrões assistenciais, mas os altos custos levaram à proliferação de centros menores de atenção primária.</strong></td>
<td><strong>Operacionalmente incapaz; os pacientes muitas vezes são obrigados a fornecer seus próprios insumos descartáveis, próteses e implantes.</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Principais desafios</strong></h6>
</td>
<td><strong>A redução da capacidade da população de arcar com seguros de saúde resultou em baixa ocupação e margens mínimas, limitando investimentos.</strong></td>
<td><strong>Em colapso; atualmente, centros de atenção primária preenchem o vazio, atendendo pacientes críticos com recursos extremamente limitados.</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Necessidades de reconstrução</strong></h6>
</td>
<td><strong>Exige reestruturação completa. Centros de pequeno e médio porte atualmente absorvem uma parcela relevante da demanda, mas com capacidade limitada.</strong></td>
<td><strong>Precisa ser reconstruído do zero – começando pela atenção primária, seguida por hospitais gerais e, depois, hospitais especializados.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><strong>A virada política e econômica</strong></h3>
<p>Apesar do estado atual do sistema de saúde venezuelano e do mercado como um todo, as mudanças estão avançando rapidamente. Em janeiro de 2026, Nicolás Maduro foi removido do cargo e sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez<strong>, </strong>assumiu como presidente interina<strong>.</strong> Em funções anteriores, Rodríguez conduziu operações econômicas críticas, atuando como vice-presidente, ministra da Economia e Finanças e ministra do Petróleo. O sinal mais relevante para investidores estrangeiros é a possível reabertura dos canais financeiros.</p>
<p>A Venezuela está tentando se reintegrar ao sistema bancário SWIFT e normalizar as relações com os Estados Unidos. Mais especificamente, quatro bancos privados <strong>– </strong>BNC, BBVA Provincial, Banesco e Mercantil<strong> –</strong> foram autorizados a receber moeda estrangeira proveniente das vendas de petróleo por meio de canais dos EUA. Essa medida faz parte de uma estratégia norte-americana para supervisionar o processamento das receitas do petróleo e contribuir para a estabilização da economia. Ainda assim, essa normalização permanece incerta até que as sanções sejam, de fato, suspensas ou flexibilizadas nas próximas semanas.</p>
<h3><strong>Perspectiva estratégica para fabricantes</strong></h3>
<p>Embora as oportunidades na Venezuela sejam amplas, especialistas estimam que mudanças concretas só começarão a se materializar dentro de 6 a 12 meses. Esse processo de reconstrução exige mais do que equipamentos: demanda novas cadeias logísticas<strong>, </strong>distribuidores devidamente avaliados e a estruturação de novos planos de seguro/saúde<strong>.</strong></p>
<p>Os fabricantes deveriam adotar uma postura de cautela vigilante<strong>.</strong> A conformidade regulatória ainda é um obstáculo relevante e, no momento, o ambiente jurídico-regulatório é errático e pouco previsível<strong>.</strong> Se a estabilidade retornar e as sanções forem suspensas, os recursos naturais da Venezuela – incluindo as maiores reservas de petróleo do planeta – poderão financiar uma reestruturação acelerada do país.</p>
<h3><strong>Conclusão</strong></h3>
<p>A Venezuela é um mercado reiniciado do zero. Para fabricantes dispostos a enfrentar, desde cedo, os entraves de logística e conformidade, a demanda por dispositivos médicos de alta qualidade tende a ser imensa à medida que o país tenta se reconstruir após 25 anos de deterioração.Para aproveitar esse crescimento, não basta um plano de entrada no mercado: é preciso ter um roteiro para navegar por um ambiente jurídico complexo. Fique atento à parte 2 deste artigo, em que detalhamos os entraves críticos de conformidade para fabricantes de dispositivos médicos dos Estados Unidos em 2026.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Venezuela’s Healthcare Market in 2026: A High-Risk, High-Reward Pivot for Medical Device Executives</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/venezuelas-healthcare-market-in-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 21:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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		<figure class="wp-block-image">
<p><em>Guillaume Corpart</em></p>
<p>For over four decades, seasoned executives have navigated the turbulent waters of Venezuela’s medical device market. The market has always presented challenges, and that has been especially true lately with the political and market turmoil. As of January 2026, 80% of local businesses have closed under the Maduro regime, and the medical device market is a fraction of what it once was.</p>
<p>With the recent capture of Nicolas Maduro and shifting political tides, however, a glimmer of hope has emerged for the first time in over 25 years. For manufacturers, Venezuela presents a massive challenge: a market of 30 million people with a healthcare infrastructure that essentially needs to be rebuilt from scratch.</p>
<h3>The Current Landscape: A Broken Supply Chain</h3>
<p>To understand the future market opportunities present in Venezuela, one must first understand the current deficits. These are the challenges that are currently present in the Venezuelan market:</p>
<p>•<strong> Shift in market dominance.</strong> The market is dominated by second-tier manufacturers, primarily from China, who are selling lower-quality products.</p>
<p>• <strong>Supply scarcity.</strong> While European and American products are still available, they exist in much smaller volumes than in previous years.</p>
<p>• <strong>Access barriers.</strong> The primary issue is not an absolute lack of supply, but extreme limitations in payment channels and access.</p>
<p>• <strong>Intermediary reliance.</strong> Due to the blocking of bank transfers and sensitivity to financial sanctions, many US products must be acquired through sub-distributors or intermediaries, which increases costs and limits variety.</p>
<p>• <strong>Centralized procurement.</strong> Approximately 12 economic groups control about 80% of all public hospital purchases. These groups operate through a network that may include over 100 different companies, a structure that hinders traceability and stifles real competition.</p>
<h3>Healthcare Infrastructure Assessment (2026)</h3>
<p>When you couple the market challenges with the state of the Venezuelan healthcare system, it’s easy to see both the challenges and opportunities. Here’s a quick overview of how things currently stand with the country’s private and public healthcare sectors:</p>
<figure class="wp-block-image">
<table style="height: 554px;" width="727">
<thead>
<tr>
<td> </td>
<td>
<h6><strong>Private Sector</strong></h6>
</td>
<td>
<h6><strong>Public Sector</strong></h6>
</td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>
<h6><strong>Operational Status</strong></h6>
</td>
<td>
<p><strong>Severely contracted. Fewer than 100 large private clinics remain.</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Deeply deteriorated and described as being &#8220;in shambles.&#8221;</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Current Assessment</strong></h6>
</td>
<td>
<p><strong>Trying to maintain standards, but high costs have led to a proliferation of smaller primary care centers.</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Operationally incapable; patients are often required to provide their own disposable supplies, prostheses, and implants.</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Primary Challenges</strong></h6>
</td>
<td>
<p><strong>Reduced population ability to afford insurance has led to low occupancy and minimal margins, limiting investment.</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Collapsed; primary care centers currently fill the void, treating critical patients with extremely limited resources.</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Reconstruction Needs</strong></h6>
</td>
<td>
<p><strong>Requires a full overhaul. Small and medium centers currently cover significant demand but with limited capacity.</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Must be rebuilt from scratch, starting with primary care, followed by general and then specialized hospitals.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</figure>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<h3><strong>The Political and Economic Pivot</strong></h3>
<p>Despite the current state of affairs with Venezuelan healthcare and the market as a whole, change is coming swiftly. As of January 2026, Nicolas Maduro has been removed from office and his former Vice President, Delcy Rodriguez, is acting president. In her previous roles, Rodriguez managed critical economic operations by serving as the Vice President, the Minister of Economy and Finance, and the Minister of Petroleum. The most significant signal for foreign investors is the potential reopening of financial channels.</p>
<p>Venezuela is in the process of attempting to rejoin the SWIFT banking system and normalize relations with the United States. Specifically, four private banks — BNC, BBVA Provincial, Banesco, and Mercantil — have been authorized to receive foreign currency from oil sales via US channels. This move is part of a US strategy to oversee oil revenue processing and stabilize the economy. However, this normalization remains uncertain until sanctions are effectively lifted or eased in the coming weeks.</p>
<h3><strong>Strategic Outlook for Manufacturers</strong></h3>
<p>While the opportunities in Venezuela are vast, experts predict a timeline of 6 to 12 months before tangible change is realized. This reconstruction demands more than hardware; it requires new logistics chains, vetted distributors, and the establishment of new insurance plans.</p>
<p>Manufacturers should adopt a stance of watchful waiting. Regulatory compliance remains a significant hurdle, and the legal environment is currently haphazard. If stability returns and sanctions are lifted, Venezuela’s natural resources — including the world&#8217;s largest oil reserves — could finance a rapid overhaul of the nation.</p>
<h3><strong>The Bottom Line</strong></h3>
<p>Venezuela is a market reset to zero. For manufacturers willing to navigate early-stage logistics and compliance hurdles, the demand for high-quality medical devices will be immense as the country attempts to rebuild itself after 25 years of decay.</p>
<p>Capturing this growth requires more than just a market entry plan—it requires a roadmap through a complex legal landscape. Stay tuned for part 2, where we break down the critical compliance hurdles for American medical device manufacturers in 2026.</p>
</figure>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div><!-- /wp:freeform -->]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sinais vitais e reconfigurações geopolíticas: como as estratégias dos EUA na América Latina redefinirão o mercado de equipamentos médicos</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/sinais-vitais-e-reconfiguracoes-geopoliticas-como-as-estrategias-dos-eua-na-america-latina-redefinirao-o-mercado-de-equipamentos-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 15:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Guillaume Corpart A América Latina atravessa atualmente um profundo realinhamento geopolítico. Historicamente marcada por intervenções externas – primeiro europeias e, posteriormente, norte-americanas sob a égide da Doutrina Monroe –, a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Guillaume Corpart</em></p>

<p>A América Latina atravessa atualmente um profundo realinhamento geopolítico. Historicamente marcada por intervenções externas – primeiro europeias e, posteriormente, norte-americanas sob a égide da Doutrina Monroe –, a região volta a se consolidar como um palco central da competição entre grandes potências. Esse movimento vai muito além do discurso, materializando-se em uma retomada assertiva da atuação dos Estados Unidos na região com o objetivo de conter influências externas e reafirmar sua hegemonia no hemisfério.</p>

<p>Essa agressiva reviravolta geopolítica traz implicações profundas e generalizadas para os setores comerciais. Poucos segmentos, no entanto, são tão sensíveis a esse tipo de mudança – ou tão estratégicos para a estabilidade nacional – quanto o mercado de equipamentos e dispositivos médicos. À medida que Washington intensifica sua pressão econômica e militar sobre a região, o mercado de equipamentos e dispositivos médicos caminha para enfrentar sua mais relevante disrupção desde o início da pandemia de Covid-19.</p>

<h2 class="wp-block-heading">A guinada do poder coercitivo: Washington volta a exercer controle</h2>

<p>Durante anos, ganhou força a percepção de declínio da influência dos Estados Unidos na América Latina, atribuída a uma postura de negligência que abriu espaço para a atuação de outros atores globais. Esse período agora dá claros sinais de ter chegado ao fim. Washington passou a adotar uma estratégia ancorada no uso do poder e da diplomacia coercitivos com o intuito de assegurar o alinhamento regional aos interesses dos Estados Unidos.</p>

<p>A expressão mais contundente dessa nova realidade foi a recente operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A ação provocou um choque imediato em todas as capitais do Hemisfério Ocidental e deixou claro que os Estados Unidos estão dispostos a recorrer à intervenção direta para alcançar seus objetivos estratégicos.</p>

<p>Em uma escala menos dramática, os EUA continuam buscando impor sua agenda regional por outros meios. Advertências pouco veladas dirigidas a importantes atores da região, como México e Colômbia, em temas como conformidade comercial, controle migratório e política antidrogas, reforçaram a mensagem central: o alinhamento com Washington já não é mais opção.</p>

<p>É inevitável que essas ações gerem tensões profundas nas relações comerciais entre os países. Quando a diplomacia passa a ser conduzida sob a ótica da segurança nacional e da capacidade militar, as relações comerciais tradicionais tornam-se instáveis e imprevisíveis. As preocupações em torno da soberania se intensificam, e os países passam a encarar com cautela o uso de instrumentos econômicos como ferramentas de pressão política. O efeito imediato dessa postura é a criação de um ambiente de incerteza, que obriga os governos latino-americanos a reavaliar seus riscos de política externa, suas prioridades econômicas e suas alianças estratégicas.</p>

<h2 class="wp-block-heading">O contexto: o dragão na sala de cirurgia</h2>

<p>Para compreender o impacto desse ressurgimento dos Estados Unidos sobre o mercado médico, é necessário, antes, entender o status quo atual. Ao longo da última década – e de forma especialmente acelerada durante a pandemia de Covid-19 –, a China consolidou-se como a principal fornecedora de dispositivos e equipamentos médicos para a América Latina. </p>

<p>Quando a pandemia eclodiu e países ocidentais passaram a reter ventiladores, EPIs e instrumentos diagnósticos, Pequim interveio por meio da chamada “diplomacia das máscaras”. Mesmo diante de limitações produtivas, restrições comerciais e obstáculos logísticos, fabricantes chineses conseguiram oferecer acesso rápido e a custos competitivos a equipamentos médicos em um momento em que poucos outros países tinham capacidade – ou disposição – para fazê-lo.</p>

<p>Como consequência, produtos chineses – de equipamentos avançados de diagnóstico por imagem em hospitais brasileiros a insumos básicos em clínicas peruanas – tornaram-se onipresentes em toda a América Latina. Esse predomínio não se sustentou apenas no preço, mas sobretudo na disponibilidade e na ausência de alternativas viáveis durante uma emergência global. Nos anos seguintes, essa dinâmica se consolidou, com as importações chinesas de produtos médicos frequentemente superando as de origem norte-americana em diversos mercados da região.</p>

<p>Os produtos médicos chineses, que representavam 25% das importações da América Latina em 2018, aumentaram sua fatia para 34% em 2024. No mesmo período, a participação dos Estados Unidos nas importações regionais recuou de 38% para 28%. Essa tendência foi particularmente evidente em países como Brasil, Colômbia e Chile, onde produtos chineses já respondem por mais de 50% de todos os dispositivos médicos importados.</p>

<h2 class="wp-block-heading">O choque de curto prazo: um realinhamento forçado</h2>

<p>A nova postura assertiva dos Estados Unidos tende a desestabilizar quase de imediato esse cenário hoje dominado pela China. No curto prazo, é razoável esperar que Washington explore suas vitórias políticas – como a neutralização do regime de Maduro – e as campanhas de pressão exercidas sobre México e Colômbia para impor uma guinada comercial na região.</p>

<p>Ao longo dos próximos 24 meses, é provável que se inicie a reabertura de um mercado de saúde há muito tempo paralisado na Venezuela. Curiosamente, a apropriação dos ativos petrolíferos venezuelanos e a queda do regime de Maduro também exerceram pressão imediata sobre o já frágil sistema cubano, o que torna plausível que Cuba seja o próximo mercado a se abrir aos investimentos externos. </p>

<p>Os sistemas de saúde de Venezuela e Cuba precisarão ser amplamente redesenhados. O foco inicial será a ampliação do acesso à atenção primária, enquanto os investimentos em hospitais especializados tendem a ocorrer em um segundo momento. Oportunidades imediatas surgirão em praticamente todos os segmentos do sistema de saúde – da reconstrução da infraestrutura hospitalar a soluções de tecnologia, equipamentos, dispositivos médicos, insumos e produtos farmacêuticos. Modelos de infraestrutura, distribuição, manutenção e financiamento precisarão ser reavaliados e, em muitos casos, reconstruídos do zero. </p>

<p>Nos mercados já estabelecidos, é plausível esperar exigências explícitas, ou orientações formuladas em termos contundentes, para que ministérios da Saúde latino-americanos passem a priorizar parcerias com empresas dos Estados Unidos, em detrimento de alternativas como os atuais acordos comerciais com a China. Esse direcionamento pode ser viabilizado por meio de acordos de livre comércio, tarifas, mecanismos de financiamento ou mesmo condicionado a concessões comerciais mais amplas. Países que não querem ser o próximo alvo de pressões norte-americanas ou que buscam se beneficiar de uma relação mais estreita com um Washington em retomada de protagonismo provavelmente se alinharão rapidamente a essa dinâmica.</p>

<p>Apesar do entusiasmo em torno da abertura de novos mercados e das oportunidades comerciais potenciais, é prudente reconhecer o alto grau de incerteza que permeia o contexto atual. Embora o mercado possa recompensar ações rápidas, a volatilidade desse cenário pode transformar decisões precipitadas em iniciativas de elevado custo. Recomenda-se, portanto, muita cautela.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Implicações de longo prazo: fragmentação e ressentimento</h2>

<p>Embora essas novas intervenções nos mercados latino-americanos possam oferecer aos Estados Unidos ganhos de mercado no curto prazo, as implicações de longo prazo são consideravelmente mais nuançadas e complexas. Em uma região onde cerca de 70% da assistência médica é prestada pelo setor público e os orçamentos são restritos, fatores determinantes de mercado (como o preço) dificilmente deixam de pesar nas decisões. É improvável que os países latino-americanos abandonem por completo os vínculos comerciais com a China, mesmo sofrendo pressão dos Estados Unidos.</p>

<p>Embora produtos norte-americanos possam recuperar parte do espaço perdido, é pouco realista supor que fabricantes chineses sejam efetivamente excluídos desse mercado. Em vez de priorizar produtos norte-americanos por seus benefícios tecnológicos ou comerciais, os países provavelmente adotarão uma postura de balanceamento estratégico, adquirindo equipamentos norte-americanos de alta tecnologia para atender às expectativas de Washington, enquanto mantêm, de forma discreta, o abastecimento de insumos e tecnologias de médio porte junto à China, como forma de preservar a viabilidade orçamentária.</p>

<p>Além disso, abordagens excessivamente impositivas tendem a gerar ressentimento. Ainda que países latino-americanos possam ceder temporariamente à pressão dos Estados Unidos, no longo prazo a tendência é que busquem recuperar maior autonomia estratégica.</p>

<p>A China, por sua vez, também tende a se adaptar. Em vez de limitar sua atuação à exportação de produtos, Pequim pode aprofundar sua estratégia por meio da localização da produção na América Latina, contornando barreiras comerciais e se integrando de forma mais profunda à economia regional através de transferências de tecnologia – um campo no qual os Estados Unidos, historicamente, têm se mostrado mais reticentes.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Desafios e ajustes em uma nova ordem mundial</h2>

<p>A captura de Nicolás Maduro e a pressão exercida sobre aliados estratégicos sinalizam um ponto de inflexão definitivo nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina. A era da competição passiva chegou ao fim. Em última análise, as mudanças no equilíbrio de poder na região não se limitam a manobras políticas; trata-se de abalos econômicos com implicações profundas para o comércio cotidiano.</p>

<p>O mercado de equipamentos e dispositivos médicos funciona como um microcosmo eloquente dessa disputa mais ampla, caracterizada por uma interseção direta entre ambições geopolíticas e necessidades de saúde pública e interesses comerciais. Não há dúvida de que os próximos anos serão marcados por um delicado equilíbrio entre diplomacia, incentivos econômicos e parcerias estratégicas, com os países latino-americanos buscando se posicionar em um mundo cada vez mais moldado pelas ambições concorrentes das grandes potências globais.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Próximos passos</h2>

<p><strong>Posicione sua marca para as profundas mudanças que vêm se desenhando na América Latina.</strong> À medida que Washington reafirma sua predominância na região, os setores de dispositivos médicos e farmacêutico enfrentam sua mais significativa disrupção dos últimos anos. Antecipe tendências emergentes e compreenda os riscos de acesso a mercados com as pesquisas especializadas da GHI. <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/">Entre em contato conosco</a> hoje mesmo para saber como nossos dados podem ajudar a sua empresa a se manter à frente da concorrência.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O futuro cirúrgico da América Latina: quais são as áreas em que os hospitais investirão daqui para a frente</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-futuro-cirurgico-da-america-latina-quais-sao-as-areas-em-que-os-hospitais-investirao-daqui-para-a-frente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Romero Roy]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 15:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma percepção comum acerca dos hospitais e centros médicos da América Latina diz respeito a seu atraso em relação aos centros dos Estados Unidos e da Europa no que tange...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma percepção comum acerca dos hospitais e centros médicos da América Latina diz respeito a seu atraso em relação aos centros dos Estados Unidos e da Europa no que tange à adoção de novas tecnologias. Nos últimos anos, porém, observam-se movimentos que questionam essa tendência.</p>



<p>Vários países da região começaram a adotar dispositivos e equipamentos cirúrgicos mais avançados. Verifica-se, em particular, expressivo crescimento dos equipamentos minimamente invasivos usados em endoscopias, laparoscopias ou procedimentos assistidos por robô. Apresentamos abaixo uma análise mais detalhada dos números.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Endoscopia</strong></h2>



<p>Uma tecnologia médica que tem exibido crescimento significativo e que deve crescer ainda mais nos próximos anos é a endoscopia. O endoscópio é um tubo comprido e flexível que pode ser introduzido no corpo para examinar órgãos internos com uma luz e uma câmera. Em muitos casos, instrumentos cirúrgicos podem ser inseridos através de um canal no endoscópio para remover tecidos ou executar outros procedimentos cirúrgicos.</p>



<p>Costuma-se pensar nos endoscópios como instrumentos destinados a procedimentos digestivos, com sua introdução sendo realizada pela boca ou pelo ânus, mas há também outras modalidades de endoscopia, como a artroscopia, a cistoscopia e a histeroscopia, entre outras.</p>



<p>Nos últimos anos, observa-se um crescimento consistente nos procedimentos endoscópicos na América Latina, com a expansão dos endoscópios superando a de outros equipamentos cirúrgicos. Em 2013, por exemplo, a “base instalada” de equipamentos cresceu, em termos gerais, apenas 4,7% na região, porém o número de endoscópios se expandiu a uma taxa de 10,2%, com as torres de endoscopia apresentando crescimento de 13,7%.</p>


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<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-bc78556d048a0b62c4ac2bf54224fe58" style="color: #2dd4bf;"><strong>A endoscopia na América Latina em números</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Faturamento do mercado latino-americano de dispositivos endoscópicos em 2025: <strong>US$ 2,2 bilhões</strong></li>



<li>Projeção de faturamento do mercado até 2030: <strong>US$ 3,1 bilhões </strong></li>



<li>Projeção da taxa de crescimento anual composta (CAGR): <strong>7,14%</strong></li>
</ul>


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<p>A expansão do mercado de endoscopia é consistente em toda a região, mas os principais mercados, como Argentina, México e Brasil apresentam crescimento particularmente sólido, com CAGRs projetadas de 13,6%, 10,1% e 9,7%, respectivamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Laparoscopia</strong></h2>



<p>A laparoscopia é uma modalidade de endoscopia, sendo utilizada especificamente para examinar e tratar os órgãos do abdome e do sistema reprodutivo através de uma incisão no abdome. Como outros equipamentos endoscópicos, porém, os dispositivos laparoscópicos registraram crescimento expressivo na América Latina nos últimos anos – e tudo indica que essa expansão continuará a acontecer em ritmo vigoroso.</p>


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<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-042fcdb5b53b219a2e42b8b12b9c1b62" style="color: #2dd4bf;"><strong>A laparoscopia na América Latina em números</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Faturamento do mercado latino-americano de dispositivos laparoscópicos em 2023: <strong>US$ 2,35 bilhões</strong></li>



<li>Projeção de faturamento do mercado até 2033: <strong>US$ 4,61 bilhões </strong></li>



<li>Projeção da taxa de crescimento anual composta (CAGR): <strong>7,79%</strong></li>
</ul>


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<p>Como se observa em relação aos equipamentos endoscópicos em geral, os dispositivos laparoscópicos registram crescimento em toda a região, mas a expansão é particularmente sólida em países como Brasil e México, onde a taxa de crescimento em 2023 chegou a 12,9% e 9,2%, respectivamente. No Chile, o mercado de equipamentos laparoscópicos também mostrou crescimento significativo, com aumento de 12% em 2023, ao passo que na Argentina e Colômbia a expansão foi um pouco menos acelerada, com aumentos de 5% e 4,9%, respectivamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Robôs cirúrgicos</strong></h2>



<p>O mercado de <a href="https://globalhealthintelligence.com/ghi-analysis/the-impact-of-ai-and-robotics-on-medical-devices-in-latin-america/">cirurgias assistidas por robô</a> vem se expandindo no mundo inteiro e, embora o volume de procedimentos dessa natureza na América Latina ainda seja modesto, seu crescimento é significativo, o mesmo acontecendo com a expansão projetada para os próximos anos.</p>


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<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-1f3c9b2f9bfd8ac6c359c671ab79d496" style="color: #14b8a6;"><strong>Robótica cirúrgica na América Latina em números</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Faturamento do mercado latino-americano de robôs cirúrgicos em 2024: <strong>US$ 246,6 milhões</strong></li>



<li>Projeção de faturamento do mercado até 2033: <strong>US$ 573,2 milhões</strong></li>



<li>Projeção da taxa de crescimento anual composta (CAGR): <strong>9,8%</strong></li>
</ul>


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<p>Neste segmento, a demanda no Brasil e no México também se mantém à frente da observada no restante da região, mas a expansão é generalizada em toda a América Latina e o faturamento deve continuar a crescer ao longo da próxima década.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que impulsiona o aumento da demanda?</strong></h2>



<p>Como indicam esses números, a América Latina está pronta para investir mais recursos na atualização de sua tecnologia médica e pretende modernizar suas instalações hospitalares com equipamentos e dispositivos de última geração. O que teria motivado essa transformação na região? A resposta é multifacetada, mas uma hipótese é que a pandemia de Covid-19 pôs em evidência muitas das carências do sistema de saúde da região. De lá para cá, gestores e pacientes estão em busca de tratamentos de melhor qualidade, e isso exige tecnologia mais avançada.</p>



<p>Obviamente, há também outros fatores em jogo. Por estarem mais bem informados sobre os procedimentos médicos menos invasivos que podem ser realizados atualmente com o uso de dispositivos endoscópicos, laparoscópicos e robóticos, os pacientes exigem a adoção dessas tecnologias em seus tratamentos. Além disso, problemas crônicos de saúde, como <a href="https://globalhealthintelligence.com/ghi-analysis/how-latin-america-is-fighting-chronic-diseases/">obesidade, doenças cardíacas e diabetes,</a> também vêm se tornando mais prevalentes, o que exige um maior volume de diagnósticos e procedimentos a serem realizados com esses aparelhos.</p>



<p>As atualizações com equipamentos de ponta geram benefícios para os estabelecimentos hospitalares e para os pacientes. Procedimentos menos invasivos, como endoscopia, laparoscopia e cirurgia assistida por robô, têm melhores resultados e permitem internações de menor duração. Isso gera taxas maiores de satisfação entre os pacientes e possibilita que os hospitais atendam um número maior de pacientes em períodos mais curtos de tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Obstáculos à adoção</strong></h2>



<p>Como acontece com todas as mudanças tecnológicas, a atualização dos estabelecimentos hospitalares implica certos desafios. Os novos equipamentos têm preços elevados, e são poucos os hospitais públicos que dispõem dos recursos necessários para implantar projetos de modernização abrangentes. Assim, o crescimento no número de dispositivos e equipamentos, em particular no caso de robôs cirúrgicos, é mais acelerado nos hospitais privados do que nos públicos. Não obstante, no caso de muitos procedimentos, dispositivos como os endoscópios e os laparoscópios são cada vez mais considerados padrão de tratamento, o que pressiona os sistemas públicos de saúde a se atualizar, independentemente dos custos envolvidos.</p>



<p>Outros obstáculos incluem o treinamento ou a contratação de profissionais de saúde para operar esses novos dispositivos e equipamentos, o que pode tornar os custos e os desafios muito maiores do que a simples aquisição dos aparelhos. No entanto, a maior parte dos hospitais relata benefícios de longo prazo em termos de eficiência, resultados e satisfação dos pacientes ao realizar esses investimentos iniciais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Principais conclusões para as empresas do setor de saúde</strong></h2>



<p>Se a sua empresa atua no <a href="https://globalhealthintelligence.com/ghi-analysis/latin-americas-medical-equipment-sales-leaders/">mercado de dispositivos e equipamentos cirúrgicos</a>, os números acima indicam com clareza que os próximos anos devem ser palco de forte crescimento em toda a América Latina, particularmente nos segmentos de endoscópios, laparoscópios e robôs cirúrgicos. O momento de ajustar a sua estratégia de vendas é agora, não apenas no caso dos hospitais privados, mas também em relação aos sistemas públicos de saúde que estão tentando se atualizar para atender as demandas dos pacientes.</p>



<p>Conte com a GHI e seu portfólio de soluções de dados, como o HospiScope e o SurgiScope, para analisar os estoques hospitalares e concentrar a estratégia da sua empresa nos pontos onde estão as maiores necessidades. Não há a menor dúvida de que esse mercado continuará a crescer — portanto é hora de concluir e implementar a sua estratégia de vendas para 2026 e para os próximos anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Próximos passos</strong></h2>



<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/contact/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências cirúrgicas e seu potencial impacto sobre os mercados de dispositivos e equipamentos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises e informações valiosas de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas em seu setor.</p>



<p><strong>************</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fontes:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://my.clevelandclinic.org/health/diagnostics/25126-endoscopy" target="_blank" rel="noopener">https://my.clevelandclinic.org/health/diagnostics/25126-endoscopy</a></li>



<li><a href="https://my.clevelandclinic.org/health/procedures/4819-laparoscopy" target="_blank" rel="noopener">https://my.clevelandclinic.org/health/procedures/4819-laparoscopy</a></li>



<li><a href="https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/endoscopes-market/latin-america" target="_blank" rel="noopener">https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/endoscopes-market/latin-america</a></li>



<li><a href="https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/endoscopes-market/argentina" target="_blank" rel="noopener">https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/endoscopes-market/argentina</a></li>



<li><a href="https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/endoscopes-market/mexico" target="_blank" rel="noopener">https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/endoscopes-market/mexico</a></li>



<li><a href="https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/endoscopes-market/brazil" target="_blank" rel="noopener">https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/endoscopes-market/brazil</a></li>



<li><a href="https://www.statista.com/outlook/hmo/medical-technology/medical-devices/endoscopic-devices/latam?srsltid=AfmBOoqlTFhssZ09QS62ZAn9yXFNMPQYkI44NhKsNsZQSRODDFzODjZz" target="_blank" rel="noopener">https://www.statista.com/outlook/hmo/medical-technology/medical-devices/endoscopic-devices/latam?srsltid=AfmBOoqlTFhssZ09QS62ZAn9yXFNMPQYkI44NhKsNsZQSRODDFzODjZz</a></li>



<li><a href="https://www.marketdataforecast.com/market-reports/latin-america-endoscope-reprocessing-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.marketdataforecast.com/market-reports/latin-america-endoscope-reprocessing-market</a></li>



<li><a href="https://www.businessmarketinsights.com/reports/latin-america-laparoscopic-devices-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.businessmarketinsights.com/reports/latin-america-laparoscopic-devices-market</a></li>



<li><a href="https://www.marketdataforecast.com/market-reports/latin-america-laparoscopy-device-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.marketdataforecast.com/market-reports/latin-america-laparoscopy-device-market</a></li>



<li><a href="https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/surgical-robots-market/latin-america" target="_blank" rel="noopener">https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/surgical-robots-market/latin-america</a></li>



<li><a href="https://www.tritonmarketresearch.com/reports/latin-america-surgical-robotics-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.tritonmarketresearch.com/reports/latin-america-surgical-robotics-market</a></li>



<li><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/analise-do-mercado-de-cirurgia-robotica-na-america-latina/">https://globalhealthintelligence.com/ghi-analysis/parsing-the-robotic-surgery-market-in-latin-america/</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tendências em doenças emergentes na América Latina: o que os dados revelam</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/tendencias-em-doencas-emergentes-na-america-latina-o-que-os-dados-revelam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 15:04:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Mariana Romero Roy Embora a América Latina tenha realizado avanços importantes nas últimas décadas em termos da qualidade dos serviços de saúde e da prevenção de doenças, suas populações ainda...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mariana Romero Roy</p>



<p>Embora a América Latina tenha realizado avanços importantes nas últimas décadas em termos da qualidade dos serviços de saúde e da prevenção de doenças, suas populações ainda permanecem mais vulneráveis a certas enfermidades contagiosas do que as de regiões mais ao norte do planeta. Entre essas enfermidades, incluem-se doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya. Ao mesmo tempo, tendências em doenças emergentes que afetam todas as regiões do mundo, como cepas de bactérias resistentes a antibióticos, também são um problema crescente nos países latino-americanos.  </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Causas e soluções</strong></h2>



<p>Alguns dos fatores que levam à prevalência dessas doenças na América Latina, como o <a href="https://globalhealthintelligence.com/ghi-analysis/climate-change-health-addressing-environmental-health-risks-in-latin-america/">clima e os organismos associados (vetores biológicos) </a>— cuja persistência é favorecida pelas condições climáticas da região —, são de difícil controle. Apesar desses obstáculos, os órgãos de saúde e as autoridades locais continuam a adotar medidas para conter a transmissão dessas doenças. </p>



<p>Vejamos mais detalhadamente como a propagação dessas enfermidades e os esforços para combatê-las vêm impactando as estratégias de saúde em toda a América Latina e de que maneira os produtos e serviços da sua empresa podem tomar parte nessas iniciativas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma análise mais detalhada dos dados sobre doenças</strong></h2>



<p>Em 2023, um grupo de pesquisadores publicou na <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9910557/" target="_blank" rel="noopener">Revista Panamericana de Salud Pública</a> uma revisão sistemática de 95 estudos sobre dengue, chikungunya e zika na América Latina e no Caribe. Embora a dengue seja comum em regiões tropicais e subtropicais há décadas, os pesquisadores verificaram um aumento substancial na prevalência da doença nos últimos dez anos. </p>



<p>A zika e a chikungunya são doenças mais recentes na América Latina e apresentam um padrão similar de transmissão. Datam de 2013 os primeiros registros de infecção por zika e chikungunya na região, e em ambos os casos a prevalência atingiu seu pico por volta de 2015, tendo regredido nos últimos anos.  </p>



<p>Historicamente, o Brasil e a região do Cone Sul, que inclui Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai, concentram o maior número de infecções. Nos últimos anos, porém, a propagação mais acelerada de dengue é a que se observa na América Central e no México. Os pesquisadores suspeitam que ondas de calor, tempestades tropicais e outros eventos climáticos severos podem estar impulsionando essa alta na transmissão. Com efeito, os especialistas em saúde pública preocupam-se com a possibilidade de que esses fatores provoquem um aumento nas infecções de dengue, chikungunya e zika nos próximos anos.   </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1530" height="710" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/11/01_Tropical-Diseases-in-the-Americas_PT_01.png" alt="" class="wp-image-27652" style="object-fit:cover" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/11/01_Tropical-Diseases-in-the-Americas_PT_01.png 1530w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/11/01_Tropical-Diseases-in-the-Americas_PT_01-300x139.png 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/11/01_Tropical-Diseases-in-the-Americas_PT_01-1024x475.png 1024w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/11/01_Tropical-Diseases-in-the-Americas_PT_01-768x356.png 768w" sizes="(max-width: 1530px) 100vw, 1530px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fatores em jogo</strong></h2>



<p>Como seria de esperar, fatores ambientais e socioeconômicos parecem desempenhar papel importante na prevalência e transmissão dessas doenças na América Latina. Observa-se, por exemplo, forte associação entre climas tropicais e subtropicais com a transmissão de zika e chikungunya, ao passo que é em regiões de clima semiárido que a transmissão de dengue é mais propensa a ocorrer. É interessante observar que as temperaturas elevadas, o tempo seco e os altos índices pluviométricos estão associados com a propagação das três doenças.  </p>



<p>Os fatores econômicos também influem: indivíduos de nível socioeconômico mais baixo que vivem em regiões densamente povoadas correm maior risco de se contaminar e transmitir as doenças. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bactérias resistentes a antibióticos</strong></h2>



<p>Outra tendência em doenças emergentes na América Latina em que vale a pena prestar atenção é a proliferação de cepas de bactérias resistentes a antibióticos. Trata-se de uma tendência que obviamente não se restringe à América Latina: sua prevalência vem crescendo tanto nos países latino-americanos como em outras regiões do planeta. De acordo com artigo publicado em junho de 2025 no <a href="https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(25)00058-0/fulltext" target="_blank" rel="noopener">American Journal of Medicine</a>, houve em 2019 cerca de 5 milhões de óbitos associados a bactérias resistentes a antibióticos, sendo que 11,5% dessas mortes ocorreram nas Américas.  </p>



<p>É possível que a América Latina se mostre particularmente vulnerável a esse problema nos próximos anos. Levantamentos indicam que a região se caracteriza por um uso excessivo de antibióticos com finalidades médicas, veterinárias e de produtividade, o que pode resultar em uma combinação crítica de fatores que favorecem o surgimento de cepas de bactérias resistentes a antibióticos. Pesquisa publicada no periódico <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01867-1/fulltext" target="_blank" rel="noopener">Lancet</a> mostra que 322 mil pessoas morreram devido à resistência a antibióticos na América Latina e no Caribe em 2021. E as projeções sugerem que esse número pode chegar a 650 mil até 2050, deixando a região com uma das mais altas taxas mundiais de óbitos associados à resistência bacteriana a antibióticos.  </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Iniciativas regionais para deter a propagação</strong></h2>



<p>A despeito dos desafios, organizações mundiais e locais de saúde vêm somando forças para tentar conter a propagação na América Latina da dengue, da chikungunya e da zika, bem como das bactérias resistentes a antibióticos. Em outubro de 2024, por exemplo, a <g id="gid_0">Organização Mundial da Saúde</g> lançou um plano estratégico global para combater a dengue e outras doenças como chikungunya e zika. O plano apresenta estratégias para monitorar, gerenciar, controlar e reduzir a transmissão das doenças.  </p>



<p>Outra iniciativa interessante adotada pelo World Mosquito Program é a criação e a liberação estratégica de mosquitos com <em>Wolbachia</em>, uma bactéria segura e natural que impede os mosquitos de transmitir os vírus da dengue, da chikungunya e da zika. Quando são liberados em determinada área, esses mosquitos começam a se acasalar com outros mosquitos, transmitindo a <em>Wolbachia</em> e contendo a disseminação das doenças. O projeto está sendo implementado no Brasil, no México, na Colômbia e em El Salvador, assim como em países de outras regiões.  </p>



<p>No que se refere às bactérias resistentes a antibióticos, a <a href="https://www.paho.org/en/news/26-9-2024-paho-and-gardp-will-collaborate-tackle-antibiotic-resistance-latin-america-and" target="_blank" rel="noopener">Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS)</a> e a Global Antibiotic Research &amp; Development Partnership (GARDP) têm como foco ampliar o acesso a antibióticos e outros medicamentos inovadores na região para reduzir o alto número de óbitos projetados para os próximos 25 anos. Com a ampliação do acesso a medicamentos de ponta, a América Latina terá os recursos necessários para combater a propagação das bactérias resistentes a antibióticos e seu impacto letal. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Principais conclusões para as empresas do setor de saúde</strong></h2>



<p>No combate que as organizações mundiais, regionais e locais de saúde movem contra as ameaças cada vez mais crônicas associadas a essas doenças emergentes, os suprimentos, fármacos e equipamentos médicos necessários a um diagnóstico, tratamento e cura adequados e exitosos são parte fundamental da equação para reduzir a mortalidade e tornar o cenário geral mais favorável para a região.</p>



<p>A difícil realidade é que a necessidade de suprimentos médicos relacionados ao tratamento da dengue, da chikungunya, da zika e das infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos tende a crescer em toda a região nos próximos anos. As empresas que estiverem bem posicionadas para fornecer esses medicamentos e aparelhos podem ter papel decisivo na redução do grau de letalidade dessas enfermidades na região. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Próximos passos</strong></h2>



<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/contact/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências em doenças emergentes e seu potencial impacto sobre os mercados de medicamentos e equipamentos médicos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises e informações valiosas de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas em seu setor. </p>



<p><strong>************</strong></p>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9910557/" target="_blank" rel="noopener">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9910557/</a></li>



<li><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-024-44799-x" target="_blank" rel="noopener">https://www.nature.com/articles/s41467-024-44799-x</a></li>



<li><a href="https://www.mdpi.com/1999-4915/17/1/57" target="_blank" rel="noopener">https://www.mdpi.com/1999-4915/17/1/57</a></li>



<li><a href="https://www.paho.org/en/news/8-8-2024-paho-intensifies-support-central-america-control-dengue" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/en/news/8-8-2024-paho-intensifies-support-central-america-control-dengue</a></li>



<li><a href="https://www.cdc.gov/dengue/areas-with-risk/index.html" target="_blank" rel="noopener">https://www.cdc.gov/dengue/areas-with-risk/index.html</a></li>



<li><a href="https://www.climatecentre.org/14980/in-the-americas-surging-dengue-fever-linked-to-climate-change/" target="_blank" rel="noopener">https://www.climatecentre.org/14980/in-the-americas-surging-dengue-fever-linked-to-climate-change/</a></li>



<li><a href="https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(25)00058-0/fulltext" target="_blank" rel="noopener">https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(25)00058-0/fulltext</a></li>



<li><a href="https://www.paho.org/en/news/26-9-2024-paho-and-gardp-will-collaborate-tackle-antibiotic-resistance-latin-america-and" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/en/news/26-9-2024-paho-and-gardp-will-collaborate-tackle-antibiotic-resistance-latin-america-and</a></li>



<li><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01867-1/fulltext" target="_blank" rel="noopener">https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01867-1/fulltext</a></li>



<li><a href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667193X23001357/fulltext" target="_blank" rel="noopener">https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667193X23001357/fulltext</a></li>



<li><a href="https://www.who.int/news/item/03-10-2024-who-launches-global-strategic-plan-to-fight-rising-dengue-and-other-aedes-borne-arboviral-diseases" target="_blank" rel="noopener">https://www.who.int/news/item/03-10-2024-who-launches-global-strategic-plan-to-fight-rising-dengue-and-other-aedes-borne-arboviral-diseases</a></li>



<li><a href="https://www.paho.org/en/news/10-5-2024-caribbean-mosquito-awareness-week-2024-paho-calls-unite-against-dengue" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/en/news/10-5-2024-caribbean-mosquito-awareness-week-2024-paho-calls-unite-against-dengue</a></li>



<li><a href="https://www.worldmosquitoprogram.org/en/learn/faqs" target="_blank" rel="noopener">https://www.worldmosquitoprogram.org/en/learn/faqs</a></li>



<li><a href="https://www.worldmosquitoprogram.org/en/news-stories/media-releases/brazil-fiocruz-and-world-mosquito-program-launch-new-partnership" target="_blank" rel="noopener">https://www.worldmosquitoprogram.org/en/news-stories/media-releases/brazil-fiocruz-and-world-mosquito-program-launch-new-partnership</a></li>



<li><a href="https://www.publichealth.med.miami.edu/news/news-releases/2024/experts-address-the-dengue-crisis-in-latin-america-and-the-caribbean/index.html" target="_blank" rel="noopener">https://www.publichealth.med.miami.edu/news/news-releases/2024/experts-address-the-dengue-crisis-in-latin-america-and-the-caribbean/index.html</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Sustentabilidade no setor de saúde: tecnologias e práticas ecológicas na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/sustentabilidade-no-setor-de-saude-tecnologias-e-praticas-ecologicas-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chema Zapiens]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2025 22:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Mariana Romero Roy A ideia de sustentabilidade vem sendo incorporada por muitos mercados globais, e o setor de saúde não está imune a essa tendência. Trata-se, em síntese, da adoção...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mariana Romero Roy</p>
<p>A ideia de sustentabilidade vem sendo incorporada por muitos mercados globais, e o setor de saúde não está imune a essa tendência. Trata-se, em síntese, da adoção de práticas e tecnologias ecológicas que tornem mais sustentáveis as operações da sua empresa ao longo do tempo. Em alguns casos, a sustentabilidade também gera redução de custos, configurando-se como uma alternativa ainda mais promissora para as empresas que lideram o setor.</p>
<h2>O impacto da sustentabilidade no setor de saúde</h2>
<p>Para as empresas do setor de saúde o impacto da adoção de práticas sustentáveis pode ser abrangente e de longo alcance, proporcionando ganhos de eficiência não apenas na prestação dos cuidados de saúde em si, mas nas operações hospitalares como um todo, incluindo iluminação LED, fontes alternativas de energia e veículos com consumo de combustível mais baixo. Trata-se de um tema amplo, mas que vem ganhando força em âmbito mundial nos últimos anos. De fato, a American Hospital Association atualmente disponibiliza o guia <a href="https://www.aha.org/sustainability" target="_blank" rel="noopener">Sustainability Roadmap for Health Care</a>, que apresenta boas práticas para instituições hospitalares interessadas em criar e implementar metas de sustentabilidade.</p>
<h4>Práticas sustentáveis no setor de saúde latino-americano</h4>
<p>Embora frequentemente se tenha a impressão de que a América Latina permanece atrasada em relação às práticas adotadas nos Estados Unidos e na Europa, o fato é que muitos países da região tornaram-se centros de inovação em áreas como as de biofármacos e telemedicina. A sustentabilidade é outra área em que os hospitais e centros médicos latino-americanos vêm realizando grandes avanços, com novos medicamentos e tecnologias impulsionando a sustentabilidade na região.</p>
<p>Em se tratando de iniciativas “ecológicas”, algumas práticas que os hospitais podem adotar para se tornar mais sustentáveis são bastante óbvias, como, por exemplo, o uso de iluminação LED em vez de lâmpadas incandescentes, ou a busca de fontes alternativas de energia, como a energia solar.</p>
<p>No entanto, há outras práticas na atenção à saúde que também são consideradas sustentáveis por reduzirem ineficiências e proporcionarem melhorias para a qualidade de vida dos pacientes. A adoção em larga escala da telemedicina, por exemplo, pode ser entendida como uma prática sustentável, pois oferece serviços de saúde de qualidade para mais pessoas de forma mais acessível, além de reduzir ou eliminar o tempo de deslocamento entre a residência do paciente e o hospital. Até mesmo iniciativas de prevenção podem ser consideradas sustentáveis. Quando se mostram eficazes, elas reduzem o número de pessoas que precisam ser diagnosticadas e tratadas.</p>
<p>Outras práticas sustentáveis adotadas pelo setor de saúde latino-americano nos últimos anos dizem respeito ao foco na inovação e na produção em nível local. Isso fica particularmente em evidência quando se considera a expansão do mercado de biofármacos na região. Com o relaxamento das exigências regulatórias e o incentivo à produção local de vacinas e outros medicamentos, a América Latina está reduzindo suas importações — o que não apenas é economicamente mais eficiente, como ambientalmente mais sustentável.</p>
<h4>Práticas sustentáveis de sucesso</h4>
<p>Basta olhar para algumas práticas sustentáveis adotadas na região para se constatar o impacto desses novos desdobramentos no setor de saúde latino-americano. Um exemplo é o guia <a href="https://www.paho.org/en/health-emergencies/smart-hospitals/smart-hospitals-toolkit" target="_blank" rel="noopener">Smart Hospitals Toolkit</a>, elaborado pelo escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que auxilia os hospitais da região a se tornarem ambientalmente sustentáveis e resilientes em face de desastres naturais e outros eventos. Além disso a <a href="https://www.who.int/publications/i/item/climate-resilient-and-environmentally-sustainable-health-care-facilities" target="_blank" rel="noopener">OMS</a> publicou recentemente diretrizes para garantir que as instituições hospitalares sejam resilientes às mudanças climáticas e ambientalmente sustentáveis.</p>
<p>Outra entidade que vem promovendo a sustentabilidade no setor de saúde é a <a href="https://greenhospitals.org/goals" target="_blank" rel="noopener">Agenda Global para Hospitais Verdes e Saudáveis</a>, que por vários anos abrigou a Conferência Latino-americana na região para celebrar as contribuições dos hospitais regionais. Um integrante dessa organização é o Hospital San Rafael de Pasto, da Colômbia, que se comprometeu com a redução de seu impacto ambiental por meio de programas voltados para a gestão de resíduos, água e fornecedores.</p>
<p>Desde 2015, o hospital vem realizando grandes avanços nessa área, equipando 90% de seu sistema de iluminação com lâmpadas LED e trocando aparelhos elétricos por modelos certificados com nível A de eficiência energética. Há também abastecimento de energia solar em toda a operação. Além disso, o hospital contribuiu com uma iniciativa do governo local chamada “um milhão de árvores na cidade de Pasto”, adquirindo um terreno de um hectare para plantar 6 mil árvores de espécies nativas.</p>
<p>Outra história de sucesso na região é a do Hospital Clínica Bíblica, da Costa Rica. Desde que começou a adotar iniciativas ligadas à sustentabilidade, em 2016, o hospital vem implementando diversas estratégias, incluindo a instalação de painéis de energia solar, a compostagem de resíduos alimentares, o reuso de água da chuva, o incentivo ao uso racional de água potável e a redução do uso de gases anestésicos. Esses esforços renderam ao hospital 15 prêmios, incluindo um prêmio de Ouro por Redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) em Energia, um prêmio de Prata por Energia Renovável e um prêmio de Ouro por Liderança Climática, entre outros.</p>
<h2>Sustentabilidade com acessibilidade</h2>
<p>Para as regiões e organizações que contemplam a adoção de iniciativas sustentáveis, um possível obstáculo são os custos percebidos. Ainda é comum a percepção de que as práticas ecológicas são excessivamente dispendiosas. No entanto, segundo a <a href="https://www.siemens-healthineers.com/en-us/insights/news/debunking-healthcare-sustainability-myths?gclid=Cj0KCQjw6bfHBhDNARIsAIGsqLj8qg_vUEhBBaaKsB96TJTVUMO-sn1jNR7FXq-889oa8crzzar-6PgaAvXtEALw_wcB&amp;ef_id=Cj0KCQjw6bfHBhDNARIsAIGsqLj8qg_vUEhBBaaKsB96TJTVUMO-sn1jNR7FXq-889oa8crzzar-6PgaAvXtEALw_wcB%3AG%3As&amp;s_kwcid=AL%2191%213%21775294404909%21p%21%21g%21%21sustainability+in+healthcare&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=23050592071&amp;gbraid=0AAAAAD_HlguPbZ8ZyGzvgR1z4VXhpm1QS" target="_blank" rel="noopener">Siemens Healthineers</a>, um dos grandes mitos relacionados com as práticas sustentáveis é a noção de que “a sustentabilidade é muito cara”. Na realidade, as instituições hospitalares que implementam práticas ecológicas acabam economizando recursos no longo prazo.</p>
<p>Pesquisa realizada pela McKinsey sobre esse tópico mostra que as empresas que investem em fontes de energia sustentável reduzem seu consumo em até 30%. Isso significa que o investimento inicial mais elevado com frequência é compensado em prazo razoavelmente curto por contas de energia mais baratas.</p>
<p>Em se tratando especificamente de equipamentos médicos, muitos fabricantes oferecem programas sustentáveis que geram economias imediatas para o hospital. As atualizações de sistemas e os programas de reforma, por exemplo, têm custos de capital mais baixos e são mais ecológicos do que o investimento em novos equipamentos.</p>
<h2>Principais conclusões para as empresas do setor de saúde</h2>
<p>As iniciativas ecológicas e de sustentabilidade são uma tendência crescente em âmbito mundial, estando especificamente em alta na América Latina. À medida que mais regiões e organizações se deem conta de que os investimentos iniciais nesses produtos e tecnologias podem levar a economias substanciais no longo prazo, a tendência deve se intensificar.</p>
<p>Se a sua empresa é uma fornecedora de equipamentos ou dispositivos médicos com atuação em mercados latino-americanos, pode ser útil submeter suas iniciativas de sustentabilidade a uma avaliação e verificar de que maneira elas podem apoiar os esforços que vêm sendo empreendidos na região. Algumas tendências tecnológicas, como a telemedicina e os prontuários eletrônicos de saúde, contribuem naturalmente para as iniciativas de sustentabilidade, ao aumentar a acessibilidade e a eficiência na atenção à saúde, de modo que os produtos relacionados com a adoção dessas tecnologias por instituições hospitalares tendem a andar de mãos dadas com a sustentabilidade.</p>
<p>Para dispositivos e equipamentos médicos de maior porte, vale a pena considerar programas como a atualização de sistemas no que tange a equipamentos já em uso ou as iniciativas de reforma, caso sua empresa já não esteja explorando tais alternativas. Esses programas vêm despertando o interesse de hospitais e sistemas de saúde que buscam reduzir custos, além de ter a vantagem adicional de serem sustentáveis e ecológicos. Com as instituições hospitalares adotando cada vez mais iniciativas de sustentabilidade, esses programas provavelmente despertarão interesse ainda maior.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências de sustentabilidade e seu potencial impacto sobre o setor de saúde na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores está pronta para elaborar as análises de que a sua empresa necessita para ter em mãos insights valiosos e fundamentar uma tomada de decisões estratégica no segmento.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.aha.org/sustainability" target="_blank" rel="noopener">https://www.aha.org/sustainability</a></li>
<li><a href="https://www.siemens-healthineers.com/en-us/insights/news/debunking-healthcare-sustainability-myths?gclid=Cj0KCQjw6bfHBhDNARIsAIGsqLj8qg_vUEhBBaaKsB96TJTVUMO-sn1jNR7FXq-889oa8crzzar-6PgaAvXtEALw_wcB&amp;ef_id=Cj0KCQjw6bfHBhDNARIsAIGsqLj8qg_vUEhBBaaKsB96TJTVUMO-sn1jNR7FXq-889oa8crzzar-6PgaAvXtEALw_wcB%3AG%3As&amp;s_kwcid=AL%2191%213%21775294404909%21p%21%21g%21%21sustainability+in+healthcare&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=23050592071&amp;gbraid=0AAAAAD_HlguPbZ8ZyGzvgR1z4VXhpm1QS" target="_blank" rel="noopener">https://www.siemens-healthineers.com/en-us/insights/news/debunking-healthcare-sustainability-myths?gclid=Cj0KCQjw6bfHBhDNARIsAIGsqLj8qg_vUEhBBaaKsB96TJTVUMO-sn1jNR7FXq-889oa8crzzar-6PgaAvXtEALw_wcB&amp;ef_id=Cj0KCQjw6bfHBhDNARIsAIGsqLj8qg_vUEhBBaaKsB96TJTVUMO-sn1jNR7FXq-889oa8crzzar-6PgaAvXtEALw_wcB%3AG%3As&amp;s_kwcid=AL%2191%213%21775294404909%21p%21%21g%21%21sustainability+in+healthcare&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=23050592071&amp;gbraid=0AAAAAD_HlguPbZ8ZyGzvgR1z4VXhpm1QS</a></li>
<li><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6502558/" target="_blank" rel="noopener">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6502558/</a></li>
<li><a href="https://privatebank.jpmorgan.com/latam/en/insights/markets-and-investing/ideas-and-insights/healthy-growth-for-latin-america-tapping-the-regions-healthcare-sector-for-economic-gains" target="_blank" rel="noopener">https://privatebank.jpmorgan.com/latam/en/insights/markets-and-investing/ideas-and-insights/healthy-growth-for-latin-america-tapping-the-regions-healthcare-sector-for-economic-gains</a></li>
<li><a href="https://llyc.global/en/healthcare/tendencias/el-reto-de-la-sostenibilidad-en-los-sistemas-de-salud-en-america-latina/" target="_blank" rel="noopener">https://llyc.global/en/healthcare/tendencias/el-reto-de-la-sostenibilidad-en-los-sistemas-de-salud-en-america-latina/</a></li>
<li><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40374575/" target="_blank" rel="noopener">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40374575/</a></li>
<li><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8442713/" target="_blank" rel="noopener">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8442713/</a></li>
<li><a href="https://www.paho.org/en/health-emergencies/smart-hospitals/smart-hospitals-toolkit" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/en/health-emergencies/smart-hospitals/smart-hospitals-toolkit</a></li>
<li><a href="https://www.who.int/publications/i/item/climate-resilient-and-environmentally-sustainable-health-care-facilities" target="_blank" rel="noopener">https://www.who.int/publications/i/item/climate-resilient-and-environmentally-sustainable-health-care-facilities</a></li>
<li><a href="https://greenhospitals.org/goals" target="_blank" rel="noopener">https://greenhospitals.org/goals</a></li>
<li><a href="https://greenhospitals.org/news/v-conference-lat" target="_blank" rel="noopener">https://greenhospitals.org/news/v-conference-lat</a></li>
<li><a href="https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/decarbonizing-health-care-facilities-colombia" target="_blank" rel="noopener">https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/decarbonizing-health-care-facilities-colombia</a></li>
<li><a href="https://greenhospitals.org/news/HCCC-10-years-clinica-biblica" target="_blank" rel="noopener">https://greenhospitals.org/news/HCCC-10-years-clinica-biblica</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O futuro dos biofármacos na América Latina: expansão dos ensaios clínicos e aumento da produção</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-futuro-dos-biofarmacos-na-america-latina-expansao-dos-ensaios-clinicos-e-aumento-da-producao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2025 21:40:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/o-futuro-dos-biofarmacos-na-america-latina-expansao-dos-ensaios-clinicos-e-aumento-da-producao/</guid>

					<description><![CDATA[Guillaume Corpart Embora não sejam uma tecnologia médica nova, os biofármacos, também conhecidos como medicamentos biológicos, avançaram significativamente nos últimos anos e seguem ampliando seu potencial no tratamento de doenças...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Guillaume Corpart</p>
<p>Embora não sejam uma tecnologia médica nova, os biofármacos, também conhecidos como medicamentos biológicos, avançaram significativamente nos últimos anos e seguem ampliando seu potencial no tratamento de doenças como câncer e diabetes, entre outras. Diferentemente dos medicamentos tradicionais, que são produzidos por meios químicos e compõem-se de pequenas moléculas, os biofármacos são desenvolvidos a partir de células vivas, proteínas, tecidos ou ácidos nucleicos. Em geral, compõem-se de moléculas maiores que os fármacos tradicionais e com frequência são ministrados através de injeções.</p>
<h2>Biofármacos em detalhe</h2>
<p>Os biofármacos ganharam destaque há alguns anos com o rápido desenvolvimento da vacina contra a Covid-19, mas esse não é o único tipo de medicamento biológico de uso generalizado atualmente. Os diferentes tipos de biofármacos incluem:</p>
<ul>
<li>Um dos primeiros fármacos biológicos a serem desenvolvidos, as vacinas têm contribuído para a erradicação de doenças no mundo inteiro, como varíola e sarampo, entre outras.</li>
<li><strong>Anticorpos monoclonais (AcMs).</strong> Esses fármacos imitam o sistema imunológico e atuam sobre proteínas específicas para bloquear sua atividade ou destruí-las. São usados no tratamento de doenças autoimunes e alguns tipos de câncer.</li>
<li><strong>Terapias genéticas.</strong> Trata-se de medicamentos capazes de curar ou tratar doenças genéticas ou infecciosas por meio da introdução de material genético nas células do paciente. Têm sido usados no tratamento de doenças da retina e atrofia muscular espinhal, entre outras.</li>
<li><strong>Terapias celulares.</strong> Essas terapias incluem os transplantes de células-tronco e envolvem a modificação de células para melhorar ou restaurar sua função. Podem ser usadas no tratamento de leucemia, linfoma e outros transtornos degenerativos.</li>
<li><strong>Proteínas recombinantes.</strong> Essas proteínas são produzidas em células vivas e incluem enzimas, hormônios e citocinas usados no tratamento de doenças como hemofilia e diabetes, entre outras.</li>
</ul>
<h2>Panorama das vacinas na América Latina</h2>
<p>No passado, a América Latina sofria com grande dependência de outras regiões para o fornecimento de vacinas e outros biofármacos. A situação se complicou com a pandemia de Covid-19, quando apenas 15% das vacinas tinham produção local, levando alguns países, como Guatemala, Venezuela e Honduras, a registrar taxas de vacinação inferiores a 25% em outubro de 2021.</p>
<p>Felizmente, a região encarou a experiência como um momento de aprendizado e vem adotando medidas importantes para relaxar exigências regulatórias e incentivar a produção de vacinas e outros fármacos. Em setembro de 2021, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aprovou o <a href="https://www.paho.org/en/special-program-innovation-and-regional-production-platform-rp" target="_blank" rel="noopener">Programa Especial, Plataforma Regional de Inovação e Produção</a>, que tem como objetivo ampliar a capacidade de produção de medicamentos e tecnologias médicas essenciais em toda a América Latina. O Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América do Sul (PROSUL) é outra entidade que vem incentivando a implementação de iniciativas similares.</p>
<p>Esses esforços já começam a dar frutos na região. Em julho de 2024, por exemplo, o laboratório brasileiro Bio-Manguinhos/Fiocruz passou a integrar a rede de fabricantes de vacinas da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) para ajudar a desenvolver respostas mais rápidas e equitativas a futuras ameaças infecciosas. O movimento parece ter dimensões regionais e a expectativa é que o mercado de vacinas em países como México, Colômbia e Chile, entre outros, apresente crescimento nos próximos anos. O quadro abaixo oferece uma visão mais detalhada da situação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-23387" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/01_growth_in_latin_american_vaccine_markets_by_country_pt_01_l.jpg" alt="Crescimento dos mercados de vacinas na América Latina, por país" width="736" height="308" /></p>
<h2>Relaxamento de exigências regulatórias relativas a outros biofármacos</h2>
<p>Além das vacinas, as agências reguladoras latino-americanas vêm adotando iniciativas para acelerar e tornar mais eficiente o processo de aprovação de biofármacos, o que deve gerar um ambiente mais favorável para as empresas que pretendem lançar medicamentos nesses mercados.</p>
<p>No Brasil, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) adotou em 21 de janeiro deste ano uma nova resolução que simplifica o processo de introdução de produtos biológicos, incluindo vacinas, radiofármacos e medicamentos genéricos. A resolução também facilita a tramitação de correções, novas indicações, retiradas e outros processos relacionados com produtos farmacêuticos. Para poder recorrer a esse processo simplificado, as empresas devem ter ao menos um outro medicamento ou produto biológico já aprovado no mercado brasileiro.</p>
<p>Outros países latino-americanos, como República Dominicana e Colômbia, anunciaram iniciativas similares nos últimos meses. Em julho de 2024, a Argentina anunciou diversas medidas para relaxar normas que restringiam a atividade no segmento, incluindo a autorização para a comercialização de mais medicamentos genéricos, a redução de barreiras à abertura de novas farmácias e a permissão para que medicamentos que não exigem receita médica sejam vendidos em outros estabelecimentos, além de drogarias.</p>
<p>Por sua vez, o México adotou medidas para incentivar a realização de pesquisas clínicas e ampliar o acesso a medicamentos genéricos e biossimilares. É importante observar que as iniciativas mexicanas não têm uma dimensão estritamente local, visando também a oferta desses medicamentos em mercados como o dos Estados Unidos. Isso indica que os laboratórios farmacêuticos poderão contar nos próximos anos com mercados mais favoráveis e abertos a medicamentos novos ou versões genéricas.</p>
<h2>Ampliação da produção</h2>
<p>Como assinalam essas mudanças regulatórias, a América Latina está extremamente comprometida com o desenvolvimento do mercado de biofármacos, e as iniciativas adotadas começam a render frutos. O <a href="https://www.cgdev.org/publication/expanding-emergency-vaccine-manufacturing-capacity-latin-america-and-caribbean" target="_blank" rel="noopener">Centro para o Desenvolvimento Global</a> observa que muitos países de renda média, incluindo o Brasil, já se tornaram atores fundamentais no fornecimento mundial de vacinas. Conforme a produção na região continue a aumentar, é possível que mais países também venham a se tornar atores importantes no mercado global de vacinas.</p>
<p>Outro fator a ser considerado na ampliação da produção de biofármacos na América Latina é o papel dos biossimilares e dos medicamentos genéricos. Com a elevação dos preços dos medicamentos especiais, o acesso a alternativas genéricas mais baratas tornou-se fundamental para muitas pessoas que necessitam desses fármacos na região. O relaxamento de restrições regulatórias em países como Brasil, Argentina e Colômbia, entre outros, garantiu maior agilidade para o lançamento de medicamentos genéricos no mercado.</p>
<p>Além disso, com a expansão do mercado desses fármacos na América Latina, ampliou-se o número de profissionais competentes em busca de trabalho no segmento. Muitos estudantes atualmente optam pela carreira em biotecnologia, gerando um influxo de cientistas e outros profissionais capacitados, impulsionando ainda mais as inovações na área.</p>
<p>O quadro abaixo oferece uma visão mais detalhada do crescimento do setor biofarmacêutico na América Latina:</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-23390" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l.jpg" alt="O setor biofarmacêutico latino-americano em números" width="735" height="342" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l.jpg 2000w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l-300x140.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l-1024x476.jpg 1024w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l-768x357.jpg 768w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l-1536x714.jpg 1536w" sizes="(max-width: 735px) 100vw, 735px" /></p>
<h2>Ensaios clínicos na América Latina</h2>
<p>Uma consequência do crescimento do setor de biofármacos na América Latina é a proliferação de ensaios clínicos na região. Atualmente, a América Latina é o quarto maior mercado do mundo para ensaios clínicos e busca quadruplicar a participação nos próximos anos. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru concentram cerca de 70% dos ensaios clínicos realizados na região.</p>
<p>Os especialistas citam a diversidade da população de pacientes, os custos operacionais mais baixos e o aprimoramento do marco regulatório como motivos que levaram à expansão substancial dos ensaios clínicos na região. Esse desenvolvimento tem contribuído para ampliar ainda mais o papel crescente da América Latina como polo de inovação no segmento de biofármacos.</p>
<h2>Principais conclusões para as empresas do setor de saúde</h2>
<p>Com o relaxamento das restrições e as medidas adotadas para ampliar a produção e os ensaios clínicos em toda a América Latina, os laboratórios farmacêuticos estão bem posicionados para aproveitar, nos meses e anos que vêm pela frente, essas mudanças no mercado e no contexto regulatório.</p>
<p>Se a sua empresa é uma grande multinacional farmacêutica, com presença significativa nos mercados da região, tudo indica que o seu crescimento terá continuidade, graças aos processos mais eficientes que muitos países estão implementando na análise, aprovação e introdução de medicamentos no mercado. Para esses grandes laboratórios, os próximos anos podem apresentar um desafio interessante, com o acirramento da concorrência devido ao ingresso no mercado de laboratórios farmacêuticos menores, focados na produção de medicamentos genéricos e biossimilares. Para se manter na liderança do setor biofarmacêutico, as empresas de maior porte devem continuar apostando na agilidade de suas operações e na busca constante de inovações.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências do mercado de saúde e seu potencial impacto sobre o segmento de biofármacos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores está pronta para elaborar as análises de que a sua empresa necessita para ter em mãos insights valiosos e fundamentar a tomada de decisões estratégicas no setor.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.path.org/l/diagnostic-and-vaccine-manufacturing-capacity-in-latin-america/" target="_blank" rel="noopener">https://www.path.org/l/diagnostic-and-vaccine-manufacturing-capacity-in-latin-america/</a></li>
<li><a href="https://www.paho.org/en/special-program-innovation-and-regional-production-platform-rp" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/en/special-program-innovation-and-regional-production-platform-rp</a></li>
<li><a href="https://cepi.net/mobilising-brazils-manufacturing-might-support-vaccine-production-global-south" target="_blank" rel="noopener">https://cepi.net/mobilising-brazils-manufacturing-might-support-vaccine-production-global-south</a></li>
<li><a href="https://www.statista.com/outlook/hmo/pharmaceuticals/vaccines/guatemala" target="_blank" rel="noopener">https://www.statista.com/outlook/hmo/pharmaceuticals/vaccines/guatemala</a></li>
<li><a href="https://www.elsevier.es/en-revista-vacunas-english-edition--259-articulo-latin-american-participation-in-scientific-S2445146022000267?covid=Dr56DrLjUdaMjzAgze452SzSInMN&amp;rfr=truhgiz&amp;y=kEzTXsahn8atJufRpNPuIGh67s1" target="_blank" rel="noopener">https://www.elsevier.es/en-revista-vacunas-english-edition&#8211;259-articulo-latin-american-participation-in-scientific-S2445146022000267?covid=Dr56DrLjUdaMjzAgze452SzSInMN&amp;rfr=truhgiz&amp;y=kEzTXsahn8atJufRpNPuIGh67s1</a></li>
<li><a href="https://tdtmvjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40794-021-00135-5" target="_blank" rel="noopener">https://tdtmvjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40794-021-00135-5</a></li>
<li><a href="https://www.raps.org/news-and-articles/news-articles/2025/1/latin-america-roundup-agencies-continue-shift-to-o" target="_blank" rel="noopener">https://www.raps.org/news-and-articles/news-articles/2025/1/latin-america-roundup-agencies-continue-shift-to-o</a></li>
<li><a href="https://scigeniq.com/the-evolving-regulatory-landscape-for-latin-american-pharma-companies/" target="_blank" rel="noopener">https://scigeniq.com/the-evolving-regulatory-landscape-for-latin-american-pharma-companies/</a></li>
<li><a href="https://www.dlapiper.com/en/insights/publications/2024/07/argentina-deregulates-healthcare-and-pharmaceutical-industries" target="_blank" rel="noopener">https://www.dlapiper.com/en/insights/publications/2024/07/argentina-deregulates-healthcare-and-pharmaceutical-industries</a></li>
<li><a href="https://www.drugpatentwatch.com/blog/the-growing-importance-of-specialty-generics-in-the-latin-american-pharmaceutical-market/#:~:text=The%20Latin%20American%20pharmaceutical%20market%20has%20been%20experiencing%20significant%20growth,effective%20alternative%20to%20branded%20pharmaceuticals" target="_blank" rel="noopener">https://www.drugpatentwatch.com/blog/the-growing-importance-of-specialty-generics-in-the-latin-american-pharmaceutical-market/#:~:text=The%20Latin%20American%20pharmaceutical%20market%20has%20been%20experiencing%20significant%20growth,effective%20alternative%20to%20branded%20pharmaceuticals</a></li>
<li><a href="https://www.cambridge.org/core/journals/journal-of-law-medicine-and-ethics/article/pharmaceutical-market-for-biological-products-in-latin-america-a-comprehensive-analysis-of-regional-sales-data/6AE11D8A159BD46B0CA243A1BAC709A7" target="_blank" rel="noopener">https://www.cambridge.org/core/journals/journal-of-law-medicine-and-ethics/article/pharmaceutical-market-for-biological-products-in-latin-america-a-comprehensive-analysis-of-regional-sales-data/6AE11D8A159BD46B0CA243A1BAC709A7</a></li>
<li><a href="https://www.raps.org/news-and-articles/news-articles/2024/3/latin-america-roundup-brazil-and-colombia-advance" target="_blank" rel="noopener">https://www.raps.org/news-and-articles/news-articles/2024/3/latin-america-roundup-brazil-and-colombia-advance</a></li>
<li><a href="https://www.languageconnections.com/clinical-trials-in-latin-america/" target="_blank" rel="noopener">https://www.languageconnections.com/clinical-trials-in-latin-america/</a></li>
<li><a href="https://www.thepharmaletter.com/pharmaceutical/latin-america-seeks-to-quadruple-its-participation-in-clinical-trials" target="_blank" rel="noopener">https://www.thepharmaletter.com/pharmaceutical/latin-america-seeks-to-quadruple-its-participation-in-clinical-trials</a></li>
<li><a href="https://www.bioaccessla.com/blog/why-latin-america-leads-in-clinical-trials-exploring-the-key-factors" target="_blank" rel="noopener">https://www.bioaccessla.com/blog/why-latin-america-leads-in-clinical-trials-exploring-the-key-factors</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estratégias para sobreviver ao clima de incerteza gerado pela imposição de tarifas</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/estrategias-para-sobreviver-ao-clima-de-incerteza-gerado-pela-imposicao-de-tarifas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 20:34:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Guillaume Corpart As tarifas são o assunto do momento há vários dias, principalmente para quem lida com relações comerciais internacionais e com a realidade diária da venda de dispositivos, equipamentos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Guillaume Corpart</p>
<p>As tarifas são o assunto do momento há vários dias, principalmente para quem lida com <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/?p=23283">relações comerciais internacionais</a> e com a realidade diária da venda de dispositivos, equipamentos e suprimentos médicos em diferentes países. A incerteza econômica se transforma rapidamente em insegurança, impondo mais desafios para as áreas de vendas e previsões. Com os EUA promovendo constantes mudanças nas tarifas de importação, esse foi o clima dos últimos meses.</p>
<h2>A era das tarifas</h2>
<p>Notícias sobre tarifas são constantes desde que <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/?p=23157">Donald Trump assumiu a presidência</a> dos Estados Unidos em janeiro de 2025. Uma das primeiras grandes mudanças foi o estabelecimento de uma tarifa universal básica de 10% para todos os países, que entrou em vigor em 5 de abril. Países como México, Canadá, China e outros, no entanto, foram atingidos com tarifas ainda mais altas. Também houve a implementação de tarifas sobre produtos específicos, como petróleo, aço, minérios e muitos outros. Entre os fatores que influenciaram a definição das alíquotas estão a percepção de um equilíbrio comercial desfavorável para os Estados Unidos, promessas de mais investimentos e negociações individuais com a Casa Branca.</p>
<p>Um dos efeitos resultantes disso é o chamado “ioiô tarifário”. Praticamente todos os dias os jornais estampam manchetes sobre tarifas, e as alíquotas aplicadas a diferentes países, bens e serviços parecem mudar constantemente. Também não se sabe ao certo quais tarifas foram implementadas e quais ficaram apenas no campo da ameaça. Esse cenário impede que fabricantes e fornecedores de equipamentos saibam quais tarifas serão aplicadas aos seus produtos, em que momento e em quais países.</p>
<h2>Efeitos econômicos recíprocos</h2>
<p>Além disso tudo, existe o impacto das “tarifas recíprocas”, que alguns países, inclusive a China, impuseram sobre as importações americanas em resposta às medidas tarifárias adotadas pelos EUA. Isso significa que os fabricantes precisam se preocupar com as tarifas instituídas não só pelos EUA, mas por países do mundo inteiro, o que complica ainda mais a situação. É interessante notar que o uso maciço de tarifas no comércio internacional por Donald Trump também pode causar um impacto secundário ao incentivar outros países a adotar a mesma postura.</p>
<p>Um exemplo recente é a <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/?p=23313">tensão comercial entre a União Europeia e a China</a> em relação a dispositivos médicos. Os problemas começaram em junho, quando a Comissão Europeia anunciou que empresas chinesas não poderiam mais participar de licitações públicas na UE para a aquisição de dispositivos médicos com valor superior a US$ 5,8 milhões. Em julho, a China contra-atacou com uma regulamentação parecida direcionada ao bloco europeu. Agora, o governo chinês está proibido de comprar dispositivos médicos da União Europeia que valham mais de 45 milhões de yuans (US$ 6,3 milhões).</p>
<p>As tensões comerciais globais viraram algo muito maior do que uma simples questão de importação limitada aos Estados Unidos. Agora elas são um fator que as empresas devem levar em consideração ao definir preços e estratégias de vendas, não importa o país para o qual exportam ou do qual importam seus produtos.</p>
<h2>Como a instabilidade comercial impacta o mercado médico</h2>
<p>Muito embora tenham seus defensores políticos, é certo que as tarifas deixam o mercado internacional mais desafiador para todos os participantes. Preços e tarifas estáveis permitem que as empresas se planejem. Elas podem preparar suas estratégias de vendas, estabelecer uma visão para o futuro e criar um plano de crescimento contínuo. Fica mais difícil fazer previsões quando as empresas não sabem como definir os preços de seus produtos em diferentes mercados no dia a dia.</p>
<p>Para o <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/previsao-para-2025-tendencias-no-mercado-de-equipamentos-medicos/">mercado de dispositivos médicos</a>, alguns desafios impostos pelas tarifas são ainda mais complexos e graves. Muitos dispositivos médicos são máquinas grandes e caras, de modo que o impacto das tarifas pode ser enorme para itens que já são muito caros. Além disso, geralmente os aparelhos são montados com materiais provenientes de diferentes partes do mundo, e cada um desses componentes pode já ter sido atingido por tarifas em sua origem. Assim, além da venda, a fabricação desses itens fica cada vez mais complexa e cara.</p>
<p>Por fim, é claro, existe a questão da natureza essencial de muitas dessas máquinas. Embora carros e outros equipamentos caros e complexos sejam inquestionavelmente importantes para manter a economia em marcha, a vida das pessoas depende de equipamentos, dispositivos e produtos farmacêuticos e médicos. A falta deles pode custar muito caro para a região. Isso é especialmente preocupante em uma região como a América Latina, onde 90% dos dispositivos e equipamentos médicos são importados de outros países.</p>
<h2>Como a GHI pode ajudar no planejamento de sua estratégia de vendas</h2>
<p>Apesar do contínuo desafio global imposto pelas tarifas, a realidade é que o comércio internacional continuará funcionando, principalmente em um mercado de venda de produtos médicos no qual equipamentos e dispositivos são essenciais para o bem-estar da população. Vão se sobressair as empresas com dados de mercado mais atualizados sobre os dispositivos que estão sendo vendidos, os mercados que estão comprando e os preços praticados. Em tempos de incerteza, é inviável operar com os olhos vendados. Sua empresa precisa de inteligência real e acionável para orientar suas decisões à medida que avança.</p>
<p>Uma boa ferramenta para ajudar empresas médicas a tomar decisões fundamentadas é o BrandTrack, da GHI. Ela fornece dados em tempo real sobre quais dispositivos estão sendo vendidos e os mercados que os estão comprando e quem está importando mais ou menos produtos específicos. É como receber informações sobre o impacto das tarifas no mercado em tempo real.</p>
<p>“Com a assinatura do BrandTrack, a empresa pode monitorar a importação de seus dispositivos em vários países para ver onde eles estão e, então, comparar isso com sua abordagem internamente”, diz Mariana Romero Roy, diretora sênior de serviços de inteligência da Global Health Intelligence. “Também é possível ver dados da concorrência no mercado e, com isso, definir suas estratégias de marketing.”</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre o impacto das tarifas no setor de saúde da América Latina e como lidar com seus desafios. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises e informações valiosas de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas em seu setor.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Obsolescência de equipamentos médicos: uma crise oculta em hospitais da América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/obsolescencia-de-equipamentos-medicos-uma-crise-oculta-em-hospitais-da-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Romero Roy]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 20:20:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/obsolescencia-de-equipamentos-medicos-uma-crise-oculta-em-hospitais-da-america-latina/</guid>

					<description><![CDATA[Mariana Romero Roy Quando o assunto é melhorar a saúde da América Latina, grande parte da conversa se concentra na eliminação de desigualdades e na expansão do acesso universal à...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mariana Romero Roy</p>
<p>Quando o assunto é melhorar a saúde da América Latina, grande parte da conversa se concentra na eliminação de desigualdades e na expansão do acesso universal à saúde. No entanto, um problema mais sutil, mas ainda importante, acontece silenciosamente em muitos hospitais e clínicas latino-americanos: equipamentos médicos antigos e obsoletos continuam em operação mesmo muito depois do tempo recomendado.</p>
<h2>O problema dos equipamentos antigos</h2>
<p>Depender de equipamentos antigos pode ser um problema por vários motivos. Em primeiro lugar, é muito provável que as imagens ou dados fornecidos por essas máquinas não sejam precisos, o que pode causar erros de diagnóstico. No caso das máquinas que emitem radiação, como os aparelhos de raio X, equipamentos velhos podem significar perigo tanto para pacientes como para operadores.</p>
<p>Apesar dessas preocupações, alguns hospitais têm motivos justos para tentar aproveitar ao máximo seus equipamentos mais antigos. Em muitos casos, são instituições públicas com orçamento limitado. Esse fator pode travar os planos de aquisição de longo prazo e, com isso, as máquinas continuam sendo usadas quando já deveriam ter sido descontinuadas. Se acrescentarmos a isso os gargalos na cadeia de suprimento devido ao aumento das <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/os-desafios-do-comercio-internacional-na-gestao-trump-2-0/">tarifas de importação e à incerteza dos preços do comércio internacional</a>, veremos por que o assunto vem despertando tanta preocupação na região.</p>
<h2>O que os dados mostram</h2>
<p>Embora seja comum ouvir que o percentual de equipamentos médicos obsoletos no mundo em desenvolvimento é de 90% ou mais, os dados reais não são tão terríveis. Mesmo assim, o número mostra que há muito espaço para melhoria em toda a região. Um estudo realizado em 2011 com 112.040 equipamentos médicos instalados em países em desenvolvimento mostrou que, em geral, 38,3% dos aparelhos estavam fora de operação. Ao tempo do estudo, os números eram estes:</p>
<p><strong>País: % de equipamentos fora de operação</strong></p>
<ul>
<li><strong>Belize:</strong> 40%</li>
<li><strong>Costa Rica:</strong> 0.83%</li>
<li><strong>El Salvador:</strong> 25.51%</li>
<li><strong>Guatemala:</strong> 17.72%</li>
<li><strong>Honduras:</strong> 15.54%</li>
<li><strong>Nicarágua:</strong> 29.11%</li>
<li><strong>Panamá:</strong> 7.12%</li>
<li><strong>Bolívia:</strong> 40.50%</li>
<li><strong>Colômbia:</strong> 45.56%</li>
<li><strong>Equador:</strong> 40.82%</li>
<li><strong>Peru:</strong> 43.36%</li>
<li><strong>Venezuela:</strong> 47%</li>
</ul>
<p>Evidentemente, alguns desses números já mudaram desde a realização do estudo, mas os resultados certamente mostram uma tendência em toda a América Latina. Ressalta-se que os equipamentos médicos mais importantes, como aparelhos de raio X e esterilizadores, tinham maior probabilidade de estar fora de operação.</p>
<h2>Um estudo de caso durante a pandemia de Covid-19</h2>
<p>Não há dúvida de que os dados sobre equipamentos obsoletos na América Latina são preocupantes por si sós. Mas o problema fica ainda mais alarmante quando examinamos os impactos de equipamentos médicos ultrapassados no mundo real. Em poucas palavras, uma tecnologia desatualizada pode se tornar um risco para a saúde. Aparelhos defasados podem gerar diagnósticos incorretos, aumentar a indisponibilidade de equipamentos e os custos de reparo, elevar os riscos de exposição à radiação de dispositivos de imagens antigos, dificultar a integração com sistemas tecnológicos de saúde modernos e vários outros problemas.</p>
<p>Um bom exemplo foi o impacto real causado pela obsolescência de equipamentos médicos no México durante a pandemia de Covid-19. À medida que a doença se espalhava, crescia a necessidade de produção rápida de imagens de raio X do tórax, e os equipamentos radiológicos do México não davam conta da tarefa. Em vez de sistemas de radiologia que enviam imagens digitais de alta qualidade para computadores próximos, muitos geradores de raio X do México não eram sequer digitais quando irrompeu a pandemia. A incapacidade do México de atender à demanda momentânea motivou a mudança para sistemas de radiologia digital na região desde então.</p>
<p><strong>Como hospitais e clínicas devem evoluir</strong></p>
<p>O exemplo do mercado de raio X mexicano antes e depois da Covid-19 serve para mostrar como o mercado latino-americano pode e vai evoluir quando for necessário. O problema é que as instituições regionais não devem esperar uma pandemia global para promover as mudanças necessárias para atender seus pacientes.</p>
<p>Hospitais e clínicas da região que mantêm equipamentos atualizados passaram a abordar a questão da modernização do ponto de vista da necessidade de dados. Para isso, organizações de saúde públicas e privadas precisam se reunir e adotar medidas em relação ao ciclo de vida dos equipamentos de suas instalações. Os investimentos estratégicos devem mirar os equipamentos essenciais com maior risco de obsolescência.</p>
<p>A formação de parcerias comerciais entre fabricantes de dispositivos e organizações pode permitir que estas tenham ajuda para prever a obsolescência de seus equipamentos e garantir a aquisição de aparelhos atualizados quando necessário. Muitas empresas de equipamentos médicos também oferecem programas de troca, de forma que as instituições possam modernizar suas máquinas a um custo mais razoável.</p>
<p>Para saber como seu mercado, país ou instituição anda nesse assunto, <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">solicite um relatório personalizado da GHI</a> ou veja como nossas soluções de dados, como o HospiScope e o SurgiScope, podem ajudar no planejamento inteligente de seus equipamentos.</p>
<h2>Principais conclusões para empresas médicas</h2>
<p>Se você é representante de vendas do setor de saúde na região, os desafios para superar restrições orçamentárias e convencer administradores da importância da atualização podem ser grandes. Uma estratégia que se mostrou eficaz para muitas empresas da região foi manter o foco na mentalidade <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/as-estrategias-de-produtos-e-precos-mais-assertivas-para-ganhar-licitacoes/">“bom o suficiente”</a>. Você nunca adotaria essa abordagem no marketing direto com cliente ou em campanhas de relações públicas, mas em se tratando das estratégias de vendas específicas para o setor público da América Latina, “bom o suficiente” pode ser eficaz e gerar boas vendas.</p>
<p>Pense assim: o setor público ainda quer o melhor que pode pagar para seus pacientes, mas a realidade é que talvez não tenha orçamento para o modelo mais moderno e completo do equipamento. No entanto, se conseguir criar uma estratégia para fornecer um modelo confiável de alta qualidade a preço baixo, você terá boas chances de chamar a atenção do setor e manter os contratos por muitos anos.</p>
<p>“Se você falar com hospitais privados, é provável que digam que querem IA, robótica e equipamentos de ponta. Já outros hospitais têm necessidades muito básicas”, diz Hector Orellana, vice-presidente da Medtronic para o Norte da América Latina. “É essencial entender os dois lados para conhecer as diferenças e oferecer os serviços certos para cada instituição. Precisamos ser maleáveis para ajudar todos os pacientes com o máximo de efetividade.”</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Fale com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências em equipamentos e seu potencial impacto no setor de saúde da América Latina. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises e informações valiosas de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas em seu setor.</p>
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