<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>GHI Analysis &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
	<atom:link href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/author/ghi_old/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/</link>
	<description>The leading source for hospital data and market intelligence across Latin America and Asia.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 01 Dec 2025 19:30:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.1</generator>

<image>
	<url>https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/11/cropped-Profile-32x32.png</url>
	<title>GHI Analysis &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
	<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>ACELERE AS SUAS VENDAS</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/acelere-as-suas-vendas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Dec 2024 20:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/?p=22912</guid>

					<description><![CDATA[Quer acelerar o seu processo de vendas e identificar leads de alta qualidade no mercado de equipamentos médicos na América Latina? O SurgiScope da Global Health Intelligence ajuda você a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quer acelerar o seu processo de vendas e identificar leads de alta qualidade no mercado de equipamentos médicos na América Latina? O SurgiScope da Global Health Intelligence ajuda você a fazer exatamente isso de forma rápida e eficiente. </p>
<p>Neste breve vídeo, mostraremos como a nossa poderosa plataforma pode transformar sua estratégia de prospecção, permitindo que você identifique com precisão os hospitais certos em uma fração do tempo dos métodos tradicionais.</p>
<p>O SurgiScope oferece acesso a informações detalhadas sobre mais de 9 mil hospitais em 4 países. Não importa se você vende aparelhos de ressonância magnética, instrumentos cirúrgicos ou outros dispositivos médicos: com o nosso serviço você saberá exatamente onde concentrar seus esforços de prospecção, sem perder tempo com leads não qualificados.</p>
<p>Assista ao vídeo para descobrir como o SurgiScope pode otimizar a geração de leads, direcionar melhor suas vendas e aumentar sua taxa de sucesso no concorrido mercado de equipamentos médicos. A ferramenta é rápida, precisa e adaptada às necessidades específicas da sua empresa.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="mailto:mariana@globalhealthintelligence.com?subject=QUERO%20UMA%20DEMONSTRA%C3%87%C3%83O&#038;body=Acabei%20de%20ver%20um%20v%C3%ADdeo%20no%20seu%20site%20sobre%20o%20SurgiScope%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20demonstra%C3%A7%C3%A3o.%20Envio%20abaixo%20minhas%20informa%C3%A7%C3%B5es%20de%20contato.%20Aguardo%20contato%20o%20quanto%20antes.%0A%0A-%20Nome%3A%20%0A-%20Sobrenome%3A%20%0A-%20E-mail%3A%20%0A-%20Empresa%3A%20%0A-%20Cargo%2Ffun%C3%A7%C3%A3o%3A%20%0A-%20Telefone%3A%20%0A-%20Pa%C3%ADs%20%0A%0A"><strong>Entre em contato conosco </strong></a> para agendar uma demonstração do SurgiScope. Mostraremos como você pode usá-lo para se conectar rapidamente aos melhores clientes em potencial do seu produto na América Latina.</p>
<p>Vamos acelerar sua geração de leads para você começar a fechar negócios mais rapidamente.</p>
<p><a href="mailto:mariana@globalhealthintelligence.com?subject=QUERO%20UMA%20DEMONSTRA%C3%87%C3%83O&#038;body=Acabei%20de%20ver%20um%20v%C3%ADdeo%20no%20seu%20site%20sobre%20o%20SurgiScope%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20demonstra%C3%A7%C3%A3o.%20Envio%20abaixo%20minhas%20informa%C3%A7%C3%B5es%20de%20contato.%20Aguardo%20contato%20o%20quanto%20antes.%0A%0A-%20Nome%3A%20%0A-%20Sobrenome%3A%20%0A-%20E-mail%3A%20%0A-%20Empresa%3A%20%0A-%20Cargo%2Ffun%C3%A7%C3%A3o%3A%20%0A-%20Telefone%3A%20%0A-%20Pa%C3%ADs%20%0A%0A"><button style="background-color: #6aac3f; border: none; color: white; padding: 10px; text-align: left; text-decoration: none; display: inline-block; font-size: 16px; cursor: pointer; margin: 4px 2px; border-radius: 5px;"> AGENDE UMA DEMONSTRAÇÃO</button></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Panorama dos Hospitais Latino-Americanos 2024</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/panorama-dos-hospitais-latino-americanos-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2024 16:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/panorama-dos-hospitais-latino-americanos-2024/</guid>

					<description><![CDATA[Em 2024, o setor de saúde da América Latina deve passar por várias mudanças transformadoras e crescer significativamente. Para empresas que atuam na área e buscam tomar decisões de negócios...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2024, o setor de saúde da América Latina deve passar por várias mudanças transformadoras e crescer significativamente. Para empresas que atuam na área e buscam tomar decisões de negócios mais estratégicas, o acesso a dados verificados e confiáveis sobre os hospitais da região será mais valioso do que nunca. Para atender a essa necessidade, a GHI criou um novo panorama de dados detalhados sobre os setores de equipamentos e dispositivos médicos, produtos farmacêuticos e materiais de consumo médico na América Latina.</p>
<p>Esse recurso de referência rápida traz os números de equipamentos e outros dados importantes para hospitais em 18 mercados. Nele você encontrará os principais pontos de dados para cada mercado, tais como:</p>
<ul>
<li>Percentual de hospitais privados e públicos</li>
<li>Número de leitos hospitalares</li>
<li>Número de salas cirúrgicas</li>
<li>Número de aparelhos de anestesia</li>
<li>Número de tomógrafos computadorizados</li>
<li>Número de aparelhos de raio-X</li>
</ul>
<p>E muito mais.</p>
<p>Baixe aqui sua cópia gratuita do <em>Panorama dos Hospitais Latino-Americanos 2024</em> e obtenha dados úteis para entender melhor o mercado de saúde da região.</p>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_v6_final.pdf"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21795" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_thumb.jpg" alt="2024 Latin American Hospital Landscape" width="526" height="425" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_thumb.jpg 526w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_thumb-300x242.jpg 300w" sizes="(max-width: 526px) 100vw, 526px" /></a></p>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2024/03/ghi_poster2024_v6_final.pdf" target="_blank" rel="noopener">Clique aqui para baixar o infográfico.</a></p>
<h2>Vá além</h2>
<p>Se sua empresa precisa de informações mais detalhadas sobre procedimentos cirúrgicos, tamanho e participação de mercado, líderes de mercado em várias categorias de equipamentos médicos ou qualquer outra pesquisa específica sobre hospitais da região, <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">entre em contato conosco</a>. A GHI oferece análises de mercado exaustivas e dados minuciosos que podem ajudá-lo a avaliar oportunidades e ganhar inteligência competitiva.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O papel da TI na melhoria dos desfechos clínicos dos pacientes</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-papel-da-ti-na-melhoria-dos-desfechos-clinicos-dos-pacientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2023 19:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/o-papel-da-ti-na-melhoria-dos-desfechos-clinicos-dos-pacientes/</guid>

					<description><![CDATA[Mais uma vez, a equipe da Global Health Intelligence criou uma série de relatórios intitulados Pulso do mercado médico latino-americano. Nosso objetivo é monitorar os últimos acontecimentos e tendências nos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez, a equipe da Global Health Intelligence criou uma série de relatórios intitulados Pulso do mercado médico latino-americano.</p>
<p>Nosso objetivo é monitorar os últimos acontecimentos e tendências nos hospitais da América Latina e compartilhar essas atualizações com nosso público. Atualmente, nossa equipe mantém contato regular com milhares de hospitais para alimentar nosso banco de dados <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/hospiscope-banco-de-dados-hospitalares/">HospiScope</a> e incorporar novos dados ao nosso serviço de <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/monitoramento-de-hospitais-da-america-latina/">Monitoramento de Hospitais da América Latina.</a></p>
<p>O que fizemos foi aproveitar esse contato contínuo para produzir este material para nossos leitores. Esta edição do relatório Pulso do mercado médico latino-americano abrange os mercados do Brasil, México, Colômbia, Argentina e Chile e aborda temas como:</p>
<ul>
<li>Prontuários eletrônicos na América Latina</li>
<li>Desafios na área de TI para auxiliar na jornada do paciente</li>
<li>Oportunidades oferecidas pela tecnologia para melhorar os serviços de saúde</li>
</ul>
<p>E muito mais!</p>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/2022_potential_for_it_latam_pulse_report_port.pdf" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18526" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/pulse_report_the_role_and_potential_for_it_cover_pt.jpg" alt="O papel da TI na melhoria dos desfechos clínicos dos pacientes" width="273" height="346" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/pulse_report_the_role_and_potential_for_it_cover_pt.jpg 273w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/pulse_report_the_role_and_potential_for_it_cover_pt-237x300.jpg 237w" sizes="(max-width: 273px) 100vw, 273px" /></a></p>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/2022_potential_for_it_latam_pulse_report_port.pdf" target="_blank" rel="noopener">Clique aqui para baixar o relatório.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Aprofunde seus conhecimentos</h2>
<p>Este relatório é só o começo. Se quiser ter acesso a dados muito mais detalhados e atualizações mensais, assine o serviço de <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/monitoramento-de-hospitais-da-america-latina/">Monitoramento de Hospitais da América Latina</a> da GHI. O serviço é acessado por meio de uma plataforma Power BI que apresenta os dados de forma simples e eficiente. <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/monitoramento-de-hospitais-da-america-latina/">Clique aqui</a> para saber mais sobre como assinar o serviço de Monitoramento de Hospitais da América Latina.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os procedimentos cirúrgicos mais populares no México</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/os-procedimentos-cirurgicos-mais-populares-no-mexico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2023 18:51:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/os-procedimentos-cirurgicos-mais-populares-no-mexico/</guid>

					<description><![CDATA[Assim como outros países, o México conta com vários programas de saúde pública destinados a atender às necessidades médicas da população. A saúde pública no México, voltada para os setores...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como outros países, o México conta com vários programas de saúde pública destinados a atender às necessidades médicas da população. A saúde pública no México, voltada para os setores mais vulneráveis, se concentra predominantemente no desenvolvimento de políticas de prevenção, acesso e detecção precoce, bem como no tratamento de doenças degenerativas infecciosas ou crônicas. Como também acontece em outros países, porém, as cirurgias não são priorizadas como serviços médicos vitais e foram impactadas pelas medidas tomadas em 2020 para controlar as infecções por Covid-19 no início da pandemia.</p>
<h3>Situação atual do setor hospitalar do México</h3>
<p>O setor hospitalar mexicano se destaca no <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/os-hospitais-mais-bem-equipados-da-brasil-em-2022/">HospiRank 2022</a>, ranking elaborado anualmente pela Global Health Intelligence (GHI) que classifica os hospitais mais bem equipados da América Latina. O Hospital Geral do México aparece como o mais bem equipado, com 1.110 leitos e 50 centros cirúrgicos. &#8220;O interessante para o setor privado é que existem algumas instituições, como Médica Sur, ABC, Ángeles e Muguerza, que, além de serem bem equipadas e especializadas, também oferecem pronto atendimento, o que constitui um dos maiores problemas do setor público, em que há muita demanda mas longos tempo de espera&#8221;, explica Mariana Romero, diretora de serviços de inteligência da GHI.</p>
<p>O relatório mostra ainda que o México registra uma média de 2,2 centros cirúrgicos por hospital, uma das taxas mais altas na América Latina. O país fica atrás apenas do Brasil (4,4), superando a Colômbia (1,2), a Argentina (1,3), a América Central (1,4), o Chile (1,4), o Peru (1,4) e o restante da América Latina (1,4).</p>
<p><strong>Um dos hospitais especializados em procedimentos cirúrgicos que merece destaque é o Hospital Juárez do México, que, com 175 anos de existência, é considerado o berço da cirurgia mexicana e um dos mais bem equipados do país. </strong>Essa emblemática instituição do setor cirúrgico é pioneira em algumas inovações terapêuticas, afirma o Dr. Gustavo Esteban Lugo Zamudio, diretor-geral do Hospital Juárez do México, que concedeu entrevista ao <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/os-hospitais-mais-bem-equipados-da-brasil-em-2022/">HospiRank</a>. O hospital, que oferece 54 especialidades nos três níveis de atendimento, renova continuamente seus equipamentos para se manter a par com as últimas tendências tecnológicas. “Temos reforçado nosso desempenho no terceiro nível de atendimento e voltamos a realizar transplantes de rim e córnea e acreditamos que, em 2023, faremos transplantes de fígado e transplantes de medula óssea. Estamos renovando parte dos equipamentos para tornar esse objetivo possível&#8221;, disse o diretor em relação aos planos de compra da instituição.</p>
<p>O hospital desenvolve ainda tecnologias cirúrgicas: “Existem outros programas relevantes. Poucas instituições oferecem atualmente o programa de prótese, principalmente quando há perda de um segmento do membro inferior. No momento, já concluímos a primeira etapa e fechamos acordos com desenvolvedores mexicanos desse tipo de tecnologia. Esses acordos estipulam que a tecnologia será desenvolvida no Hospital Juárez do México, para que o hospital detenha a patente e os custos sejam reduzidos&#8221;, informou.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18470" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/hospital_juarez_mexico.jpg" alt="Hospital Juarez Mexico" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/hospital_juarez_mexico.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/hospital_juarez_mexico-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<p>Além do hospital mencionado, pode-se dizer que o México oferece uma infraestrutura hospitalar de alto nível. São mais de um 1,2 milhão de leitos hospitalares (1.224.837) e quase 60 mil centros cirúrgicos, considerando-se os que foram adicionados após o levantamento realizado (que quantificou 58.699 centros cirúrgicos). O país dispõe ainda de 14.714 salas de parto e uma proporção, ainda baixa, de 2 médicos para cada mil habitantes.</p>
<h3>O sistema de saúde mexicano</h3>
<p>O México é o segundo maior país da região, ficando atrás apenas do Brasil, e conta com mais de 3.000 hospitais. O sistema de saúde mexicano tem uma característica singular em relação aos demais da região: o sistema privado funciona paralelamente a um sistema público composto por mais de 10 estruturas independentes e isoladas.</p>
<p>Como alerta Guillaume Corpart, CEO da GHI, entender o sistema de saúde mexicano é uma tarefa desafiadora devido à falta de comunicação entre as suas unidades. &#8220;O sistema privado não é obrigado a relatar seus procedimentos ou usar um esquema de codificação consistente, tornando-se um buraco negro que deixa muitas perguntas sem resposta&#8221;, explica Corpart. A ausência de padronização das informações clínicas também constitui um obstáculo. &#8220;O sistema público possui estruturas independentes que operam de maneira autônoma. Além disso, embora sejam obrigadas a monitorar o número de procedimentos realizados, elas não usam códigos padronizados e, em muitos casos, o código apropriado também não é usado. Alguns órgãos usam a classificação internacional CID-9, enquanto outros utilizam a CID-10, e há ainda aqueles que utilizam códigos internos ou próprios. Essa inconsistência aumenta muito a complexidade do gerenciamento de dados. E esse mesmo problema praticamente impossibilita a tomada de decisões sobre iniciativas como a ampliação do acesso à saúde, já que é muito difícil obter uma visão completa do sistema e dos procedimentos realizados&#8221;, acrescenta o especialista.</p>
<p>Por outro lado, o sistema está em processo de evolução. O atual governo mexicano está implementando uma ambiciosa política que promete transformar o sistema de saúde. O objetivo é emular o tipo de sistema de cobertura para a população oferecido pela Dinamarca. Embora os opositores políticos não acreditem na viabilidade desse plano, o fato é que o governo federal já introduziu uma série de mudanças no sentido de fortalecer a capacidade de atendimento das instituições de saúde mexicanas, o que envolve investimentos em equipamentos, consultoria, tecnologias e programas de capacitação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18473" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/consultorio_medico.jpg" alt="" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/consultorio_medico.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/consultorio_medico-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<p>Em 22 de dezembro último, o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador garantiu que até 2023 o México terá um dos melhores sistemas de saúde do mundo. &#8220;Para isso, o governo vem trabalhando para equipar os postos de saúde, unidades médicas e hospitais do país e garantir que não faltem médicos em nenhum deles&#8221;, declarou em uma coletiva de imprensa no estado de Quintana Roo.</p>
<p>O secretário de Saúde, Jorge Alcocer Varela, disse que o novo sistema de saúde promovido pelo governo busca oferecer cobertura e acesso universais e gratuitos mesmo nas partes mais remotas do país. &#8220;Criaremos um sistema de saúde fundamentado nos valores humanistas e no princípio inalienável da justiça social&#8221;, ressaltou. Varela descreveu ainda o plano de transformação do sistema de saúde mexicano, destacando que o objetivo fundamental é tornar realidade o artigo 4 da Constituição, o que significa que quase 70 milhões de mexicanos que atualmente não têm seguridade social terão acesso a assistência médica.</p>
<p><strong>Como se pode deduzir do levantamento realizado pela ferramenta </strong><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/"><strong>Surgiu Scope</strong></a><strong> da GHI, nos anos de 2019, 2020 e 2021 parece não ter havido uma cobertura completa de uma ampla gama de patologias tratáveis cirurgicamente</strong>, e as práticas cirúrgicas concentraram-se predominantemente no campo da saúde da mulher: os procedimentos obstétricos ocuparam o primeiro lugar, as cirurgias nos órgãos genitais femininos ficaram em segundo e as operações no aparelho digestivo aparecem na terceira colocação.</p>
<p>De acordo com o <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/">SurgiScope</a>, os procedimentos cirúrgicos mais realizados (organizados por área, sem detalhar cada tipo de procedimento específico) são os seguintes:</p>
<ol>
<li>Procedimentos obstétricos</li>
<li>Cirurgias dos órgãos genitais femininos</li>
<li>Cirurgias do sistema digestivo</li>
<li>Cirurgias do sistema musculoesquelético</li>
<li>Cirurgias do sistema tegumentar</li>
<li>Cirurgias oftálmicas</li>
<li>Cirurgias dos órgãos genitais masculinos</li>
<li>Cirurgias do sistema urinário</li>
<li>Cirurgias do sistema nervoso</li>
<li>Cirurgias do sistema cardiovascular</li>
<li>Cirurgias otorrinolaringológicas</li>
<li>Cirurgias do sistema respiratório</li>
<li>Cirurgias do sistema endócrino</li>
<li>Cirurgias do sistema hemático e linfático</li>
<li>Procedimentos e intervenções não classificados em outra parte</li>
<li>Cirurgias auriculares</li>
<li>Procedimentos diagnósticos e terapêuticos diversos</li>
</ol>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18499" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/surgical_procedures_most_often_performed_pt_01.jpg" alt="procedimentos cirúrgicos mais realizados " width="736" height="712" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/surgical_procedures_most_often_performed_pt_01.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/surgical_procedures_most_often_performed_pt_01-300x290.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<p><strong>A primeira conclusão de Guillaume Corpart deriva do que pode ser observado a partir dos dados do </strong><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/"><strong>SurgiScope</strong></a><strong>. &#8220;</strong>A maioria das intervenções tem como foco a saúde da mulher, deixando de lado outros procedimentos mais complexos. No caso do México, percebemos que os procedimentos se concentram principalmente no tratamento de casos relativamente básicos, o que é um reflexo do sistema de saúde e da forma como ele opera&#8221;, ressalta. E acrescenta: “Há uma oportunidade de aumentar o nível de cuidados e procedimentos por meio da educação médica e do acesso da população à saúde&#8221;.</p>
<p><strong>Olhando para o futuro, pode-se notar que há muito a ser feito no México em termos de cirurgias, procedimentos cirúrgicos e da prestação desses serviços à população do país.</strong> <strong>Isso faz com que as cirurgias sejam um setor de oportunidade para os prestadores de serviços de saúde. </strong>Os procedimentos cirúrgicos discriminados por prática podem ser consultados na base de dados <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/">SurgiScope</a>, que revela o número de procedimentos realizados nos anos de 2019, 2020 e 2021.</p>
<p><strong><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18479" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/cirugia.jpg" alt="" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/cirugia.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/cirugia-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /> </strong></p>
<h3>O que os dados nos dizem</h3>
<p>Embora o sistema público de saúde mexicano não disponha de um sistema de informações robusto para mensurar o cenário da assistência cirúrgica, <strong>as pesquisas realizadas pelo </strong><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/"><strong>SurgiScope</strong></a><strong> fornecem excelentes informações quantitativas, permitindo detectar nichos de mercado que poderiam se beneficiar dos produtos e serviços de saúde de que o setor cirúrgico mexicano precisa para se desenvolver e crescer nos próximos anos.</strong></p>
<p>Outros insumos importantes para entender a situação cirúrgica no país asteca são os indicadores propostos pela Comissão Lancet de Cirurgia Global.<a href="/#_ftn1" name="_ftnref1"><sup>[1]</sup></a></p>
<p>No caso mexicano, esses indicadores mostram que a proporção do contingente de especialistas cirúrgicos é de 40,2 por 100 mil habitantes, o dobro da meta sugerida por essa comissão e um pouco acima da média dos países de alta renda. <strong>Isso mostra que o México tem um número suficiente de cirurgiões, possivelmente esperando ansiosamente para serem capacitados nas tecnologias e dispositivos mais recentes do mundo a fim de melhorar significativamente o atendimento aos pacientes e, assim, alcançar seu objetivo maior: salvar vidas.</strong><a href="/#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>
<h3>Mais dados sobre cirurgias no México</h3>
<h4></h4>
<h4>Aumento das cirurgias estéticas</h4>
<p>O México é líder regional no campo da cirurgia plástica, a ponto de ser considerado um destino de &#8220;turismo médico&#8221;. De acordo com o presidente da Associação de Profissionais com Mestrado em Cirurgia Estética do México, Mauricio Casillas, o país tem a quinta maior demanda por cirurgias estéticas do mundo. <strong>No território mexicano, há uma demanda de 923.000 cirurgias estéticas por ano, o que se traduz em uma média de mais de 2.500 intervenções desse tipo por dia.</strong></p>
<p>Em entrevista à agência de notícias EFE, Mauricio Casillas adiantou que em cinco ou seis anos o mercado de cirurgia plástica será cerca de dez vezes maior. Os três tipos de cirurgia estética mais realizados no país são rinoplastia, aumento mamário e lipoaspiração.</p>
<p>A proporção de cirurgias estéticas na população mexicana é de 60% em mulheres e 40% em homens. Em outras palavras, de cada dez cirurgias estéticas realizadas no México, quatro pacientes são homens. O que explica o crescimento do mercado de cirurgias? São dois os motivos principais: os baixos custos em comparação com os epicentros dessa especialidade (Estados Unidos e Europa) e a qualidade dos serviços prestados nas clínicas mexicanas.</p>
<h4></h4>
<h4>Equipamentos</h4>
<ul>
<li>Dentro dos sistemas de saúde, os recursos físicos e materiais são componentes necessários para o atendimento hospitalar adequado dos pacientes que solicitam serviços.</li>
<li>Em 2021, nas unidades de saúde privadas, foram registrados 1.007 laboratórios de análises clínicas distribuídos entre hospitais gerais e especializados.</li>
<li>Os dados atualizados do <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/os-hospitais-mais-bem-equipados-da-brasil-em-2022/">HospiRank 2022</a> revelam que o México possui 3.655 hospitais, 154.045 leitos hospitalares e 6.819 centros cirúrgicos.</li>
<li>Dos hospitais analisados no <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/os-hospitais-mais-bem-equipados-da-brasil-em-2022/">HospiRank</a>, 63% são privados e 37% públicos. Os do primeiro setor possuem aproximadamente 95 leitos por hospital, enquanto os privados possuem 16 leitos por unidade.</li>
</ul>
<h4></h4>
<h4>Áreas com o maior crescimento em procedimentos cirúrgicos</h4>
<p>As áreas em que o México registrou o maior crescimento nos últimos anos são as seguintes:</p>
<ul>
<li><strong>Cirurgia básica:</strong> Máquinas de esterilização de alta e baixa temperatura, mesas cirúrgicas.</li>
<li><strong>Cirurgia avançada:</strong> Laboratórios de cateterismo, torres de endoscopia, equipamentos de cirurgia laparoscópica.</li>
<li><strong>Assistência ao paciente:</strong> Sistemas de monitoramento de pacientes.</li>
<li><strong>Diagnóstico:</strong> Ecocardiógrafos.</li>
<li><strong>Diagnóstico por imagem avançado:</strong> Sistemas de fluoroscopia.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>Entre em contato conosco para saber mais sobre as soluções <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgisco"><strong>SurgiScope</strong></a> <strong>e </strong><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/os-hospitais-mais-bem-equipados-da-brasil-em-2022/"><strong>HospiRank</strong></a> da GHI. Ambas são recursos voltados para fabricantes de equipamentos médicos, permitindo que identifiquem quais hospitais latino-americanos têm tipos específicos de equipamentos e em que quantidade, bem como excelentes pontos de referência para administradores hospitalares.</p>
<p><a href="/#_ftnref1" name="_ftn1"><sup>[1]</sup></a> <em>Global Surgery 2030: evidence and solutions for achieving </em><em>health, welfare, and economic development,</em> 2015, <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)60160-X/fulltext" target="_blank" rel="noopener">https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)60160-X/fulltext</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Panorama do mercado latino-americano para fabricantes do setor de saúde em 2023</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/panorama-do-mercado-latino-americano-para-fabricantes-do-setor-de-saude-em-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 21:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/panorama-do-mercado-latino-americano-para-fabricantes-do-setor-de-saude-em-2023/</guid>

					<description><![CDATA[Embora a América Latina seja afetada por algumas forças globais, as características singulares da região oferecem muitas oportunidades. A Global Health Intelligence está estudando essas forças e o que elas significam para os fabricantes do setor de saúde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Panorama do mercado latino-americano de equipamentos médicos em 2023</h3>
<p>Cada ano que se passou desde o início da pandemia de Covid-19 foi marcado por um evento importante que impactou significativamente nossas vidas no Ocidente. Por exemplo:</p>
<ul>
<li>2020 foi o ano em que começaram os confinamentos e restrições relacionados à pandemia e surgiram as incertezas.</li>
<li>2021 foi marcado por campanhas globais de vacinação, pela corrida para garantir a aplicação de pelo menos duas doses da vacina e pela adaptação ao trabalho em regime home office.</li>
<li>2022 foi o ano em que o mundo começou a curtir novamente as férias, viagens e confraternizações, enquanto as empresas lutaram para fazer seus funcionários retornarem ao trabalho presencial.</li>
</ul>
<p>Este ano trará novos desafios e oportunidades. Embora a América Latina seja afetada por algumas forças globais, as características singulares da região oferecem muitas oportunidades. A Global Health Intelligence está estudando essas forças e o que elas significam para os fabricantes do setor de saúde.</p>
<table style="background-color: #f7f7f7;" border="1px #6CC72B;">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: left;">Enquadramento contextual</h3>
<h4 style="text-align: left;">Aspectos econômicos e sociais</h4>
<ul>
<li style="text-align: left;"><strong>PIB:</strong> US$ 5,5 tri (estável desde 2015)</li>
<li style="text-align: left;"><strong>População:</strong> 650 mi de habitantes</li>
<li style="text-align: left;"><strong>Urbanização:</strong> &gt;80%</li>
<li style="text-align: left;"><strong>Recursos naturais:</strong> 23% das florestas do mundo, 30% da água doce, 25% da terra cultivável</li>
<li style="text-align: left;"><strong>Metais e minérios:</strong> 58% das reservas mundiais de lítio, 41% das reservas de cobre</li>
</ul>
<h4 style="text-align: left;">Sistema de saúde</h4>
<ul>
<li style="text-align: left;"><strong>Hospitais:</strong> &gt;20.000</li>
<li style="text-align: left;"><strong>Centros cirúrgicos:</strong> &gt;53.000</li>
<li style="text-align: left;"><strong>Leitos hospitalares:</strong> &gt;1,2 mi</li>
<li style="text-align: left;"><strong>Singularidade:</strong> os hospitais da América Latina são menores que os dos Estados Unidos e da Europa e, portanto, precisam ser adaptáveis na oferta, financiamento e distribuição de serviços e tratamentos médicos.</li>
<li style="text-align: left;"><strong>Diferenças regionais:</strong> os sistemas de saúde (e sua sofisticação) variam de país para país, com o funcionamento simultâneo de sistemas públicos e privados.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18399" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/china.jpg" alt="The Rise of China" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/china.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/china-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h3>A ascensão da China</h3>
<p>Os Estados Unidos e a Europa sempre influenciaram a oferta de tecnologias de ciências da vida na América Latina, seja no setor farmacêutico, de materiais de consumo ou de dispositivos e equipamentos médicos. A pandemia de Covid-19 intensificou, de forma nunca antes vista, a demanda por produtos médicos, afetando os padrões de consumo e obrigando os clientes a recorrer a fornecedores e rotas de abastecimento alternativos. Conhecidos por sua agilidade, os fornecedores asiáticos (sobretudo os chineses) aproveitaram essa oportunidade para aumentar sua presença na região. E embora 2022 tenha sido um ano marcado por algum grau de “retorno à normalidade”, a região está mais aberta à ideia de contratar fornecedores asiáticos agora do que antes da pandemia, o que abalará a estabilidade dos consagrados fabricantes americanos e europeus nos próximos anos.</p>
<p>As tensões entre os Estados Unidos e a China provavelmente continuarão em 2023 e nos anos seguintes. Com a China desempenhando um papel essencial no comércio na região, podemos esperar uma ruptura nas relações estabelecidas. O país se tornará um parceiro comercial cada vez mais relevante (principalmente com o fim da sua política de “Covid Zero”) em relação a todos os outros blocos comerciais, conquistando clientes em toda a região da América Latina. Os Estados Unidos e a Europa, por sua vez, buscarão estratégias para manter o apoio de seus aliados na região. Com o aumento do fluxo de produtos de saúde mais acessíveis, as empresas locais se sentirão mais pressionadas a intensificar e melhorar suas atividades de P&amp;D, processos fabris e competitividade, fatores críticos para o estabelecimento e consolidação de centros de especialização médica – uma necessidade evidenciada pela pandemia.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18462" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/lacs_main_trade_partners_through_2025_pt_01-1.jpg" alt="Principais parceiros comerciais da ALC até 2035" width="736" height="476" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/lacs_main_trade_partners_through_2025_pt_01-1.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/lacs_main_trade_partners_through_2025_pt_01-1-300x194.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h3><img decoding="async" class="alignnone wp-image-18411 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/foco_75px.jpg" alt="" width="75" height="75" /></h3>
<h3>IMPLICAÇÕES PARA FABRICANTES DE PRODUTOS DE CIÊNCIAS DA VIDA</h3>
<p><strong>1. Qualquer empresa que entra em um novo mercado (principalmente se for asiática) precisa dedicar um tempo para compreender os mercados e dinâmicas locais</strong> e captar as nuances das vendas e da distribuição dos produtos de saúde de uma região na qual nunca esteve presente.</p>
<p><strong>2. Fabricantes consolidados (principalmente os norte-americanos e europeus) precisam monitorar de perto os mercados em que atuam para reagir à entrada de novos concorrentes.</strong> É muito provável que ocorra uma mudança de paradigma que resultará na redefinição dos mercados e concorrentes. A inovação e contratos de longo prazo serão elementos fundamentais para manter a base de clientes. As relações históricas se tornarão um ativo fundamental, seja para criar e implementar programas de garantia de qualidade (com associações, câmaras, grupos médicos, grupos de pacientes, etc.) ou para reforçar estruturas regulatórias (com órgãos regulatórios, autoridades aduaneiras, autoridades fiscais, instituições públicas, etc.).</p>
<p><strong>3. Os canais de distribuição serão reavaliados com o objetivo de adaptar a estratégia de canais à segmentação do mercado e aumentar ainda mais a eficiência com base nas necessidades dos clientes.</strong> Podemos esperar o surgimento de estratégias de canal disruptivas que provavelmente provocarão tensões entre fabricantes e distribuidores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18417" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/ucrania.jpg" alt="The Impact of War in Ukraine" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/ucrania.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/ucrania-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h3>O impacto da guerra na Ucrânia</h3>
<p>O hemisfério norte se prepara para atravessar o seu primeiro inverno completo em que precisa lidar simultaneamente com os efeitos da guerra em curso na Ucrânia. Apesar da diminuição das tensões iniciais de um conflito global e dos temores de uma escalada nuclear (ainda que essas possibilidades não possam ser totalmente descartadas), o mundo vem sentindo o impacto da “guerra longa” e do consequente aumento dos custos.</p>
<p>A elevação dos custos de energia na Europa afeta as finanças das populações locais. A redução da produção de alimentos na Ucrânia provoca um aumento na demanda de grãos e outros gêneros de primeira necessidade nos mercados globais, contribuindo para elevar os custos dos alimentos no mundo inteiro.</p>
<p>Alimentos e energia representam mais de 40% da cesta de consumo na maioria dos países de renda média da América Latina, principalmente Brasil, México e Peru. O aumento dos custos de energia e alimentos é o fator que mais pressionará a inflação em toda a região, comprometendo a renda disponível das famílias e contribuindo para aumentar ainda mais as desigualdades. Os grupos mais pobres e vulneráveis da região serão os mais afetados: estimativas indicam que as taxas de pobreza poderão superar a marca de 36% até o final de 2023 (comparado a 30% em 2018 e 34% em 2020), elevando as tensões sociais.</p>
<p>Para 2023, podemos esperar a manutenção dos altos custos de energia e alimentos, o que intensificará ainda mais as pressões inflacionárias que os bancos centrais lutarão para controlar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18459" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/citizens_that_said_inflation_was_one_of_their_top_three_concerns_pt_01.jpg" alt="% de cidadãos que apontaram a inflação como uma de suas três principais preocupações" width="736" height="500" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/citizens_that_said_inflation_was_one_of_their_top_three_concerns_pt_01.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/citizens_that_said_inflation_was_one_of_their_top_three_concerns_pt_01-300x204.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18411" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/foco_75px.jpg" alt="" width="75" height="75" /></p>
<h3>IMPLICAÇÕES PARA FABRICANTES DE PRODUTOS DE CIÊNCIAS DA VIDA</h3>
<p><strong>1. Os custos de fabricação seguirão em alta.</strong> Os esforços serão direcionados para a utilização eficiente de recursos na engenharia de produtos, reduzindo o uso de matérias-primas e componentes.</p>
<p><strong>2. Os custos de distribuição seguirão em alta.</strong> A alta nos preços de energia se traduz na manutenção dos custos de distribuição em patamares elevados. Os fabricantes se empenharão em otimizar a logística e redefinir seus canais de distribuição para aumentar a eficiência de suas cadeias de distribuição.</p>
<p><strong>3. Margens comprimidas.</strong> Parte do aumento inflacionário será repassada aos consumidores, mas os fabricantes precisam ser mais criativos em suas estratégias de fabricação e distribuição para gerar economias operacionais e, assim, aumentar seus lucros.</p>
<p><strong>4. Necessidade cada vez maior de uma responsabilidade social corporativa duradoura.</strong> A marginalização crescente dos grupos vulneráveis aumentará a necessidade de uma assistência médica de qualidade, principalmente no setor público. Governos de toda a região serão cada vez mais receptivos à criação de parcerias público-privadas (PPP) para satisfazer o aumento da demanda.</p>
<table style="background-color: #f7f7f7;" border="1px">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: left;">A inflação e o risco de recessão</h3>
<h4 style="text-align: left;">Projeções da inflação em mercados selecionados para 2023</h4>
<ul style="text-align: left;">
<li><strong>Rússia:</strong> 80%</li>
<li><strong>Reino Unido:</strong> 7,9%</li>
<li><strong>Alemanha:</strong> 6,5%</li>
<li><strong>Índia:</strong> 5,2%</li>
<li><strong>Brasil:</strong> 5,1%</li>
<li><strong>Estados Unidos:</strong> 3,7%</li>
<li><strong>China:</strong> 2,9%</li>
<li><strong>Japão:</strong> 0,9%</li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><em>Fonte: The Economist</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Após três anos de mudanças bruscas em nossos estilos de vidas, temos cada vez mais a sensação de estarmos em uma “permacrise” – expressão que designa um período prolongado de instabilidade e insegurança –, o que faz com que empresas e consumidores fiquem se perguntando o que acontecerá em seguida.</p>
<p>A abundância de dinheiro, auxílios e empréstimos a juros baixos ajudou a estimular uma economia já aquecida. As interrupções nas cadeias de suprimentos agravaram ainda mais o problema, causando uma escassez de produtos e o aumento contínuo dos preços. Embora as cadeias de suprimentos estejam gradualmente retornando à normalidade, os elevados preços dos alimentos e da energia manterão a inflação no centro das atenções em 2023. Enquanto a Ucrânia luta contra a invasão pela Rússia, o resto do mundo luta contra a inflação e a estagnação econômica.</p>
<p>A expectativa é que inflação fique acima de 5% na maioria dos mercados globais. A dinâmica inflacionária na China ainda é incerta, já que o país anunciou recentemente o fim de sua política de “Covid Zero” e vem buscando reestabelecer suas relações econômicas com o mundo.</p>
<p>Historicamente, os Estados Unidos entraram em recessão todas as vezes em que a inflação no país chegou a 5%, com consequências econômicas negativas para toda a região da América Latina. As chances de os EUA enfrentarem uma recessão em 2023 são superiores a 70% <em>(Fonte: Citibank, dezembro de 2022</em>), mas o mais provável é que ela não dure mais de um ano.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18411" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/foco_75px.jpg" alt="" width="75" height="75" /></p>
<h3>IMPLICAÇÕES PARA FABRICANTES DE PRODUTOS DE CIÊNCIAS DA VIDA</h3>
<p><strong>1. O <em>nearshoring</em> (prática que consiste em transferir certas operações da empresa para países vizinhos com o objetivo de reduzir custos e melhorar a eficiência e a qualidade) pode ser efetivamente implementado como estratégia de longo prazo.</strong> Ao mesmo tempo que os Estados Unidos podem recorrer a essa abordagem para reduzir sua dependência de fornecedores chineses e, com isso, fortalecer sua cadeia de suprimentos, o <em>nearshoring </em>também pode ajudar a combater a inflação em períodos de altos custos de energia e se tornar uma estratégia de longo prazo para os fabricantes. Devido à sua proximidade com o mercado norte-americano, o México é o país que mais se beneficiaria da prática de <em>nearshoring</em> na América Latina, com ganhos estimados em US$ 35 bilhões, seguido do Brasil (US$ 7,8 bi), Argentina (US$ 3,9 bi) e Colômbia (US$ 2,6 bi). <em>Fonte: Banco Interamericano de Desenvolvimento.</em></p>
<p><strong>2. As vendas online conquistarão uma fatia cada vez maior do mercado.</strong> Se em 2019 as vendas na internet representaram 10% de todas as vendas, em 2022 esse percentual saltou para 14%. Como os produtos das ciências da vida são altamente regulamentados, os fabricantes do setor ficam receosos em investir valores significativos nesse canal. As mudanças regulatórias (crescimento das prescrições pela internet), o aumento das compras online (impulsionadas pela pandemia) e as pressões inflacionárias formam uma combinação perfeita de fatores para alavancar as vendas na internet no campo das ciências da vida, comprimindo a cadeia de distribuição, aumentando as margens dos fabricantes e possivelmente reduzindo a pressão nos preços ao consumidor.</p>
<p><strong>3. O turismo médico vem se recuperando.</strong> Os hospitais e sistemas de saúde da região da América Latina mostraram recuperação em 2022, retornando aos níveis operacionais observados antes da pandemia. Com a alta da inflação nos Estados Unidos e o aumento geral das despesas médicas, a expectativa é que cresça ainda mais o turismo médico na América Latina. O México, a América Central e a Colômbia serão os mais beneficiados por essa tendência, devido à sua proximidade geográfica e cultural e ao fato de serem centros históricos de especialização médica. Houve uma clara evolução nos tipos de serviços de turismo médico oferecidos no México: em 2000, eles consistiam predominantemente em cirurgias eletivas (como cirurgias plásticas e fertilizações in vitro), mas hoje abrangem também procedimentos mais complexos (incluindo cirurgias bariátricas e cardiovasculares).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18426" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/doctor-1.jpg" alt="Additional Factors at Play" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/doctor-1.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/doctor-1-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h3>Outros fatores em jogo</h3>
<p>É provável que surjam novas tendências no setor de saúde latino-americano, impulsionadas pela busca por ganhos de eficiência operacional e estratégias de liderança inovadora. Embora sejam relevantes, essas tendências provavelmente continuarão a atuar de forma isolada e não terão impactos significativos em nível macro.</p>
<h4>Ganhos de eficiência operacional (selecionar exemplos)</h4>
<ul>
<li>Aumento das cirurgias ambulatoriais/de curta duração</li>
<li>Redução das internações hospitalares</li>
<li>Crescimento gradual da telessaúde</li>
<li>Interoperabilidade</li>
<li>Assistência médica domiciliar</li>
</ul>
<h4>Liderança inovadora (selecionar exemplos)</h4>
<ul>
<li>Sistemas de cirurgia robótica</li>
<li>Adoção das melhores práticas internacionais</li>
<li>Avaliação da viabilidade real do metaverso – <em>funcionalidade e implementação limitadas</em></li>
</ul>
<p>Por fim, as autoridades governamentais continuarão a ter uma postura reacionária em relação aos sistemas de saúde, já que ainda os consideram um custo e não um investimento na produtividade econômica e bem-estar da população ativa. Enquanto prevalecer essa situação, o que veremos serão apenas mudanças incrementais e limitadas, impulsionadas por iniciativas individuais, e não mudanças verdadeiramente transformadoras que levem devidamente em conta os impactos de longo prazo das políticas públicas de saúde.</p>
<h3>Próximas etapas</h3>
<p>A GHI seguirá monitorando as tendências mencionadas acima ao longo do ano e seus impactos no mercado de equipamentos médicos e fabricantes do setor de saúde. Se quiser discutir essas tendências mais a fundo ou saber como elas afetarão os negócios e operações da sua empresa, <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">entre em contato com a GHI </a>para obter mais informações.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A pandemia agiliza os trâmites regulatórios no setor médico latino-americano</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/a-pandemia-agiliza-os-tramites-regulatorios-no-setor-medico-latino-americano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 19:57:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/a-pandemia-agiliza-os-tramites-regulatorios-no-setor-medico-latino-americano/</guid>

					<description><![CDATA[Leonardo Semprun, diretor sênior de política regulatória global da MSD, revela quais foram as mudanças implementadas nas agências reguladoras de medicamentos e dispositivos médicos e como essa experiência lhes permitiu acelerar o processo de aprovação de inovações, garantindo, ao mesmo tempo, a segurança na América Latina.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-18377 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/leonardo_semprun.jpg" alt="Leonardo Semprun" width="150" height="150" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/leonardo_semprun.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/leonardo_semprun-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/leonardo_semprun-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Entrevista com Leonardo Semprun<br />
</strong>Diretor Sênior de Política Regulatória Global<br />
<img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18380" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/logo_msd.jpg" alt="MSD" width="185" height="75" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leonardo Semprun, diretor sênior de política regulatória global da MSD, revela quais foram as mudanças implementadas nas agências reguladoras de medicamentos e dispositivos médicos e como essa experiência lhes permitiu acelerar o processo de aprovação de inovações, garantindo, ao mesmo tempo, a segurança na América Latina.</p>
<p><strong>Por Daniela Chueke Perles</strong></p>
<p>Líder mundial em cuidados com a saúde, a empresa farmacêutica norte-americana MSD (Merck, Sharp &amp; Dohme) realizou recentemente seu 19º Seminário Latino-Americano sobre Jornalismo em Ciência e Saúde na cidade de Buenos Aires. A Global Health Intelligence (GHI) conversou com Leonardo Semprun, responsável pelas políticas regulatórias globais da farmacêutica, que revelou as mudanças nos processos de aprovação de medicamentos e dispositivos médicos que mudaram as regras do jogo em termos do acesso às inovações científicas.</p>
<p>A necessidade de responder rapidamente a situações de emergência durante a pandemia fez com que as agências reguladoras se adaptassem, agilizando seus processos. O aprendizado é que, em muitos casos, as habilidades adquiridas pelas agências podem ser sustentadas ao longo do tempo.</p>
<p><strong>GHI: Você mencionou que várias circunstâncias ou mecanismos simplificaram a forma como os medicamentos foram aprovados durante a pandemia. Podemos mencionar algum medicamento em particular, além das vacinas para Covid-19, que tenha se beneficiado dessa nova dinâmica regulatória? Em sua opinião, que tipos de medicamentos mais poderiam se beneficiar desses planos de agilidade regulatória? E para quais isso não se aplicaria?</strong></p>
<p><strong>Leonardo Semprun: </strong>Durante a pandemia, vimos essas agilidades serem colocadas em prática. A agilidade regulatória propriamente dita é uma prática que não existia antes, tendo surgido no contexto da Covid. Dessa forma, os produtos aprovados nessa janela de tempo mais curta foram em sua maioria aqueles relacionados às necessidades de saúde pública decorrentes da pandemia, sobretudo mecanismos de diagnóstico e teste. Quanto às vacinas dos laboratórios desenvolvedores que foram aprovadas na época, muitas empresas latino-americanas receberam autorização de uso emergencial. O uso de emergência é uma autorização especial. Não é uma licença de registro, mas uma maneira facilitada de tomar uma decisão regulatória. Obviamente, tudo isso foi feito com base em análises de riscos, sempre preservando a segurança, a qualidade e a eficácia dos produtos.</p>
<p><strong>GHI: Houve algum avanço regulatório em termos de tratamentos do câncer?</strong></p>
<p><strong>Leonardo Semprun:</strong> Durante a pandemia, também ficou claro que o câncer era uma patologia que precisava ser coberta e exigia um certo tipo de atenção. Não tenho conhecimento de nenhum procedimento específico durante a pandemia, mas sei que essa colaboração internacional levou ao desenvolvimento de iniciativas globais centradas na ampliação do acesso a produtos oncológicos. Uma dessas iniciativas é o Projeto Orbis, que consiste em um mecanismo de avaliação conjunta entre agências mundiais de vigilância sanitária. E temos uma experiência muito positiva na região, graças à participação do Brasil em iniciativas desse tipo. Embora já existisse antes da pandemia, acho importante citar o Projeto Orbis por ser um mecanismo ágil que demonstrou ter muitos benefícios. Então, respondendo à sua pergunta: sim, a agilidade regulatória teve como foco especificamente tratamentos relacionados à Covid-19. Durante a pandemia, pudemos ver como as agências reguladoras emitiam comunicados, circulares e diretrizes que foram expandindo seu espectro de ação.</p>
<p><strong>GHI: As agências reguladoras trabalharam mais do que o normal durante a pandemia?</strong></p>
<p><strong>Leonardo Semprun:</strong> Sem dúvida. E precisaram enfrentar ainda outro desafio: o fato de que, na América Latina, muitas dessas interações com fabricantes ou empresas costumavam ser presenciais. Em outras palavras, na prática, não havia ninguém para nos dizer como as coisas deveriam ser feitas e, obviamente, houve um período de adaptação. Os procedimentos regulatórios antes da Covid geralmente começavam com a apresentação de toda a documentação física, e a grande mudança durante a pandemia foi a introdução de mecanismos eletrônicos digitais para a entrega de arquivos e certidões.</p>
<p><strong>GHI: Mas nem todos os países latino-americanos estavam preparados&#8230;</strong></p>
<p><strong>Leonardo Semprun: </strong>Existe um caso muito interessante que podemos citar nessa área, que são os certificados de produtos farmacêuticos. Esses certificados são usados para demonstrar a aprovação da agência de vigilância sanitária de um país. A FDA e a EMA emitem certificados de produtos farmacêuticos, que são então adotados pelas agências nacionais. Em outras palavras, existe um convênio com a OMS. Existe todo um acordo. Esses certificados têm uma documentação própria. Durante a pandemia, a Agência Europeia de Medicamentos emitiu certificados eletrônicos. Foi um grande avanço, já que esses certificados costumavam chegar pelo FedEx com a documentação física, mas, a partir daquele momento, passaram a poder ser transmitidos eletronicamente. É uma melhoria significativa.</p>
<p><strong>GHI: Uma vez superada a natureza excepcional da pandemia, esses novos procedimentos de aprovação eletrônica permanecerão em vigor?</strong></p>
<p><strong>Leonardo Semprun:</strong> Agora estamos fazendo pressão junto às associações. Faço parte do Conselho Internacional sobre Harmonização de Requisitos Técnicos para o Registro de Produtos Farmacêuticos para Uso Humano (mais conhecido como ICH, na sigla em inglês), que é uma rede que trabalha com a Federação Europeia de Medicamentos, e estamos empenhados em incentivar a adoção da certificação eletrônica.</p>
<p><strong>GHI: Em suma, quais foram as mudanças ou lições aprendidas com a pandemia em termos de processos regulatórios?</strong></p>
<p><strong>Leonardo Semprun: </strong>Existem muitas práticas dentro da agilidade regulatória, mas a principal delas é a <em>reliance</em> (confiança). Os usos emergenciais são critérios baseados em <em>reliance,</em> porque se baseiam no reconhecimento das decisões de outros atores, embora não constituam um cadastro sanitário propriamente dito. Há uma distinção que precisa ser feita aqui: o uso emergencial é temporário. De fato, quando a pandemia começou a dar sinais de enfraquecimento e alguns países declararam que a situação estava melhorando, o uso emergencial foi descontinuado, pois entende-se que é apenas para emergências de saúde.</p>
<p><strong><em><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18383" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/the_pandemic_ushers_in_expedited_regulatory_pathways.jpg" alt="Latin American regulatory systems" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/the_pandemic_ushers_in_expedited_regulatory_pathways.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/01/the_pandemic_ushers_in_expedited_regulatory_pathways-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></em></strong></p>
<h3>O que é o conceito de <em>reliance</em> e como ele pode fortalecer os sistemas regulatórios latino-americanos?</h3>
<p>A Federação Latino-Americana da Indústria Farmacêutica define <em>reliance</em> como o ato pelo qual as agências reguladoras nacionais de uma jurisdição, para tomar suas próprias decisões, podem levar em conta e atribuir peso significativo às avaliações realizadas por outra agência reguladora, outra instituição confiável ou qualquer outra fonte autorizada de informações. A autoridade que usa essas informações permanece independente e é responsável pelas decisões tomadas, mesmo quando baseadas nas decisões e informações de terceiros. <em>Reliance</em> é uma prática que se baseia nas boas práticas regulatórias para promover um processo regulatório robusto e eficiente aplicável aos produtos médicos. Nos últimos anos, as autoridades reguladoras da América Latina e do Caribe passaram a adotar diferentes formas de <em>reliance</em>, sobretudo no contexto da pandemia de Covid-19.</p>
<p>De acordo com Leonardo Semprun, a América Latina adotou bem a abordagem de<em> reliance</em> nos últimos anos. “Houve uma conscientização sobre a importância dessa estratégia, algo que vem com o endosso da OMS, que é a entidade responsável por ditar as boas práticas regulatórias. A Organização Pan-Americana da Saúde também trabalhou em mesas-redondas técnicas com diferentes agências reguladoras”, entre as quais a mexicana COFEPRIS.</p>
<h3>A entrada do México no ICH</h3>
<p>O Conselho Internacional sobre Harmonização de Requisitos Técnicos para o Registro de Produtos Farmacêuticos para Uso Humano (ICH, na sigla em inglês) é uma rede que reúne autoridades reguladoras de diferentes países, juntamente com empresas da indústria farmacêutica, para discutir questões científicas e técnicas relativas a produtos farmacêuticos e desenvolver diretrizes de ação. Criada em 1990, a entidade tem como missão garantir que medicamentos seguros, eficazes e de alta qualidade sejam desenvolvidos, registrados e mantidos com o máximo de eficiência. Em novembro de 2021, o México tornou-se membro do ICH, que é o mais alto fórum regulatório mundial, sendo o único país de língua espanhola e o quarto da região das Américas (somente Canadá, Estados Unidos e Brasil fazem parte do ICH).</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A pandemia faz parte da nossa evolução</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/a-pandemia-faz-parte-da-nossa-evolucao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 21:31:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/a-pandemia-faz-parte-da-nossa-evolucao/</guid>

					<description><![CDATA[Entrevista com William Krinickas, Vice-presidente para a América Latina, MicroPort]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/william_krinickas.jpg" alt="William Krinickas, Vice-presidente para a América Latina, MicroPort" class="wp-image-17863" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/william_krinickas.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/william_krinickas-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/william_krinickas-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure></div>



<p><strong>Entrevista com William Krinickas </strong><br>Vice-presidente para a América Latina <br>MicroPort</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Nesta conversa com William Krinickas, líder da MicroPort para a América Latina, discutimos o impacto da pandemia no setor da saúde e as novas oportunidades que surgiram no mercado.</p>



<p><strong>A América Latina tem um longo caminho pela frente para alcançar um sistema de saúde comparável ao de outras regiões. Na sua visão, quais são as causas dessa discrepância?</strong></p>



<p>A questão continua sendo o acesso limitado dos pacientes às terapias por vários motivos. Um dos principais fatores que impedem que alguns países da região tenham sistemas de saúde melhores e façam um uso mais eficiente dos recursos é a corrupção, que gera instabilidade e profundas crises econômicas dentro de cada ecossistema.</p>



<p>Por outro lado, vivemos em um contexto de constante falta de segurança jurídica, o que afeta a capacidade de planejamento de longo prazo. Isso gera desconfiança e pouca previsibilidade em nível regional, já que a ausência de estabilidade política dificulta muito o alcance da estabilidade econômica. Soma-se a isso o crescimento negativo nos últimos anos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="736" height="325" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/the_pandemic_is_part_of_our_evolution_sec.jpg" alt="stent intracraniano" class="wp-image-17866" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/the_pandemic_is_part_of_our_evolution_sec.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/the_pandemic_is_part_of_our_evolution_sec-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /><figcaption><em>O sistema de stent intracraniano </em><a href="https://microport.com/news/microport-neurotech-apollo-intracranial-arterial-stent-system-completed-first-implantation-in-brazil" target="_blank" rel="noopener"><em>APOLLO</em></a><em><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> da MicroPort foi implantado pela primeira vez no Brasil em agosto de 2022</em></figcaption></figure>



<p>A pandemia revelou os pontos fortes e as vulnerabilidades dos sistemas de saúde da região, bem como as consequências da corrupção presente em vários mercados da região. Esse é o câncer da América Latina.</p>



<p>Em contrapartida, há uma transparência cada vez maior em relação aos preços que administramos, o que nos permitirá melhorar o acesso ao democratizar o alcance de dispositivos e equipamentos antes inviáveis para a nossa região. Isso é possível graças à colaboração entre empresas e associações industriais e governos com o objetivo de progredir.</p>



<p><strong>A pandemia ainda não acabou, embora pareça estar em sua fase final. Como o senhor acha que o coronavírus afetou o setor de saúde e quais foram os aprendizados da indústria com a pandemia?</strong></p>



<p>A pandemia trouxe o caos em nossas sociedades e teve impactos disruptivos de longo prazo em nossos sistemas de saúde. Todos os procedimentos ou check-ups que eram realizados anteriormente e deixaram de ser feitos se refletirão em casos clínicos nos próximos anos, e essa situação terá um grande impacto no sistema de saúde. Estamos vivenciando algo inédito, um fenômeno que está fora do nosso alcance.  </p>



<p>Pessoalmente, não acho que a pandemia tenha gerado apenas impactos negativos. 
O coronavírus também mudou nossa abordagem e abriu as portas para novas oportunidades. Entre os [impactos positivos] mais importantes, por exemplo, a telemedicina finalmente assumiu um papel de protagonismo e [houve uma] redistribuição de orçamentos e uma reacomodação do sistema para melhorar o atendimento ao paciente ou ampliar a cobertura. Acredito que esses devem ser nossos interesses como indústria, como governos e como comunidade médica. Temos o dever de cuidar da saúde da população e atualmente muitas empresas participam de programas “verdes” ou de economia sustentável, que é o futuro da saúde.
</p>



<p><strong>Os últimos anos têm sido um período de crise para algumas empresas e de oportunidades para outras. Qual foi o caso da MicroPort?</strong></p>



<p>Todos os países e suas respectivas indústrias sofreram as enormes pressões geradas pela pandemia. Foi notável como a crise provocada pela Covid-19 levou ao esgotamento dos orçamentos. Devido a essas mudanças estruturais, novos desenvolvedores tiveram a oportunidade de entrar no mercado de dispositivos médicos, oferecendo produtos de qualidade e a preços mais acessíveis para sistemas de saúde que tiveram seus orçamentos significativamente afetados.</p>



<p>Houve uma mudança completa nas capacidades dos sistemas de saúde para que pudessem continuar fornecendo cobertura tanto em termos de quantidade como de qualidade. Essa situação deu origem a novas ofertas de valor, tecnologia e qualidade, como é o caso dos procedimentos minimamente invasivos.</p>



<p>Para a MicroPort, a pandemia representou um momento de oportunidade; conseguimos incluir nosso portfólio de dispositivos médicos e robóticos na maioria das áreas terapêuticas minimamente invasivas. Esse tipo de cirurgia oferece grandes benefícios em relação à cirurgia tradicional. O médico tem um controle maior do procedimento [por meio de] cortes pequenos e precisos sem o tremor das mãos, pois opera com os movimentos mecânicos realizados por um robô. [Dessa forma], o profissional consegue chegar facilmente a áreas de difícil acesso e com uma visão consideravelmente melhor graças às câmeras acopladas ao equipamento. O paciente, por sua vez, tem uma recuperação mais rápida do que nas intervenções tradicionais, com menor perda sanguínea, menos complicações e cicatrizes menores. Em todos os casos, esse tipo de intervenção é mais benéfico.</p>



<p>—&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<p>A MicroPort é uma multinacional que desenvolve e fabrica dispositivos médicos para todo o mundo há mais de 20 anos. A empresa está entre as 100 maiores fabricantes de dispositivos médicos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FOCO HOSPITALAR com a Clínica Alemã</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/foco-hospitalar-com-a-clinica-alema/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 21:05:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/foco-hospitalar-com-a-clinica-alema/</guid>

					<description><![CDATA[Entrevista com o Dr. Alejandro Mauro, Chefe do Departamento de Informática Biomédica, Clínica Alemã
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" width="150" height="150" class="wp-image-17832" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_alejandro_mauro.jpg" alt="" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_alejandro_mauro.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_alejandro_mauro-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_alejandro_mauro-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure>
</div>



<p><strong>Entrevista com o Dr. Alejandro Mauro </strong>Chefe do Departamento de Informática Biomédica Clínica Alemã</p>



<div class="wp-block-spacer" style="height: 100px;" aria-hidden="true"> </div>



<p>Depois da pandemia, que obrigou as instituições médicas a flexibilizar os canais tradicionais de comunicação com os pacientes, os sistemas de saúde latino-americanos enfrentam o desafio de canalizar a gestão da medicina dentro das instituições, incorporando a adoção tecnológica que cresceu em ritmo acelerado nos últimos dois anos. Um exemplo disso são as soluções desenvolvidas pela Clínica Alemã de Santiago do Chile para resolver o problema e evitar os riscos associados.</p>



<p>O Dr. Alejandro Mauro, chefe do Departamento de Informática Biomédica da Clínica Alemã de Santiago do Chile, alerta que o surto da pandemia de Covid-19 impulsionou as mudanças legislativas necessárias para a adoção da tecnologia na medicina. Como observa o especialista em inovação, dois fatores principais retardavam esse processo na América Latina: entraves legais e a resistência dos profissionais de saúde.</p>



<p>Além disso, o médico faz uma afirmação inusitada: a pandemia de Covid-19 transformou o aplicativo de mensagens instantâneas da Meta em um canal de comunicação inesperado entre médicos e pacientes. Por todas essas razões, Alejandro ressalta que os sistemas de saúde têm pela frente o desafio de manter a gestão da medicina dentro das instituições. Compartilhamos a seguir suas respostas detalhadas às nossas perguntas.</p>



<p>Por que a pandemia acelerou a adoção da telemedicina e das consultas virtuais, soluções que já estavam presentes na América Latina?</p>



<p>Por conta dos entraves legais e da ausência de financiamento para implementar as mudanças tecnológicas – e sabemos que o que não é financiado não existe. A telemedicina era adotada apenas nos locais onde era a única opção. A história da telessaúde está intimamente ligada, por exemplo, ao mundo da navegação. Nem todos os navios têm um médico e existem milhares de navios. Faz mais de 100 anos que ações de telemedicina são realizadas em navios. Fora desse contexto específico, porém, as inovações no campo da telemedicina não estavam sendo aproveitadas pela sociedade. Os programas de telemedicina não passavam da fase piloto para a produção e implementação porque careciam de financiamento e porque a legislação dificultava muito.</p>



<p><strong>Que barreiras impediam a adoção da telemedicina?</strong></p>



<p>Alguns regulamentos antigos impediam que prescrições e outros documentos médicos fossem gerados de forma digital nativa. A prescrição eletrônica, por exemplo, não era implementada por entraves legais; todos os países latino-americanos diziam que os as precisavam ser redigidas de próprio punho. A chegada do coronavírus gerou uma revolução total. Os médicos não tinham como chegar aos pacientes e os pacientes não tinham como chegar ao hospital, de modo que os países precisaram mudar completamente toda a sua filosofia de tentar evitar essas mudanças, que era um pouco o que acontecia. Mesmo países que já tinham políticas de pagamento, como os Estados Unidos, colocavam vários entraves. Por exemplo, eles diziam: “Como faremos uma videoconsulta por Zoom? Não, precisa ser um sistema especial hospedado em um servidor seguro”. Como se o vídeo fosse um problema. Então, havia uma série de limitações. Por exemplo, havia limitações decorrentes da lei de HIPAA (sobre proteção de dados pessoais) que impediam a realização de consultas médicas via Google, Meet, Zoom ou qualquer uma das plataformas tradicionais de videoconferência. Os hospitais precisavam contratar uma empresa específica para criar um componente de vídeo ad hoc para a solução informática médica da instituição. Quando a pandemia chegou, todos esses obstáculos foram eliminados. Permitiu-se até o uso de WhatsApp e a utilização da tecnologia, que antes era muito restritiva, passou a ser muito permissiva.</p>



<p><strong>O senhor diria então que agora há um contexto de risco em termos do compartilhamento de dados?</strong></p>



<p>Sim, porque todo esse uso de canais informais tem várias implicações. Quando fornecemos informações médicas em algumas redes que têm mecanismos de leitura automática dos dados compartilhados pelo usuário, precisamos estar cientes de que estamos fornecendo nossas informações pessoais ao Google, Facebook ou Apple. E essas empresas usarão nossas informações para nos vender algo. Esse é um dilema que ainda não foi superado porque hoje, efetivamente, o maior sistema de saúde digital do mundo é o WhatsApp. É por isso que, atualmente, é a plataforma que mais sabe de saúde.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="736" height="325" class="wp-image-17835" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_telemedicine.jpg" alt="Telemedicina" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_telemedicine.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_telemedicine-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>



<p><strong>Essa revelação é impressionante!</strong></p>



<p>Atualmente, o WhatsApp tem a maior quantidade de informações de saúde por duas razões: os médicos hoje se comunicam com os pacientes por esse aplicativo e, ao mesmo tempo, também o utilizam para se comunicar e interagir com outros médicos sobre questões relacionadas aos pacientes. É um aplicativo que todo mundo tem e sua usabilidade é maior que a do e-mail. A questão é que existem vários provedores de e-mail além do Google, mas o WhatsApp pertence exclusivamente à Meta. De alguma forma, isso gerou uma situação que, a meu ver, é um problema no qual estamos envolvidos e do qual ainda não sabemos como sair. Para mim, um volume demasiado de informações pessoais passa por essa rede.</p>



<p><strong>A Meta, empresa proprietária do WhatsApp, tem alguma política ou já fez algum pronunciamento sobre essa questão?</strong></p>



<p>Até o momento, não. O que foi feito é uma análise do problema de o Facebook compartilhar informações de saúde mental de pacientes. Um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2730782" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) analisa aplicativos para parar de fumar e para ajudar pessoas com depressão. Esses aplicativos, que podem ser baixados por qualquer pessoa na App Store e no Google Play, coletam os dados – as informações de saúde – de seus usuários. O estudo constatou que o Facebook compartilhava essas informações de saúde mental com terceiros. Na prática, isso significa que uma pessoa deprimida, por exemplo, pode receber todo tipo de ofertas que supostamente curam a depressão: um curso sobre como se sentir alegre, remédios em gotas e mais um monte de coisas com evidências científicas duvidosas. Adentra-se em uma área cinzenta difícil de ser solucionada.</p>



<p><strong>Os algoritmos não fazem distinção</strong></p>



<p>O problema é que isso não é feito por um humano, mas por uma máquina. Isso significa que a máquina pode tomar a decisão de começar a enviar anúncios sobre o tema relacionado aos seus dados. E isso não quer dizer que ela seja programada de forma maliciosa, mas que o funcionamento do comércio eletrônico é orientado por algoritmos de aprendizado de máquina. Um algoritmo de aprendizado de máquina identificará corretamente que é preciso direcionar um anúncio de terapia para aquele usuário.</p>



<p><strong>Poderíamos dizer que as fronteiras entre saúde e pseudo-saúde estão sendo ampliadas ou borradas, que a intenção é vender algo com a desculpa de prestar um serviço de saúde? Seria esse o perigo?</strong></p>



<p>É um perigo do qual o mundo médico está ciente, mas o problema é que há muito desconhecimento sobre o funcionamento das tecnologias. Não sabemos como funciona o data center do Facebook. Só consigo conhecer os riscos quando surge uma denúncia. Há um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2730782" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> do JAMA que revela esse problema da privacidade dos dados no uso de aplicativos de saúde. Acho que, com a pandemia, o uso das redes sociais entre os médicos cresceu expressivamente e não sabemos como isso impactará a gestão da saúde. <strong>A única coisa que sabemos é que a pandemia levou muito mais pessoas a usar os canais digitais para conversar com profissionais de saúde e fez com que os profissionais de saúde mais relutantes finalmente concordassem em usar esses canais para se comunicar.</strong> Os canais digitais, que eram canais de redes sociais, passaram a ser usados para resolver questões de saúde. Para mim, esse é um grande problema porque, institucionalmente, não se está pensando em propor uma solução.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-default">
<blockquote>
<p><strong><em>“O maior sistema de saúde digital do mundo é o WhatsApp.”</em></strong></p>
</blockquote>
</figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="736" height="325" class="wp-image-17838" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_whatsapp.jpg" alt="O maior sistema de saúde digital do mundo é o WhatsApp." srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_whatsapp.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/hospital_focus_with_clinica_alemana_whatsapp-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>



<p><strong>Médico e paciente passaram a se comunicar por canais informais.</strong></p>



<p>O que precisa ser feito agora é levar essa conversa que hoje acontece por canais públicos para canais institucionais que permitam não só garantir a segurança das informações compartilhadas, mas também ajudar a evitar que isso alimente um problema que é impossível de ser resolvido. Além de atender os pacientes, o profissional de saúde tem sua família. Um paciente já me ligou por videochamada às três da manhã para me dizer que estava com febre. Às três da manhã, eu estou dormindo. Começamos a ver certos abusos que normalmente ocorrem com esse tipo de abordagem, o que gera um conflito. Agora todo mundo tem meu telefone. O que devo fazer? Mudar de número? Ter dois telefones? Alguns médicos têm dois telefones, outros têm três. Por fim, as fronteiras da telemedicina estão se tornando indistintas ou, em alguns casos, sendo ultrapassadas, o que gera problemas. Uma das questões que precisamos solucionar como instituições é a proposição de alternativas. Estamos desenvolvendo um canal formal da Clínica Alemã para a comunicação com pacientes.</p>



<p><strong>Em que consiste a solução?</strong></p>



<p>Estamos estudando a criação de um canal formal que de alguma forma permita a gestão de todas as informações trocadas. Se você, como paciente, escreve para um médico, um profissional de saúde que o atendeu, a primeira coisa que esperamos é que você obtenha uma resposta – que respondam ao paciente. E essa resposta pode ser para informar que o profissional está viajando ou indisponível no momento, de modo que outra pessoa precisa responder. O profissional precisa gerenciar a necessidade de informar que está indisponível e que outra pessoa responderá às mensagens, fazer o encaminhamento necessário e prestar um serviço com horários adequados. Por fim, é preciso começar a aplicar esse tipo de lógica para que possamos primeiro rastrear as comunicações, descobrir quanto tempo elas levam. Hoje é algo redimensionável. Hoje, não sabemos quantas horas os profissionais passam em canais informais de comunicação com os pacientes.</p>



<p>Isso gera problemas de cobrança, pois não sabemos quantas horas os médicos dedicam a responder a consultas de pacientes, e também problemas legais, em caso de ações por negligência: algumas decisões médicas não são registradas no prontuário clínico. Por isso, a solução institucional deve ser integrada ao prontuário eletrônico dos pacientes.</p>



<p><strong>Vocês estão considerando a implementação de um <em>bot</em>?</strong></p>



<p>Embora existam vários robôs de saúde, eles ainda são muito limitados. O bot só faz o que foi programado e criado para fazer. Em geral, ninguém está criando bots para tomar decisões médicas porque ainda não é tão fácil utilizar esses robôs para fazer diagnósticos e indicar tratamentos.</p>



<p>Mesmo as soluções mais avançadas na área, que são os aplicativos Ada Health e Babylon, ainda não fazem indicações médicas, apenas recomendações. Suas respostas a consultas de saúde permanecem nesse nível de recomendação. Acredito que a institucionalização de ferramentas tecnológicas de comunicação entre médico e paciente é a questão que precisa ser solucionada. Temos um plano para isso e já sabemos claramente que é algo pelo qual precisamos nos responsabilizar e que a administração busca desenvolver.</p>



<p><strong>A solução é desenvolvida por vocês ou por provedores externos?</strong></p>



<p>A solução está sendo desenvolvida conjuntamente pela clínica e por provedores externos.</p>



<p><strong>Sobre a Clínica Alemã de Santiago do Chile e o Departamento de Informática Biomédica </strong></p>



<p>Líder em diagnóstico e tratamento em todas as especialidades da medicina e saúde, a Clínica Alemã de Santiago de Chile é uma instituição privada que busca contribuir para o desenvolvimento do conhecimento médico em benefício da comunidade. O Departamento de Informação Biomédica da Clínica Alemã tem a missão de gerar evidências e desenvolver soluções inovadoras que ajudem a maximizar o impacto das tecnologias da informação no campo da saúde e promover a telemedicina e a telessaúde no Chile.</p>



<p><strong>Saiba mais sobre a adoção da telemedicina na América Latina</strong> Entre em contato conosco para saber como podemos oferecer à sua empresa um estudo sobre telemedicina na América Latina. Além de registrar os hospitais de mais de 15 países latino-americanos que têm sistemas de telemedicina em nosso banco de dados <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/hospiscope-banco-de-dados-hospitalares/">HospiScope</a>, nossa equipe pode elaborar um estudo de mercado de telemedicina especialmente adaptado às suas necessidades.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EM FOCO com o A.C.Camargo Cancer Center</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br-1/em-foco-com-o-a-c-camargo-cancer-center/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2022 09:19:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/?p=17772</guid>

					<description><![CDATA[Entendendo como um dos principais centros de tratamento de câncer do Brasil inova para impulsionar o futuro da oncologia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Considerado um dos hospitais com maior base instalada para tratamento de câncer do Brasil, segundo o HospiRank 2021, o A.C.Camargo Cancer Center é referência em medicina oncológica, aliando as mais inovadoras e avançadas tecnologias à cultura de cuidado e acolhimento para garantir o melhor atendimento aos seus pacientes. </p>



<p>A Global Health Intelligence teve recentemente a oportunidade de falar com o pessoal do Centro de Cancro de A.C. Camargo para obter as suas perspectivas sobre o equipamento médico utilizado no hospital e a tecnologia necessária no hospital.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="736" height="443" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_fachada_2.jpg" alt="A.C.Camargo Cancer Center " class="wp-image-17777" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_fachada_2.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_fachada_2-300x181.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>



<p><strong>Quais são os principais modelos de equipamento médico que </strong><strong>o A.C.Camargo Cancer Center costuma adquirir ou substituir com mais frequência?</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_gustav_lustwerk_santos.jpg" alt="Gustav Lustwerk Santos" class="wp-image-17797" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_gustav_lustwerk_santos.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_gustav_lustwerk_santos-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_gustav_lustwerk_santos-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure></div>



<p><em><strong>Gustav Lustwerk Santos</strong>, head de infraestrutura do <strong>A.C.Camargo Cancer Center</strong></em></p>



<p>Aqui no A.C.Camargo, nós
gerenciamos a vida útil de 4.110 equipamentos. A substituição se dá conforme o
software que acompanha a vida desses ativos. Em 2022 vamos trocar
aproximadamente 270 equipamentos que estão “setados” para a sua substituição. E
quando fazemos essa atualização, o novo modelo já vem com a tecnologia atual
embarcada. Neste momento estão previstas as atualizações de ressonância,
tomógrafo, microscópio cirúrgico, ultrassom, acelerador de partículas, dentre outros.
Ainda contamos com a renovação do instrumental cirúrgico anualmente.</p>



<p><strong>Há algum equipamento em especial, com tecnologia e inovação que se
destaquem no cuidado com a saúde, que o hospital adquiriu recentemente ou tem
planos de adquirir?</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_rodrigo_gosling.jpg" alt="Rodrigo Gosling" class="wp-image-17781" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_rodrigo_gosling.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_rodrigo_gosling-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_rodrigo_gosling-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure></div>



<p><em><strong>Rodrigo Gosling</strong>, Superintendente de Inovação e Transformação Digital do <strong>A.C.Camargo Cancer Center</strong></em></p>



<p>Uma das novidades é novo
Acelerador Linear (AL) Elekta Versa HD, que tem a capacidade de aumentar a
velocidade, segurança e eficácia dos tratamentos. Neste equipamento, por meio
de técnicas modernas de imagens em alta definição, é possível entregar maiores
doses de radiação para o tumor, minimizando as doses recebidas pelos tecidos
circundantes normais e diminuindo os efeitos colaterais.</p>



<p>Ainda contamos com a
aquisição do Supercomputador – High Performance Cluster da NVidia, focado em
desenvolvimento de algoritmos e também de cluster de alta performance
computacional (HPC) para desenvolvimento e aplicação de algoritmos de Machine
Learning.</p>



<p>Estamos em fase de
aquisição do Microscópico Neurológico Kinevo 900 para cirurgia de cabeça e
pescoço e sistema nervoso central.</p>



<p><strong>Quais são os principais fatores que levam uma instituição de
referência como o A.C.Camargo a adquirir um novo equipamento?</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_raquel_bussolotti.jpg" alt="Raquel Bussolotti" class="wp-image-17800" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_raquel_bussolotti.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_raquel_bussolotti-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_raquel_bussolotti-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure></div>



<p><em><strong>Dra. Raquel Bussolotti</strong>, Diretora de Operações do <strong>A.C.Camargo Cancer Center</strong></em></p>



<p>A integração de
diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer é o modelo adotado no
A.C.Camargo Cancer Center, assim como nos principais Cancer Centers do mundo. É
essa filosofia que nos guia para definir quais equipamentos serão adquiridos.
Trabalhamos todos os dias para aprofundar constantemente o conhecimento em
oncologia e gerar inovação: o paciente é avaliado por um grupo multidisciplinar
de especialistas em todas as etapas, desde o diagnóstico até a reabilitação.
Nossos médicos e cientistas atuam em conjunto no desenvolvimento de pesquisas
que serão aplicadas no futuro da oncologia. </p>



<p><strong>Quais modelos de equipamentos, dispositivos ou recursos de saúde o
senhor acredita o que os hospitais brasileiros irão demandar com mais
frequência e/ou urgência nos próximos anos?</strong></p>



<p><em>Rodrigo Gosling:</em></p>



<p>Todo o setor hospitalar
está atento à evolução da IoT (Internet das Coisas) e sua extensão na área da
saúde por meio da IoMT (Internet das Coisas Médicas), que traz avanços
significativos para o diagnóstico e tratamento do paciente. A tecnologia nos
permite monitorar e tratar o paciente remotamente e isso vai ao encontro do
avanço da telessaúde. Esse é um caminho que o A.C.Camargo percorre e que a cada
dia nos coloca ainda mais na vanguarda do tratamento oncológico.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="736" height="325" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_fachada.jpg" alt="A.C.Camargo Cancer Center " class="wp-image-17789" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_fachada.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_fachada-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>



<p><strong>Para além dos equipamentos, há alguma iniciativa nova em cuidado
com o paciente que o senhor pode compartilhar conosco?</strong></p>



<p><em>Rodrigo Gosling:</em></p>



<p>O nosso principal
destaque é a preparação de toda a infraestrutura dedicada à pesquisa clínica e
nova tecnologia do cuidado ao paciente hematológico com a terapia à base de
células Car-T. Apenas quatro instituições foram credenciadas para oferecer esse
tratamento de alta complexidade no país, e o A.C.Camargo é o único cancer
center que poderá ministrar a terapia, que estará disponível aos pacientes a
partir do segundo semestre deste ano.</p>



<p><strong>Após mais de dois anos lidando com a pandemia de Covid-19, </strong><strong>a
senhora acredita que o cenário melhorou para os hospitais? Por quê?</strong></p>



<p><em>Dra. Raquel Bussolotti:</em></p>



<p>Muitos aspectos
precisaram ser revistos durante a pandemia e a rapidez com que lidamos com esse
cenário nos ajudou a levar segurança e cuidado para os pacientes oncológicos.
Um bom exemplo foi a criação do Atendimento Oncológico Protegido, um conjunto
de processos para o paciente prosseguir com seu tratamento, que garantiu ainda
mais segurança para todos mesmo durante os períodos mais críticos da pandemia.</p>



<p><strong>O A.C.Camargo tem planos de expansão, renovação ou abertura de
novas unidades?</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_wilson_leite_pedreira.jpg" alt="Wilson Leite Pedreira Jr." class="wp-image-17785" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_wilson_leite_pedreira.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_wilson_leite_pedreira-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/10/em_foco_com_o_a_c_camargo_cancer_center_wilson_leite_pedreira-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure></div>



<p><em>Wilson Leite Pedreira Jr., diretor de Negócios e Relacionamento do <strong>A.C.Camargo Cancer Center</strong></em></p>



<p>Temos planos ambiciosos de investimento em infraestrutura e novas
tecnologias. Durante os primeiros cinco meses do ano, os esforços se
concentraram na modernização da Pediatria, que já está pronta para receber os
primeiros pacientes. O ambiente foi preparado pensando nas necessidades do
paciente pediátrico oncológico, além de considerar as preferências do jovem
adulto, já que o espaço acolhe pacientes até os 21 anos. Também contamos com a
renovação da Endoscopia, que já está em atividade. A unidade Itaim também será
ampliada e outras novidades serão divulgadas no decorrer do ano.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O campo das cirurgias na América Latina segue evoluindo</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-campo-das-cirurgias-na-america-latina-segue-evoluindo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GHI Analysis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2022 17:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/o-campo-das-cirurgias-na-america-latina-segue-evoluindo/</guid>

					<description><![CDATA[As cirurgias minimamente invasivas e as cirurgias robóticas parecem ser avanços significativos em procedimentos cirúrgicos. Esses procedimentos, junto com a nanomedicina, representam uma oportunidade de desenvolvimento para o setor da saúde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Já faz tempo que o setor da saúde vem passando por uma série de transformações. Chegou a hora de olharmos a medicina com outros olhos, com menos dor e estresse graças aos períodos mais curtos de hospitalização e à redução cada vez maior do tempo de recuperação. A inovação contínua no setor da saúde beneficia o paciente sem comprometer sua segurança ou a qualidade do atendimento. </p>



<p>Um exemplo disso é o Hospital San Vicente Fundación Medellín, que continua sendo referência em cirurgia gastrointestinal graças à implementação de uma nova torre de <a rel="noreferrer noopener" aria-label="laparoscopia (opens in a new tab)" href="http://www.periodicoelpulso.com/284-mayo-2022/hospital-1.php" target="_blank">laparoscopia</a> que permite diagnósticos precoces e o atendimento de patologias de alta complexidade. Por sua vez, os hospitais argentinos San Benjamín de Colón, San Antonio de Gualeguay e Santa Rosa de Villaguay se unem aos esforços de promover cirurgias menos invasivas e reduzir os tempos de recuperação com a aquisição de modernos <a href="https://noticias.entrerios.gov.ar/notas/la-provincia-entreg-moderno-equipamiento-quirrgico-en-tres-hospitales.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="equipamentos (opens in a new tab)">equipamentos</a> laparoscópicos em suas salas de cirurgia para complementar os equipamentos existentes e realizar procedimentos com melhor qualidade de imagem.</p>



<p>As cirurgias minimamente invasivas (CMI) vêm ganhando importância nos hospitais da América Latina. Nascidas no início dos anos 80, as CMI viram sua popularidade crescer com os avanços tecnológicos. Atualmente, quase 80% das cirurgias eletivas são realizadas com esse método. A técnica consiste em fazer incisões mínimas – ou mesmo nenhuma incisão, utilizando orifícios naturais – por onde se insere um endoscópio, instrumento fino em forma de tubo equipado com uma câmera de vídeo e fonte de luz, que permite ao cirurgião examinar visualmente as cavidades internas do corpo. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="736" height="325" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec_endoscopia.jpg" alt="Endoscopia" class="wp-image-17747" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec_endoscopia.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec_endoscopia-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>



<p>As cirurgias minimamente invasivas se dividem em três categorias: </p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Endoscopia:</strong> nesse procedimento, o cirurgião utiliza um endoscópio, inserindo-o nas cavidades naturais do paciente sem fazer nenhum tipo de corte.</li><li><strong>Laparoscopia:</strong> por meio de pequenas incisões, o cirurgião insere o endoscópio no paciente para realizar a cirurgia.</li><li><strong>Cirurgia robótica:</strong> nessa técnica, os instrumentos cirúrgicos são fixados nos braços do robô e o cirurgião manipula os movimentos por controle remoto, obtendo movimentos de precisão milimétrica.</li></ol>



<p>De acordo com o relatório <em><a href="https://medical-equipment-market-report-latin-america.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Medical Equipment Market Report: Latin America 2022 (opens in a new tab)">Medical Equipment Market Report: Latin America 2022</a></em> da GHI, os equipamentos usados nesses tipos de cirurgia vêm ganhando espaço nos mercados da América Latina. Vejamos, por exemplo, os seguintes dados para 2021:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Crescimento de mais de 60% dos sistemas de cirurgia robótica na Argentina </li><li>Aumento de mais de 7,2% no uso de equipamentos de cirurgia laparoscópica </li><li>Crescimento de quase 20% no uso de endoscópios em hospitais na Colômbia</li></ul>



<p>O relatório <em><a href="https://medical-equipment-market-report-latin-america.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Medical Equipment Market Report: Latin America 2022 (opens in a new tab)">Medical Equipment Market Report: Latin America 2022</a></em> pode ser obtido diretamente com a GHI. <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Entre em contato conosco  (opens in a new tab)" href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/" target="_blank">Entre em contato conosco </a>se quiser saber mais sobre a variedade de dados incluídos no relatório e como adquiri-lo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma cirurgia “moderna” não é garantia de sucesso</h2>



<p>Intervenções como as citadas acima oferecem múltiplas vantagens em relação às cirurgias tradicionais, já que reduzem o trauma de tecidos moles, diminuem a perda sanguínea, encurtam os tempos de recuperação e proporcionam melhores resultados estéticos. Cabe ressaltar que, embora sejam consideradas intervenções seguras, é possível que ocorram diferentes complicações relacionadas à anestesia, à presença de sangramento ou a algum tipo de infecção – assim como acontece com outras cirurgias.   </p>



<p>Por fim, um aspecto não menos importante é que, infelizmente, nem todos os órgãos ou tecidos do corpo podem ser submetidos a cirurgias minimamente invasivas. E embora os avanços tecnológicos tenham reduzido esse tipo de limitação, as CMI ainda não se aplicam a todas as intervenções. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="736" height="325" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec.jpg" alt="Uma cirurgia “moderna” não é garantia de sucesso" class="wp-image-17741" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">A cirurgia robótica segue em alta</h2>



<p>A cirurgia robótica surgiu há mais de 30 anos nos Estados Unidos graças ao trabalho do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e de alguns empreendedores, que juntos criaram o sistema de microcirurgia assistida por robô (RAMS, na sigla em inglês). Pela primeira vez, um robô participou de uma intervenção cirúrgica quando o PUMA 560 foi encarregado de inserir uma agulha no cérebro de um paciente para realizar uma biópsia. Esse experimento permitiu que intervenções que antes (dos robôs) exigiam meses de preparação e recuperação passassem a ser realizadas de forma rápida, precisa e com ótimos resultados.</p>



<p>Embora a cirurgia robótica tenha demorado a penetrar na América Latina, recentemente houve um crescimento expressivo desse tipo de procedimento na região. No México, por exemplo, o Hospital Ángeles permanece na vanguarda da tecnologia com seu <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Centro (opens in a new tab)" href="https://cirugiaroboticaha.com/" target="_blank">Centro</a> de Cirurgia Robótica, que utiliza o sistema cirúrgico Da Vinci XiHD para realizar procedimentos oncológicos, ginecológicos e pediátricos, entre outros. Da mesma forma, centros médicos como o <a href="https://cirurgiarobotica.ensinoeinstein.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Hospital  (opens in a new tab)">Hospital </a>Israelita Albert Einstein no Brasil possuem um Centro de Excelência em Cirurgia Robótica para treinar cirurgiões em procedimentos minimamente invasivos desse tipo.</p>



<p>Além desses exemplos específicos, em julho de 2022 publicamos o <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/hospirank-os-hospitais-mais-bem-equipados-do-brasil-em-2022/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="HospiRank 2022, (opens in a new tab)">HospiRank 2022,</a> um relatório sobre os hospitais mais bem equipados da região. Incluímos uma seção sobre cirurgia robótica que mostra que existem atualmente 170 sistemas de robôs cirúrgicos em toda a região, distribuídos da seguinte forma:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Brasil – 50% dos robôs da região</li><li>México – 15% dos robôs da região</li><li>Chile – 11% dos robôs da região </li><li>Demais países – 5% dos robôs da região</li></ul>



<p>A cirurgia robótica ganhou espaço na América Latina e em outros mercados pelas grandes vantagens que oferece, sendo a principal permitir ao cirurgião realizar procedimentos cirúrgicos com alta precisão e sem a necessidade de estar dentro da sala de cirurgia. O profissional pode realizar a cirurgia de uma estação computadorizada que lhe permite visualizar o interior do corpo do paciente em uma imagem tridimensional. Embora essa intervenção possa levar mais tempo do que a cirurgia endoscópica tradicional, a preparação prévia possibilita resultados altamente confiáveis e seguros. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="736" height="325" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec_nanomedicine.jpg" alt="A nanomedicina não fica para trás" class="wp-image-17744" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec_nanomedicine.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2022/09/tendencias_en_cirugias_sec_nanomedicine-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">A nanomedicina não fica para trás</h2>



<p>Quando se fala em cirurgia e tecnologia robótica, não podemos deixar de mencionar a nanomedicina, que consiste na aplicação da nanotecnologia na biomedicina com o objetivo de construir, reparar, controlar e proteger os sistemas biológicos humanos por meio da intervenção em escala molecular e nanométrica em benefício da saúde humana.</p>



<p>A nanomedicina se divide em quatro etapas: </p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Nanodiagnóstico:</strong> a doença é detectada no nível celular ou molecular</li><li><strong>Nanoterapia:</strong> nessa etapa, são utilizados medicamentos específicos para destruir a alteração celular, que agem de forma seletiva para não danificar as células saudáveis.</li><li><strong>Medicina regenerativa:</strong> busca regenerar tecidos e órgãos por meio da aplicação de métodos de terapia gênica, terapia celular ou dosagem de substâncias bioregenerativas.</li><li><strong>Liberação controlada de medicamentos:</strong> por meio da nanotecnologia, o medicamento é introduzido com o objetivo de reconhecer a área danificada e depois destruí-la sem alterar outras estruturas do organismo.</li></ul>



<p>Fatores que afetam o crescimento, como a pobreza, a falta de recursos e a desigualdade, são alguns dos grandes obstáculos enfrentados pela região em relação ao desenvolvimento e adoção de novas tecnologias de ponta. Segundo estudo realizado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, o Brasil é a economia latino-americana mais bem preparada para lidar com esses tipos de tecnologias.</p>



<p>As cirurgias robóticas, junto com a inteligência artificial, a nanomedicina e os megadados (big data), são os precursores e transformarão para sempre o setor da saúde e nossas vidas. </p>



<p>A tecnologia avança rapidamente e oferece infinitas possibilidades – com um bom planejamento, podemos dar passos firmes em direção ao sucesso. Entre em contato com a nossa equipe de pesquisadores que, por meio do <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/inscope-pesquisas-personalizadas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="In-Scope (opens in a new tab)">In-Scope</a>, o nosso serviço de pesquisas de mercado personalizadas, ajudará sua empresa a obter os dados necessários para entender o mercado atual e as oportunidades de crescimento do setor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Próximos passos</h2>



<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Entre em contato conosco (opens in a new tab)">Entre em contato conosco</a> para saber como podemos ajudá-lo a entender melhor o impacto desses avanços cirúrgicos na região. Para começar, você pode assinar e explorar o <a rel="noreferrer noopener" aria-label="SurgiScope (opens in a new tab)" href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/" target="_blank">SurgiScope</a>, o único banco de dados do mundo que registra os procedimentos cirúrgicos realizados em vários países latino-americanos. Essa ferramenta revela os procedimentos realizados com mais frequência, o que permite determinar a demanda futura por produtos cirúrgicos, sejam eles equipamentos, dispositivos ou instrumentos.</p>



<p>Se quiser entender mais sobre o crescente mercado de cirurgia robótica da América Latina, a nanomedicina ou outros avanços cirúrgicos, podemos elaborar e realizar um estudo personalizado para a sua empresa que revelará oportunidades, tendências, desafios e muito mais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
