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	<title>Daniela Chueke Perles &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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	<description>The leading source for hospital data and market intelligence across Latin America and Asia.</description>
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	<title>Daniela Chueke Perles &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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	<item>
		<title>As doenças mais letais do Brasil</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br-1/as-doencas-mais-letais-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 07:34:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Um panorama das enfermidades que mais matam e incapacitam brasileiros atualmente e as causas por trás delas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o Brasil enfrentou graves epidemias de doenças transmissíveis que mataram centenas de milhares de pessoas – como a própria pandemia de Covid-19, uma crise sanitária de ordem mundial e que impactou mais severamente os países de baixa renda, e a dengue, epidemia nacional que contabilizou mais de 6 milhões de casos e cerca de 5 mil mortes só no primeiro semestre de 2024. No entanto, mesmo diante desses cenários críticos, as doenças mais letais do país confirmam uma tendência de muitos anos: são as enfermidades não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, do trato respiratório, cânceres e diabetes, que mais matam e invalidam brasileiros atualmente.</p>
<p>Claro, não podemos ignorar que estamos falando de doenças que configuram um problema mundial – de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas dez enfermidades são responsáveis por mais da metade das mortes no mundo todo, sendo elas: doença cardíaca isquêmica, AVC, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), infecções do trato respiratório inferior, complicações neonatais, câncer de traqueia, brônquios e pulmão, Alzheimer e outras demências, doenças diarreicas, diabetes e doenças renais.</p>
<p>No entanto, não há dúvidas que as populações dos países de baixa renda sofrem mais com essas condições, seja por falta de acesso a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis, seja pela precariedade dos sistemas de saúde. Com condições geográficas e socioeconômicas amplas, complexas e muito variadas, o Brasil – maior economia da América Latina – enfrenta diversos desafios na área da saúde, seja entre as doenças transmissíveis ou não-transmissíveis. A seguir, confira alguns números e dados levantados pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) que jogam luz sobre o cenário atual das doenças mais letais do país e projeções para o futuro.</p>
<h2>As doenças mais letais no Brasil</h2>
<p>Como mencionamos anteriormente, as enfermidades mais fatais do país seguem a tendência mundial, com as doenças não-transmissíveis prevalentes entre as 10 mais letais. Em 2021, as principais causas de morte no Brasil foram:</p>
<ol>
<li>Covid-19</li>
<li>Doença cardíaca isquêmica</li>
<li>AVC</li>
<li>Infecções do trato respiratório inferior</li>
<li>Diabetes</li>
<li>Alzheimer</li>
<li>Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)</li>
<li>Violência interpessoal (morte violenta)</li>
<li>Doenças renais</li>
<li>Acidentes rodoviários</li>
</ol>
<p>Com exceção da Covid-19, que assumiu o primeiro lugar mundialmente, percebemos que as doenças relacionadas a maus hábitos de vida são as que mais tiram vidas no país. Outras mortes não relacionadas a doenças – como acidentes rodoviários e mortes violentas – também são um reflexo das condições socioeconômicas do país.</p>
<p>Entre as doenças não transmissíveis, é importante notar que o ranking sofreu variações na comparação com 2011 – 10 anos antes. A doença cardíaca isquêmica, por exemplo, ainda é a doença não transmissível que mais mata no Brasil e no mundo, porém, a letalidade do Coronavírus, ainda em um momento em que as vacinas não estavam disponíveis, mudou este cenário em todo o planeta, matando, só no Brasil, 411 mil pessoas.</p>
<p>No entanto, mesmo em segundo lugar no ranking, uma posição abaixo da lista de 2011, o número de mortes por doença cardíaca isquêmica subiu 2,4% no intervalo de dez anos. Além disso, no ano seguinte, voltou para o topo do ranking: de acordo com o relatório “Carga global de doenças e fatores de risco cardiovasculares”, publicado em dezembro de 2023 no Journal of the American College of Cardiology, em 2022, o país registrou o óbito de cerca de 400 mil pessoas em decorrência de um conjunto de 18 doenças cardiovasculares.</p>
<p>Outro dado que chama a atenção é a incidência de mortes por Alzheimer, que subiu 7,2% entre 2011 e 2021. A incidência cada vez maior de doenças neurológicas degenerativas/demências, sem dúvida, refletem o aumento da expectativa de vida do brasileiro: entre as mulheres, saltou de 73,1 em 1990 para 77,4 em 2021, e estima-se ainda que chegará a 83,2 em 2050. Entre os homens, foi de 65,6 em 1990 para 70,2 em 2021, com projeção de chegar a 77,4 em 2050. No entanto, a neurologia ainda é um das áreas mais desafiadoras para a medicina, que deverá investir em tecnologia para trazer mais possibilidades de tratamentos para as doenças neurodegenerativas, a fim de garantir a longevidade com qualidade de vida e bem-estar.</p>
<h2>Principais causas de morte e incapacidade no Brasil</h2>
<p>Interessante notar que, entre as doenças que mais causam invalidez permanente no Brasil, boa parte delas também ocupa os 10 primeiros lugares do ranking das mais letais, como doença cardíaca isquêmica, AVC e diabetes. Ainda entram na lista doenças da coluna vertebral, complicações neonatais e doenças e distúrbios mentais, como ansiedade e depressão.</p>
<p>Vale destacar aqui, no comparativo entre 2011 e 2021 feito pelo IHME, o aumento agressivo da incidência de algumas dessas doenças, como o diabetes, que subiu 32,2% no intervalo de 10 anos, as doenças cardíacas, com um aumento de 12,5%, doenças da coluna, com 21,6%, ansiedade, com 20%, e depressão, com o recorde de crescimento: 36,2%.</p>
<p>Por outro lado, as mortes e complicações neonatais registraram uma queda importante: -36,2% entre 2011 e 2021. Esta é uma tendência, aliás, que vem sendo observada há mais tempo quando falamos de mortalidade infantil – a taxa de mortalidade entre crianças até 1 ano caiu de 43,2 mortes para cada mil nascidos vivos em 1990 para 10,3 em 2021; e entre crianças de 1 a 5 anos, caiu de 50,9 em 1990 para 11,9 em 2021.</p>
<h2>Principais fatores de risco para morte e incapacidade no país</h2>
<p>Como já observamos, os maus hábitos de vida, como sedentarismo, alimentação rica em gordura e açúcar, abuso de álcool, tabaco e outras substâncias nocivas, estão entre os vilões da saúde do brasileiro.</p>
<p>Prova disso é que os riscos metabólicos – muito associados ao comportamento – estão no topo da lista de principais fatores de risco para morte e incapacidade no país. Em primeiro lugar está o alto índice de massa corporal, que leva a obesidade, registrando um aumento de impressionantes 388% entre 2011 (quando ocupava a quinta posição) e 2021. Em seguida vem o alto nível de açúcar (glicose) no sangue, fator de risco primordial para diabetes tipo 2, com um aumento de 344%. Doenças do rim, colesterol alto e dieta inadequada (pobre em nutrientes essenciais e rica em alimentos processados e ultraprocessados) também figuram na lista com aumento significativo.</p>
<p>Por outro lado, ainda que estejam presentes entre os 10 primeiros do ranking, alguns fatores de risco registraram quedas importantes nesse intervalo de 10 anos. O tabaco, por exemplo, que antes ocupava o terceiro lugar, caiu para a quarta posição com uma queda de 107,3%; o abuso de bebidas alcóolicas caiu 256,5%; e a hipertensão apresentou uma ligeira queda de 7,5%. No entanto, o dado mais impactante é o da desnutrição, com uma queda de 855,8%, reflexo das políticas e campanhas de combate à fome – vale destacar, nesse contexto, que o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014.</p>
<h2>Gastos e investimentos com a saúde no Brasil</h2>
<p>Não há dúvidas de que as doenças crônicas e incapacitantes representam uma sobrecarga no sistema de saúde brasileiro, além de afetar a economia do país, tirando anos saudáveis e produtivos de milhões de pessoas. No entanto, tanto os sistemas público e privado buscam investir cada vez mais em programas de prevenção, tratamento e cuidados. Segundo levantamento da IHME, em 2021, os gastos em saúde por pessoa se deu da seguinte forma:</p>
<ul>
<li><strong>Sistema privado:</strong> US$ 241,83</li>
<li><strong>Sistema público:</strong> US$ 382,60</li>
<li><strong>Particular/recursos próprios:</strong> US$ 192,78</li>
<li><strong>Assistência de desenvolvimento para a saúde (DAH):</strong> US$ 1,51</li>
</ul>
<p>A IHME também disponibilizou a projeção de gastos de categoria para 2050:</p>
<ul>
<li><strong>Sistema privado:</strong> US$ 627,19</li>
<li><strong>Sistema público:</strong> US$ 474,46</li>
<li><strong>Particular/recursos próprios:</strong> US$ 225,37</li>
<li><strong>Assistência de desenvolvimento para a saúde (DAH):</strong> US$ 1,37</li>
</ul>
<p>Essas e outras projeções devem levar em consideração os grandes desafios que a área da saúde representará para o Brasil e o mundo em um futuro próximo: entre diversos fatores, estão o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida e, consequentemente, a incidência de doenças metabólicas e cardiovasculares crônicas, cânceres e doenças neurodegenerativas; o estilo de vida sedentário e com baixa qualidade alimentar que se instalou, sobretudo, nas grandes capitais; o crescimento agressivo de distúrbios mentais, como ansiedade, depressão, pânico e Burnout; o aumento do sedentarismo e da obesidade entre crianças e adolescentes, favorecendo o aparecimento de doenças crônicas na vida adulta; e o aumento de epidemias/doenças transmissíveis, que afetam mais gravemente as populações de baixa renda e em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>Entre os muitos caminhos possíveis para garantir um futuro mais saudável estão campanhas de prevenção à saúde, campanhas anti-álcool e anti-tabaco, educação da população a respeito da alimentação segura e saudável, oferta acessível de alimentos in natura e orgânicos, regulamentações e informações mais claras a respeito dos ingredientes dos alimentos industrializados, investimento em pesquisa e tratamentos para doenças neurodegenerativas e demências, e promoção de programas de atenção primária, com foco em prevenção. Seja como for, combater as doenças mais letais e incapacitantes do Brasil demanda a mobilização de diversos atores, como a área da saúde, pesquisa e desenvolvimento, entidades governamentais, instituições e indústrias e sociedade civil.<em> </em></p>
<h2>Próximos pasos</h2>
<p>Para explorar as oportunidades para fabricantes de dispositivos/equipamentos médicos e produtos farmacêuticos no Brasil, <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">entre em contato conosco</a> para obter uma demonstração do <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/hospiscope-banco-de-dados-hospitalares/">HospiScope</a>, nosso banco de dados de hospitais da América Latina, e do <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/">SurgiScope</a>, o primeiro banco de dados que rastreia procedimentos cirúrgicos realizados em hospitais da América Latina.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Medicina de precisão: o futuro já chegou?</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/medicina-de-precisao-o-futuro-ja-chegou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 23:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Daniela Chueke Perles A medicina de precisão é o futuro da saúde. A primeira mudança foi o modo como as pesquisas são realizadas; a segunda é a forma como...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Chueke Perles</strong></p>
<p>A medicina de precisão é o futuro da saúde. A primeira mudança foi o modo como as pesquisas são realizadas; a segunda é a forma como os tratamentos médicos serão oferecidos em alguns anos. Os pesquisadores já utilizam dados de sequenciamento genômico para aprender mais sobre por que as pessoas adoecem ou permanecem saudáveis e o que as torna únicas e irrepetíveis. É por isso que a medicina de precisão também é chamada de “medicina personalizada”, embora o termo seja um conceito que remonta a Hipócrates. O problema, porém, é que a superespecialização nas áreas médicas acabou resultando em um modelo de saúde que trata patologias, não pessoas.</p>
<p>Em 2015, o então presidente norte-americano Barack Obama anunciou um ambicioso programa de pesquisa em medicina de precisão que previa um investimento de 1,5 bilhão de dólares para a criação de uma base de dados de sequenciamento genômico de um milhão de norte-americanos. O plano, denominado <a href="https://www.joinallofus.org/" target="_blank" rel="noopener">“All of Us” e executado pelo National Institute of Health</a><a href="https://www.joinallofus.org/" target="_blank" rel="noopener">,</a> começou a criar em 2018 uma das maiores e mais diversas bases de dados de saúde do gênero.</p>
<p>Desde então, a medicina de precisão também começou a ganhar destaque na América Latina graças ao envolvimento de diferentes atores: empresas farmacêuticas, pesquisadores, pacientes, legisladores, governo e médicos que veem nesse novo paradigma uma oportunidade para oferecer a seus pacientes melhores tratamentos e a cura de que necessitam.</p>
<p>Embora atualmente não exista um plano tão ambicioso como o que vem sendo implementado nos Estados Unidos, os governos começam a apostar nessa modalidade de medicina – considerada a medicina do futuro.</p>
<h3>Os dados são o cerne da medicina de precisão</h3>
<p>Um exemplo do risco envolvido na coleta de dados tão sensíveis como os do genoma humano é o recente ataque sofrido pela empresa 23andMe que resultou no roubo de dados genéticos de mais de um milhão de pessoas. No dia 6 de outubro, a empresa revelou que os dados de um milhão de clientes, incluindo informações pessoais e vínculos genéticos com seus antepassados, estavam sendo vendidos na <em>deep web</em>.</p>
<p>No entanto, a promessa da medicina de precisão é muito mais animadora do que os desafios associados à segurança dos dados. Isso ficou explícito em um painel sobre o tema realizado em Buenos Aires, convocado pela Câmara Americana de Comércio (AmCham) por ocasião do Fórum de Saúde.</p>
<p>No painel sobre medicina de precisão, Leticia Murray​, CEO da AstraZeneca para o Cone Sul, enfatizou que “o objetivo da medicina de precisão é encontrar o medicamento certo, na hora certa e para o paciente certo”. Murray também mencionou que a empresa está centrada nessa abordagem e previu que, no futuro, os medicamentos que não são adaptados às necessidades específicas de cada paciente (ou “medicamentos de tamanho único”) ficarão em segundo plano.</p>
<p>Como os aspectos regulatórios da saúde são essenciais para permitir o acesso dos pacientes aos tratamentos, a senadora Guadalupe Tagliaferri falou da importância de legislar para favorecer a pesquisa, as parcerias público-privadas e o acesso dos pacientes aos avanços tecnológicos no campo da saúde.</p>
<p>Representando o interesse dos pacientes oncológicos, María de San Martín, diretora da Fundação Donde Quiero Estar, ressaltou a importância de oferecer aos pacientes os tratamentos de que necessitam e afirmou que, para evitar os altos cursos do sistema de saúde relacionados a tratamentos para patologias em graus muito avançados, é preciso trabalhar fortemente na prevenção.</p>
<p>Leticia Murray assinalou que a empresa vem concentrando seus esforços de pesquisa na inovação da perspectiva da medicina de precisão. “É assim que pensamos e inovamos o portfólio da AstraZeneca: 80% da carteira de produtos no <em>pipeline</em> da AstraZeneca vêm justamente com esse enfoque, pois acreditamos que essa será a evolução da atenção integral ao paciente, com foco em uma medicina muito mais personalizada para tornar os sistemas de saúde muito mais sustentáveis”, afirmou a executiva. E prosseguiu: “Se seguirmos produzindo medicamentos ‘de tamanho único’, certamente alguns serão muito eficazes para um determinado tipo de paciente, mas outros não; com a abordagem da medicina de precisão, garantiremos que o recurso se destine ao paciente que se beneficiará daquele tratamento, e o ideal é encontrá-lo na hora certa e é para isso que serve o diagnóstico”.</p>
<h3>Medicina de precisão e medicina personalizada são a mesma coisa?</h3>
<p>Murray respondeu que sim, pois é nesse sentido que estamos avançando. “Começa em áreas terapêuticas altamente especializadas, como a oncologia, onde são observadas as moléculas-alvo, ou seja, aquelas que se dirigem a um determinado tipo de mutação genética que o paciente possui. Também há muitas inovações em estudo e análise, em especial a terapia celular ou medicamentos que já são individualizados, onde já começamos a observar medicações que seguem essa abordagem. Os desdobramentos científicos que estão por vir são muito interessantes”, concluiu.</p>
<p>Junto com a Roche e a Novartis, a AstraZeneca assinou um acordo de colaboração para promover a medicina de precisão na América Latina.</p>
<p>Anabella Fassiano, PHC Ecosystem Partner da Roche, falou à Global Health Intelligence sobre o que o laboratório está trabalhando atualmente. “A união do conhecimento médico, da digitalização e da ciência da análise de dados está revolucionando a medicina.  Estamos reunindo conhecimentos únicos da biologia humana com novas formas de analisar os dados”.</p>
<p>A médica informou ainda que muitas das iniciativas se destinam ao enfrentamento do câncer. “Na oncologia, o conhecimento molecular permite personalizar o tratamento de acordo com o perfil genômico específico do tumor do paciente. Com mais genes acionáveis sendo identificados e o aumento das opções de tratamento, os tratamentos oncológicos vêm se tornando cada vez mais complexos. Em 2017, havia mais de 700 moléculas em desenvolvimento avançado, 90% das quais eram terapias direcionadas. Dessa forma, para fazer frente à complexidade crescente e compreender o potencial da medicina de precisão, é necessário adotar uma estratégia para o diagnóstico clínico e a tomada de decisões que evolua constantemente”, assinalou Fassiano.</p>
<h3>Qual tem sido a evolução da medicina de precisão na América Latina?</h3>
<p>No caso específico do câncer, o sequenciamento genômico pode ser muito útil para que os pacientes se beneficiem de um tratamento baseado em terapias direcionadas ao perfil molecular de seu tumor. O sequenciamento ajuda a melhorar as expectativas do paciente ao ampliar as possibilidades de tratamento, detectando alterações clinicamente relevantes que poderiam não ser detectadas por outras técnicas e relacionando-as com possíveis opções terapêuticas. Na busca de aproximar a medicina personalizada dos pacientes, o governo argentino aprovou recentemente uma nova terapia que age contra diversos tipos de câncer. Trata-se de um medicamento indicado de acordo com as alterações genéticas do tumor, independentemente de sua localização no corpo.</p>
<p>Os sistemas de saúde latino-americanos enfrentam uma série de desafios, como o envelhecimento populacional, o aumento da prevalência de doenças crónicas, problemas de infraestrutura e escassez de recursos, que foram agravados pela pandemia da Covid-19. Apoiada pela Roche, a FutureProofing Healthcare é uma iniciativa internacional desenvolvida por importantes especialistas independentes com o intuito de promover conversas sobre as intervenções necessárias para preparar os sistemas de saúde para o futuro. Em 2021, foram publicados os resultados do Índice de Medicina Personalizada da América Latina, o primeiro recurso desse tipo a oferecer um panorama único do estado atual de dez sistemas de saúde na região. Os países que participaram do Índice de Medicina Personalizada da América Latina foram Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai.</p>
<p>Esses dez países latino-americanos foram avaliados e classificados de acordo com diferentes aspectos relacionados à medicina personalizada, como tecnologias personalizadas, serviços de saúde, informações de saúde e contexto das políticas.</p>
<p>Fassiano observa que ainda há um longo caminho a percorrer para que a região incorpore a medicina de precisão. “A implementação de estratégias baseadas em dados, juntamente com melhorias nas infraestruturas e políticas de saúde, são aspectos fundamentais para maximizar o potencial da medicina de precisão na região. A medicina personalizada se apresenta como uma ferramenta para aumentar a eficiência do uso dos recursos existentes e, por conseguinte, melhorar a eficácia da assistência médica, apesar dos desafios ainda não resolvidos em outros aspectos da realidade latino-americana”, conclui.</p>
<h3>O que é a medicina de precisão</h3>
<p>A medicina de precisão é a promessa de recolocar o paciente no centro das atenções.</p>
<p><strong>Tecnologias:</strong> A medicina de precisão utiliza novas tecnologias, como sequenciamento de DNA (também chamado de sequenciamento genômico), bioinformática e medicina personalizada.</p>
<p><strong>Aplicações:</strong> O tratamento do câncer e das doenças genéticas é um dos campos da medicina em que a medicina de precisão mais tem avançado.</p>
<p><strong>Benefícios:</strong> O principal benefício da medicina de precisão é a melhoria na eficácia do tratamento, por se destinar a um paciente específico de acordo com sua situação específica.</p>
<p><strong>Desafios:</strong> Alguns dos desafios da medicina de precisão, que exige dados muito sensíveis, como o sequenciamento genômico dos pacientes, estão relacionados com questões éticas e de privacidade. Nas mãos erradas, esses dados podem ser usados para causar danos em vez de benefícios.</p>
<h3>Quem pode se beneficiar da medicina de precisão</h3>
<p>Para garantir que os pacientes oncológicos se beneficiem dos mais recentes avanços no tratamento, é necessário adotar uma estratégia para o diagnóstico clínico e a tomada de decisões que evolua constantemente e:</p>
<p>✓ Identifique alterações genômicas e biomarcadores de resposta à imunoterapia clinicamente relevantes</p>
<p>✓ Apoie a tomada de decisões clínicas</p>
<p>✓ Ajude a personalizar planos de tratamento para pacientes</p>
<p>A avaliação do perfil genômico completo é importante para garantir que os pacientes possam se beneficiar das últimas inovações de tratamento.</p>
<h4>Próximos passos</h4>
<p>Entre em contato conosco se quiser saber mais sobre os temas mais relevantes do setor médico da América Latina. A GHI oferece dados e estudos personalizados que ajudarão a sua empresa a entender melhor o futuro da saúde na região.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FOCO HOSPITALAR: Hospital Barros Luco Trudeau: em busca de uma atenção à saúde focada nos indivíduos</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/foco-hospitalar-hospital-barros-luco-trudeau-em-busca-de-uma-atencao-a-saude-focada-nos-individuos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 23:05:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Daniela Chueke Perles Em entrevista exclusiva concedida à equipe do HospiRank, o engenheiro biomédico Cristián Rojas – diretor da Unidade de Equipamentos Médicos do Hospital Barros Luco Trudeau –...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Chueke Perles</strong></p>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-21604 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/12/cristian_rojas.jpg" alt="Cristian Rojas" width="150" height="150" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/12/cristian_rojas.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/12/cristian_rojas-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/12/cristian_rojas-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Em entrevista exclusiva concedida à equipe do HospiRank, o engenheiro biomédico Cristián Rojas – diretor da Unidade de Equipamentos Médicos do Hospital Barros Luco Trudeau – afirma que, superados os enormes desafios da pandemia (que deixaram um saldo positivo em termos de inovação tecnológica, renovação e atualização de equipamentos hospitalares e aprimoramento dos processos decisórios), a instituição, que é financiada pelo Ministério da Saúde do Chile, atualmente atende a uma população de quase 1,3 milhão de pessoas e tem como preocupação central a busca da excelência na atenção ao paciente.</p>
<p><strong>Depois de mais de três longos anos enfrentando a pandemia de Covid-19, o senhor acredita que a situação para os hospitais finalmente está melhor? Por quê?</strong></p>
<p>Em matéria de equipamentos hospitalares, a pandemia acabou se revelando uma ótima oportunidade de crescimento tecnológico: graças a um exitoso processo de conversão de leitos, nossa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) passou de 31 leitos antes da pandemia para 111 leitos no pico da emergência sanitária. Na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), a expansão foi de 48 para 73 leitos.</p>
<p>Nesse contexto, a colaboração entre a administração do hospital, o Serviço de Saúde Metropolitano Sul e o Ministério da Saúde viabilizou muitas inovações tecnológicas, com a aquisição de novos equipamentos que nos permitiram atender à demanda de pacientes com sintomas graves de Covid-19. A maior parte dos equipamentos recebidos pelo hospital entre 2020 e 2021 se destinava ao atendimento de pacientes hospitalizados em condição crítica.</p>
<p>Antes da pandemia, dispúnhamos de 30 ventiladores mecânicos invasivos; agora são 130. O hospital recebeu ventiladores mecânicos invasivos e não invasivos, camas hospitalares elétricas, monitores de sinais vitais de alta e média complexidade e cânulas nasais de alto fluxo. Foi uma oportunidade para que renovássemos e modernizássemos equipamentos obsoletos, substituindo-os por aparelhos de última geração em diversas especialidades.</p>
<p>Também otimizamos vários processos administrativos, inclusive com a formação de um comitê de Covid-19, que se reunia semanalmente e tomava decisões com base em dados da vigilância epidemiológica. Foram criados comitês de trabalho para supervisionar a atenção ao paciente no contexto da pandemia, demos início a um inédito e bem-sucedido processo interno de vacinação e promovemos o uso de equipamentos de proteção individual em nossa equipe.</p>
<p>A cultura do autocuidado não estava tão enraizada anteriormente e, entre os funcionários que não tinham contato direto com os pacientes, não havia um uso generalizado de máscaras e luvas e a preocupação com a higienização das mãos. Hoje seguimos trabalhando em conformidade com esses padrões.</p>
<p><strong>Superadas as adversidades da pandemia, qual é o maior desafio que o hospital tem pela frente?</strong></p>
<p>No momento, nossos esforços estão centrados na reativação e recuperação dos tratamentos que precisaram ser postergados durante as primeiras ondas da pandemia. Outros desafios são o cuidado com a equipe de funcionários do hospital, a busca de uma atenção à saúde focada nos indivíduos e o fortalecimento institucional.</p>
<p><strong>Há aquisições planejadas para o futuro próximo de novos equipamentos particularmente interessantes?</strong></p>
<p>No ano passado, instalamos um scanner novo em nosso pronto-socorro, para melhorar o fluxo de pacientes e poder tratar os indivíduos que chegam ao setor com sintomas respiratórios. Agora, após um investimento de mais de 1,2 bilhão de pesos, adquirimos três torres de endoscopia com tecnologia CAD EYE, o que significa que, ao realizar colonoscopias, temos condições de, entre outras coisas, detectar e localizar com precisão lesões que têm alta probabilidade de gerar tumores malignos. Conforme certificado emitido pelo fornecedor, somos o primeiro centro da América Latina a contar com essa tecnologia de inteligência artificial. Estamos avaliando a incorporação de mais torres e a integração do exame de endoscopia com a rede de prontuários médicos eletrônicos.</p>
<p>Além disso, planejamos adquirir equipamentos de anatomia patológica, de diagnóstico por imagem, de ecocardiografia e de ultrassonografia obstétrica.</p>
<p><strong>Quais são os principais fatores que levam os hospitais a adquirir novos equipamentos médicos?</strong></p>
<p>As aquisições são realizadas por meio de licitações públicas, com participação de todas as empresas e com a decisão sendo tomada com base em diversos fatores: preço, prazo de entrega e cumprimento de especificações técnicas.</p>
<p>Nossa prioridade, pensando nos indivíduos, é ter os melhores equipamentos, o que nos leva a priorizar fornecedores que cumprem as especificações técnicas, dispõem de engenheiros capacitados e treinados em fábrica para prestar serviços de manutenção e que contem com representantes locais autorizados, com acesso a peças originais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Barreiras à adoção da telemedicina na América Latina após a pandemia de Covid-19 (Parte 2)</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/barreiras-a-adocao-da-telemedicina-na-america-latina-apos-a-pandemia-de-covid-19-parte-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 18:20:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Daniela Chueke Embora a pandemia da Covid-19 tenha desempenhado um papel importante na ampliação da adoção da telemedicina e da telessaúde em toda a região da América Latina, alguns...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Chueke</strong></p>
<p>Embora a pandemia da Covid-19 tenha desempenhado um papel importante na ampliação da adoção da telemedicina e da telessaúde em toda a região da América Latina, alguns obstáculos precisaram ser superados para que soluções remotas de atendimento ao paciente pudessem ser implementadas eficazmente. Os sistemas de saúde do Brasil, Chile, México e Colômbia – os países da região que mais avançaram na telemedicina – continuam a trabalhar no sentido de garantir a implementação e ampla aceitação dessa modalidade de atendimento.</p>
<h2>Lições aprendidas: barreiras superadas?</h2>
<p>Como <a href="https://www.bancomundial.org/es/news/press-release/2023/01/24/el-shock-de-la-pandemia-debe-propiciar-una-mejora-en-los-sistemas-de-salud-de-america-latina-y-el-caribe" target="_blank" rel="noopener">observou Juan Pablo Uribe</a>, diretor mundial de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial: “A pandemia deixou claro que os sistemas de saúde devem contar com um nível adequado de financiamento e ser capazes de lidar com choques e sobrecargas”. Nesse sentido, concordamos com sua leitura de que muitos países da América Latina e Caribe adotaram medidas eficazes e inovadoras, incluindo a ampliação de serviços remotos de saúde e da telemedicina durante a pandemia, aumentaram o uso de dados no processo decisório e estabeleceram novas parcerias público-privadas que ampliaram o acesso à atenção à saúde durante os picos da pandemia. Essas inovações podem ser aproveitadas e servir para impulsionar uma série de reformas mais amplas e duradouras com o intuito de aumentar a resiliência do setor da saúde. No que diz respeito à telemedicina e à telessaúde, as lições aprendidas deixaram um saldo animador.</p>
<table style="background-color: #ffffff;" border="1px #6CC72B;">
<tbody>
<tr>
<td style="background-color: #f7f7f7;">
<h4 style="text-align: left;">Inúmeras experiências implementadas, muitas delas documentadas</h4>
<ul>
<li style="text-align: left;">Elas podem servir de base e referência para orientar processos atuais ou futuros de uma forma custo-efetiva e sustentável. O conhecimento pode vir de fontes internas ou externas, desenvolvendo-o ou adquirindo-o. Isso nunca é produto da atividade de uma organização que trabalha isoladamente.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td style="background-color: #f7f7f7;">
<h4 style="text-align: left;">Soluções de código aberto</h4>
<ul>
<li style="text-align: left;">Para reduzir os custos do desenvolvimento de soluções e promover a interoperabilidade entre elas (para que possam dialogar entre si, trocando dados como os prontuários eletrônicos dos pacientes), soluções de código aberto (open source) gratuitas e baseadas na nuvem são cada vez mais usadas por desenvolvedores de telemedicina e e-health. As vantagens dos softwares livres em relação aos de uso exclusivo são várias: redução da dependência de fornecedores de códigos protegidos, possibilidade de acessar mais ferramentas, possibilidade de testar o software antes de comprá-lo ou alugá-lo (demo), suporte de uma comunidade de usuários, acesso ao código e possibilidade de modificá-lo de acordo com a necessidade do centro médico, não há excesso de funcionalidades inúteis, possibilidade de instalar apenas os recursos necessários, mais segurança e maior rapidez na resolução de erros e atualizações do aplicativo.</li>
<li style="text-align: left;">Como exemplo de uma solução de código aberto e gratuita para os países, podemos citar a plataforma digital que a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) desenvolveu para levar serviços de telessaúde a populações remotas em países da América Latina e Caribe, transformando a telemedicina no “novo normal&#8221; para equipes médicas e pacientes com doenças crônicas, também conhecidas como DNTs ou &#8220;doenças não transmissíveis&#8221;.</li>
<li style="text-align: left;">Embora os softwares open source ou softwares livres não signifiquem que tudo seja gratuito, já que a implementação desse tipo de programa é complexa e cara, ainda assim essas soluções costumam ser mais baratas que os softwares exclusivos pelo fato de não terem custo de licença inicial ou recorrente.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td style="background-color: #f7f7f7;">
<h4 style="text-align: left;">Maior cooperação e colaboração entre instituições e profissionais que participaram da implementação, seja com resultados positivos ou negativos</h4>
<ul>
<li style="text-align: left;">Os aprendizados com o trabalho colaborativo são um dos grandes legados da pandemia. O trabalho em grupo, a colaboração entre instituições em modelos<br />
flexíveis e as possibilidades de trabalho virtual fazem do intercâmbio e da distribuição do conhecimento uma questão prioritária.</li>
<li style="text-align: left;">O atendimento, as interconsultas entre profissionais e a formação médica por meios virtuais passaram a ser vistos como uma opção permanente e complementar que os serviços de saúde devem oferecer. Da mesma forma, eles precisam ser respaldados por leis, orçamentos, regulamentos e códigos de ética de associações profissionais e fazer parte das decisões individuais e clínicas assistenciais.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21561" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/11/persisting_barriers_part_2_aux.jpg" alt="The Communication of Medical Knowledge" width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/11/persisting_barriers_part_2_aux.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/11/persisting_barriers_part_2_aux-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h2>Difusão do conhecimento médico</h2>
<p>A tecnologia permitiu descobrir e conectar pessoas com os conhecimentos técnicos necessários para promover o aprimoramento institucional. Embora não substitua o valor do conhecimento tácito trocado por meio do contato humano direto, a tecnologia facilita a localização das pessoas com o conhecimento necessário e a criação de redes entre elas. A telemedicina favorece as consultas de segunda opinião, a formação de especialistas à distância, a formação médica continuada, a realização de oficinas clínicas e muitas outras formas de difusão e intercâmbio de conhecimentos médicos.</p>
<table style="background-color: #ffffff;" border="1px #6CC72B;">
<tbody>
<tr>
<td style="background-color: #f7f7f7;">
<h4 style="text-align: left;">Os pacientes passaram a se envolver mais ativamente na gestão de sua saúde.</h4>
<ul>
<li style="text-align: left;">Atualmente, o paciente tem cada vez mais a possibilidade de desempenhar um papel mais ativo no controle da própria saúde e com isso evitar interrupções nos tratamentos causadas por medidas de distanciamento físico. Além disso, a participação do paciente tornou-se imprescindível para podermos entender quem é a nossa população de usuários, de que recursos dispõem e quais canais de comunicação costumam utilizar, incorporando o empoderamento dos pacientes ao novo normal.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Formação de equipes interdisciplinares e trabalho colaborativo</h3>
<p>A criação de um espaço permanente de troca é essencial para influenciar decisões de alto nível entre instituições públicas ou privadas do setor da saúde, associações profissionais, profissionais de saúde, associações e sociedades científicas e a sociedade civil.</p>
<table style="background-color: #ffffff;" border="1px #6CC72B;">
<tbody>
<tr>
<td style="background-color: #f7f7f7;">
<h4 style="text-align: left;">Avanços nos marcos regulatórios</h4>
<ul>
<li style="text-align: left;">As leis e regulamentos que regem o exercício e o uso da telemedicina variam em cada país latino-americano. De acordo com o <a href="https://repositorio.iica.int/handle/11324/12896" target="_blank" rel="noopener">estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)</a> citado na <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/barreiras-a-adocao-da-telemedicina-na-america-latina-apos-a-pandemia-de-covid-19-parte-1/" target="_blank" rel="noopener">primeira parte deste artigo</a>, apenas 13 dos países analisados contam com regulações vigentes que tratam especificamente do uso da telemedicina.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Regulações vigentes por país</h3>
<p>Por fim, cada país atualmente tem regulações diferentes em vigor como parte de seus esforços para implementar a telemedicina e a telessaúde. A Argentina, por exemplo, já tinha antes da pandemia a Lei Nacional de Saúde Mental nº 26.657, que reconhece a telemedicina como uma ferramenta válida na atenção à saúde mental. Além disso, o Ministério da Saúde emitiu resoluções específicas para regulamentar a telemedicina no país. Somam-se a isso a Lei 27.706 de 2020, que estabelece o Programa Federal Único de Informatização e Digitalização de Prontuários Médicos da República Argentina, a Lei 27.553 e o Decreto 98/2023 de 2023, que estabelece a nova regulamentação das prescrições médicas digitais e da teleassistência.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-8720" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2019/04/brazil-flag-button__1556308472_50.242.168.22-150x150.jpg" alt="Brazil" width="75" height="75" /></p>
<p>No Brasil, a telemedicina é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Em 2018, o CFM emitiu a Resolução nº 2.227, que estabelece as normas éticas e técnicas para a prática da telemedicina no país. Durante a pandemia, o país regulamentou o uso de chat e videochamadas como canais de consulta médica. Em relação ao uso do WhatsApp, durante a Covid, a Lei n° 13.989 (Lei da Telemedicina) autorizou o uso da telemedicina durante todo o período da crise causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2).</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-7318" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2018/01/chile-medical-equipment-2018-150x150.jpg" alt="Chile" width="75" height="75" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2018/01/chile-medical-equipment-2018-150x150.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2018/01/chile-medical-equipment-2018-300x300.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2018/01/chile-medical-equipment-2018-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2018/01/chile-medical-equipment-2018-100x100.jpg 100w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2018/01/chile-medical-equipment-2018-500x500.jpg 500w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2018/01/chile-medical-equipment-2018-350x350.jpg 350w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2018/01/chile-medical-equipment-2018.jpg 591w" sizes="(max-width: 75px) 100vw, 75px" /></p>
<p>No Chile, a Lei nº 20.584 regulamenta os direitos e deveres dos pacientes e estabelece as bases da telemedicina. O Ministério da Saúde também emitiu regulamentos e guias técnicos para a implementação da telemedicina no país. Na Colômbia, a Lei nº 1.438 de 2011 e o Decreto nº 538 de 2015 estabelecem as bases para a implementação da telemedicina. Além disso, o Ministério da Saúde e Proteção Social emitiu diretrizes e guias específicos para a prática da telemedicina no país.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-6706" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2017/07/mexico-e-commerce-study-americas-market-intelligence-150x150.jpg" alt="" width="75" height="73" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2017/07/mexico-e-commerce-study-americas-market-intelligence-300x293.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2017/07/mexico-e-commerce-study-americas-market-intelligence.jpg 480w" sizes="(max-width: 75px) 100vw, 75px" /></p>
<p>Por fim, no México, o Conselho Geral de Saúde emitiu em 2020 a Norma Oficial Mexicana NOM-024-SSA3-2019, que regulamenta o uso de tecnologias da informação e comunicação na prestação de serviços de saúde. Essa norma inclui disposições referentes à telemedicina e à teleconsulta.</p>
<h3>Próximos passos</h3>
<p><a href="mailto:mariana@globalhealthintelligence.com?subject=Quisiera%20un%20estudio%20detallado">Entre em contato conosco</a> para obter mais informações sobre as <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/inscope-pesquisas-personalizadas/">soluções de pesquisa de inteligência de mercado</a> da GHI. Nossa equipe de especialistas pode oferecer análises estratégicas sobre alguns dos temas mais comuns relacionados à saúde nos mercados emergentes da América Latina.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Hospital Regional de Concepción Dr. Guillermo Grant Benavente: “O maior hospital de alta complexidade do Chile e um centro piloto para diversas ações”</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/hospital-regional-de-concepcion-dr-guillermo-grant-benavente-o-maior-hospital-de-alta-complexidade-do-chile-e-um-centro-piloto-para-diversas-acoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 17:47:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Daniela Chueke Perles &#160; O Hospital Regional de Concepción Dr. Guillermo Grant Benavente (HGGB) é a empresa de saúde pública mais complexa da região de Biobío e a que...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Daniela Chueke Perles</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-21549 alignleft" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/11/claudio_baeza.jpg" alt="Dr. Claudio Baeza Avello" width="150" height="150" />O Hospital Regional de Concepción Dr. Guillermo Grant Benavente (HGGB) é a empresa de saúde pública mais complexa da região de Biobío e a que presta o maior número de serviços à população que atende. O diretor do HGGB, Claudio Baeza Avello, conversou com o HospiRank sobre os desafios relacionados à gestão de um dos hospitais mais bem equipados do Chile.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Qual é o principal desafio enfrentado pelo hospital em 2023?</strong></p>
<p>Estamos avançando em nosso esforço para criar todo o portfólio de serviços de saúde de alta complexidade do país. Além de atender a população da região de Biobío, recebemos também pacientes complexos encaminhados do município de Puerto Montt, situado a mais de 500 quilômetros de distância. Estamos trabalhando para ampliar o atendimento a patologias de alta complexidade e estamos transformando o hospital: atualmente atendemos patologias cardíacas, urológicas e pediátricas de alta complexidade. Como somos o principal centro de referência da região de Biobío no atendimento dessas patologias, recebemos encaminhamentos de outras regiões (Ñuble, Araucanía e, em alguns casos, Santiago).</p>
<p><strong>Seu hospital vem figurando entre os mais bem equipados do país. Poderia nos dizer quais são alguns dos principais tipos de equipamentos médicos que o hospital precisa adquirir ou substituir com frequência?</strong></p>
<p>Dispomos de equipamentos modernos de alta complexidade e nosso orçamento para a reposição de equipamentos este ano é de quase US$ 6 bilhões de pesos chilenos, o que equivale a 7,8 milhões de dólares. Temos avançado no processo de reposição de tecnologias de ponta, principalmente em especialidades mais complexas como a de cirurgia cardiovascular. Estamos progredindo em nossos projetos de fortalecimento interinstitucional, como a coordenação que temos com o hospital Las Higueras para a substituição do acelerador linear. Temos também um projeto local muito interessante, que é a substituição do scanner da unidade de diagnóstico por imagem. Pretendemos ainda substituir o microscópio intraoperatório para o serviço de neurocirurgia com o objetivo de ampliar nosso desenvolvimento nessa especialidade.</p>
<p><strong>O hospital prevê ampliações, reformas ou novas unidades? </strong></p>
<p>A substituição do scanner e do aparelho de ressonância magnética exige readequações, que estão contempladas nos projetos de aquisição. Estamos avançando principalmente no projeto de reposições. Na nossa unidade de internação, fundada em 1943, temos dois projetos de melhoria de infraestrutura em diferentes estágios de licitação e execução: o primeiro nos permitirá ter 100% dos leitos com suas três linhas de gás (ar, oxigênio e aspiração) e o segundo consiste na instalação de divisórias sanitárias em cada cômodo para melhorar o padrão e a qualidade do atendimento.</p>
<p><strong>Em relação à escolha de uma marca, fornecedor ou tipo de equipamento ou aparelho, como se dá o processo decisório e que fatores são priorizados no momento da decisão? </strong></p>
<p>Não temos marcas preferidas nem processos definidos, mas priorizamos que os equipamentos cumpram as características específicas detalhadas pelos especialistas nas especificações técnicas que estabelecemos nas licitações em que os fornecedores participam. O que valorizamos é que os equipamentos cumpram todas as características que definimos e que o serviço de pós-venda seja adequado – ou seja, as assistências, a rápida manutenção e o treinamento que recebemos para operar os equipamentos.</p>
<p><strong>Que desafios o hospital enfrenta neste momento?  </strong></p>
<p>Eu diria que temos três grandes desafios. O primeiro é cuidar das patologias complexas do sul do Chile na área de cardiologia, pediatria e obstetrícia e desenvolver um portfólio de serviços que consiga atender toda a demanda. O segundo desafio é fazer parte da rede de assistência médica da região do Biobío e, junto com ela, contribuir para o processo de desenvolvimento dos demais hospitais da rede.</p>
<p>Outro desafio importante é eliminar a lista de espera que temos na nossa região: são 40 mil pessoas que aguardam atendimento especializado e cerca de 10 mil pessoas à espera de uma cirurgia. Portanto, precisamos fortalecer os processos cirúrgicos e ampliar o tempo disponível nas salas de cirurgia para poder operar nossos pacientes e oferecer a eles cuidados especializados. E um terceiro desafio é atualizar e aprimorar a infraestrutura que temos em um hospital cuja infraestrutura, ou parte dela, é bastante antiga e precisa ser modernizada para que possa gerar processos.</p>
<p><strong>Que recomendação o senhor daria aos fornecedores, à indústria farmacêutica ou às universidades em relação às necessidades do hospital?</strong></p>
<p>Hoje em dia a tecnologia vem avançando muito no campo da saúde. Temos novos processos, cirurgias robóticas e os equipamentos se tornarão cada vez mais específicos. Estamos dispostos a saber o que as empresas que impulsionam esses avanços querem nos mostrar, porque sabemos que, ao trabalhar com elas, podemos melhorar não só os desfechos dos pacientes, mas também a qualidade do atendimento dos pacientes tratados no nosso hospital. Estamos dispostos a gerar inovação, a gerar desenvolvimento e a participar com eles.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Barreiras à adoção da telemedicina na América Latina após a pandemia de Covid-19 (Parte 1)</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/barreiras-a-adocao-da-telemedicina-na-america-latina-apos-a-pandemia-de-covid-19-parte-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 18:55:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[A pandemia de Covid-19 acelerou significativamente a adoção da telemedicina ao deixar de lado ou superar vários dos desafios inerentes à implementação de soluções de atendimento remoto de pacientes. Mas...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A pandemia de Covid-19 acelerou significativamente a <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/prevalencia-da-telemedicina-e-da-telessaude-em-hospitais-da-america-latina/">adoção da telemedicina</a> ao deixar de lado ou superar vários dos desafios inerentes à implementação de soluções de atendimento remoto de pacientes. Mas embora a pandemia tenha sido o grande impulsionador da adoção da telemedicina e da telessaúde, ainda existem várias barreiras que os sistemas de saúde precisam eliminar. Os administradores de saúde podem, no entanto, confiar na modalidade, já que a maioria das evidências mostra que ela é segura, eficaz e amplamente aceita.</p>
<p>Este artigo oferece um panorama atualizado da evolução da telemedicina após a pandemia de Covid no Brasil, Chile, México e Colômbia – quatro dos países que mais avançaram no campo da telemedicina e da telessaúde na América Latina –, identificando as barreiras que ainda impedem a integração completa dessa modalidade ao sistema de saúde.</p>
<h2>Evolução dos países latino-americanos desde a pandemia de Covid-19</h2>
<p>O <strong>Brasil</strong> implementou programas de telemedicina em diferentes áreas da saúde, incluindo a de atenção primária e especializada. A telessaúde tem sido usada para melhorar o acesso à assistência médica em áreas rurais e remotas, assim como em comunidades indígenas. Além disso, o país tem uma legislação específica para regulamentar a telemedicina.</p>
<p>O <strong>Chile</strong> conta com inúmeros programas e plataformas de telemedicina e telessaúde, sobretudo em áreas rurais e remotas. O país promoveu a implementação de tecnologias de informação e comunicação na área da saúde, como a teleconsulta e o telemonitoramento, por meio dos programas governamentais <em>Salud Conectada</em> (Saúde Conectada) e <em>Telesalud </em>(Telessaúde), entre outros.</p>
<p>O <strong>México</strong> impulsionou o uso da telemedicina e da telessaúde como parte de sua estratégia para melhorar a assistência médica e a acessibilidade. O país lançou programas como o <em>Médico en tu casa </em>(Médico na sua casa), que utiliza a telemedicina para prestar atendimento médico a pessoas que têm dificuldades para acessar serviços de saúde tradicionais.</p>
<p>A <strong>Colômbia</strong> já contava com normas relativas ao atendimento por telemedicina antes da pandemia, mas foi durante essa emergência sanitária que a disciplina se consolidou. Foram mais de 127 milhões de atendimentos entre teleorientações e teleconsultas, segundo dados publicados no site do Ministério da Saúde da Colômbia, que mostram o aumento do uso dessa modalidade de telemedicina em resposta aos efeitos da Covid-19. Além disso, a Colômbia desenvolveu políticas e regulações para promover a telemedicina e a telessaúde, implementando programas como o <em>Mi Doctor </em>(Meu Médico), que oferece consultas médicas virtuais por meio de aplicativos móveis.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21496" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/10/persisting_barriers_to_the_adoption_of_telemedicine_aparatos.jpg" alt="Existing Barriers" width="736" height="325" /></p>
<h2>Barreiras existentes</h2>
<p>Em que pesem os grandes avanços na facilitação da infraestrutura e das oportunidades para a adoção da telemedicina e da telessaúde na América Latina, as barreiras originais ainda continuam a impedir que a telemedicina alcance todo o seu potencial na região. Essas barreiras são as seguintes:</p>
<h3>Infraestrutura de conectividade limitada</h3>
<p>A disponibilidade de uma conexão com a internet estável e rápida é fundamental para a realização de consultas médicas virtuais e a transmissão de dados médicos. A ausência de infraestrutura de conectividade confiável e de qualidade em algumas áreas rurais ou remotas pode dificultar o acesso a serviços de telemedicina. Um <a href="https://repositorio.iica.int/handle/11324/12896" target="_blank" rel="noopener">relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)</a>, intitulado “Conectividade Rural na América Latina e no Caribe – Uma ponte para o desenvolvimento sustentável em tempos de pandemia”, constatou em 2020 que pelo menos 77 milhões de habitantes de áreas rurais não têm acesso a uma conexão de internet de qualidade. Enquanto 71% da população urbana da América Latina e do Caribe dispõe de opções de conectividade, essa porcentagem cai para menos de 37% entre a população rural, uma diferença de 34 pontos percentuais que mina um imenso potencial social, econômico e produtivo. No total, 32% da população da América Latina e do Caribe – ou 244 milhões de pessoas – não têm acesso a serviços de internet. A disparidade em termos de conectividade é mais pronunciada quando se faz a distinção entre população urbana e rural, chegando em alguns casos a uma diferença de 40 pontos percentuais. Do total de pessoas sem acesso à internet na região, 46 milhões vivem em zonas rurais.</p>
<h3>Hiato digital e acesso desigual à tecnologia</h3>
<p>Além da lacuna de conectividade, a desigualdade entre as populações vulneráveis e abastadas da América Latina se reflete no hiato digital que existe tanto em termos de ferramentas tecnológicas como de conhecimentos. Esse fator pode representar um desafio para a adoção generalizada da telemedicina. Em países que registram altos índices de pobreza na sua população, há um acesso limitado a dispositivos tecnológicos como smartphones, computadores ou tablets, o que limita a sua capacidade de participar em consultas virtuais. Além disso, alguns grupos populacionais, como o de idosos ou pessoas de baixa renda, podem ter dificuldades para se adaptar ao uso de novas tecnologias.</p>
<h3>Resistência à mudança e preferência pela assistência médica tradicional</h3>
<p>Algumas pessoas podem ter uma preferência arraigada pela assistência médica tradicional, que envolve visitas físicas a um consultório médico. A falta de conhecimento sobre os benefícios da telemedicina e da telessaúde, bem como a falta de confiança na qualidade do atendimento médico virtual, pode constituir uma barreira à adoção dessas modalidades.</p>
<h3>Privacidade e segurança dos dados</h3>
<p>A preocupação com a privacidade e segurança dos dados médicos é uma questão importante em qualquer contexto de assistência médica – e com a telemedicina não é diferente. A falta de confiança na proteção das informações pessoais e médicas pode ser um obstáculo para que as pessoas compartilhem seus dados através de plataformas de telemedicina.<em> </em></p>
<h3>Reembolso e modelo de pagamento</h3>
<p>Em alguns países da América Latina, os sistemas de saúde e seguros médicos podem não estar adaptados para cobrir ou reembolsar adequadamente os serviços de telemedicina. A falta de um modelo de pagamento claro e de uma estrutura de reembolso pode dissuadir os provedores de serviços de saúde de adotar a telemedicina como prática comum.</p>
<p>Na próxima parte deste artigo, analisaremos se as barreiras mencionadas foram superadas e algumas das estratégias que podem ser aplicadas para uma implementação eficaz da telemedicina e da telessaúde na América Latina.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A adoção da omnicanalidade pelas empresas de saúde (segunda parte)</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/a-adocao-da-omnicanalidade-pelas-empresas-de-saude-segunda-parte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Sep 2023 15:43:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/a-adocao-da-omnicanalidade-pelas-empresas-de-saude-segunda-parte/</guid>

					<description><![CDATA[Por Daniela Chueke Perles  Na primeira parte deste artigo, exploramos o alcance da omnicanalidade para o setor de saúde da América Latina. No entanto, além de considerar as possíveis vantagens...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Daniela Chueke Perles<strong> </strong></p>
<p>Na primeira parte deste artigo, exploramos o alcance da omnicanalidade para o setor de saúde da América Latina. No entanto, além de considerar as possíveis vantagens para pacientes em hospitais, empresas de saúde e compradores de equipamentos médicos, também é importante considerar alguns dos prós e contras da estratégia omnicanal.</p>
<h2>Riscos da omnicanalidade para provedores de serviços médicos e de saúde</h2>
<p>Ao mesmo tempo que oferece inúmeros benefícios para provedores de serviços médicos e de saúde, a omnicanalidade também acarreta certos riscos que devem ser levados em conta. Alguns dos possíveis riscos associados à estratégia omnicanal são:</p>
<ul>
<li><strong>Segurança de dados:</strong> a omnicanalidade envolve a coleta e o compartilhamento de dados de clientes por vários canais, o que pode aumentar o risco de violações de segurança e ataques cibernéticos. Os provedores de serviços médicos e de saúde lidam com informações confidenciais e sensíveis, como prontuários médicos e dados pessoais dos pacientes. É fundamental implementar medidas robustas de segurança de dados em todos os canais para proteger a privacidade e evitar violações de segurança.</li>
<li><strong>Experiência inconsistente: </strong>sem uma implementação adequada, a estratégia omnicanal pode resultar em uma experiência inconsistente para o cliente. Cada canal deve oferecer uma experiência coerente em termos de design, conteúdo e funcionalidade. Se houver discrepâncias nas informações, preços, disponibilidade de produtos ou serviços entre os canais, os clientes poderão se sentir confusos e frustrados, minando a reputação da empresa.</li>
<li><strong>Dificuldade na gestão de estoque:</strong> esse pode ser um desafio para provedores de serviços médicos e de saúde, principalmente se não houver uma boa integração dos sistemas de gestão de estoque entre os diferentes canais. Eventuais falhas na sincronização entre a disponibilidade de produtos no estoque físico e na loja online podem gerar pedidos incorretos ou atrasos na entrega.</li>
<li><strong>Coordenação operacional:</strong> a implementação eficaz da omnicanalidade exige uma boa coordenação operacional entre diferentes departamentos e equipes. Os processos devem estar bem alinhados entre os canais para garantir uma experiência fluida para o cliente. A falta de coordenação pode resultar em problemas de comunicação interna, atrasos no processamento de pedidos e deficiências no atendimento ao cliente.</li>
<li><strong>Sobrecarga de canais:</strong> a estratégia omnicanal pode aumentar a carga de trabalho nos canais de comunicação e vendas, sobretudo em canais digitais como <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/o-impacto-dos-aplicativos-e-redes-sociais-na-saude-e-nos-dispositivos-medicos/">o site e as redes sociais da empresa</a>. Sem recursos e pessoal adequados para atender à demanda, pode haver atrasos na resposta às consultas dos clientes ou no processamento de pedidos, afetando negativamente a satisfação do cliente.</li>
<li><strong>Necessidade de atualização e adaptação contínuas:</strong> a tecnologia e as preferências dos clientes estão em constante evolução, de modo que os provedores de serviços médicos e de saúde devem sempre se manter atualizados e se adaptar para permanecerem relevantes no ambiente omnicanal. Isso envolve investimentos em tecnologia, capacitação de pessoal e atualização constante de sistemas e processos.</li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21417" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/09/pros_of_omnichanneling_in_health_care_companies.jpg" alt="Pros of omnichanneling in health care companies" width="736" height="325" /></p>
<h2>Prós da omnicanalidade para empresas de saúde</h2>
<p>Empresas de saúde que atingem um público mais amplo e estão presentes em múltiplos canais têm um maior alcance e facilitam o acesso a serviços e produtos médicos. Da mesma forma, ao oferecer vários canais de comunicação e vendas, essas empresas podem oferecer uma experiência personalizada e fluida aos clientes, melhorando a sua satisfação e fidelidade.</p>
<p>A estratégia omnicanal também oferece aos pacientes e clientes a flexibilidade de interagir e realizar transações no momento e local de sua preferência, seja por meio de lojas físicas, sites, aplicativos móveis ou outros canais. Por outro lado, a omnicanalidade pode melhorar a coordenação e comunicação entre os provedores de assistência médica, permitindo uma gestão mais eficiente dos cuidados de saúde dos pacientes e facilitando a troca de informações relevantes.</p>
<h2>Contras da omnicanalidade para empresas de saúde</h2>
<p>O gerenciamento de dados confidenciais de pacientes e clientes em vários canais aumenta o risco de violações de segurança e vulnerabilidades de dados. Sendo assim, as empresas de saúde devem implementar medidas robustas de segurança para proteger a privacidade e a confidencialidade das informações. Outro aspecto que deve ser levado em conta é que a implementação e manutenção de uma estratégia omnicanal podem exigir mudanças e atualizações significativas nos sistemas, processos e recursos da empresa. Isso pode resultar em uma maior complexidade operacional, exigindo uma estratégia de gestão adequada e recursos adicionais.</p>
<p>Outro fator importante é que a tarefa de manter uma experiência coerente e consistente em todos os canais pode ser desafiadora, principalmente se os sistemas e processos não estiverem bem integrados. Eventuais inconsistências nas informações, preços e disponibilidade de produtos podem afetar negativamente a experiência do cliente. Por fim, a implementação de uma estratégia omnicanal pode envolver investimentos significativos em tecnologia, capacitação e recursos humanos. É importante levar em conta os custos associados na hora de avaliar os benefícios e o retorno do investimento.</p>
<h2>Aspectos relacionados ao desenvolvimento de uma estratégia omnicanal</h2>
<p>As empresas de cuidados de saúde e ciências da vida podem se concentrar no desenvolvimento do canal como complemento à distribuição atual para fortalecer as relações com os clientes. Além disso, para mitigar os riscos, os provedores de serviços médicos e de saúde devem implementar medidas adequadas de segurança de dados, oferecer uma experiência uniforme em todos os canais, melhorar a coordenação interna, adotar sistemas integrados de gestão de estoque e garantir que dispõem de recursos suficientes para satisfazer a demanda dos canais. Por último, é importante realizar um monitoramento constante e receber comentários e opiniões dos clientes para identificar e resolver oportunamente possíveis problemas.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as estratégias de omnicanalidade que as empresas de equipamentos e dispositivos médicos na América Latina podem adotar para ampliar seu alcance e prosperar no mercado.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A adoção da omnicanalidade pelas empresas de saúde (primeira parte)</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/a-adocao-da-omnicanalidade-pelas-empresas-de-saude-primeira-parte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2023 01:47:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Daniela Chueke Perles A omnicanalidade é uma estratégia comercial que consiste na integração e coordenação de vários canais de comunicação e vendas em uma estratégia unificada com o objetivo...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Daniela Chueke Perles</p>
<p>A omnicanalidade é uma estratégia comercial que consiste na integração e coordenação de vários canais de comunicação e vendas em uma estratégia unificada com o objetivo de proporcionar ao usuário uma experiência consistente e fluida. <strong>No contexto das empresas de saúde, a omnicanalidade pode ser extremamente valiosa para melhorar o atendimento ao paciente, a eficiência operacional e a satisfação geral do cliente. </strong>Neste primeiro artigo, abordamos o possível alcance da omnicanalidade no setor de saúde da América Latina.</p>
<p>Na GHI, temos verificado nos últimos anos um aumento contínuo no grau de adoção da omnicanalidade pelas empresas de saúde da América Latina. Da mesma forma, observamos que <strong>os diferentes sistemas de saúde e as características de cada país apresentam vários desafios únicos para a adoção da omnicanalidade. </strong></p>
<p><a href="https://medical-equipment-market-report-latin-america.com/?h" target="_blank" rel="noopener">Dados da GHI</a> indicam, por exemplo, que o Brasil, <strong>o maior país da região, tem mais de 6,7 mil hospitais. </strong>Poucas empresas no Brasil parecem ter distribuição direta em todo o território nacional, e cobrir tudo sem o apoio de distribuidores locais não é uma tarefa fácil. Além disso, é difícil lidar com as complexas regras fiscais e impostos locais. No Brasil, talvez a omnicanalidade comece a ter uma presença mais forte nos estados com o maior número de hospitais para aproveitar a massa crítica estabelecida.</p>
<p>Assim como acontece no Brasil, cada país latino-americano tem uma infraestrutura de saúde distinta que pode exigir a adoção de estratégias específicas pelos hospitais e empresas de saúde para uma implementação exitosa da omnicanalidade.</p>
<h2>A omnicanalidade voltada para pacientes hospitalares</h2>
<p>A omnicanalidade centrada nos pacientes tem como objetivo proporcionar uma experiência fluida e estável durante todo o ciclo de atendimento ao paciente, utilizando vários canais de comunicação e serviço. No caso de consultas médicas, por exemplo, os pacientes podem contar com várias opções de agendamento, seja por telefone, sites, aplicativos móveis ou chats ao vivo. Isso permite que eles escolham o canal que consideram mais conveniente e evita a necessidade de longas esperas.</p>
<p>Outra opção é a implementação de um portal do paciente, que consiste em um portal online seguro onde os pacientes podem acessar seu prontuário, agendar consultas, acessar resultados de exames, se comunicar com seu médico e fazer pagamentos. Esse portal deve ser acessível via dispositivos móveis e computadores, proporcionando assim uma experiência omnicanal e permitindo que os pacientes acessem suas informações de forma conveniente.</p>
<p>Em relação aos cuidados pós-tratamento, pode-se manter uma comunicação contínua com os pacientes após o tratamento por meio de pesquisas de satisfação, monitoramento de sintomas e lembretes de consultas de acompanhamento. Isso ajuda a manter uma relação duradoura com o paciente e a garantir uma atenção integral e contínua.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20994" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/08/omnicanalidad_en_empresas_de_salud_sec.jpg" alt="Omnichanneling applied to health sector companies " width="736" height="325" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/08/omnicanalidad_en_empresas_de_salud_sec.jpg 736w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/08/omnicanalidad_en_empresas_de_salud_sec-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
<h2>A omnicanalidade aplicada às empresas de saúde</h2>
<p>As empresas do setor de saúde podem adotar a omnicanalidade de diferentes formas. Por exemplo, os pacientes podem utilizar plataformas digitais integradas para acessar serviços médicos, agendar consultas, ver resultados de exames, receber lembretes de medicamentos e se comunicar com profissionais de saúde por diferentes canais, como sites, aplicativos móveis, chats ao vivo e mensagens de texto. Por outro lado, o <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/prevalencia-da-telemedicina-e-da-telessaude-em-hospitais-da-america-latina/">uso da telemedicina</a> vem ganhando especial relevância nos últimos tempos e constitui parte importante da estratégia omnicanal na área da saúde. A telemedicina permite que os pacientes acessem serviços médicos remotamente por meio de videoconsultas, eliminando a necessidade de deslocamento e reduzindo os tempos de espera.</p>
<p>Existem ainda ferramentas de comunicação multicanal que possibilitam uma comunicação fluida e constante, como e-mails, mensagens de texto, notificações push em aplicativos móveis e redes sociais. Essas ferramentas são usadas para enviar lembretes de consultas, resultados de exames, dicas de saúde e outras orientações importantes, garantindo que os pacientes recebam as informações de que precisam.</p>
<p>Outra alternativa é a integração de dados por meio de sistemas de gestão de relacionamento com o paciente (CRM) e sistemas de prontuário eletrônico (EHR), que servem para coletar e analisar dados do paciente em vários pontos de contato. Essa integração pode ajudar a personalizar o atendimento, melhorar a eficiência e identificar padrões e tendências para permitir a tomada de decisões mais informadas.</p>
<h2>A omnicanalidade para compradores de equipamentos médicos e insumos hospitalares</h2>
<p>Os canais mais propícios que podem ser desenvolvidos para esse tipo de comprador incluem sites e lojas on-line</p>
<p>Sites e lojas online são uns dos canais mais propícios que podem ser desenvolvidos para esses tipos de compradores. Um site robusto que sirva como ponto central para a exibição de produtos pode oferecer informações detalhadas, preços e opções de compra. Além disso, as lojas online permitem que os compradores façam pedidos diretamente pelo site, oferecendo opções de pagamento seguras e possibilitando um processamento eficiente de pedidos.</p>
<p>O marketing em redes sociais e o marketing de conteúdo são usados para promover produtos e gerar interesse entre os compradores do setor de equipamentos médicos, podendo incluir publicações em redes sociais, blogs, vídeos de demonstração e depoimentos de clientes. Os catálogos digitais e físicos são outra alternativa para os compradores explorarem e avaliarem detalhadamente os produtos e suas características. Os catálogos físicos podem ser enviados por correio ou entregues em feiras e eventos do setor.</p>
<p>Outra estratégia é trabalhar com representantes de vendas, fornecendo a eles ferramentas digitais e acesso a catálogos atualizados e informações dos clientes para que possam prestar um serviço personalizado e oportuno aos compradores. Além disso, a assistência online por meio de chat ao vivo ou de mensagens diretas no site permite que os compradores façam consultas em tempo real e recebam respostas rápidas a suas perguntas e dúvidas sobre produtos, preços, disponibilidade e características técnicas.</p>
<p>Por fim, é importante implementar o acompanhamento e serviço pós-venda para enviar notificações de acompanhamento, fornecer atualizações de status do pedido e oferecer assistência contínua após a compra, como suporte técnico, garantias e opções de manutenção.</p>
<p>Na próxima parte deste artigo, abordaremos alguns dos prós e contras da omnicanalidade para empresas de saúde, assim como possíveis riscos para profissionais de saúde.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> se quiser saber mais sobre a omnicanalidade e sua aplicação no setor de equipamentos e dispositivos médicos nos diferentes países da América Latina.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>FOCO HOSPITALAR: Instituto Nacional de Saúde Infantil San Borja: Manter a liderança na atenção à saúde pediátrica de alta complexidade</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/foco-hospitalar-instituto-nacional-de-saude-infantil-san-borja-manter-a-lideranca-na-atencao-a-saude-pediatrica-de-alta-complexidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2023 01:36:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Daniela Chueke Perles &#160; Em entrevista exclusiva concedida à equipe do HospiRank, a doutora Zulema Tomas Gonzales – diretora-geral do Instituto Nacional de Saúde Infantil San Borja e ex-ministra...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Daniela Chueke Perles</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-20982 size-full" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/08/zulema_tomas_gonzales.jpg" alt="Dr. Zulema Tomas Gonzales—CEO of the San Borja National Institute for Children’s Health" width="150" height="150" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/08/zulema_tomas_gonzales.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/08/zulema_tomas_gonzales-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/08/zulema_tomas_gonzales-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></p>
<p>Em entrevista exclusiva concedida à equipe do HospiRank, a doutora Zulema Tomas Gonzales – diretora-geral do Instituto Nacional de Saúde Infantil San Borja e ex-ministra da Saúde do Peru – revela as estratégias de saúde pública que seu país adota na área de pediatria para promover uma atenção à saúde de qualidade em tratamentos de alta complexidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Após três longos anos enfrentando a pandemia de Covid-19, a senhora acredita que a situação para os hospitais finalmente está melhor?</strong></p>
<p>No Peru, o primeiro caso de infecção por Covid-19 foi identificado em 8 de março de 2020 e no intervalo de uma semana já contabilizávamos 34 casos. Em momento algum adotamos o lockdown e elaboramos imediatamente um plano de contingência com 309 leitos que nos permitia fazer uma diferenciação: eram 12 leitos de UTI – pois temos várias portas de entrada – para os pacientes de Covid e 60 leitos hospitalares para crianças e adolescentes com Covid, mas continuamos a atender nossas crianças com cardiopatias ou tumores cerebrais, pois do contrário elas acabariam morrendo.</p>
<p>A pandemia pôs os recursos profissionais e administrativos da área da saúde sob os holofotes; não estávamos preparados, em termos de infraestrutura, para enfrentar essa pandemia. Antes, havia 250 leitos de UTI e 4 mil leitos hospitalares no país inteiro. Hoje, após a pandemia, são mais de 1,8 mil leitos de UTI e mais de 18 mil leitos hospitalares. A pandemia unificou a saúde pública do país.</p>
<p><strong>Que tipos de desafios sanitários seu hospital enfrenta atualmente?</strong></p>
<p>Temos, no momento, um plano de contingência já elaborado para a varíola dos macacos, pois não podemos pensar que a transmissão não chegará aqui, como fizemos quando surgiu a Covid. É preciso aprender a trabalhar de forma unida. Foi o que aconteceu durante a pandemia com Igreja, Ministério da Saúde, hospitais públicos e privados – todos nós trabalhamos como se fôssemos um só.</p>
<p>Os principais desafios são: continuar avançando e estarmos preparados para patologias complexas, como transplantes renais, hepáticos, de medula óssea (378 crianças transplantadas), aparelhos de ressonância magnética e angiografia que nos permitem realizar ablações sem abrir o coração. Este ano, planejamos fazer transplantes cardíacos com suporte de ECMO.</p>
<p><strong>O hospital pretende fazer ampliações, reformas ou construir novas unidades?</strong></p>
<p>Temos uma área construída de 32 mil m2 e o código de edificações impede a ampliação das nossas instalações. Contudo, como precisamos expandir o atendimento a pacientes oncológicos, solicitamos ao prefeito do distrito onde está situado o hospital a doação de um pequeno parque de 120 m2, vizinho ao nosso prédio. O projeto é construir um edifício de 5 andares, equipado para atender o aumento de 30% nos pacientes com leucemia que observamos após a pandemia.</p>
<p><strong>Quais são os principais fatores que levam hospitais como o seu a adquirir novos equipamentos médicos?</strong></p>
<p>Como somos um hospital de pesquisa, identificamos os equipamentos já em uso em outros países cujos resultados coincidem com o que é anunciado pelos fabricantes em suas apresentações. Priorizamos a qualidade e a segurança do cuidado com o paciente, conforme os estudos científicos existentes. Além disso, como atendemos crianças, temos preocupação com o tempo de uso e buscamos equipamentos rápidos, ainda que no Peru os recursos sejam escassos e não possamos fazer aquisições de um dia para o outro.</p>
<p><strong>Há aquisições planejadas para 2023 de novos equipamentos particularmente interessantes?</strong></p>
<p>O hospital está em operação há nove anos, de modo que a rodada inicial de investimentos, que teve início com uma primeira grande aquisição de equipamentos em 2012, ainda não está concluída. De qualquer forma, já solicitamos ao Ministério da Saúde um novo tomógrafo, pois o nosso está defasado. Ainda este ano também concluiremos a aquisição de um aparelho de ressonância magnética de 3 tesla e um ecocardiógrafo de última geração. Felizmente o governo compreende nossas necessidades e temos mostrado resultados em termos de gestão e qualidade na atenção à saúde.</p>
<p><strong>Qual é o tratamento de alta complexidade mais importante oferecido pelo hospital e como fazer para manter a excelência?</strong></p>
<p>O hospital é pioneiro em telemedicina. Começamos a trabalhar com atendimentos remotos em 2015, com três hospitais e três regiões do país. Hoje estamos conectados a 25 regiões, oferecendo consultas a distância em hospitais onde não há especialistas. O crescimento da telemedicina também foi impulsionado pela pandemia, porque o governo, percebendo a necessidade de conectar os distritos mais distantes, equipou todas as regiões com os aparelhos necessários. Em sete anos, atendemos mais de 6 mil pacientes, oferecendo tratamentos, exames de alta complexidade, como ecocardiogramas e tomografias, e estabilizando pacientes para que eles pudessem ser encaminhados para cirurgia aqui no Instituto.</p>
<blockquote><p><strong>Sobre o Instituto Nacional de Saúde Infantil San Borja</strong></p>
<p>O Instituto Nacional de Saúde Infantil San Borja  (INSN SB) é um hospital pediátrico cirúrgico e especializado de alta complexidade que recebe crianças e adolescentes de outros hospitais do Peru. Conta com uma equipe de profissionais de saúde altamente qualificados e realiza pesquisas e ensino em nível nacional.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>EM DESTAQUE &#124; Hospital Universitario Austral: Ênfase no desenvolvimento de soluções inovadoras em prol do cuidado ao paciente</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/em-destaque-hospital-universitario-austral-enfase-no-desenvolvimento-de-solucoes-inovadoras-em-prol-do-cuidado-ao-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Chueke Perles]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 08:13:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/em-destaque-hospital-universitario-austral-enfase-no-desenvolvimento-de-solucoes-inovadoras-em-prol-do-cuidado-ao-paciente/</guid>

					<description><![CDATA[Em entrevista exclusiva à equipe do HospiRank, o engenheiro Rafael Aragón – diretor geral do Hospital Universitario Austral – destaca as inovações tecnológicas e de informática que definem esse hospital de excelência na América Latina, acreditado pela Joint Commission International. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Daniela Chueke Perles</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-19991 alignleft" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/06/rafael_aragon.jpg" alt="Rafael Aragón" width="150" height="150" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/06/rafael_aragon.jpg 150w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/06/rafael_aragon-140x140.jpg 140w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2023/06/rafael_aragon-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></p>
<p>Em entrevista exclusiva à equipe do HospiRank, o engenheiro Rafael Aragón – diretor geral do Hospital Universitario Austral – destaca as inovações tecnológicas e de informática que definem esse hospital de excelência na América Latina, acreditado pela Joint Commission International.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Depois de mais de dois longos anos lidando com a pandemia de Covid-19, o senhor acredita que as coisas estão finalmente melhorando para os hospitais? Por que ou por que não?</strong></p>
<p>A pandemia nos obrigou a alterar o funcionamento do hospital, sobretudo durante o período mais agudo, e tivemos que usar espaços que não foram pensados para pacientes críticos, quando duplicamos a capacidade dessas áreas. Também incorporamos ferramentas para atender os pacientes que não podiam vir ao hospital, como teleconsultas e telemedicina, que tiveram seu momento de maior utilização e indicaram a necessidade de desenvolver novas soluções para o monitoramento remoto de pacientes, com dispositivos como <em>wearables</em> e soluções que permitem o diagnóstico remoto precoce. Esses dispositivos e soluções já estão sendo desenvolvidos e o hospital está empenhado em promover essas novas disciplinas.</p>
<p>Por outro lado, consolidou-se um conselho operacional ampliado, formado por quase uma centena de dirigentes da organização – em um quadro de 3 mil colaboradores –, que permaneceu como metodologia de trabalho. Essa interação estruturada de todas as áreas foi adotada durante a pandemia, quando não podíamos deixar de nos comunicar nas nossas distintas áreas de atuação. Isso enriqueceu um modelo de liderança em que temos mais consciência da importância de trabalharmos juntos em prol de um objetivo comu.</p>
<p><strong>Superados os desafios da pandemia, qual é o maior desafio enfrentado pelo hospital atualmente?</strong></p>
<p>A incorporação de novos medicamentos, abrangendo desde tecnologias médicas a tratamentos, envolve custos muito elevados. Qualquer paciente se sente no direito de dizer “eu tenho direito a receber tratamento”, mas às vezes são tratamentos sem base científica, experimentais e [com] custos excessivamente altos. A legislação atual não promove uma alocação adequada de recursos quando, por exemplo, por decisão judicial, obriga a fornecer a um único paciente um tratamento de um milhão de dólares por mês, talvez sem levar em conta que isso pode deixar 200 mil pessoas sem nenhum tratamento.</p>
<p><strong>O hospital prevê ampliações, reformas ou novas unidades?</strong></p>
<p>Sim. Por ser um hospital universitário, no qual formamos médicos, precisamos aumentar o número de leitos, que atualmente é de 220, para 400. Temos 10 centros cirúrgicos e uma ala obstétrica, com uma sala cirúrgica para cesáreas e duas salas de parto. As ampliações que planejamos são na área de emergências; novos leitos de internação (áreas de internação de pacientes pediátricos críticos, novo andar de internação de adultos, internação de terceiro nível); novo centro cirúrgico ambulatorial; ampliação do hospital-dia com múltiplas especialidades e área para pacientes internacionais; novos centros de atendimento ambulatorial de baixa complexidade na nossa área de influência; atendimento remoto ao paciente; centro de simulação; cirurgia robótica; e centro de planejamento de próteses 3D.</p>
<p><strong>Poderia citar alguns dos principais fatores que levam hospitais como o seu a adquirir novos equipamentos médicos?</strong></p>
<p>A ordem de prioridade é a qualidade do equipamento, seguida do suporte e do serviço técnico. Priorizamos equipamentos que sejam duráveis e cujos fornecedores respondam rapidamente em caso de algum defeito ou avaria. Não podemos ter um aparelho de ressonância magnética parado por três semanas porque não há peça sobressalente na Argentina. Daí a importância de trabalhar com fornecedores que se comprometem a ter um estoque de peças de reposição no país.</p>
<p><strong>Vocês planejam alguma aquisição interessante de novos equipamentos para 2022 e 2023?</strong></p>
<p>Nós renovamos equipamentos de baixa complexidade – como ecocardiógrafos, aparelhos de ultrassom, monitores ou leitos – constantemente por serem equipamentos com uma obsolescência de três a dez anos, devido ao desgaste normal de funcionamento.</p>
<p>Estamos no processo de implementação, seleção e aquisição de diversos sistemas informáticos: prontuários médicos eletrônicos, gestão de documentação, gestão de governança, gestão de leitos, gestão de nutrição Markey, gestão de assistentes hospitalares e planejamento de enfermagem.</p>
<p>Também estamos atualizando equipamentos de alta complexidade, estamos em vias de adquirir um tomógrafo de PET e acabamos de adquirir um aparelho de ressonância magnética e uma câmara gama. No total, essas compras giraram em torno de um milhão e meio de dólares. As marcas que mais usamos são General Electric e Philips, embora haja outras que avaliaremos.</p>
<p><strong>O que a Argentina tem de atrativo para a indústria da saúde no mundo?</strong></p>
<p>Temos uma boa formação humana com um bom nível de equipamentos, mas não estamos na vanguarda: somos um mercado que utiliza aparelhos de ressonância magnética de US$ 700 mil e não modelos de última geração que custam US$ 2 milhões. Acredito, porém, que é um mercado que nos convida a explorar e promover muito mais a inovação. Deveríamos aproveitar o conhecimento médico em tudo o que tem a ver com protocolos de pesquisa, pois somos um país que poderia ser muito mais atrativo em termos de inovação e desenvolvimento.</p>
<blockquote><p><strong>Sobre o Hospital Universitário Austral</strong></p>
<p>O Hospital Universitário Austral é uma instituição argentina de assistência médica, ensino e pesquisa biomédica. É considerado um dos melhores hospitais da Argentina e é membro da Aliança Latino-Americana de Instituições de Saúde (ALIS), juntamente com outros hospitais líderes da região.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
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	</channel>
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