{"id":22866,"date":"2024-11-21T07:34:14","date_gmt":"2024-11-21T07:34:14","guid":{"rendered":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/?p=22866"},"modified":"2025-12-01T13:30:51","modified_gmt":"2025-12-01T19:30:51","slug":"as-doencas-mais-letais-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/analise-de-ghi-pt-br-1\/as-doencas-mais-letais-do-brasil\/","title":{"rendered":"As doen\u00e7as mais letais do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, o Brasil enfrentou graves epidemias de doen\u00e7as transmiss\u00edveis que mataram centenas de milhares de pessoas \u2013 como a pr\u00f3pria pandemia de Covid-19, uma crise sanit\u00e1ria de ordem mundial e que impactou mais severamente os pa\u00edses de baixa renda, e a dengue, epidemia nacional que contabilizou mais de 6 milh\u00f5es de casos e cerca de 5 mil mortes s\u00f3 no primeiro semestre de 2024. No entanto, mesmo diante desses cen\u00e1rios cr\u00edticos, as doen\u00e7as mais letais do pa\u00eds confirmam uma tend\u00eancia de muitos anos: s\u00e3o as enfermidades n\u00e3o transmiss\u00edveis, como doen\u00e7as cardiovasculares, do trato respirat\u00f3rio, c\u00e2nceres e diabetes, que mais matam e invalidam brasileiros atualmente.<\/p>\n<p>Claro, n\u00e3o podemos ignorar que estamos falando de doen\u00e7as que configuram um problema mundial \u2013 de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), apenas dez enfermidades s\u00e3o respons\u00e1veis por mais da metade das mortes no mundo todo, sendo elas: doen\u00e7a card\u00edaca isqu\u00eamica, AVC, doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica (DPOC), infec\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio inferior, complica\u00e7\u00f5es neonatais, c\u00e2ncer de traqueia, br\u00f4nquios e pulm\u00e3o, Alzheimer e outras dem\u00eancias, doen\u00e7as diarreicas, diabetes e doen\u00e7as renais.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas que as popula\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses de baixa renda sofrem mais com essas condi\u00e7\u00f5es, seja por falta de acesso a uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e h\u00e1bitos de vida saud\u00e1veis, seja pela precariedade dos sistemas de sa\u00fade. Com condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e socioecon\u00f4micas amplas, complexas e muito variadas, o Brasil \u2013 maior economia da Am\u00e9rica Latina \u2013 enfrenta diversos desafios na \u00e1rea da sa\u00fade, seja entre as doen\u00e7as transmiss\u00edveis ou n\u00e3o-transmiss\u00edveis. A seguir, confira alguns n\u00fameros e dados levantados pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) que jogam luz sobre o cen\u00e1rio atual das doen\u00e7as mais letais do pa\u00eds e proje\u00e7\u00f5es para o futuro.<\/p>\n<h2>As doen\u00e7as mais letais no Brasil<\/h2>\n<p>Como mencionamos anteriormente, as enfermidades mais fatais do pa\u00eds seguem a tend\u00eancia mundial, com as doen\u00e7as n\u00e3o-transmiss\u00edveis prevalentes entre as 10 mais letais. Em 2021, as principais causas de morte no Brasil foram:<\/p>\n<ol>\n<li>Covid-19<\/li>\n<li>Doen\u00e7a card\u00edaca isqu\u00eamica<\/li>\n<li>AVC<\/li>\n<li>Infec\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio inferior<\/li>\n<li>Diabetes<\/li>\n<li>Alzheimer<\/li>\n<li>Doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica (DPOC)<\/li>\n<li>Viol\u00eancia interpessoal (morte violenta)<\/li>\n<li>Doen\u00e7as renais<\/li>\n<li>Acidentes rodovi\u00e1rios<\/li>\n<\/ol>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o da Covid-19, que assumiu o primeiro lugar mundialmente, percebemos que as doen\u00e7as relacionadas a maus h\u00e1bitos de vida s\u00e3o as que mais tiram vidas no pa\u00eds. Outras mortes n\u00e3o relacionadas a doen\u00e7as \u2013 como acidentes rodovi\u00e1rios e mortes violentas \u2013 tamb\u00e9m s\u00e3o um reflexo das condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre as doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis, \u00e9 importante notar que o ranking sofreu varia\u00e7\u00f5es na compara\u00e7\u00e3o com 2011 \u2013 10 anos antes. A doen\u00e7a card\u00edaca isqu\u00eamica, por exemplo, ainda \u00e9 a doen\u00e7a n\u00e3o transmiss\u00edvel que mais mata no Brasil e no mundo, por\u00e9m, a letalidade do Coronav\u00edrus, ainda em um momento em que as vacinas n\u00e3o estavam dispon\u00edveis, mudou este cen\u00e1rio em todo o planeta, matando, s\u00f3 no Brasil, 411 mil pessoas.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo em segundo lugar no ranking, uma posi\u00e7\u00e3o abaixo da lista de 2011, o n\u00famero de mortes por doen\u00e7a card\u00edaca isqu\u00eamica subiu 2,4% no intervalo de dez anos. Al\u00e9m disso, no ano seguinte, voltou para o topo do ranking: de acordo com o relat\u00f3rio \u201cCarga global de doen\u00e7as e fatores de risco cardiovasculares\u201d, publicado em dezembro de 2023 no Journal of the American College of Cardiology, em 2022, o pa\u00eds registrou o \u00f3bito de cerca de 400 mil pessoas em decorr\u00eancia de um conjunto de 18 doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a incid\u00eancia de mortes por Alzheimer, que subiu 7,2% entre 2011 e 2021. A incid\u00eancia cada vez maior de doen\u00e7as neurol\u00f3gicas degenerativas\/dem\u00eancias, sem d\u00favida, refletem o aumento da expectativa de vida do brasileiro: entre as mulheres, saltou de 73,1 em 1990 para 77,4 em 2021, e estima-se ainda que chegar\u00e1 a 83,2 em 2050. Entre os homens, foi de 65,6 em 1990 para 70,2 em 2021, com proje\u00e7\u00e3o de chegar a 77,4 em 2050. No entanto, a neurologia ainda \u00e9 um das \u00e1reas mais desafiadoras para a medicina, que dever\u00e1 investir em tecnologia para trazer mais possibilidades de tratamentos para as doen\u00e7as neurodegenerativas, a fim de garantir a longevidade com qualidade de vida e bem-estar.<\/p>\n<h2>Principais causas de morte e incapacidade no Brasil<\/h2>\n<p>Interessante notar que, entre as doen\u00e7as que mais causam invalidez permanente no Brasil, boa parte delas tamb\u00e9m ocupa os 10 primeiros lugares do ranking das mais letais, como doen\u00e7a card\u00edaca isqu\u00eamica, AVC e diabetes. Ainda entram na lista doen\u00e7as da coluna vertebral, complica\u00e7\u00f5es neonatais e doen\u00e7as e dist\u00farbios mentais, como ansiedade e depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Vale destacar aqui, no comparativo entre 2011 e 2021 feito pelo IHME, o aumento agressivo da incid\u00eancia de algumas dessas doen\u00e7as, como o diabetes, que subiu 32,2% no intervalo de 10 anos, as doen\u00e7as card\u00edacas, com um aumento de 12,5%, doen\u00e7as da coluna, com 21,6%, ansiedade, com 20%, e depress\u00e3o, com o recorde de crescimento: 36,2%.<\/p>\n<p>Por outro lado, as mortes e complica\u00e7\u00f5es neonatais registraram uma queda importante: -36,2% entre 2011 e 2021. Esta \u00e9 uma tend\u00eancia, ali\u00e1s, que vem sendo observada h\u00e1 mais tempo quando falamos de mortalidade infantil \u2013 a taxa de mortalidade entre crian\u00e7as at\u00e9 1 ano caiu de 43,2 mortes para cada mil nascidos vivos em 1990 para 10,3 em 2021; e entre crian\u00e7as de 1 a 5 anos, caiu de 50,9 em 1990 para 11,9 em 2021.<\/p>\n<h2>Principais fatores de risco para morte e incapacidade no pa\u00eds<\/h2>\n<p>Como j\u00e1 observamos, os maus h\u00e1bitos de vida, como sedentarismo, alimenta\u00e7\u00e3o rica em gordura e a\u00e7\u00facar, abuso de \u00e1lcool, tabaco e outras subst\u00e2ncias nocivas, est\u00e3o entre os vil\u00f5es da sa\u00fade do brasileiro.<\/p>\n<p>Prova disso \u00e9 que os riscos metab\u00f3licos \u2013 muito associados ao comportamento \u2013 est\u00e3o no topo da lista de principais fatores de risco para morte e incapacidade no pa\u00eds. Em primeiro lugar est\u00e1 o alto \u00edndice de massa corporal, que leva a obesidade, registrando um aumento de impressionantes 388% entre 2011 (quando ocupava a quinta posi\u00e7\u00e3o) e 2021. Em seguida vem o alto n\u00edvel de a\u00e7\u00facar (glicose) no sangue, fator de risco primordial para diabetes tipo 2, com um aumento de 344%. Doen\u00e7as do rim, colesterol alto e dieta inadequada (pobre em nutrientes essenciais e rica em alimentos processados e ultraprocessados) tamb\u00e9m figuram na lista com aumento significativo.<\/p>\n<p>Por outro lado, ainda que estejam presentes entre os 10 primeiros do ranking, alguns fatores de risco registraram quedas importantes nesse intervalo de 10 anos. O tabaco, por exemplo, que antes ocupava o terceiro lugar, caiu para a quarta posi\u00e7\u00e3o com uma queda de 107,3%; o abuso de bebidas alc\u00f3olicas caiu 256,5%; e a hipertens\u00e3o apresentou uma ligeira queda de 7,5%. No entanto, o dado mais impactante \u00e9 o da desnutri\u00e7\u00e3o, com uma queda de 855,8%, reflexo das pol\u00edticas e campanhas de combate \u00e0 fome \u2013 vale destacar, nesse contexto, que o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) em 2014.<\/p>\n<h2>Gastos e investimentos com a sa\u00fade no Brasil<\/h2>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que as doen\u00e7as cr\u00f4nicas e incapacitantes representam uma sobrecarga no sistema de sa\u00fade brasileiro, al\u00e9m de afetar a economia do pa\u00eds, tirando anos saud\u00e1veis e produtivos de milh\u00f5es de pessoas. No entanto, tanto os sistemas p\u00fablico e privado buscam investir cada vez mais em programas de preven\u00e7\u00e3o, tratamento e cuidados. Segundo levantamento da IHME, em 2021, os gastos em sa\u00fade por pessoa se deu da seguinte forma:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Sistema privado:<\/strong> US$ 241,83<\/li>\n<li><strong>Sistema p\u00fablico:<\/strong> US$ 382,60<\/li>\n<li><strong>Particular\/recursos pr\u00f3prios:<\/strong> US$ 192,78<\/li>\n<li><strong>Assist\u00eancia de desenvolvimento para a sa\u00fade (DAH):<\/strong> US$ 1,51<\/li>\n<\/ul>\n<p>A IHME tamb\u00e9m disponibilizou a proje\u00e7\u00e3o de gastos de categoria para 2050:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Sistema privado:<\/strong> US$ 627,19<\/li>\n<li><strong>Sistema p\u00fablico:<\/strong> US$ 474,46<\/li>\n<li><strong>Particular\/recursos pr\u00f3prios:<\/strong> US$ 225,37<\/li>\n<li><strong>Assist\u00eancia de desenvolvimento para a sa\u00fade (DAH):<\/strong> US$ 1,37<\/li>\n<\/ul>\n<p>Essas e outras proje\u00e7\u00f5es devem levar em considera\u00e7\u00e3o os grandes desafios que a \u00e1rea da sa\u00fade representar\u00e1 para o Brasil e o mundo em um futuro pr\u00f3ximo: entre diversos fatores, est\u00e3o o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e o aumento da expectativa de vida e, consequentemente, a incid\u00eancia de doen\u00e7as metab\u00f3licas e cardiovasculares cr\u00f4nicas, c\u00e2nceres e doen\u00e7as neurodegenerativas; o estilo de vida sedent\u00e1rio e com baixa qualidade alimentar que se instalou, sobretudo, nas grandes capitais; o crescimento agressivo de dist\u00farbios mentais, como ansiedade, depress\u00e3o, p\u00e2nico e Burnout; o aumento do sedentarismo e da obesidade entre crian\u00e7as e adolescentes, favorecendo o aparecimento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas na vida adulta; e o aumento de epidemias\/doen\u00e7as transmiss\u00edveis, que afetam mais gravemente as popula\u00e7\u00f5es de baixa renda e em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.<\/p>\n<p>Entre os muitos caminhos poss\u00edveis para garantir um futuro mais saud\u00e1vel est\u00e3o campanhas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, campanhas anti-\u00e1lcool e anti-tabaco, educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o a respeito da alimenta\u00e7\u00e3o segura e saud\u00e1vel, oferta acess\u00edvel de alimentos in natura e org\u00e2nicos, regulamenta\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es mais claras a respeito dos ingredientes dos alimentos industrializados, investimento em pesquisa e tratamentos para doen\u00e7as neurodegenerativas e dem\u00eancias, e promo\u00e7\u00e3o de programas de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, com foco em preven\u00e7\u00e3o. Seja como for, combater as doen\u00e7as mais letais e incapacitantes do Brasil demanda a mobiliza\u00e7\u00e3o de diversos atores, como a \u00e1rea da sa\u00fade, pesquisa e desenvolvimento, entidades governamentais, institui\u00e7\u00f5es e ind\u00fastrias e sociedade civil.<em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h2>Pr\u00f3ximos pasos<\/h2>\n<p>Para explorar as oportunidades para fabricantes de dispositivos\/equipamentos m\u00e9dicos e produtos farmac\u00eauticos no Brasil, <a href=\"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/contato\/\">entre em contato conosco<\/a> para obter uma demonstra\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/solucoes-estrategicas\/hospiscope-banco-de-dados-hospitalares\/\">HospiScope<\/a>, nosso banco de dados de hospitais da Am\u00e9rica Latina, e do <a href=\"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/solucoes-estrategicas\/surgiscope\/\">SurgiScope<\/a>, o primeiro banco de dados que rastreia procedimentos cir\u00fargicos realizados em hospitais da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um panorama das enfermidades que mais matam e incapacitam brasileiros atualmente e as causas por tr\u00e1s delas<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":22867,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[610],"tags":[],"class_list":{"0":"post-22866","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-analise-de-ghi-pt-br-1"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22866"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28870,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22866\/revisions\/28870"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}