{"id":22829,"date":"2024-10-22T15:39:26","date_gmt":"2024-10-22T21:39:26","guid":{"rendered":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/nao-categorizado\/seis-principais-preocupacoes-dos-brasileiros-relacionadas-a-saude\/"},"modified":"2025-12-01T13:30:47","modified_gmt":"2025-12-01T19:30:47","slug":"seis-principais-preocupacoes-dos-brasileiros-relacionadas-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/analise-de-ghi-pt-br\/seis-principais-preocupacoes-dos-brasileiros-relacionadas-a-saude\/","title":{"rendered":"Seis principais preocupa\u00e7\u00f5es dos brasileiros relacionadas \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, desde a pandemia de Covid-19, a sa\u00fade se tornou a principal preocupa\u00e7\u00e3o dos brasileiros, superando problemas como educa\u00e7\u00e3o, criminalidade\/viol\u00eancia e pobreza\/desigualdade. Isso \u00e9 o que diz o <a href=\"https:\/\/www.ipsos.com\/en-th\/what-worries-world-april-2024\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo <em>What Worries the World?<\/em><\/a>, divulgado pelo Instituto Ipsos em abril de 2024. O \u00edndice est\u00e1, sem d\u00favida, associado \u00e0 grave epidemia de dengue em todo o Brasil no primeiro semestre. Mais recentemente, pode ter rela\u00e7\u00e3o com os casos de mpox, que, at\u00e9 setembro deste ano, passou de mil, com as amea\u00e7as da volta de doen\u00e7as como o sarampo e a poliomielite, e ainda com as doen\u00e7as respirat\u00f3rias em decorr\u00eancia da fuma\u00e7a das queimadas que cobriu mais de 60% do territ\u00f3rio nacional em setembro de 2024.<\/p>\n<p>Embora o Brasil seja o \u00fanico pa\u00eds com mais de 100 milh\u00f5es de habitantes a ter um sistema de sa\u00fade p\u00fablica gratuito e o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) ser refer\u00eancia mundial, o setor enfrenta muitos problemas e dificuldades, que v\u00e3o desde falta de capacidade t\u00e9cnica e de recursos para atender \u00e0 enorme demanda \u2013 hoje, mais de 70% da popula\u00e7\u00e3o brasileira depende do SUS \u2013 a falta de investimentos e problemas de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 apenas a sa\u00fade p\u00fablica que est\u00e1 no topo da lista de preocupa\u00e7\u00f5es e considerada a principal prioridade do atual Governo Lula \u2013 pacientes do sistema privado tamb\u00e9m sofrem com as altas consecutivas dos planos de sa\u00fade e, em meio ao aumento de casos de depress\u00e3o e ansiedade, a sa\u00fade mental tamb\u00e9m entrou no t\u00f3pico.<\/p>\n<h3>A seguir, listamos algumas das principais preocupa\u00e7\u00f5es apontadas pelos brasileiros no sistema de sa\u00fade nacional:<\/h3>\n<hr \/>\n<h2><strong><span style=\"color: #6aac3f;\">1. <\/span>Qualidade e quantidade de hospitais p\u00fablicos, leitos e postos de sa\u00fade<\/strong><\/h2>\n<hr \/>\n<p>De acordo com pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), tamb\u00e9m divulgada em abril, os brasileiros apontam a Sa\u00fade P\u00fablica como setor cr\u00edtico. No levantamento, mais de 20% consideram prioridade melhorar as condi\u00e7\u00f5es dos hospitais e postos de sa\u00fade \u2013 as Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS) \u2013 do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>Um estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), feito com base no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Sa\u00fade (CNES), divulgou que, entre 2010 e 2023, os hospitais p\u00fablicos perderam 25 mil leitos de interna\u00e7\u00e3o \u2013 passando de 335 mil para 309 mil.<\/p>\n<p>As UBS sofrem com o mesmo problema. Consideradas as portas de entrada para a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade (aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria), atualmente, muitas UBS registram escassez de rem\u00e9dios e insumos para doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como hipertens\u00e3o e diabetes, cascateando o problema para as aten\u00e7\u00f5es secund\u00e1ria e terci\u00e1ria. Hoje, a propor\u00e7\u00e3o entre unidades de sa\u00fade e habitantes \u00e9 insuficiente, al\u00e9m de muitas entre as dispon\u00edveis apresentarem problemas estruturais. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto de Estudos para Pol\u00edticas de Sa\u00fade (IEPS) no fim de 2022, 34% da popula\u00e7\u00e3o \u2013 mais de 72 milh\u00f5es de pessoas \u2013 n\u00e3o tem acesso \u00e0 aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de sa\u00fade.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong><span style=\"color: #6aac3f;\">2. <\/span><\/strong><strong>Longas filas de espera para consultas, cirurgias e exames diagn\u00f3sticos na sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><\/h2>\n<hr \/>\n<p>A espera por atendimento m\u00e9dico, exames e procedimentos \u00e9 outro problema cr\u00edtico apontado pelos brasileiros na pesquisa da CNI, relacionado com a falta de profissionais, recursos e leitos. Muitos pacientes esperam durante meses, incluindo aqueles que demandam atendimento imediato ou que precisam de acompanhamento constante.<\/p>\n<p>Embora o Governo Federal tenha lan\u00e7ado programas para reduzir as filas, como o Programa Nacional de Redu\u00e7\u00e3o das Filas (PNRF), medida anunciada no in\u00edcio de 2023 com foco em cirurgias eletivas, e o programa Mais Acesso a Especialistas, de abril de 2024, a situa\u00e7\u00e3o ainda continua cr\u00edtica: apenas na cidade de S\u00e3o Paulo, a maior do pa\u00eds, at\u00e9 o in\u00edcio deste ano, 445 mil pessoas estavam \u00e0 espera de atendimento.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong><span style=\"color: #6aac3f;\">3. <\/span><\/strong><strong>Falta de m\u00e9dicos e enfermeiros<\/strong><\/h2>\n<hr \/>\n<p>O Conselho Federal de Medicina estima que exista 1 m\u00e9dico para cada 470 pessoas no Brasil. Embora a m\u00e9dia nacional n\u00e3o seja insatisfat\u00f3ria, a distribui\u00e7\u00e3o dos profissionais entre redes p\u00fablica e privada e geografias \u00e9 desigual, mesmo com iniciativas como o programa Mais M\u00e9dicos. O problema tamb\u00e9m \u00e9 apontado como priorit\u00e1rio por 20% dos respondentes da pesquisa da CNI.<\/p>\n<p>Um estudo t\u00e9cnico conduzido pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (CNM) com 3.385 munic\u00edpios brasileiros, em 2023, levantou que 28,9% desses munic\u00edpios registravam falta de profissionais na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. E a situa\u00e7\u00e3o se agrava quando sa\u00edmos das capitais: mais da metade dos profissionais (55,1%) est\u00e3o concentrados nas metr\u00f3poles, onde vive 23,8% da popula\u00e7\u00e3o. Isso significa que menos da metade dos m\u00e9dicos atende a cerca de \u00be dos habitantes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-22823 size-full\" src=\"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/preocupaciones_salud_aux.jpg\" alt=\"Six Key Health Concerns for Brazilians\" width=\"736\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/preocupaciones_salud_aux.jpg 736w, https:\/\/globalhealthintelligence.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/preocupaciones_salud_aux-300x132.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong><span style=\"color: #6aac3f;\">4. <\/span><\/strong><strong>Problemas de acessibilidade aos cuidados com a sa\u00fade mental<\/strong><\/h2>\n<hr \/>\n<p>Segundo a pesquisa \u201cGlobal Health Service Monitor 2023\u201d, realizada pela Ipsos, cinco em cada dez brasileiros (52%) acreditam que a sa\u00fade mental \u00e9 o principal problema do pa\u00eds em termos de bem-estar da popula\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o se agravou ap\u00f3s a pandemia de Covid-19: segundo divulga\u00e7\u00e3o de 2024 do estudo mundial Global Mind Project, feito com mais de 420 mil pessoas em 70 pa\u00edses, a sa\u00fade mental dos brasileiros p\u00f3s-pandemia \u00e9 uma das piores do mundo. Hoje, estima-se que mais de 18 milh\u00f5es de brasileiros sofram com transtornos como ansiedade e depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da falta de acesso \u00e0 assist\u00eancia \u2013 segundo relat\u00f3rio de 2023 da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas), 80% das pessoas diagnosticadas com ansiedade e depress\u00e3o nas Am\u00e9ricas n\u00e3o t\u00eam acesso a tratamento \u2013, o setor enfrenta outras barreiras, como preconceito e estigmatiza\u00e7\u00e3o, falta de apoio da fam\u00edlia e suporte social e no ambiente de trabalho.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong><span style=\"color: #6aac3f;\">5. <\/span><\/strong><strong>Aumento consecutivo dos planos de sa\u00fade<\/strong><\/h2>\n<hr \/>\n<p>Embora a sa\u00fade suplementar seja fundamental para desafogar o sistema p\u00fablico e gere maior sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que tem acesso a ela, os aumentos constantes nos valores dos planos de sa\u00fade t\u00eam sido motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. De acordo com o relat\u00f3rio da XP Investimentos baseado em dados da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), divulgado em 2024, os planos de sa\u00fade coletivos registraram aumento de mais de 14% em terceiro ano consecutivo de alta, sendo que alguns planos chegaram a mais de 20% de reajuste.<\/p>\n<p>Vale destacar que, dos 50,9 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios na sa\u00fade suplementar, 88,6% est\u00e3o nos planos coletivos, sejam empresariais ou por ades\u00e3o. Os planos de sa\u00fade individuais e familiares t\u00eam reajuste anual m\u00e1ximo de 6,91%, de acordo com o limite estabelecido pela ANS em abril deste ano.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong><span style=\"color: #6aac3f;\">6. <\/span><\/strong><strong>Controle de epidemias como dengue, sarampo e mpox<\/strong><\/h2>\n<hr \/>\n<p>Ap\u00f3s os picos da pandemia de Covid-19, controlada por meio da imuniza\u00e7\u00e3o em todo o mundo, o Brasil segue enfrentando outras epidemias graves, como a de dengue, com picos no primeiro semestre de 2024. Embora com avan\u00e7o mais lento, a doen\u00e7a, que matou mais de 4 mil pessoas e infectou mais de 6 milh\u00f5es at\u00e9 junho deste ano, segue em estado de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da dengue, o pa\u00eds est\u00e1 em alerta para a possibilidade de novas epidemias, como a de mpox, anteriormente conhecida como var\u00edola dos macacos. Em setembro, o Brasil registrou 791 casos notificados e 16 mortes em decorr\u00eancia da doen\u00e7a. Devido \u00e0 alta transmissibilidade da mpox e o risco que representa \u00e0s popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) emitiu um alerta de surto da doen\u00e7a para todo o mundo.<\/p>\n<p>Doen\u00e7as anteriormente erradicadas do territ\u00f3rio nacional, como sarampo e p\u00f3lio, tamb\u00e9m voltam a pedir aten\u00e7\u00e3o. De acordo com dados apresentados em setembro, durante a 26\u00aa Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es, em Recife, pelo menos 4.587 munic\u00edpios foram classificados como em alto risco para sarampo e 225 foram categorizados como em risco muito alto, totalizando 86% das cidades em todo o pa\u00eds com risco elevado para a doen\u00e7a. Outros 751 foram listados com risco m\u00e9dio e apenas quatro com baixo risco. Ainda na Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es foram divulgados dados sobre a poliomielite: 68% dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros est\u00e3o classificados como em risco alto ou muito alto para a doen\u00e7a. O \u00edndice representa um total de 3.781 cidades.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, o cen\u00e1rio da sa\u00fade no Brasil enfrenta desafios significativos que se tornaram as principais preocupa\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o, especialmente ap\u00f3s a pandemia da COVID-19. Quest\u00f5es como a qualidade e a disponibilidade de servi\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablicos, longas filas para atendimento, a escassez de profissionais e o aumento das crises de sa\u00fade mental destacam a urg\u00eancia de reformas. Al\u00e9m disso, o aumento dos custos dos planos de sa\u00fade e o ressurgimento de doen\u00e7as evit\u00e1veis, como dengue, sarampo e poliomielite, agravam ainda mais a situa\u00e7\u00e3o. Abordar essas quest\u00f5es interconectadas ser\u00e1 crucial para que o governo e o sistema de sa\u00fade brasileiros melhorem os resultados de sa\u00fade e assegurem acesso equitativo ao atendimento para todos os cidad\u00e3os.<\/p>\n<h2>Pr\u00f3ximos passos<\/h2>\n<p>Pronto para se aprofundar nas quest\u00f5es mais urgentes do Brasil e da sa\u00fade na Am\u00e9rica Latina? <a href=\"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/contato\/\">Entre em contato conosco hoje mesmo<\/a>. Na GHI, oferecemos dados personalizados e estudos aprofundados, elaborados para proporcionar uma vis\u00e3o clara do futuro do setor de sa\u00fade na regi\u00e3o. Vamos juntos explorar como essas tend\u00eancias podem impactar sua organiza\u00e7\u00e3o e ajud\u00e1-lo a se manter \u00e0 frente da concorr\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, desde a pandemia de Covid-19, a sa\u00fade se tornou a principal preocupa\u00e7\u00e3o dos brasileiros, superando problemas como educa\u00e7\u00e3o, criminalidade\/viol\u00eancia e pobreza\/desigualdade. Isso \u00e9 o que diz o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":22812,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[65,610],"tags":[],"class_list":{"0":"post-22829","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-analise-de-ghi-pt-br","8":"category-analise-de-ghi-pt-br-1"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22829"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22829\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28865,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22829\/revisions\/28865"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22812"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/globalhealthintelligence.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}