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	<title>Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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	<description>The leading source for hospital data and market intelligence across Latin America and Asia.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 14 Aug 2026 17:30:11 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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	<item>
		<title>Infraestrutura pública e a crise da força de trabalho: o projeto dos hospitais para 2030 e o futuro</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/infraestrutura-publica-e-a-crise-da-forca-de-trabalho-o-projeto-dos-hospitais-para-2030-e-o-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 15:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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		<p style="text-align: justify;"><em><span lang="EN-US" style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Guillaume Corpart</span></em></p>
<p>A América Latina vivencia atualmente uma das expansões de infraestrutura de saúde mais importantes de sua história. Desde a agressiva iniciativa do México para atingir uma capacidade de <a href="https://oem.com.mx/elsoldemexico/mexico/imss-sumara-45-mil-camas-hospitalarias-en-el-pais-para-2030-27799500" target="_blank" rel="noopener">45.000 leitos em hospitais públicos</a> por meio do IMSS, até a estratégia focada em <a href="https://www.fimasd.org/wp-content/uploads/2026/02/11.-COLOMBIA-2030-Salud.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Saúde 2030”</a> da Colômbia, os governos estão injetando enormes volumes de capital para modernizar a assistência em nível regional.</p>
<p>Apesar da rápida construção e inauguração desses megaprojetos de saúde, a região enfrenta um obstáculo operacional crítico: uma grave escassez de profissionais clínicos para operá-los. De acordo com <a href="https://iris.paho.org/server/api/core/bitstreams/0294f08d-e494-477d-bb02-859eb17745af/content" target="_blank" rel="noopener">um relatório de 2025 da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), </a>14 dos 39 países das Américas carecem atualmente de médicos, enfermeiros e parteiras em número suficiente para atender às necessidades de saúde de suas populações.</p>
<p>Sem uma intervenção imediata, a OPAS projeta que as Américas enfrentarão um déficit de 600 mil a 2 milhões de profissionais de saúde até 2030. Essa escassez iminente é impulsionada por diversos fatores, incluindo o envelhecimento da força de trabalho, a migração e a capacidade limitada de formação dos profissionais. Mas uma coisa é certa: isso ameaça comprometer o acesso universal à saúde justamente no momento em que as novas infraestruturas começam a operar.</p>
<h2><strong>As realidades da escassez</strong></h2>
<p>Embora a região como um todo apresente<a href="https://www.paho.org/en/news/30-4-2025-new-paho-report-reveals-14-countries-americas-face-health-worker-shortages" target="_blank" rel="noopener"> uma média de 66,57 profissionais de saúde</a> para cada 10.000 habitantes (superando o parâmetro de referência da OMS de 44,5), esse número esconde graves desigualdades. Por exemplo, enquanto países como os Estados Unidos contam com uma cobertura robusta, outros como o Haiti (6,38) e Honduras (7,13) enfrentam uma escassez crítica.</p>
<p>Um claro exemplo dessa desigualdade pode ser observado na área de enfermagem. Nos Estados Unidos, por exemplo, há 131,5 enfermeiros para cada 10.000 habitantes. No Haiti, no entanto, esse número é de apenas 3,84 para cada 10.000 pessoas.</p>
<h2><strong>Soluções para a crise</strong></h2>
<p>Para enfrentar essa crise nos próximos anos, a OPAS recomendou diversas medidas de ação para os sistemas de saúde da região. Entre elas estão o fortalecimento dos departamentos de recursos humanos e o uso de sistemas de informação em saúde para monitorar e planejar as necessidades futuras de recursos. Investimentos estratégicos em capacitação, regulamentações e melhorias nas condições de trabalho também são essenciais para aumentar o número de profissionais de saúde e, assim, atender às necessidades da população regional nos próximos anos. Políticas que ajudem a reter os talentos essenciais também serão fundamentais.</p>
<p>A crise é de tal magnitude que a <a href="https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/EB156/B156_15-en.pdf" target="_blank" rel="noopener">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a> a identificou e começou a elaborar planos de ação para enfrentá-la em 2024. Entre suas recomendações estão a ampliação da formação de profissionais de saúde, a abordagem de questões relacionadas à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres, além da adoção de medidas para reter os profissionais de saúde em áreas rurais e remotas.</p>
<h2><strong>A realidade a curto prazo</strong></h2>
<p>Por mais essenciais que sejam essas mudanças nas políticas, a escassez é tão crítica que o setor de saúde latino-americano precisa se preparar para o “aqui e agora”, à medida que a demanda aumenta, mas não há profissionais disponíveis. Para os administradores hospitalares, isso significa gerenciar um ambiente de alto estresse com capital humano limitado. Nos principais mercados de toda a América Latina, os profissionais clínicos enfrentam uma imensa carga cognitiva devido a proporções inadequadas entre enfermeiros e médicos e altas taxas de esgotamento profissional (burnout). Um hospital recém-construído e de última geração só é eficaz na medida em que conta com profissionais para operá-lo — e, até 2030, essa equipe estará mais sobrecarregada do que nunca.</p>
<h2><strong>O imperativo para o setor MedTech: potencializar o capital humano</strong></h2>
<p>Para o setor de tecnologia médica (MedTech), a iminente crise de força de trabalho na América Latina muda fundamentalmente a forma como os equipamentos médicos são vendidos e avaliados. Os administradores hospitalares e os comitês de compras governamentais não buscam mais apenas a eficácia clínica; eles precisam desesperadamente de eficiência operacional.</p>
<p>Para vencer licitações públicas e contratos de infraestrutura nesse cenário, os fornecedores de MedTech devem provar que suas soluções podem potencializar o capital humano e reduzir a carga cognitiva sobre a equipe atual. Isso exige uma mudança estratégica voltada para:</p>
<ul>
<li><strong>Automação dos fluxos de trabalho:</strong> Os equipamentos devem se integrar perfeitamente aos prontuários eletrônicos (PEP/EHR) para eliminar a entrada manual de dados, permitindo que os enfermeiros dediquem mais tempo ao atendimento aos pacientes em vez de a tarefas administrativas.</li>
<li><strong>Interfaces intuitivas: </strong>Diante da alta rotatividade de pessoal e da escassez de colaboradores especializados, os dispositivos médicos devem contar com interfaces intuitivas e padronizadas que exijam um treinamento mínimo para uma operação segura.</li>
<li><strong>Análise preditiva:</strong> Sistemas de monitoramento de pacientes baseados em inteligência artificial (IA), capazes de alertar uma equipe clínica reduzida sobre a deterioração do quadro de um paciente antes que ocorra um evento agudo, serão altamente demandados.</li>
</ul>
<p>À medida que a América Latina constrói os hospitais do amanhã, as empresas MedTech que dominarão o mercado em 2030 serão aquelas que resolverem a equação da força de trabalho. A estratégia vencedora não consiste mais apenas em vender melhores ferramentas cirúrgicas ou de diagnóstico — e sim em fornecer a tecnologia que permita que uma equipe clínica limitada faça mais com menos.</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre a iminente escassez de profissionais de saúde na América Latina e descobrir como você pode otimizar a estratégia da sua empresa para alcançar o sucesso. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer a análise necessária para obter insights valiosos que apoiem a tomada de decisões estratégicas em seu setor. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><!-- /wp:post-content --><!-- wp:paragraph --><strong>************</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><strong>Fontes:</strong></p>
<p><a href="https://www.paho.org/en/news/30-4-2025-new-paho-report-reveals-14-countries-americas-face-health-worker-shortages" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/en/news/30-4-2025-new-paho-report-reveals-14-countries-americas-face-health-worker-shortages</a><br /><a href="https://iris.paho.org/server/api/core/bitstreams/0294f08d-e494-477d-bb02-859eb17745af/content" target="_blank" rel="noopener">https://iris.paho.org/server/api/core/bitstreams/0294f08d-e494-477d-bb02-859eb17745af/content</a><br /><a href="https://oem.com.mx/elsoldemexico/mexico/imss-sumara-45-mil-camas-hospitalarias-en-el-pais-para-2030-27799500" target="_blank" rel="noopener">https://oem.com.mx/elsoldemexico/mexico/imss-sumara-45-mil-camas-hospitalarias-en-el-pais-para-2030-27799500</a><br /><a href="https://www.fimasd.org/wp-content/uploads/2026/02/11.-COLOMBIA-2030-Salud.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.fimasd.org/wp-content/uploads/2026/02/11.-COLOMBIA-2030-Salud.pdf</a><br /><a href="https://www.who.int/publications/i/item/9789241511131" target="_blank" rel="noopener">https://www.who.int/publications/i/item/9789241511131</a><br /><a href="https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/EB156/B156_15-en.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/EB156/B156_15-en.pdf</a></p>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Compras verdes: como os critérios ESG estão transformando as licitações públicas na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/compras-verdes-como-os-criterios-esg-estao-transformando-as-licitacoes-publicas-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 15:06:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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		<p style="text-align: justify;"><em><span lang="EN-US" style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Mariana Romero Roy</span></em></p>
<p>Uma onda histórica de modernização hospitalar está se espalhando pela América Latina. No entanto, a modernização é apenas uma peça do quebra-cabeça na região. Cada vez mais, esse processo também deve andar de mãos dadas com uma nova exigência: a sustentabilidade global. À medida que os governos obtêm financiamento de instituições multilaterais para construir os hospitais de 2030, os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) estão deixando de ser meros &#8220;diferenciais&#8221; (ou complementos desejáveis) para se tornarem requisitos obrigatórios na pontuação das contratações públicas.</p>
<p>Para os fornecedores do setor MedTech, as regras do jogo estão mudando. Um produto clínico de última geração já não é suficiente para garantir um contrato regional. Nas licitações públicas do futuro próximo, os dispositivos mais ecológicos poderão prevalecer sobre os mais baratos.</p>
<h2>A exigência do financiamento</h2>
<p>O avanço em direção às Compras Públicas Sustentáveis (CPS) não é apenas uma tendência: é um requisito financeiro. O boom de infraestrutura é fortemente financiado por instituições como o <a href="https://idbinvest.org/en/impact-management-framework" target="_blank" rel="noopener">Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).</a> Por meio de sua Estrutura de Gestão de Impacto, o BID Invest vincula o financiamento de infraestrutura e saúde diretamente a rigorosos critérios ESG, incluindo normas relacionadas a salvaguardas ambientais e metas de redução de gases de efeito estufa.</p>
<h2>A realidade na prática</h2>
<p>Os requisitos ambientais mais rigorosos desses investidores já estão gerando um efeito cascata em diversos países da América Latina. Nações como a Colômbia e a República Dominicana, por exemplo, estão atualizando ativamente seus manuais nacionais de compras para tornar obrigatórias as Compras Públicas Sustentáveis (CPS).</p>
<p>Antes que um único dólar seja desembolsado para um novo hospital na Colômbia ou para a modernização de uma clínica na República Dominicana, o projeto deve estar alinhado às metas de resiliência climática e de redução de gases de efeito estufa (GEE). Consequentemente, os governos nacionais estão estendendo esses requisitos ambientais às suas cadeias de suprimentos — o que significa que os equipamentos médicos destinados a esses hospitais também devem atender a rigorosas métricas de sustentabilidade.</p>
<h2>As diretrizes no Chile</h2>
<p>Outro excelente exemplo encontra-se no Chile. Por meio de sua plataforma “<a href="https://www.chilecompra.cl/2023/03/compras-publicas-sustentables-para-avanzar-hacia-un-estado-verde/" target="_blank" rel="noopener">Mercado Público</a>” e da iniciativa “Estado Verde”, os compradores governamentais são explicitamente orientados a olhar além do preço inicial de compra. As diretrizes chilenas de compras estabelecem que as entidades públicas devem avaliar a &#8220;melhor relação custo-benefício ao longo de todo o ciclo de vida&#8221;, o que lhes permite atribuir pontuações de avaliação mais altas aos fornecedores cujos produtos demonstrem uma menor pegada ecológica.</p>
<h2><strong>A abordagem do Brasil</strong></h2>
<p>O Brasil também possui uma <a href="https://www.meddeviceonline.com/doc/new-sustainability-mandates-in-brazil-and-chile-are-quietly-disqualifying-medical-devices-0001" target="_blank" rel="noopener">lei de compras públicas</a> — promulgada em 2021 e agora plenamente em vigor — que tem um impacto semelhante. Em termos simples, a legislação brasileira permite que os gestores de compras rejeitem a proposta de menor preço em favor de dispositivos com um desempenho ambiental superior ao longo de seu ciclo de vida. Essa simples mudança revolucionou o processo de aquisições no Brasil, tornando a sustentabilidade ambiental, em muitos casos, um fator mais determinante do que apenas o preço.</p>
<h2><strong>Mudanças em toda a região</strong></h2>
<p>Esses países estão longe de ser os únicos da América Latina a avançar em direção às “compras verdes”. Na verdade, a <a href="https://ricg.org/en/" target="_blank" rel="noopener">Rede Interamericana de Compras Governamentais (RICG) </a>tem atuado intensamente na padronização das aquisições sustentáveis em toda a região. Essa rede publica relatórios sobre como diferentes países latino-americanos estão impulsionando as políticas de CPS. Seu manual sobre a Implementação de Compras Públicas Sustentáveis na América Latina e no Caribe detalha com precisão como os critérios ambientais estão sendo integrados às especificações técnicas e às adjudicações de contratos em nível regional.</p>
<h2><strong>A perspectiva MedTech: da conformidade à vantagem competitiva</strong></h2>
<p>Os administradores hospitalares e os comitês de compras públicas estão sob intensa pressão para reduzir a enorme pegada de carbono e de resíduos gerada pelo setor de saúde. Quando os governos avaliam uma licitação multimilionária para equipar uma nova ala hospitalar, eles penalizam cada vez mais os equipamentos que consomem energia em excesso, utilizam materiais não recicláveis ou carecem de programas seguros de descarte no fim de sua vida útil.</p>
<p>Para ter sucesso nesse ambiente, as equipes comerciais do setor MedTech devem aprender a traduzir seus relatórios corporativos globais de ESG em vantagens competitivas adaptadas ao contexto local. Isso exige uma mudança estratégica na forma como os produtos são apresentados aos ministérios da saúde regionais:</p>
<ul>
<li><strong>Eficiência no ciclo de vida: </strong>Destacar o menor consumo de energia e de água durante a operação do dispositivo.</li>
<li><strong>Integração à economia circular: </strong>Enfatizar a reparabilidade modular para reduzir o lixo eletrônico e promover programas ativos de &#8220;logística reversa&#8221; ou recolhimento para o descarte seguro no fim da vida útil.</li>
<li><strong>Embalagem sustentável:</strong> Demonstrar uma redução no uso de plásticos descartáveis e de materiais de embalagem não recicláveis em remessas a granel.</li>
</ul>
<p>À medida que a América Latina constrói um futuro sustentável para a área da saúde, os fornecedores capazes de oferecer &#8220;soluções verdes&#8221; comprovadas não apenas garantirão pontuações mais altas nas avaliações, como também assegurarão contratos de longo prazo para os maiores projetos de infraestrutura da região.</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI </a>para saber mais sobre as compras verdes e descobrir como otimizar a estratégia da sua empresa para alcançar o sucesso. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer a análise necessária para que você obtenha insights valiosos que apoiem a tomada de decisões estratégicas em seu setor. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --><strong>************</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --><strong>Fontes:</strong></p>
<p><a href="https://idbinvest.org/en/impact-management-framework" target="_blank" rel="noopener">https://idbinvest.org/en/impact-management-framework</a><br /><a href="https://www.chilecompra.cl/2023/03/compras-publicas-sustentables-para-avanzar-hacia-un-estado-verde/" target="_blank" rel="noopener">https://www.chilecompra.cl/2023/03/compras-publicas-sustentables-para-avanzar-hacia-un-estado-verde/</a><br /><a href="https://www.meddeviceonline.com/doc/new-sustainability-mandates-in-brazil-and-chile-are-quietly-disqualifying-medical-devices-0001" target="_blank" rel="noopener">https://www.meddeviceonline.com/doc/new-sustainability-mandates-in-brazil-and-chile-are-quietly-disqualifying-medical-devices-0001</a><br /><a href="https://noharm.org/procurement" target="_blank" rel="noopener">https://noharm.org/procurement</a><br /><a href="https://ricg.org/en/" target="_blank" rel="noopener">https://ricg.org/en/</a></p>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div>
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			</item>
		<item>
		<title>The Pulse of Colombia’s Healthcare Sector, Part II: Credit Risk and the IPS Investment Crisis</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/the-pulse-of-colombias-healthcare-sector-part-ii-credit-risk-and-the-ips-investment-crisis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 14:58:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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		<p>In the second installment of our <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/the-pulse-of-colombias-healthcare-sector-a-value-chain-on-the-brink-of-illiquidity/">exclusive financial analysis</a>, led by Germán Chaparro of <a href="https://www.proyekta.solutions/" target="_blank" rel="noopener">Proyekta Data Solutions</a>, we dive deep into the critical liquidity crisis facing Health Service Providing Institutions (IPS, by its Spanish acronym). After analyzing a sample of 53 private IPSs, the data reveals a harsh reality for medical device manufacturers and technology providers: the rapid deterioration of hospital cash flows is drastically halting the sector’s modernization.</p>
<p>Today, IPSs are operating at their absolute limit, becoming involuntary financiers of a system that is stifling their capacity to invest.</p>
<h2><strong>1. The Illusion of a Surplus: A Strangled Cash Flow</strong></h2>
<p>Although income statements might show a degree of profitability, the actual cash on hand tells a very different story.</p>
<ul>
<li><strong>Limited Cash:</strong> The analyzed sample showed that at the close of 2025, the sector generated a mere <strong>$53.98 million USD</strong> in Free Cash Flow. This is the money left over after paying taxes, replenishing working capital, and covering essential investments.</li>
<li><strong>The Burden of Debt:</strong> This figure reflects the outstanding obligations from financial commitments secured through debt, leasing, and similar arrangements. Once these obligations and their corresponding interest are deducted, the economic surplus drops drastically. This leaves almost no margin for dividend distribution or capital reinvestment to justify a sustainable long-term growth rate.</li>
</ul>
<h2>2. Trapped in Receivables: Involuntary Financiers</h2>
<p>The hospital sector isn&#8217;t losing cash to irresponsible spending or inventory hoarding; rather, its cash is getting trapped in accounts receivable.</p>
<ul>
<li>During 2025, operating working capital requirements surged by <strong>34.6%</strong> (equivalent to an additional <strong>$407.89 million USD</strong>). This growth vastly outpaced the healthcare system&#8217;s operating revenue, which grew by only 9.4%.</li>
<li>For every additional dollar generated by an IPS, a large portion does not convert to cash, but instead ends up financing the outstanding balances owed by EPS (Health Promotion Entities, by its Spanish acronym) insurers.</li>
</ul>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Working Capital Items</strong></td>
<td><strong>End of 2024 (USD)</strong></td>
<td><strong>End of 2025 (USD)</strong></td>
<td><strong>Change</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Accounts Receivable (Clients/System)</td>
<td>$1,764.19 million</td>
<td>$2,188.64 million</td>
<td>↑ 24%</td>
</tr>
<tr>
<td>Inventories</td>
<td>$129.26 million</td>
<td>$143.29 million</td>
<td>↑ 10%</td>
</tr>
<tr>
<td>Accounts Payable (Suppliers)</td>
<td>$718.31 million</td>
<td>$749.65 million</td>
<td>↑ 4%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>3. The Technological Sacrifice (A Warning for Manufacturers)</h2>
<p>For manufacturers of medical devices and equipment, this next finding is the ultimate red flag: the severe lack of liquidity has destroyed clinics&#8217; capacity to invest.</p>
<ul>
<li>While private IPSs have <strong>$2,184.21 million USD</strong> immobilized in accounts receivable, the funds allocated to infrastructure and technology (CAPEX) represent just<strong> 3.97% </strong>of their sales.</li>
<li>The ratio of Property, Plant, and Equipment to sales dropped dramatically from <strong>67.17% in 2020 to 46.86% in 2025.</strong></li>
</ul>
<p>What does this mean? Hospital technology investment decisions are no longer driven by strategic goals or clinical growth, but strictly by cash availability. <strong>IPSs aren&#8217;t investing in what they <em>need</em>; they are investing in whatever they can afford to finance.</strong> This points to severe, impending delays in the modernization of medical equipment.</p>
<h2>4. Credit Risk Unmasked</h2>
<p>The 2025 figures reveal stress indicators that should never be ignored in any B2B negotiation within the sector:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>IPS Credit Risk Indicators</strong></td>
<td><strong>2025 Result</strong></td>
<td><strong>What Does This Mean?</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Probability of Default</td>
<td>10%</td>
<td>Solvency exists, but liquidity is lacking</td>
</tr>
<tr>
<td>Average DSO (Days Sales Outstanding) + Estimated Grace Period</td>
<td>140 + 30 days</td>
<td>Critical delays in collecting receivables</td>
</tr>
<tr>
<td>Total Debt Level</td>
<td>45%</td>
<td>Debt is in the “watch zone”</td>
</tr>
<tr>
<td>Growth Leverage</td>
<td>0.40</td>
<td>Growing requires more cash than is generated</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>The Challenge of Official Debt Reconciliation</h2>
<p>To mitigate this crisis, the National Government has convened EPSs, IPSs, administrators, and pharmaceutical companies to reconcile the system’s debts. However, the state has declared it will legally assume only the funds associated with the UPC (Capitation Payment Unit), leaving all other obligations as the responsibility of private actors. This makes having verifiable financial information more urgent than ever before.</p>
<p><strong>Methodological Note:</strong> <em>All amounts stated in this article were converted from Colombian pesos (COP) to U.S. dollars (USD) at an exchange rate of 1 USD = 3,800 COP.</em></p>
<h2><strong>Next Steps</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><span lang="EN-US"><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Contact GHI</span></a></span> to dive deeper into these financial challenges, presented in collaboration with <a href="https://www.proyekta.solutions/" target="_blank" rel="noopener">Proyekta Data Solutions</a>. Discover how you can adjust your market access strategy, structure secure financing models, and manage credit risk to effectively connect with healthcare providers in Latin America. Our research team is ready to equip your organization with the strategic regional intelligence and supply chain analysis you need to gain invaluable insights and support confident corporate decision-making.</p>
<p>&nbsp;</p>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>The Pulse of Colombia’s Healthcare Sector: A Value Chain on the Brink of Illiquidity</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/the-pulse-of-colombias-healthcare-sector-a-value-chain-on-the-brink-of-illiquidity/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:39:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/?p=30443</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="fws_6a7fae8011774"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p>According to an exhaustive analysis by GHI, led by Germán Chaparro of <a href="https://www.proyekta.solutions/" target="_blank" rel="noopener">Proyekta Data Solutions</a>, Colombia’s healthcare industry is facing a critical paradox. While it remains one of the most vital sectors for both the national economy and social well-being, it has devolved into a highly stressed financial environment that fails to generate economic value for its investors.</p>
<p>For medical device manufacturers, technology providers, hospitals, and other ecosystem stakeholders, understanding the data driving this crisis is no longer just a basic market analysis; it has become an absolute necessity for corporate survival.</p>
<p>Currently, the healthcare system’s value chain is suffering from structural liquidity issues, regulatory dependence, and a troubling rise in credit risk. This crisis cannot be blamed on a single participant, but is best understood from two interconnected angles: the financial collapse of the insurers (EPS, or Health Promotion Entities) and the illusion of profitability among healthcare providers (IPS, or Health Service Providing Institutions).</p>
<h2><strong>1. The EPS Angle: The Resource Bottleneck</strong></h2>
<p>The root of the crisis begins with health insurance. The financial results for Health Promotion Entities (EPS) at the close of 2025 reveal an alarming destruction of equity value, effectively choking off the flow of resources to the rest of the supply chain.</p>
<ul>
<li><strong>Massive losses:</strong> Major insurers like Sanitas and Famisanar, which collectively serve millions of members, reported staggering losses of <strong>-$436.84 million USD and -$180.11 million USD</strong>, respectively.</li>
<li><strong>Suffocating margins:</strong> Entities like Sura, despite posting minor accounting profits, are operating with a negative cash margin of -1.55%.</li>
</ul>
<p><strong>Financial Results of the EPSs</strong></p>
<table>
<thead>
<tr>
<td>
<p><strong>EPS</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Number of Members (04/26)</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Profit/Loss as of 12/31/25 (USD)</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Cash Margin as of 12/31/25</strong></p>
</td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Sanitas</strong></p>
</td>
<td>
<p>6,054,232</p>
</td>
<td>
<p>-$436.84 million</p>
</td>
<td>
<p>N/A</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Sura</strong></p>
</td>
<td>
<p>5,555,519</p>
</td>
<td>
<p>$17.16 million</p>
</td>
<td>
<p>-1.55%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Salud Total</strong></p>
</td>
<td>
<p>5,389,857</p>
</td>
<td>
<p>$51.27 million</p>
</td>
<td>
<p>1.40%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Famisanar</strong></p>
</td>
<td>
<p>2,591,849</p>
</td>
<td>
<p>-$180.11 million</p>
</td>
<td>
<p>0.70%</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>This inability of the EPSs to sustain their operations leads directly to a systematic pile-up of unpaid bills owed to hospitals, clinics, and, ultimately, medical supply manufacturers.</p>
<h2>2. The IPS Angle: When Growth Destroys Cash</h2>
<p>For private hospitals and clinics (IPS), the underlying issue isn&#8217;t a lack of patients or billing, but rather the sheer inability to turn those rendered services into actual cash.</p>
<ul>
<li><strong>The illusion of profit:</strong> At first glance, private IPSs show a healthy positive return on equity (ROE) of 10.80%. However, this figure does not translate into real money; their cash flow return on investment (CFROI) plummets to -0.36%.</li>
<li><strong>Value destruction:</strong> When comparing this to the 16.46% cost of capital demanded by the market, it becomes painfully clear that the sector&#8217;s cash flows are simply not enough to offset its financial risks.</li>
<li><strong>The growth trap:</strong> The &#8220;growth leverage&#8221; for private IPSs sits at a mere 0.40. A ratio below 1.0 means that to expand and treat more patients, clinics must inject significantly more working capital than their operations actually generate. Simply put: all profitability is completely swallowed up by accounts receivable.</li>
</ul>
<p><strong>Growth Leverage (Profitability vs. Liquidity)</strong></p>
<table>
<thead>
<tr>
<td>
<p><strong>EBITDA Margin for Private IPSs in 2025</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Working Capital Productivity 2025 (PKT)</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Growth Leverage</strong></p>
</td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>
<p>10.47%</p>
</td>
<td>
<p>26.50%</p>
</td>
<td>
<p>0.40</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>3. The Debt Labyrinth and Service Closures</h2>
<p>One of the most severe systemic risks to the supply chain is the lack of transparency regarding exactly how much money is tied up in unpaid debts. Reconciliation is a major problem: the Comptroller&#8217;s Office reports EPS debts at <strong>$8,657.89 million USD</strong>, while the ACHC estimates outstanding debts at <strong>$6,289.47 million USD</strong>, and Supersalud offers various fragmented figures.</p>
<p><strong>Inconsistencies in Figures</strong></p>
<table>
<thead>
<tr>
<td>
<p><strong>Official Source</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Reported Item</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Estimated Amount (USD)</strong></p>
</td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Comptroller&#8217;s Office</strong></p>
</td>
<td>
<p>EPS Debts to Healthcare Providers and Suppliers</p>
</td>
<td>
<p>$8,657.89 million</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Supersalud</strong></p>
</td>
<td>
<p>Accounts receivable from IPS under the contributory system</p>
</td>
<td>
<p>$8,342.11 million</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Así Vamos en Salud</strong></p>
</td>
<td>
<p>EPS debt to providers</p>
</td>
<td>
<p>$7,263.16 million</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>ACHC</strong></p>
</td>
<td>
<p>Outstanding accounts with hospitals and clinics</p>
</td>
<td>
<p>$6,289.47 million</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Supersalud</strong></p>
</td>
<td>
<p>Accounts payable to EPS under the contributory system</p>
</td>
<td>
<p>$5,210.53 million</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>This financial suffocation is already causing <strong>real-world damage to infrastructure and patient care</strong>:</p>
<ul>
<li>According to the original report, <strong>4,104 IPSs closed their doors</strong> between 2021 and 2026, representing a steady decline in the country&#8217;s installed healthcare capacity.</li>
<li><strong>The current crisis in major cities:</strong> <a href="https://www.larepublica.co/empresas/las-15-clinicas-que-cierran-servicios-por-lo-que-les-adeudan-las-eps-4422707" target="_blank" rel="noopener">Recent reports from the <em>La República</em> newspaper</a> highlight that this impact has reached the largest institutions. <strong>Fifteen major clinics in Bogotá and Medellín</strong>—which together account for nearly 29% of all enrolled patients—have fully or partially suspended services due to unpaid EPS bills.</li>
<li>Top-tier facilities, including the <strong>National Cancer Institute, Clínica de Occidente, Hospital San Rafael, and Clínica Infantil Colsubsidio</strong> (which recently shut down its emergency services), have been forced to restrict operations just to stop the drain on their cash reserves.</li>
</ul>
<h2>Conclusion and Strategic Recommendations</h2>
<p>Today, the Colombian healthcare sector is a strategically vital but financially exhausted industry, where survival hinges on adapting to an environment of severely restricted resources. For manufacturers of medical equipment, technology, and supplies, the biggest risk right now isn&#8217;t making a sale, but rather the immense uncertainty regarding the collectability of those receivables.</p>
<p>Given the obvious illiquidity of debtors, performing rigorous credit risk analysis is no longer just a &#8220;best practice&#8221;—it is an unavoidable necessity. Financial departments within the sector are strongly advised to implement robust mathematical models before signing any installment agreements. These should include Free Cash Flow analysis, the Z-Score, the Sloan Ratio, and the statistical calculation of the Probability of Default. Protecting your own company&#8217;s liquidity is the very first step in safeguarding the stability of the entire system.</p>
<p><strong>Methodological Note:</strong> <em>All monetary amounts expressed in this article have been converted from Colombian Pesos (COP) to US Dollars (USD) using an exchange rate of 1 USD = 3,800 COP</em>.</p>
<h2><strong>Next Steps</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><span lang="EN-US"><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Reach out to GHI</span></a></span><span lang="EN-US" style="font-family: 'Arial',sans-serif;"> to dive deeper into this analysis—conducted alongside <a href="https://www.proyekta.solutions/" target="_blank" rel="noopener">Proyekta Solutions</a>—and explore the rapidly shifting landscape of healthcare in Colombia and Latin America. Learn how to adjust your market access strategy to successfully connect with the region&#8217;s top healthcare providers. Our research team is ready to equip your organization with the strategic regional intelligence and supply chain insights needed to gain invaluable insights and support smarter decision-making. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Centros cirúrgicos ambulatoriais: a próxima grande oportunidade para o setor de MedTech na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/centros-cirurgicos-ambulatoriais-a-proxima-grande-oportunidade-para-o-setor-de-medtech-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:01:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/analise-de-ghi/centros-cirurgicos-ambulatoriais-a-proxima-grande-oportunidade-para-o-setor-de-medtech-na-america-latina/</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
		<div id="fws_6a7fae80159b4"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p style="text-align: justify;"><em><span lang="EN-US" style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Mariana Romero Roy</span></em></p>
<p>Os sistemas de saúde se veem cada vez mais pressionados a ampliar o acesso, reduzir os tempos de espera, otimizar recursos e manter desfechos clínicos de alta qualidade. Em resposta a esses desafios complexos, os centros cirúrgicos ambulatoriais (ASCs) — também chamados de clínicas cirúrgicas ambulatoriais ou sem internação — vêm deixando de atuar apenas como estruturas complementares para assumir um papel central no futuro da prestação de serviços de saúde.</p>
<p>Com um ecossistema consolidado de cirurgia ambulatorial e a incorporação precoce de tecnologias modernas, a América do Norte está na vanguarda da expansão dos ASCs. No entanto, a América Latina desponta como uma fronteira estratégica para o setor.</p>
<p>Brasil e México estão na dianteira dessa adoção, mas a América Latina ainda se encontra em uma fase inicial de expansão dos ASCs e da infraestrutura ambulatorial, embora esse processo venha ganhando velocidade. O turismo médico e os investimentos de fundos de private equity em centros cirúrgicos ambulatoriais de alto padrão ajudam a impulsionar essa expansão. Para executivos de MedTech, líderes da indústria farmacêutica e fabricantes de equipamentos médicos, essa descentralização do atendimento abre uma oportunidade comercial que só poderá ser plenamente aproveitada com uma estratégia específica para esse mercado.</p>
<h2><strong>Fatores econômicos e operacionais por trás do avanço dos centros cirúrgicos ambulatoriais</strong></h2>
<p>Basta observar os números para entender as oportunidades oferecidas pelos ASCs:</p>
<p><strong>O mercado de cirurgia ambulatorial em números</strong></p>
<ul>
<li>Valor global do mercado em 2026: <strong>US$ 54,87 bilhões</strong></li>
<li>Projeção do valor global do mercado até 2033: <strong>US$ 91,46 bilhões</strong></li>
<li>Projeção da taxa composta de crescimento anual (CAGR): <strong>7,6%</strong></li>
<li>Projeção do crescimento do mercado de ASCs entre 2024 e 2029: <strong>30%</strong></li>
</ul>
<p>Essa expansão acelerada do mercado em diferentes regiões é impulsionada principalmente por fortes incentivos estruturais e econômicos:</p>
<ul>
<li><strong>Migração motivada por custos.</strong> A busca por reduzir o custo de cada episódio de atendimento cirúrgico é um dos principais motores do mercado de ASCs. Os centros cirúrgicos ambulatoriais oferecem atendimento de alta qualidade a custos inferiores aos dos hospitais tradicionais, atraindo pacientes e seguradoras. Graças a uma estrutura de custos muito mais enxuta e à ausência dos elevados custos fixos de uma infraestrutura de internação 24 horas, essas unidades especializadas conseguem realizar intervenções cirúrgicas avançadas por um custo menor, sem comprometer os desfechos clínicos.</li>
<li><strong>Eficiência operacional.</strong> Os centros cirúrgicos ambulatoriais oferecem processos de admissão e alta mais eficientes, além de maior agilidade no agendamento. Essa eficiência aumenta a satisfação dos pacientes e permite que as unidades atendam um volume maior sem comprometer o padrão assistencial.</li>
<li><strong>Controle de infecções.</strong> A preocupação crescente com infecções hospitalares tem levado mais pacientes a buscar unidades ambulatoriais. Os ASCs não apenas oferecem um ambiente mais controlado e com menor circulação de pessoas, mas também dispensam o pernoite, reduzindo significativamente o risco de infecções pós-operatórias em procedimentos de rotina.</li>
<li><strong>Mudanças demográficas.</strong> Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças não transmissíveis respondem por cerca de 74% das mortes no mundo. Esse cenário continua impulsionando a demanda por intervenções eletivas e por tratamentos de doenças crônicas que exigem procedimentos. O envelhecimento populacional também contribui para o aumento do volume de procedimentos, pois os idosos precisam de cirurgias de catarata, artroplastias, intervenções cardiovasculares e serviços de manejo da dor com mais frequência do que pessoas mais jovens.</li>
</ul>
<h2>Especialidades e tecnologias que impulsionam a migração para o modelo ambulatorial</h2>
<p>Para aproveitar plenamente as oportunidades geradas pela expansão dos centros cirúrgicos ambulatoriais na América Latina, as equipes comerciais precisam entender quais especialidades clínicas e avanços tecnológicos estão viabilizando essa transição. A adoção crescente de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas vem impulsionando o crescimento do mercado de cirurgia ambulatorial, pois acelera a recuperação, diminui a incidência de complicações pós-operatórias e reduz o tempo de internação. Com isso, mais procedimentos podem ser realizados com alta no mesmo dia.</p>
<p>Esse mercado é impulsionado principalmente por intervenções especializadas, como:</p>
<ul>
<li><strong>Oftalmologia.</strong> Em 2023, as cirurgias ambulatoriais responderam por pelo menos 90% de todas as cirurgias de catarata em cerca de três quartos dos países da OCDE. Esse dado evidencia a crescente adoção de modelos de atendimento cirúrgico com alta no mesmo dia.</li>
<li><strong>Robótica cirúrgica.</strong> Embora o mercado de cirurgia assistida por robô (RAS) ainda seja relativamente pequeno na América Latina em comparação com mercados mais maduros de outras regiões, a adoção na região começa a ganhar força. No cenário global, o mercado de robótica cirúrgica para ASCs cresce em ritmo acelerado: avaliado em US$ 180 milhões em 2025, deve chegar a US$ 650 milhões até 2034, com CAGR de 24%. Nesse subsegmento, os procedimentos ortopédicos realizados fora dos centros cirúrgicos hospitalares (CAGR de 27%) e as plataformas de cirurgia endoscópica (CAGR de 30%) estão entre as aplicações que mais crescem. A cirurgia abdominal continua sendo o segmento mais maduro da robótica para ASCs, registrando participação de mercado de 48%.</li>
<li><strong>Endoscopia e diagnóstico</strong> A endoscopia vem sendo cada vez mais incorporada aos serviços dos centros cirúrgicos ambulatoriais como ferramenta importante para diagnósticos e tratamentos minimamente invasivos.</li>
</ul>
<h2>Imperativos estratégicos para o crescimento no setor de MedTech</h2>
<p>As cirurgias ambulatoriais representam uma das oportunidades de crescimento mais atraentes do setor de MedTech. Com a migração contínua dos serviços de saúde para ambientes ambulatoriais, as empresas que adaptarem o desenvolvimento de produtos e as estratégias comerciais às necessidades específicas dos centros cirúrgicos ambulatoriais liderarão o mercado.</p>
<p>No entanto, para ter sucesso no segmento ambulatorial especializado, não basta adaptar a abordagem comercial voltada a grandes hospitais. Os centros cirúrgicos ambulatoriais enfrentam limitações específicas, entre elas orçamentos mais enxutos, normas rigorosas de controle de infecções e escassez ocasional de profissionais altamente especializados. Em um ambiente de ritmo intenso e alta rotatividade de pacientes, processos que exigem muita mão de obra, como a limpeza e o reprocessamento complexos de determinados dispositivos cirúrgicos, podem criar gargalos ou riscos à segurança quando a equipe precisa trabalhar com pressa.</p>
<p>Para conquistar contratos de fornecimento nesse segmento, as empresas de MedTech precisam oferecer soluções capazes de superar esses desafios operacionais. Os gestores já não compram apenas equipamentos médicos: eles buscam resultados mensuráveis. Os fabricantes mais bem-sucedidos ampliarão sua atuação para além da venda tradicional de equipamentos de capital, oferecendo portfólios capazes de assegurar:</p>
<ul>
<li><strong>Maior capacidade de atendimento.</strong> Menor duração dos procedimentos e altas mais rápidas.</li>
<li><strong>Operações simplificadas.</strong> Dispositivos intuitivos que reduzem a complexidade operacional e aumentam a segurança do paciente.</li>
<li><strong>Maior produtividade.</strong> Ferramentas que permitem que equipes clínicas menores façam mais sem comprometer a continuidade do atendimento.</li>
</ul>
<p><strong>Maior eficiência econômica.</strong> Custo total de propriedade muito inferior ao dos equipamentos hospitalares tradicionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre a rápida expansão dos ASCs e das clínicas ambulatoriais em toda a região. Nossa equipe pode fornecer inteligência por unidade e dados sobre procedimentos para ajudar sua empresa a ajustar as metas de vendas, otimizar o portfólio e conquistar espaço nesse novo mercado em rápida evolução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --><strong>************</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --><strong>Fontes:</strong></p>
<p><a href="https://www.coherentmarketinsights.com/industry-reports/day-case-surgery-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.coherentmarketinsights.com/industry-reports/day-case-surgery-market</a><br /><a href="https://marketintelo.com/report/ai-enabled-surgical-robotics-for-ambulatory-surgery-centers-market/amp" target="_blank" rel="noopener">https://marketintelo.com/report/ai-enabled-surgical-robotics-for-ambulatory-surgery-centers-market/amp</a><br /><a href="https://www.frost.com/news/press-releases/ambulatory-surgical-centres-poised-for-sustained-growth-as-healthcare-delivery-continues-to-shift-beyond-the-hospital/" target="_blank" rel="noopener">https://www.frost.com/news/press-releases/ambulatory-surgical-centres-poised-for-sustained-growth-as-healthcare-delivery-continues-to-shift-beyond-the-hospital/</a><br /><a href="https://www.precedenceresearch.com/endoscopy-and-ambulatory-surgical-center-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.precedenceresearch.com/endoscopy-and-ambulatory-surgical-center-market</a></p>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Panorama dos projetos hospitalares e de infraestrutura na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/panorama-dos-projetos-hospitalares-e-de-infraestrutura-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 20:26:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/analise-de-ghi/panorama-dos-projetos-hospitalares-e-de-infraestrutura-na-america-latina/</guid>

					<description><![CDATA[Como a expansão do setor público mexicano impulsiona a modernização regional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
		<div id="fws_6a7fae801a156"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p style="text-align: justify;"><em><span lang="EN-US" style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Guillaume Corpart</span></em></p>
<p>Na América Latina e no Caribe, os sistemas de saúde vêm evoluindo para atender à demanda crescente por infraestrutura moderna, serviços digitais e atendimento de maior qualidade. Embora a região conviva há décadas com instalações antigas e escassez de leitos hospitalares, uma nova onda de investimentos públicos e privados começa a suprir essas carências por meio de projetos de construção concebidos para atender a necessidades específicas.</p>
<p>Em 2026, diversos projetos de investimento plurianuais estão viabilizando a inauguração de novos hospitais especializados e complexos de saúde em toda a região. Para fabricantes de dispositivos médicos e fornecedores de equipamentos, essa expansão da infraestrutura abre amplas oportunidades comerciais. Embora seja observada em toda a região, essa tendência é particularmente intensa no setor público mexicano, onde investimentos públicos de proporções históricas vêm redefinindo o cenário das aquisições. Como essas novas unidades são concebidas desde o início para integrar tecnologias médicas modernas, demandam uma ampla gama de equipamentos, de sistemas de diagnóstico por imagem a centros cirúrgicos totalmente equipados.</p>
<h2><strong>Expansão da infraestrutura pública de saúde no México</strong></h2>
<p>À frente desse movimento está o Instituto Mexicano del Seguro Social (IMSS). O IMSS, um dos principais pilares do sistema público de saúde do país, conduz atualmente uma das expansões de infraestrutura mais ambiciosas da história recente. Segundo dados do IMSS, o instituto já acrescentou o dobro de leitos em comparação com o total incorporado nas seis décadas anteriores e prevê intensificar ainda mais essa expansão em 2026. Com cinco novos hospitais já em funcionamento, o IMSS deve inaugurar outras seis unidades de grande porte este ano.</p>
<p>A iniciativa tem como meta alcançar, até 2030, uma capacidade total de 45 mil leitos nos hospitais públicos administrados pelo IMSS, o que representa um aumento expressivo de 10 mil leitos em relação à capacidade atual. A expansão busca recompor a capacidade perdida, ampliar a cobertura em regiões desassistidas e responder à demanda crescente gerada pelo envelhecimento populacional e pelas doenças crônicas.</p>
<p>Para fornecedores do setor de MedTech, acompanhar de perto o perfil dessas unidades públicas é essencial para prever a demanda:</p>
<ul>
<li><strong>Hermosillo, Sonora (HGZ No. 15).</strong> Esse hospital universitário terá 115 leitos, cinco salas cirúrgicas e equipamentos avançados de diagnóstico, incluindo sistemas de ressonância magnética e tomografia.</li>
<li><strong>Ciudad del Carmen, Campeche.</strong> Será um hospital altamente especializado em ginecologia e pediatria, com 74 leitos, unidades de terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal e um conjunto completo de equipamentos de diagnóstico por imagem, incluindo mamografia e ultrassonografia.</li>
<li><strong>Guanajuato e Tula de Allende.</strong> Estão em andamento ampliações de grande porte nas duas unidades. Em Guanajuato, a capacidade será ampliada de 20 para 120 leitos, com áreas especializadas em oncologia e nefrologia. Em Tula de Allende, o número de leitos hospitalares aumentará de 40 para 144.</li>
<li><strong>Ticul, Yucatán.</strong> Essa unidade de 94 leitos terá cinco salas cirúrgicas, unidade de terapia intensiva adulta e equipamentos avançados para hemodiálise e diagnóstico.</li>
</ul>
<p>Além dessas unidades, o governo federal mexicano está implementando o Plano Integral para a Zona Leste do Estado do México, voltado à infraestrutura regional, à saúde e aos serviços públicos, com o objetivo de melhorar as condições de vida da população.</p>
<h2>Expansão da infraestrutura em outros países da América Latina</h2>
<p>A forte expansão observada no México reflete uma tendência mais ampla, presente em diversos países da América Latina. Por exemplo, alguns dos maiores projetos de infraestrutura de saúde dos últimos anos também foram realizados no Chile e no Panamá. O Brasil também conta com diversos projetos de grande porte em andamento para ampliar sua infraestrutura. Mesmo nas regiões onde não há construção de unidades inteiramente novas, estão em curso iniciativas de modernização para adequar os equipamentos e as tecnologias clínicas existentes aos padrões atuais do setor.</p>
<h2>Modernização da infraestrutura clínica</h2>
<p>A atual onda de obras se concentra na modernização do ambiente clínico, e não apenas na ampliação do número de leitos. Como observa o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), muitos pacientes da região ainda são atendidos em instalações antigas e pouco preparadas para responder a demandas assistenciais complexas, o que gera atrasos operacionais e aumenta os riscos à saúde.</p>
<p>Para enfrentar esse problema, os novos hospitais priorizam projetos arquitetônicos flexíveis e resilientes. Essas unidades são concebidas para se adaptar a mudanças epidemiológicas repentinas e à evolução das necessidades clínicas, sem exigir reformas amplas e onerosas.</p>
<h2>O impacto sobre as aquisições no setor de MedTech</h2>
<p>Para o setor de MedTech, essa evolução na concepção dos hospitais influencia diretamente as decisões de compra. As novas unidades priorizam equipamentos que se integrem plenamente a fluxos de trabalho digitais e eficientes. Para ter sucesso nesse mercado, os fornecedores precisam oferecer soluções interoperáveis capazes de elevar o padrão de eficiência operacional, desde sistemas avançados de gestão predial até equipamentos médicos que enviem dados diretamente para prontuários eletrônicos centralizados (EHR).</p>
<h2>Prioridades estratégicas para líderes do setor de MedTech</h2>
<p>A entrada em operação desses hospitais de grande porte e das redes regionais de atendimento cria uma demanda imediata e expressiva por equipamentos e soluções. Para conquistar participação de mercado em meio à rápida expansão da infraestrutura, as equipes comerciais precisam adaptar sua abordagem:</p>
<ul>
<li><strong>Atue desde as etapas iniciais do projeto.</strong> Os fabricantes de equipamentos mais bem-sucedidos não esperam a inauguração dos hospitais para iniciar as vendas. Ao acompanhar os investimentos em infraestrutura desde o início, os fornecedores podem prestar consultoria sobre os requisitos espaciais e técnicos para equipamentos de capital de grande porte, como salas de ressonância magnética ou de cirurgia robótica, e firmar contratos antes mesmo da conclusão da obra.</li>
<li><strong>Ofereça soluções completas, integradas e prontas para uso.</strong> Os gestores dos novos hospitais de grande porte precisam equipar departamentos inteiros de uma só vez. Os fabricantes capazes de oferecer soluções completas e integradas, reunindo equipamentos de capital, consumíveis e contratos de manutenção de longo prazo, terão vantagem sobre fornecedores com portfólios fragmentados e limitados a produtos isolados.</li>
<li><strong>Alinhe sua estratégia às licitações públicas.</strong> Expansões de grande porte, como a do IMSS no México, são financiadas com recursos públicos. Por isso, as equipes de MedTech precisam ter agilidade regulatória e administrativa para lidar com processos complexos de compras governamentais e parcerias público-privadas.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A forte expansão da infraestrutura em 2026 vem redesenhando o mapa da capacidade assistencial na América Latina. <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GH</a>I para obter inteligência aprofundada sobre a evolução do cenário hospitalar e da base instalada de equipamentos em cada mercado da região. Nossos dados ajudam sua empresa a elaborar previsões precisas, estabelecer contato com os interlocutores certos e manter-se à frente da concorrência nos mercados que mais crescem na América Latina.</p>
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<p><!-- wp:paragraph --><strong>Fontes:</strong></p>
<p><a href="https://www.proyectosmexico.gob.mx/en/projects-hub/comprehensive-plan-for-the-eastern-zone-of-the-state-of-mexico/" target="_blank" rel="noopener">https://www.proyectosmexico.gob.mx/en/projects-hub/comprehensive-plan-for-the-eastern-zone-of-the-state-of-mexico/</a><br /><a href="https://mexicobusiness.news/health/news/imss-expands-public-healthcare-services-11-new-hospitals" target="_blank" rel="noopener">https://mexicobusiness.news/health/news/imss-expands-public-healthcare-services-11-new-hospitals</a><br /><a href="https://www.imss.gob.mx/prensa/archivo/202601/035" target="_blank" rel="noopener">https://www.imss.gob.mx/prensa/archivo/202601/035</a><br /><a href="https://www.iadb.org/en/blog/health-nutrition-and-population/hospital-infrastructure-building-quality-better-care" target="_blank" rel="noopener">https://www.iadb.org/en/blog/health-nutrition-and-population/hospital-infrastructure-building-quality-better-care</a><br /><a href="https://www.worldconstructionnetwork.com/marketdata/five-largest-south-and-central-america-healthcare-building-construction-projects/" target="_blank" rel="noopener">https://www.worldconstructionnetwork.com/marketdata/five-largest-south-and-central-america-healthcare-building-construction-projects/</a><br /><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-mercado-hospitalar-no-brasil-em-tempos-recentes/" target="_blank" rel="noopener">https://globalhealthintelligence.com/ghi-analysis/recent-developments-in-the-brazilian-hospital-market/</a></p>
	</div>
</div>




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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Redefinição do mercado de saúde na América Latina: mudanças estratégicas e oportunidades para empresas MedTech</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/redefinicao-do-mercado-de-saude-na-america-latina-mudancas-estrategicas-e-oportunidades-para-empresas-medtech/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 18:34:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
		<div id="fws_6a7fae801e764"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p style="text-align: justify;"><em><span lang="EN-US" style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Guillaume Corpart</span></em></p>
<p>Ao considerar os principais mercados de saúde do mundo, a América do Norte e a Europa costumam ser as duas primeiras regiões que vêm à mente. No entanto, a América Latina vem se firmando de forma consistente como um centro de excelência clínica e inovação médica.</p>
<p>Segundo uma análise recente do relatório Global Top 250 Hospitals, da Brand Finance, a força da marca hospitalar é um fator decisivo para a escolha dos pacientes, o prestígio institucional e a atração de profissionais de saúde. Os dados mostram que o Brasil entrou oficialmente no grupo dos 10 principais países do mundo em marcas hospitalares mais bem avaliadas. Com três marcas hospitalares entre as 100 melhores do mundo, o Brasil agora se coloca no mesmo patamar de polos avançados de saúde.</p>
<p>Para executivos do setor de MedTech, essa transformação aponta para um mercado em rápida expansão, com forte demanda por dispositivos médicos avançados, robótica e soluções de saúde digital. Com o fortalecimento da reputação global das instituições latino-americanas, as equipes comerciais precisam ajustar suas estratégias de acesso ao mercado para satisfazer essa demanda.</p>
<h2><strong>Decifrando os rankings da <em>Statista</em> e da <em>Newsweek</em>: a elite do setor privado</strong></h2>
<p>The global recognition of Latin American healthcare is strongly echoed by detailed regional evaluations. O reconhecimento global da saúde latino-americana encontra forte respaldo em avaliações regionais detalhadas. No ranking de 2026 dos principais hospitais e clínicas privados da América Latina — uma lista abrangente desenvolvida pela <em>Newsweek</em> em parceria com a <em>Statista</em> —, as instituições de elite da região demonstram capacidades de padrão mundial. No topo da lista está o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, que conquistou a primeira posição em diversas especialidades de alta complexidade, incluindo cirurgias oftalmológicas refrativas, e a segunda posição em artroplastias de joelho e quadril.</p>
<p>A excelência se estende para além do Brasil. O ranking destaca uma rede altamente competitiva de hospitais privados de primeira linha, incluindo a Fundación Santa Fe de Bogotá, da Colômbia, a Clínica Alemana Vitacura, do Chile, e o Hospital Italiano de Buenos Aires, da Argentina. Essas instituições lideram a região em procedimentos complexos e de alta margem. Por exemplo, a Fundación Santa Fe de Bogotá ocupa o primeiro lugar na região em cirurgias de joelho e ombro, enquanto o Hospital Italiano de Buenos Aires figura entre os cinco primeiros em procedimentos de quadril e joelho.</p>
<p>Para as equipes comerciais de MedTech, essas instituições de elite representam contas prioritárias. Hospitais que realizam procedimentos altamente especializados em alto volume buscam ativamente dispositivos médicos de ponta. Essas instituições priorizam a excelência clínica e a recuperação rápida dos pacientes, o que as torna candidatas ideais à adoção precoce de plataformas avançadas de cirurgia robótica, soluções avançadas de diagnóstico por imagem e instrumentos cirúrgicos inovadores. Ao direcionar esforços a esses centros privados de elite, as empresas de MedTech podem estabelecer posições sólidas e redes de formadores de opinião (KOLs) capazes de influenciar as tendências de compras em todo o mercado regional.</p>
<h2><strong>México: potência em cadeia de suprimentos e fabricação de dispositivos médicos</strong></h2>
<p>Enquanto a América do Sul atrai atenção significativa pelo prestígio de suas marcas hospitalares, o México é a espinha dorsal da cadeia de suprimentos MedTech da região. Nos últimos anos, o México deixou de ser uma opção secundária de fabricação para se tornar a principal plataforma produtiva da maioria dos grandes fabricantes originais de equipamentos médicos. Atualmente, o México é o principal fornecedor de dispositivos médicos importados vendidos nos Estados Unidos, respondendo por cerca de um em cada cinco dispositivos importados anualmente.</p>
<p>Em 2024, o México gerou US$ 19,3 bilhões em exportações de dispositivos médicos, consolidando-se como o sexto maior exportador de dispositivos médicos do mundo. Diversas forças estruturais impulsionam essa liderança. A viabilidade econômica da produção doméstica de dispositivos médicos nos Estados Unidos vem sendo pressionada por margens de lucro mais estreitas, aumento dos custos de insumos e maiores exigências regulatórias. Considerando que a fabricação de dispositivos médicos depende fortemente de mão de obra e que os custos de mão de obra no México ficam entre 40% e 60% abaixo dos níveis dos Estados Unidos, o país dispõe de uma enorme vantagem estratégica e econômica.</p>
<p>Além disso, as políticas comerciais e tarifárias estão redesenhando profundamente as cadeias globais de suprimentos. Tarifas elevadas sobre importações asiáticas encareceram significativamente os componentes vindos do exterior, enquanto o México, no âmbito do USMCA, oferece um ambiente de produção altamente favorável e eficiente do ponto de vista tarifário.</p>
<p>Atualmente, o México reúne mais de 250 empresas que fabricam dispositivos médicos, com grandes polos localizados em estados fronteiriços como Baja California e em Nuevo Leon, que se destaca como um dos principais centros de fabricação de equipamentos médicos eletrônicos. Para empresas globais de MedTech, ampliar a produção ou estabelecer parcerias com fabricantes no México é fundamental para proteger margens de lucro e, ao mesmo tempo, garantir a resiliência da cadeia de suprimentos.</p>
<h2><strong>O avanço da fabricação sob contrato de dispositivos médicos</strong></h2>
<p>Além do crescimento do mercado de exportação de dispositivos médicos em países como o México, a América Latina também registra aumento da demanda interna por tecnologias de saúde desenvolvidas na própria região. Juntos, esses dois fatores impulsionam uma forte expansão da fabricação sob contrato no segmento de dispositivos médicos na América Latina.</p>
<h2><strong>Fabricação sob contrato de dispositivos médicos na América Latina em números</strong></h2>
<ul>
<li>Valor de mercado em 2024: <strong>US$ 3,4 bilhões</strong></li>
<li>Valor de mercado projetado até 2032: <strong>US$ 7,4 bilhões</strong></li>
<li>Projeção da taxa composta de crescimento anual (CAGR):<strong> 10,2%</strong></li>
</ul>
<p>Esse crescimento é impulsionado pela expansão da classe média, pelo envelhecimento da população e pelo aumento dos gastos em saúde, fatores que ampliam a demanda por ferramentas avançadas de diagnóstico, instrumentos cirúrgicos e sistemas de monitoramento de pacientes. Além disso, a América Latina vem se tornando um destino preferencial para empresas norte-americanas e europeias que buscam terceirizar a produção com estruturas de custos competitivas e taxas de câmbio favoráveis, sem abrir mão da proximidade com mercados estratégicos.</p>
<p>Uma tendência relevante nesse setor é a expansão das parcerias de produção terceirizada entre fabricantes regionais e empresas internacionais de dispositivos médicos. Os fabricantes regionais adotam cada vez mais tecnologias avançadas de produção, como automação e impressão 3D, e dão maior ênfase à conformidade regulatória para se alinhar a rigorosos padrões internacionais.</p>
<p>O Brasil detém atualmente a maior participação de mercado nesse setor regional, com aproximadamente 45%, enquanto México e Argentina também se destacam como atores relevantes. Executivos do setor de MedTech podem aproveitar essa tendência por meio de parcerias regionais de fabricação, acelerando a chegada dos dispositivos ao mercado e reduzindo os custos de produção de itens destinados tanto ao mercado local quanto à exportação internacional.</p>
<h2><strong>Imperativos estratégicos para o crescimento no setor de MedTech</strong></h2>
<p>Diante da rápida evolução do mercado de saúde latino-americano, as equipes comerciais de MedTech precisam adaptar suas estratégias para se manter à frente. Os dados deixam claro um ponto: a região já não é um mercado emergente secundário — é um mercado sofisticado que exige soluções de padrão mundial. Para aproveitar essas mudanças, executivos de MedTech devem concentrar esforços em estratégias direcionadas de acesso ao mercado, otimização da cadeia de suprimentos e inteligência regional aprofundada.</p>
<p>Ao compreender a interseção entre o prestígio das marcas hospitalares, os volumes de procedimentos nas principais clínicas privadas e o avanço da fabricação <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-boom-do-nearshoring-na-america-latina/">impulsionada pelo nearshoring</a> no México, as empresas de MedTech podem se posicionar como parceiras indispensáveis. Para ter sucesso na América Latina, as empresas precisam de uma estratégia que aproveite as eficiências da fabricação local para entregar tecnologias de ponta. Com o aumento do prestígio dos hospitais da região, o poder de compra dessas instituições e sua demanda por inovação também crescerão.</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre a evolução da excelência clínica e a reconfiguração da fabricação de dispositivos médicos na América Latina, além de entender como ajustar sua estratégia de acesso ao mercado para abordar de forma mais eficaz os prestadores de serviços de saúde da região. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer a inteligência regional aprofundada e a análise da cadeia de suprimentos de que você precisa para gerar insights relevantes e apoiar a tomada de decisões estratégicas no seu setor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><!-- wp:paragraph --><strong>Fontes:</strong></p>
<p><a href="https://www.visualcapitalist.com/dp/mapped-countries-with-the-most-top-rated-hospitals/" target="_blank" rel="noopener">https://www.visualcapitalist.com/dp/mapped-countries-with-the-most-top-rated-hospitals/</a><br /><a href="https://rankings.newsweek.com/latin-americas-top-private-hospitals-clinics-2026" target="_blank" rel="noopener">https://rankings.newsweek.com/latin-americas-top-private-hospitals-clinics-2026</a><br /><a href="https://insights.tetakawi.com/overview-of-medical-device-manufacturing-in-mexico" target="_blank" rel="noopener">https://insights.tetakawi.com/overview-of-medical-device-manufacturing-in-mexico</a><br /><a href="https://www.ivemsa.com/medical-device-manufacturing-mexico-overview/" target="_blank" rel="noopener">https://www.ivemsa.com/medical-device-manufacturing-mexico-overview/</a><br /><a href="https://www.credenceresearch.com/report/latin-america-medical-device-contract-manufacturing-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.credenceresearch.com/report/latin-america-medical-device-contract-manufacturing-market</a></p>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crescimento com precisão: Uma análise do crescimento acelerado da cirurgia assistida por robô na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/crescimento-com-precisao-uma-analise-do-crescimento-acelerado-da-cirurgia-assistida-por-robo-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 18:27:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/analise-de-ghi/crescimento-com-precisao-uma-analise-do-crescimento-acelerado-da-cirurgia-assistida-por-robo-na-america-latina/</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
		<div id="fws_6a7fae80222a7"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p><em>Mariana Romero Roy</em></p>
<p>Com a rápida modernização dos ecossistemas de saúde na América Latina, a transição das cirurgias abertas tradicionais para cirurgias assistidas por robô (RAS) vem remodelando o cenário clínico. Antes vista como luxo, a robótica cirúrgica tornou-se um pilar central para hospitais de primeira linha que buscam melhorar seu desempenho em rankings globais, aumentar a precisão e reduzir o tempo de recuperação dos pacientes.</p>
<p>Como resultado, o mercado de robótica médica na América Latina deve crescer de forma significativa nos próximos anos:</p>
<h2><strong>Mercado de robótica médica na América Latina em números</strong></h2>
<ul>
<li>Valor de mercado em 2025: <strong>US$ 1,5 bilhão</strong></li>
<li>Valor de mercado projetado até 2034: <strong>US$ 8,4 bilhões</strong></li>
<li>Projeção da taxa de crescimento anual composta (CAGR): <strong>21%</strong></li>
</ul>
<p>Para executivos de MedTech, esse crescimento sinaliza uma mudança na região. A América Latina deixou de ser apenas um território emergente e se consolidou como uma região altamente competitiva e de rápida adoção tecnológica. Compreender as especialidades que impulsionam essa adoção, a evolução do cenário competitivo e os modelos comerciais necessários para competir com sucesso é crucial para atuar no mercado latino-americano de cirurgia robótica.</p>
<h2><strong>O domínio da robótica em cirurgias de tecidos moles e a evolução da concorrência</strong></h2>
<p>Os sistemas de cirurgia assistida por robô geralmente se enquadram em três categorias principais: procedimentos em tecidos moles, sistemas ortopédicos e outros sistemas especializados. Atualmente, as cirurgias em tecidos moles — sobretudo em urologia, ginecologia e gastroenterologia geral — dominam o cenário da RAS. Para os pacientes, esses sistemas possibilitam incisões menores, menor perda de sangue, menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida. Para os cirurgiões, a robótica oferece maior destreza e precisão, viabilizando operações complexas em áreas de difícil acesso.</p>
<p>Historicamente, a Intuitive Surgical, Inc. deteve a maior participação de mercado no segmento de tecidos moles com os sistemas Da Vinci. Grandes instituições de saúde em países que adotaram a tecnologia mais cedo, como Brasil e México, investiram fortemente nas plataformas Da Vinci para ampliar suas capacidades cirúrgicas.</p>
<p>No entanto, o mercado passa por uma transformação significativa. A expiração de diversas patentes de primeira geração impulsionou a concorrência global, reduziu os custos da tecnologia e abriu o mercado latino-americano para novos entrantes. Esse movimento vem acelerando a expansão do cenário competitivo de várias formas:</p>
<ul>
<li>Concorrentes globais como Medtronic, Microport e CMR Surgical estão entrando em grandes mercados como Brasil, México e Chile.</li>
</ul>
<ul>
<li>A Medtronic lançou recentemente o sistema Hugo RAS no México, desenvolvido especificamente para procedimentos em tecidos moles, ampliando sua presença regional.</li>
<li>Para ganhar participação de mercado, esses novos entrantes estão indo além da venda tradicional de equipamentos de capital e adotando estratégias comerciais que incluem contratos-piloto e modelos de leasing.</li>
</ul>
<h2><strong>O avanço da robótica ortopédica e a “onda prateada” do envelhecimento populacional</strong></h2>
<p>Embora os procedimentos em tecidos moles sejam hoje o principal eixo do mercado de RAS, a robótica ortopédica tem enorme potencial de crescimento futuro. Essa expansão é impulsionada diretamente pela transição demográfica em curso na região, marcada pelo envelhecimento da população.</p>
<p>Os dados a seguir, extraídos de um estudo de junho de 2024 da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), ajudam a dimensionar a magnitude da mudança demográfica na região:</p>
<ul>
<li>População da América Latina e do Caribe com 60 anos ou mais em 2024: <strong>95 milhões</strong></li>
<li>Percentual da população total da região representado por esse grupo: <strong>14%</strong></li>
<li>Percentual projetado da população da região com 60 anos ou mais até 2050: <strong>25%</strong></li>
</ul>
<p>Essa população em rápido envelhecimento — a “<a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-impacto-da-economia-prateada-da-america-latina-no-setor-de-medtech/">onda prateada</a>” — impulsiona uma demanda sem precedentes por procedimentos de substituição articular e cirurgias reconstrutivas. Em resposta a essa demanda, hospitais privados de primeira linha vêm recorrendo à assistência robótica para alcançar a precisão anatômica exigida em cirurgias complexas de joelho, quadril e coluna. No setor de ortopedia, vários fabricantes líderes já consolidaram sua presença:</p>
<ul>
<li>A Zimmer Biomet é um dos principais players no mercado de robótica ortopédica da região.</li>
<li>Medtronic, Stryker e Smith &#038; Nephew também ocupam posições relevantes no mercado com suas respectivas plataformas ortopédicas.</li>
</ul>
<p>Apesar da presença desses grandes fabricantes de equipamentos originais (OEMs), a penetração geral no segmento de robótica ortopédica permanece relativamente baixa na América Latina, deixando amplo espaço para crescimento.</p>
<h2><strong>Uma sólida base clínica e acadêmica</strong></h2>
<p>Na América Latina, a expansão comercial da cirurgia assistida por robô é sustentada por uma robusta base acadêmica. Os profissionais de saúde da região não se limitam a comprar robôs; também publicam ativamente pesquisas clínicas e aperfeiçoam protocolos cirúrgicos. Uma análise bibliométrica abrangente da produção científica sobre cirurgia robótica entre 2009 e 2022 revelou crescimento anual de 22% em toda a América Latina.</p>
<p>As tendências acadêmicas refletem de perto a dinâmica comercial do mercado:</p>
<ul>
<li>A urologia foi o tema mais frequente nas pesquisas publicadas, respondendo por 35% dos estudos regionais.</li>
<li>A cirurgia geral aparece logo em seguida, representando 34% da produção acadêmica.</li>
<li>Obstetrícia e ginecologia responderam por 12% da literatura publicada.</li>
</ul>
<p>Do ponto de vista geográfico, essa produção científica é altamente concentrada. México, Chile e Brasil lideram entre os países com maior número total de citações e de autores correspondentes na área. Além disso, a Pontificia Universidad Católica de Chile se destaca como a instituição latino-americana com maior produção de manuscritos sobre cirurgia robótica. Para as equipes comerciais de MedTech, estabelecer parcerias com essas instituições acadêmicas de referência é uma estratégia crítica para formar redes de formadores de opinião (KOLs) e impulsionar a adoção clínica.</p>
<h2><strong>Barreiras comerciais e estratégias de entrada no mercado</strong></h2>
<p>Apesar dos claros benefícios clínicos, as empresas de MedTech enfrentam barreiras comerciais específicas ao expandir plataformas de cirurgia robótica na América Latina. O desafio mais evidente é o alto investimento inicial necessário para adquirir sistemas robóticos. A integração dessas plataformas exige salas cirúrgicas especializadas, treinamento intensivo de pessoal e equipes dedicadas de manutenção — recursos ausentes em muitos hospitais da região.</p>
<p>Além disso, a cobertura por seguros e planos de saúde continua sendo uma barreira significativa. Em muitos países da América Latina, seguradoras e operadoras de planos de saúde não oferecem cobertura ou reembolso abrangente para procedimentos robóticos. Como resultado, os pacientes acabam arcando com coparticipações e desembolsos diretos mais elevados em comparação com cirurgias laparoscópicas tradicionais ou cirurgias abertas, o que restringe o acesso a um perfil mais limitado e de alta renda.</p>
<p>Para superar essas barreiras, os fabricantes de MedTech precisam adaptar suas estratégias de entrada comerciais e de acesso ao mercado. Empresas bem-sucedidas vêm migrando para estruturas financeiras mais flexíveis, como Robotics-as-a-Service (robótica como serviço, RaaS), contratos de leasing e modelos de pagamento por procedimento. Essas estratégias financeiras mais flexíveis permitem que hospitais privados tenham acesso a tecnologias de ponta sem investimentos de capital proibitivos.</p>
<p>Além disso, os fabricantes estão desenvolvendo sistemas robóticos mais compactos e flexíveis, projetados para reduzir o espaço físico necessário na sala cirúrgica. Por fim, para reduzir as barreiras de treinamento e integração, fabricantes bem-sucedidos estão estabelecendo operações diretas na América Latina, sem depender de distribuidores tradicionais terceirizados, para gerenciar diretamente o acompanhamento especializado de cirurgiões, as garantias estendidas e o suporte ao cliente.</p>
<h2><strong>O futuro da robótica médica</strong></h2>
<p>O crescimento acelerado da cirurgia robótica na América Latina deixou de ser uma projeção distante e já é uma realidade concreta. Impulsionado pelo rápido envelhecimento da população, pelos investimentos de hospitais privados e por um ambiente acadêmico favorável, o mercado está preparado para seguir em expansão.</p>
<p>Para prosperar nesse mercado, os líderes comerciais de MedTech precisarão ir além da oferta de tecnologias superiores. Para isso, será preciso contar com inteligência localizada, modelos comerciais flexíveis e parcerias estratégicas com as instituições que impulsionam a revolução cirúrgica na região.</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre a rápida expansão da cirurgia assistida por robô e a ascensão da “economia prateada” na América Latina, além de entender como adaptar seus modelos comerciais para superar barreiras de mercado. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises clínicas, acadêmicas e competitivas necessárias para oferecer insights relevantes e apoiar a tomada de decisões estratégicas no seu setor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><!-- wp:paragraph --><strong>Fontes:</strong></p>
<p><a href="https://www.imarcgroup.com/latin-america-medical-robotics-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.imarcgroup.com/latin-america-medical-robotics-market</a><br /><a href="https://www.lek.com/insights/medtech/robotic-assisted-surgery-opportunity-latam" target="_blank" rel="noopener">https://www.lek.com/insights/medtech/robotic-assisted-surgery-opportunity-latam</a><br /><a href="https://www.gminsights.com/industry-analysis/surgical-robots-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.gminsights.com/industry-analysis/surgical-robots-market</a><br /><a href="https://mexicobusiness.news/health/news/robotic-surgery-set-rapid-expansion-mexico" target="_blank" rel="noopener">https://mexicobusiness.news/health/news/robotic-surgery-set-rapid-expansion-mexico</a><br /><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38492059/" target="_blank" rel="noopener">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38492059/</a><br /><a href="https://idataresearch.com/robotic-surgery-growth-regions-and-trends/" target="_blank" rel="noopener">https://idataresearch.com/robotic-surgery-growth-regions-and-trends/</a></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- /wp:list -->&nbsp;</p>
	</div>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>O impacto da “economia prateada” da América Latina no setor de MedTech</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-impacto-da-economia-prateada-da-america-latina-no-setor-de-medtech/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 12:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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		<div id="fws_6a7fae802aa63"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p><em>Mariana Romero Roy</em></p>
<p>O envelhecimento populacional não é um problema exclusivo da América Latina. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, até 2030, uma em cada seis pessoas no mundo terá mais de 60 anos; em 2050, o número de pessoas com 60 anos ou mais dobrará, chegando a 2,1 bilhões. <a href="#nota1"><strong>[1]</strong></a></p>
<p>No entanto, algumas fontes estimam que <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/saude-do-idoso-a-ascensao-da-medicina-geriatrica-na-america-latina/">a América Latina está envelhecendo mais rapidamente do que qualquer outra região</a> do mundo. Embora a região não tenha as populações mais idosas — que estão na Europa e no Leste Asiático —, a queda da taxa de natalidade e o envelhecimento populacional acelerado devem gerar estatísticas bastante expressivas em um futuro próximo. <a href="#nota2"><strong>[2]</strong></a> Por exemplo:</p>
<p><strong>Projeção do percentual da população da América Latina com 65 anos ou mais até:</strong></p>
<ul>
<li>2030 – 11,88%</li>
<li>2040 – 15,21%</li>
<li>2050 – 18,9%</li>
</ul>
<p>Considerando, ainda, que a taxa de natalidade caiu de quase 6 filhos por mulher em 1952 para 1,8 por mulher em 2024, fica claro por que a “economia prateada” deve ganhar protagonismo na região nos próximos anos. <a href="#nota3"><strong>[3]</strong></a></p>
<h2>O impacto do envelhecimento no setor de saúde</h2>
<p>Como se pode imaginar, o rápido envelhecimento da população na região terá um impacto significativo no setor de saúde e, mais especificamente, no setor de medtech nas próximas décadas. De fato, a revista <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9384165/" target="_blank" rel="noopener">Age and Ageing</a> observou, em um artigo de 2022, que a região já começa a enfrentar dificuldades para acompanhar o envelhecimento populacional. <a href="#nota4"><strong>[4]</strong></a></p>
<p>Os desafios da recente pandemia de Covid-19 já expuseram algumas lacunas na assistência regional, que tendem a se tornar ainda mais evidentes com o avanço, na América Latina, de doenças crônicas como diabetes, doenças cardíacas e <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/a-carga-global-do-cancer-e-as-perspectivas-para-a-america-latina/">câncer</a>, além de outras condições comuns entre idosos. <a href="#nota4"><strong>[4]</strong></a></p>
<p>Com o aumento das <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/como-a-america-latina-esta-combatendo-doencas-cronicas/">taxas de doenças crônicas</a> em toda a região, a demanda por insumos e equipamentos médicos relacionados tende a acompanhar esse movimento. Estas são as projeções para algumas condições médicas crônicas comuns nos próximos anos:</p>
<h2>Projeções para condições médicas crônicas:</h2>
<ul>
<li><strong>Diabetes –</strong> Aumento esperado de 46%, chegando a 52 milhões em 2050 na América Latina <a href="#nota5"><strong>[5]</strong></a></li>
<li><strong>Doenças cardíacas –</strong> Devem quase dobrar globalmente, afetando 1,14 bilhão de pessoas em 2050 <a href="#nota6"><strong>[6]</strong></a></li>
<li><strong>Câncer –</strong> Projeção de aumento de 50,7% na América Latina entre 2022 e 2050 <a href="#nota7"><strong>[7]</strong></a></li>
<li><strong>Doença de Alzheimer –</strong> Número de casos deve aumentar de 7,8 milhões para mais de 27 milhões até 2050 <a href="#nota8"><strong>[8]</strong></a></li>
</ul>
<p>Mesmo esta breve lista de condições médicas crônicas associadas ao envelhecimento mostra que o impacto tende a ser concreto e significativo. Isso sem considerar a extensa lista de outros problemas que as pessoas idosas enfrentarão, sobretudo dificuldades de mobilidade relacionadas à idade.</p>
<h2>Como responder ao desafio</h2>
<p>Apesar dos desafios que se aproximam, muitos países da América Latina estão plenamente conscientes dessas questões e vêm tomando medidas para se preparar para o aumento no volume de pacientes. Por exemplo, desde 2021, a Organização Pan-Americana da Saúde tem concentrado seus esforços na “Década do Envelhecimento Saudável”, promovendo e implementando programas de saúde pública que ajudam a população da região a envelhecer com saúde e bem-estar. <a href="#nota9"><strong>[9]</strong></a></p>
<p>Embora sejam úteis, esses programas representam apenas a ponta do iceberg dos preparativos necessários para as transformações da “economia prateada” nos próximos anos. Alguns dos principais especialistas em saúde da região afirmam que, para estar preparado, o setor deve concentrar seus esforços nas seguintes iniciativas:</p>
<ul>
<li><strong>Planejamento de apoio ao envelhecimento</strong>, incluindo sistemas de cuidado integrado, infraestrutura geriátrica e profissionais adicionais de apoio à assistência.</li>
<li><strong>Reforma dos modelos de financiamento</strong> para priorizar serviços essenciais e reduzir os gastos diretos dos pacientes.</li>
<li><strong>Fortalecimento da prevenção e da atenção primária</strong> para prevenir doenças crônicas ou identificar problemas precocemente, antes que se agravem.</li>
<li><strong>Dados e inteligência estratégica p</strong>ara usar ferramentas modernas e responder com maior precisão às necessidades crescentes em saúde. <a href="#nota10"><strong>[10]</strong></a></li>
</ul>
<h2>Principais conclusões para empresas do setor de saúde</h2>
<p>É evidente que o caminho dos sistemas de saúde e hospitais que buscam se preparar para a “economia prateada” será complexo, com muitos desafios e ajustes de rota pela frente. Mas, para empresas, fabricantes e fornecedores de tecnologias médicas, as oportunidades de fazer parte da solução para toda a região são consideráveis.</p>
<p>Em praticamente todas as frentes, setores e subsetores inteiros da saúde deverão registrar aumento significativo na demanda por insumos e equipamentos, incluindo equipamentos de diagnóstico, equipamentos de suporte à vida, dispositivos para diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas, diabetes e câncer, além de dispositivos e implantes ortopédicos. Com a continuidade da transição da medicina para a telemedicina e o cuidado remoto, também devem ganhar força os sistemas que apoiam a assistência domiciliar e o monitoramento remoto.</p>
<p>A transformação impulsionada pela “economia prateada” também deverá ser significativa o suficiente para ir além dos dispositivos e equipamentos médicos. É possível que os sistemas precisem ser modernizados para absorver um aumento expressivo no volume de pacientes, assim como as próprias unidades de atendimento.</p>
<h2>Planejamento estratégico para a economia prateada</h2>
<p>Sua empresa está bem posicionada para ajudar a América Latina a dar continuidade à “Década do Envelhecimento Saudável”, e este é o momento de começar a planejar sua estratégia para os próximos anos. Os dados fornecidos pela Global Health Intelligence podem ajudar a sua empresa a tomar decisões estratégicas sobre quais países, sistemas de saúde e hospitais priorizar.</p>
<p>Representantes comerciais de medtech podem tornar suas projeções e estratégias de vendas mais ágeis com o <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/surgiscope/">SurgiScope</a>, ao acessar dados em tempo real e acompanhar mudanças nos volumes de procedimentos. Também podem identificar quais hospitais estão registrando aumentos nos procedimentos ortopédicos.</p>
<p>O <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/hospiscope/">HospiScope</a> também se destaca por fornecer dados concretos, em nível local, sobre os hospitais específicos que apresentam demanda por equipamentos. Isso o torna uma ferramenta muito mais eficaz para desenvolver previsões em tempo real e estratégias de vendas do que depender de premissas históricas ao ajustar metas de vendas.</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre o avanço da “economia prateada” na América Latina e como ajustar a estratégia da sua empresa às transformações que esse movimento deve gerar no setor de saúde. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises de que você precisa para obter insights valiosos e apoiar a tomada de decisões estratégicas em seu setor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><!-- wp:paragraph --><strong>Fontes:</strong></p>
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<ol class="wp-block-list" start="1"><!-- wp:list-item --></p>
<li id="nota1"><a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ageing-and-health" target="_blank" rel="noopener">https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ageing-and-health</a></li>
<li id="nota2"><a href="https://www.pensionpolicyinternational.com/latin-america-has-the-fastest-aging-population-in-world/" target="_blank" rel="noopener">https://www.pensionpolicyinternational.com/latin-america-has-the-fastest-aging-population-in-world/</a></li>
<li id="nota3"><a href="https://americasquarterly.org/article/the-gray-tide-latin-americas-demographic-transformation/" target="_blank" rel="noopener">https://americasquarterly.org/article/the-gray-tide-latin-americas-demographic-transformation/</a></li>
<li id="nota4"><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9384165/" target="_blank" rel="noopener">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9384165/</a></li>
<li id="nota5"><a href="https://diabetesatlas.org/data-by-location/region/south-and-central-america/" target="_blank" rel="noopener">https://diabetesatlas.org/data-by-location/region/south-and-central-america/</a></li>
<li id="nota6"><a href="https://www.aku.edu/news/Pages/News_Details.aspx?nid=NEWS-003795" target="_blank" rel="noopener">https://www.aku.edu/news/Pages/News_Details.aspx?nid=NEWS-003795</a></li>
<li id="nota7"><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12745351/" target="_blank" rel="noopener">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12745351/</a></li>
<li id="nota8"><a href="https://www.alzint.org/u/dementia-in-the-americas-ENGLISH.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.alzint.org/u/dementia-in-the-americas-ENGLISH.pdf</a></li>
<li id="nota9"><a href="https://www.paho.org/en/events/regional-launch-decade-healthy-aging-2021-2030" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/en/events/regional-launch-decade-healthy-aging-2021-2030</a></li>
<li id="nota10"><a href="https://incae.edu/en/el-futuro-ya-nos-alcanzo-como-el-envejecimiento-y-las-enfermedades-cronicas-estan-presionando-los-sistemas-de-salud-en-america-latina/" target="_blank" rel="noopener">https://incae.edu/en/el-futuro-ya-nos-alcanzo-como-el-envejecimiento-y-las-enfermedades-cronicas-estan-presionando-los-sistemas-de-salud-en-america-latina/</a></li>
</ol>
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			</item>
		<item>
		<title>A ameaça invisível: como proteger a Internet das Coisas Médicas (IoMT) nos hospitais da América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/a-ameaca-invisivel-como-proteger-a-internet-das-coisas-medicas-iomt-nos-hospitais-da-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 11:36:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
		<div id="fws_6a7fae8033381"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p><em>Guillaume Corpart</em></p>
<p>Com <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-impacto-da-ia-no-mercado-de-saude-da-america-latina/">a tecnologia sem fio e a IA</a> avançando da computação convencional para a integração com dispositivos, surgem amplas oportunidades para o que é possível fazer na saúde moderna. Hoje, equipamentos que vão de bombas de infusão a aparelhos de ressonância magnética e marca-passos, entre muitos outros, já contam com conectividade sem fio. Para prestadores de serviços de saúde e pacientes, isso abre novas possibilidades de educação, transparência e tratamento.</p>
<p>Esses dispositivos se tornaram tão essenciais para a assistência médica que passaram a ter uma denominação própria: Internet of Medical Things (IoMT), ou Internet das Coisas Médicas. Estas são apenas algumas das possibilidades que eram impensáveis há alguns anos, graças ao desenvolvimento da IoMT:</p>
<ul>
<li>Monitoramento remoto de pacientes (RPM) com condições crônicas de saúde.</li>
<li>Coleta de dados a partir de dispositivos vestíveis de saúde.</li>
<li>Rastreamento de localização e direcionamento de ambulâncias para pacientes de alto risco.</li>
<li>Rastreamento de medicamentos.</li>
</ul>
<p>As oportunidades — dentro e fora das unidades de saúde — são expressivas. Médicos e enfermeiros podem acompanhar remotamente o bem-estar do paciente entre uma consulta e outra. E isso pode ocorrer dentro do mesmo hospital ou até a centenas de quilômetros de distância. O potencial da telemedicina e do atendimento remoto ganha novo impulso com o avanço da IoMT. <a href="#nota1"><strong>[1]</strong></a></p>
<h2>Possíveis vulnerabilidades</h2>
<p>Naturalmente, toda nova tecnologia, por mais promissora que seja, traz seu próprio conjunto de riscos — e com a IoMT não seria diferente. Embora as possibilidades médicas dessa tecnologia sejam amplas, os riscos potenciais associados a ameaças de cibersegurança, ou até mesmo a ciberataques, também são significativos. “A preparação em cibersegurança na saúde ainda é um desafio importante em toda a região e deve continuar sendo uma prioridade nos próximos anos”, afirma Alejandro Valenzuela, diretor global de marketing de produto da GE Healthcare. <a href="#nota2"><strong>[2]</strong></a></p>
<p>Além disso, algumas equipes de tecnologia podem estar mais concentradas nos aspectos médicos de suas soluções do que nos recursos de conectividade sem fio, o que as deixa mais vulneráveis a ataques. Elencamos a seguir algumas das possíveis vulnerabilidades identificadas na IoMT:</p>
<ul>
<li>Senhas fracas ou incorporadas ao código</li>
<li>Redes ou interfaces inseguras</li>
<li>Atualizações de software vulneráveis</li>
<li>Componentes desatualizados</li>
<li>Falta de medidas de proteção física</li>
<li>Configurações padrão inseguras</li>
<li>Gerenciamento inadequado de dispositivos</li>
<li>Transferência e armazenamento de dados inseguros</li>
<li>Falta de proteção da privacidade <a href="#nota3"><strong>[3]</strong></a></li>
</ul>
<h2>Preocupações regionais com cibersegurança</h2>
<p>Como a <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/prontidao-hospitalar-para-terapias-avancadas-os-hospitais-da-america-latina-estao-preparados/">infraestrutura digital da América Latina</a> não é tão desenvolvida quanto a de outras partes do mundo, a região foi identificada como uma área em que os riscos são especialmente agudos. As empresas latino-americanas também estão plenamente cientes desse risco. Uma pesquisa recente do WEF constatou que 42% das empresas da região não confiam na capacidade de seus países de responder a ameaças cibernéticas. Esses índices são muito superiores aos observados entre empresas semelhantes na África (36%), Ásia (20%), Europa (15%) e América do Norte (15%). <a href="#nota3"><strong>[3]</strong></a></p>
<p>O mercado também parece indicar que a América Latina está ciente desses riscos de cibersegurança associados à IoMT e disposta a investir para corrigir algumas das deficiências atuais. Dados recentes de mercado indicam que o mercado latino-americano de cibersegurança foi avaliado em US$ 1,16 bilhão em 2024 e deve chegar a US$ 5,47 bilhões até 2033. Isso representa uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 18,81%. <a href="#nota4"><strong>[4]</strong></a></p>
<h2>Como proteger seus dispositivos</h2>
<p>É evidente que a região está disposta a realizar os investimentos necessários para aprimorar a cibersegurança e, idealmente, minimizar os riscos futuros para a IoMT. Enquanto isso, porém, a infraestrutura atual ainda fica atrás do restante do mundo, o que aumenta a exposição de dispositivos e softwares a riscos. Isso transfere para os próprios fabricantes de equipamentos a responsabilidade de incorporar protocolos de segurança robustos diretamente em seus dispositivos, em vez de depender dos sistemas de TI da região ou dos hospitais para cuidar dessa proteção.</p>
<h2>Principais conclusões para empresas do setor de saúde</h2>
<p>Para fabricantes de tecnologias médicas e fornecedores de dispositivos conectados de ponta que integram a IoMT, os potenciais riscos de cibersegurança representam um desafio que precisará ser enfrentado nos próximos anos. No entanto, se a sua tecnologia já lida bem com esses desafios ou se a sua empresa tem planos para abordar essas preocupações em um futuro próximo, isso pode se tornar uma vantagem competitiva relevante e um diferencial importante em futuras oportunidades de venda.</p>
<p>De modo geral, o setor de saúde latino-americano vem se tornando cada vez mais tecnologicamente avançado, e o mercado está mais receptivo do que nunca aos equipamentos conectados que compõem a IoMT. Segundo estimativas e projeções atuais, o valor total do mercado de IoMT superou US$ 7,5 bilhões em 2024, devendo ultrapassar a marca de US$ 25 bilhões até 2033. Isso representa uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 14,3% nos próximos 10 anos. <a href="#nota5"><strong>[5]</strong></a></p>
<p>Além disso, as preocupações com os riscos de cibersegurança na região estão presentes e se disseminando, como parecem indicar os dados da pesquisa e as projeções para o mercado de cibersegurança em saúde.</p>
<p>Para fornecedores de IoMT, isso significa que empresas com soluções medtech seguras, confiáveis e bem protegidas têm uma clara vantagem competitiva. Ao tratar esse tema como prioridade em seu planejamento estratégico, sua empresa estará em vantagem em relação aos concorrentes nos próximos anos.</p>
<p>Naturalmente, o verdadeiro desafio é mostrar aos seus potenciais clientes as reais vantagens dos seus produtos e demonstrar que eles incorporam as ferramentas, tecnologias e protocolos de segurança mais recentes para proteger seus dados e prevenir possíveis ciberataques. A cibersegurança deve ser um elemento central no treinamento das equipes de vendas sobre os produtos que pretendem comercializar.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p>Você pode contar com a Global Health Intelligence e seu conjunto de ferramentas de análise de dados, como o <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/hospiscope/">HospiScope</a>, para identificar áreas específicas de oportunidade e determinar onde a demanda por dispositivos de IoMT é mais alta.</p>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre o avanço da IoMT e da cibersegurança na América Latina e entender como ajustar a estratégia da sua empresa para acompanhar as transformações que esse movimento deve gerar no setor de saúde. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises de que você precisa para obter insights valiosos e apoiar a tomada de decisões estratégicas em seu setor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>************</strong></p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
<ol class="wp-block-list" start="1">
<li id="nota1"><a href="https://www.techtarget.com/iotagenda/definition/IoMT-Internet-of-Medical-Things" target="_blank" rel="noopener">https://www.techtarget.com/iotagenda/definition/IoMT-Internet-of-Medical-Things</a></li>
<li id="nota2"><a href="https://www.fortinet.com/resources/cyberglossary/iot-device-vulnerabilities" target="_blank" rel="noopener">https://www.fortinet.com/resources/cyberglossary/iot-device-vulnerabilities</a></li>
<li id="nota3"><a href="https://privatebank.jpmorgan.com/latam/en/insights/markets-and-investing/ideas-and-insights/the-cybersecurity-imperative-latin-americas-challenge-and-opportunity" target="_blank" rel="noopener">https://privatebank.jpmorgan.com/latam/en/insights/markets-and-investing/ideas-and-insights/the-cybersecurity-imperative-latin-americas-challenge-and-opportunity</a></li>
<li id="nota4"><a href="https://www.marketdataforecast.com/market-reports/latin-america-healthcare-cybersecurity-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.marketdataforecast.com/market-reports/latin-america-healthcare-cybersecurity-market</a></li>
<li id="nota5"><a href="https://www.businessmarketinsights.com/reports/latin-america-iot-medical-devices-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.businessmarketinsights.com/reports/latin-america-iot-medical-devices-market</a></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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