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	<title>Guillaume Corpart &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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	<description>The leading source for hospital data and market intelligence across Latin America and Asia.</description>
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	<title>Guillaume Corpart &#8211; Global Health Intelligence – Healthcare Market Insights for Emerging Markets</title>
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		<title>Redefinição do mercado de saúde na América Latina: mudanças estratégicas e oportunidades para empresas MedTech</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/redefinicao-do-mercado-de-saude-na-america-latina-mudancas-estrategicas-e-oportunidades-para-empresas-medtech/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 18:34:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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		<p style="text-align: justify;"><em><span lang="EN-US" style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Guillaume Corpart</span></em></p>
<p>Ao considerar os principais mercados de saúde do mundo, a América do Norte e a Europa costumam ser as duas primeiras regiões que vêm à mente. No entanto, a América Latina vem se firmando de forma consistente como um centro de excelência clínica e inovação médica.</p>
<p>Segundo uma análise recente do relatório Global Top 250 Hospitals, da Brand Finance, a força da marca hospitalar é um fator decisivo para a escolha dos pacientes, o prestígio institucional e a atração de profissionais de saúde. Os dados mostram que o Brasil entrou oficialmente no grupo dos 10 principais países do mundo em marcas hospitalares mais bem avaliadas. Com três marcas hospitalares entre as 100 melhores do mundo, o Brasil agora se coloca no mesmo patamar de polos avançados de saúde.</p>
<p>Para executivos do setor de MedTech, essa transformação aponta para um mercado em rápida expansão, com forte demanda por dispositivos médicos avançados, robótica e soluções de saúde digital. Com o fortalecimento da reputação global das instituições latino-americanas, as equipes comerciais precisam ajustar suas estratégias de acesso ao mercado para satisfazer essa demanda.</p>
<h2><strong>Decifrando os rankings da <em>Statista</em> e da <em>Newsweek</em>: a elite do setor privado</strong></h2>
<p>The global recognition of Latin American healthcare is strongly echoed by detailed regional evaluations. O reconhecimento global da saúde latino-americana encontra forte respaldo em avaliações regionais detalhadas. No ranking de 2026 dos principais hospitais e clínicas privados da América Latina — uma lista abrangente desenvolvida pela <em>Newsweek</em> em parceria com a <em>Statista</em> —, as instituições de elite da região demonstram capacidades de padrão mundial. No topo da lista está o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, que conquistou a primeira posição em diversas especialidades de alta complexidade, incluindo cirurgias oftalmológicas refrativas, e a segunda posição em artroplastias de joelho e quadril.</p>
<p>A excelência se estende para além do Brasil. O ranking destaca uma rede altamente competitiva de hospitais privados de primeira linha, incluindo a Fundación Santa Fe de Bogotá, da Colômbia, a Clínica Alemana Vitacura, do Chile, e o Hospital Italiano de Buenos Aires, da Argentina. Essas instituições lideram a região em procedimentos complexos e de alta margem. Por exemplo, a Fundación Santa Fe de Bogotá ocupa o primeiro lugar na região em cirurgias de joelho e ombro, enquanto o Hospital Italiano de Buenos Aires figura entre os cinco primeiros em procedimentos de quadril e joelho.</p>
<p>Para as equipes comerciais de MedTech, essas instituições de elite representam contas prioritárias. Hospitais que realizam procedimentos altamente especializados em alto volume buscam ativamente dispositivos médicos de ponta. Essas instituições priorizam a excelência clínica e a recuperação rápida dos pacientes, o que as torna candidatas ideais à adoção precoce de plataformas avançadas de cirurgia robótica, soluções avançadas de diagnóstico por imagem e instrumentos cirúrgicos inovadores. Ao direcionar esforços a esses centros privados de elite, as empresas de MedTech podem estabelecer posições sólidas e redes de formadores de opinião (KOLs) capazes de influenciar as tendências de compras em todo o mercado regional.</p>
<h2><strong>México: potência em cadeia de suprimentos e fabricação de dispositivos médicos</strong></h2>
<p>Enquanto a América do Sul atrai atenção significativa pelo prestígio de suas marcas hospitalares, o México é a espinha dorsal da cadeia de suprimentos MedTech da região. Nos últimos anos, o México deixou de ser uma opção secundária de fabricação para se tornar a principal plataforma produtiva da maioria dos grandes fabricantes originais de equipamentos médicos. Atualmente, o México é o principal fornecedor de dispositivos médicos importados vendidos nos Estados Unidos, respondendo por cerca de um em cada cinco dispositivos importados anualmente.</p>
<p>Em 2024, o México gerou US$ 19,3 bilhões em exportações de dispositivos médicos, consolidando-se como o sexto maior exportador de dispositivos médicos do mundo. Diversas forças estruturais impulsionam essa liderança. A viabilidade econômica da produção doméstica de dispositivos médicos nos Estados Unidos vem sendo pressionada por margens de lucro mais estreitas, aumento dos custos de insumos e maiores exigências regulatórias. Considerando que a fabricação de dispositivos médicos depende fortemente de mão de obra e que os custos de mão de obra no México ficam entre 40% e 60% abaixo dos níveis dos Estados Unidos, o país dispõe de uma enorme vantagem estratégica e econômica.</p>
<p>Além disso, as políticas comerciais e tarifárias estão redesenhando profundamente as cadeias globais de suprimentos. Tarifas elevadas sobre importações asiáticas encareceram significativamente os componentes vindos do exterior, enquanto o México, no âmbito do USMCA, oferece um ambiente de produção altamente favorável e eficiente do ponto de vista tarifário.</p>
<p>Atualmente, o México reúne mais de 250 empresas que fabricam dispositivos médicos, com grandes polos localizados em estados fronteiriços como Baja California e em Nuevo Leon, que se destaca como um dos principais centros de fabricação de equipamentos médicos eletrônicos. Para empresas globais de MedTech, ampliar a produção ou estabelecer parcerias com fabricantes no México é fundamental para proteger margens de lucro e, ao mesmo tempo, garantir a resiliência da cadeia de suprimentos.</p>
<h2><strong>O avanço da fabricação sob contrato de dispositivos médicos</strong></h2>
<p>Além do crescimento do mercado de exportação de dispositivos médicos em países como o México, a América Latina também registra aumento da demanda interna por tecnologias de saúde desenvolvidas na própria região. Juntos, esses dois fatores impulsionam uma forte expansão da fabricação sob contrato no segmento de dispositivos médicos na América Latina.</p>
<h2><strong>Fabricação sob contrato de dispositivos médicos na América Latina em números</strong></h2>
<ul>
<li>Valor de mercado em 2024: <strong>US$ 3,4 bilhões</strong></li>
<li>Valor de mercado projetado até 2032: <strong>US$ 7,4 bilhões</strong></li>
<li>Projeção da taxa composta de crescimento anual (CAGR):<strong> 10,2%</strong></li>
</ul>
<p>Esse crescimento é impulsionado pela expansão da classe média, pelo envelhecimento da população e pelo aumento dos gastos em saúde, fatores que ampliam a demanda por ferramentas avançadas de diagnóstico, instrumentos cirúrgicos e sistemas de monitoramento de pacientes. Além disso, a América Latina vem se tornando um destino preferencial para empresas norte-americanas e europeias que buscam terceirizar a produção com estruturas de custos competitivas e taxas de câmbio favoráveis, sem abrir mão da proximidade com mercados estratégicos.</p>
<p>Uma tendência relevante nesse setor é a expansão das parcerias de produção terceirizada entre fabricantes regionais e empresas internacionais de dispositivos médicos. Os fabricantes regionais adotam cada vez mais tecnologias avançadas de produção, como automação e impressão 3D, e dão maior ênfase à conformidade regulatória para se alinhar a rigorosos padrões internacionais.</p>
<p>O Brasil detém atualmente a maior participação de mercado nesse setor regional, com aproximadamente 45%, enquanto México e Argentina também se destacam como atores relevantes. Executivos do setor de MedTech podem aproveitar essa tendência por meio de parcerias regionais de fabricação, acelerando a chegada dos dispositivos ao mercado e reduzindo os custos de produção de itens destinados tanto ao mercado local quanto à exportação internacional.</p>
<h2><strong>Imperativos estratégicos para o crescimento no setor de MedTech</strong></h2>
<p>Diante da rápida evolução do mercado de saúde latino-americano, as equipes comerciais de MedTech precisam adaptar suas estratégias para se manter à frente. Os dados deixam claro um ponto: a região já não é um mercado emergente secundário — é um mercado sofisticado que exige soluções de padrão mundial. Para aproveitar essas mudanças, executivos de MedTech devem concentrar esforços em estratégias direcionadas de acesso ao mercado, otimização da cadeia de suprimentos e inteligência regional aprofundada.</p>
<p>Ao compreender a interseção entre o prestígio das marcas hospitalares, os volumes de procedimentos nas principais clínicas privadas e o avanço da fabricação <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-boom-do-nearshoring-na-america-latina/">impulsionada pelo nearshoring</a> no México, as empresas de MedTech podem se posicionar como parceiras indispensáveis. Para ter sucesso na América Latina, as empresas precisam de uma estratégia que aproveite as eficiências da fabricação local para entregar tecnologias de ponta. Com o aumento do prestígio dos hospitais da região, o poder de compra dessas instituições e sua demanda por inovação também crescerão.</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre a evolução da excelência clínica e a reconfiguração da fabricação de dispositivos médicos na América Latina, além de entender como ajustar sua estratégia de acesso ao mercado para abordar de forma mais eficaz os prestadores de serviços de saúde da região. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer a inteligência regional aprofundada e a análise da cadeia de suprimentos de que você precisa para gerar insights relevantes e apoiar a tomada de decisões estratégicas no seu setor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --><strong>************</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --><strong>Fontes:</strong></p>
<p><a href="https://www.visualcapitalist.com/dp/mapped-countries-with-the-most-top-rated-hospitals/" target="_blank" rel="noopener">https://www.visualcapitalist.com/dp/mapped-countries-with-the-most-top-rated-hospitals/</a><br /><a href="https://rankings.newsweek.com/latin-americas-top-private-hospitals-clinics-2026" target="_blank" rel="noopener">https://rankings.newsweek.com/latin-americas-top-private-hospitals-clinics-2026</a><br /><a href="https://insights.tetakawi.com/overview-of-medical-device-manufacturing-in-mexico" target="_blank" rel="noopener">https://insights.tetakawi.com/overview-of-medical-device-manufacturing-in-mexico</a><br /><a href="https://www.ivemsa.com/medical-device-manufacturing-mexico-overview/" target="_blank" rel="noopener">https://www.ivemsa.com/medical-device-manufacturing-mexico-overview/</a><br /><a href="https://www.credenceresearch.com/report/latin-america-medical-device-contract-manufacturing-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.credenceresearch.com/report/latin-america-medical-device-contract-manufacturing-market</a></p>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A ameaça invisível: como proteger a Internet das Coisas Médicas (IoMT) nos hospitais da América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/a-ameaca-invisivel-como-proteger-a-internet-das-coisas-medicas-iomt-nos-hospitais-da-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 11:36:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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		<p><em>Guillaume Corpart</em></p>
<p>Com <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-impacto-da-ia-no-mercado-de-saude-da-america-latina/">a tecnologia sem fio e a IA</a> avançando da computação convencional para a integração com dispositivos, surgem amplas oportunidades para o que é possível fazer na saúde moderna. Hoje, equipamentos que vão de bombas de infusão a aparelhos de ressonância magnética e marca-passos, entre muitos outros, já contam com conectividade sem fio. Para prestadores de serviços de saúde e pacientes, isso abre novas possibilidades de educação, transparência e tratamento.</p>
<p>Esses dispositivos se tornaram tão essenciais para a assistência médica que passaram a ter uma denominação própria: Internet of Medical Things (IoMT), ou Internet das Coisas Médicas. Estas são apenas algumas das possibilidades que eram impensáveis há alguns anos, graças ao desenvolvimento da IoMT:</p>
<ul>
<li>Monitoramento remoto de pacientes (RPM) com condições crônicas de saúde.</li>
<li>Coleta de dados a partir de dispositivos vestíveis de saúde.</li>
<li>Rastreamento de localização e direcionamento de ambulâncias para pacientes de alto risco.</li>
<li>Rastreamento de medicamentos.</li>
</ul>
<p>As oportunidades — dentro e fora das unidades de saúde — são expressivas. Médicos e enfermeiros podem acompanhar remotamente o bem-estar do paciente entre uma consulta e outra. E isso pode ocorrer dentro do mesmo hospital ou até a centenas de quilômetros de distância. O potencial da telemedicina e do atendimento remoto ganha novo impulso com o avanço da IoMT. <a href="#nota1"><strong>[1]</strong></a></p>
<h2>Possíveis vulnerabilidades</h2>
<p>Naturalmente, toda nova tecnologia, por mais promissora que seja, traz seu próprio conjunto de riscos — e com a IoMT não seria diferente. Embora as possibilidades médicas dessa tecnologia sejam amplas, os riscos potenciais associados a ameaças de cibersegurança, ou até mesmo a ciberataques, também são significativos. “A preparação em cibersegurança na saúde ainda é um desafio importante em toda a região e deve continuar sendo uma prioridade nos próximos anos”, afirma Alejandro Valenzuela, diretor global de marketing de produto da GE Healthcare. <a href="#nota2"><strong>[2]</strong></a></p>
<p>Além disso, algumas equipes de tecnologia podem estar mais concentradas nos aspectos médicos de suas soluções do que nos recursos de conectividade sem fio, o que as deixa mais vulneráveis a ataques. Elencamos a seguir algumas das possíveis vulnerabilidades identificadas na IoMT:</p>
<ul>
<li>Senhas fracas ou incorporadas ao código</li>
<li>Redes ou interfaces inseguras</li>
<li>Atualizações de software vulneráveis</li>
<li>Componentes desatualizados</li>
<li>Falta de medidas de proteção física</li>
<li>Configurações padrão inseguras</li>
<li>Gerenciamento inadequado de dispositivos</li>
<li>Transferência e armazenamento de dados inseguros</li>
<li>Falta de proteção da privacidade <a href="#nota3"><strong>[3]</strong></a></li>
</ul>
<h2>Preocupações regionais com cibersegurança</h2>
<p>Como a <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/prontidao-hospitalar-para-terapias-avancadas-os-hospitais-da-america-latina-estao-preparados/">infraestrutura digital da América Latina</a> não é tão desenvolvida quanto a de outras partes do mundo, a região foi identificada como uma área em que os riscos são especialmente agudos. As empresas latino-americanas também estão plenamente cientes desse risco. Uma pesquisa recente do WEF constatou que 42% das empresas da região não confiam na capacidade de seus países de responder a ameaças cibernéticas. Esses índices são muito superiores aos observados entre empresas semelhantes na África (36%), Ásia (20%), Europa (15%) e América do Norte (15%). <a href="#nota3"><strong>[3]</strong></a></p>
<p>O mercado também parece indicar que a América Latina está ciente desses riscos de cibersegurança associados à IoMT e disposta a investir para corrigir algumas das deficiências atuais. Dados recentes de mercado indicam que o mercado latino-americano de cibersegurança foi avaliado em US$ 1,16 bilhão em 2024 e deve chegar a US$ 5,47 bilhões até 2033. Isso representa uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 18,81%. <a href="#nota4"><strong>[4]</strong></a></p>
<h2>Como proteger seus dispositivos</h2>
<p>É evidente que a região está disposta a realizar os investimentos necessários para aprimorar a cibersegurança e, idealmente, minimizar os riscos futuros para a IoMT. Enquanto isso, porém, a infraestrutura atual ainda fica atrás do restante do mundo, o que aumenta a exposição de dispositivos e softwares a riscos. Isso transfere para os próprios fabricantes de equipamentos a responsabilidade de incorporar protocolos de segurança robustos diretamente em seus dispositivos, em vez de depender dos sistemas de TI da região ou dos hospitais para cuidar dessa proteção.</p>
<h2>Principais conclusões para empresas do setor de saúde</h2>
<p>Para fabricantes de tecnologias médicas e fornecedores de dispositivos conectados de ponta que integram a IoMT, os potenciais riscos de cibersegurança representam um desafio que precisará ser enfrentado nos próximos anos. No entanto, se a sua tecnologia já lida bem com esses desafios ou se a sua empresa tem planos para abordar essas preocupações em um futuro próximo, isso pode se tornar uma vantagem competitiva relevante e um diferencial importante em futuras oportunidades de venda.</p>
<p>De modo geral, o setor de saúde latino-americano vem se tornando cada vez mais tecnologicamente avançado, e o mercado está mais receptivo do que nunca aos equipamentos conectados que compõem a IoMT. Segundo estimativas e projeções atuais, o valor total do mercado de IoMT superou US$ 7,5 bilhões em 2024, devendo ultrapassar a marca de US$ 25 bilhões até 2033. Isso representa uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 14,3% nos próximos 10 anos. <a href="#nota5"><strong>[5]</strong></a></p>
<p>Além disso, as preocupações com os riscos de cibersegurança na região estão presentes e se disseminando, como parecem indicar os dados da pesquisa e as projeções para o mercado de cibersegurança em saúde.</p>
<p>Para fornecedores de IoMT, isso significa que empresas com soluções medtech seguras, confiáveis e bem protegidas têm uma clara vantagem competitiva. Ao tratar esse tema como prioridade em seu planejamento estratégico, sua empresa estará em vantagem em relação aos concorrentes nos próximos anos.</p>
<p>Naturalmente, o verdadeiro desafio é mostrar aos seus potenciais clientes as reais vantagens dos seus produtos e demonstrar que eles incorporam as ferramentas, tecnologias e protocolos de segurança mais recentes para proteger seus dados e prevenir possíveis ciberataques. A cibersegurança deve ser um elemento central no treinamento das equipes de vendas sobre os produtos que pretendem comercializar.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p>Você pode contar com a Global Health Intelligence e seu conjunto de ferramentas de análise de dados, como o <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/hospiscope/">HospiScope</a>, para identificar áreas específicas de oportunidade e determinar onde a demanda por dispositivos de IoMT é mais alta.</p>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre o avanço da IoMT e da cibersegurança na América Latina e entender como ajustar a estratégia da sua empresa para acompanhar as transformações que esse movimento deve gerar no setor de saúde. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises de que você precisa para obter insights valiosos e apoiar a tomada de decisões estratégicas em seu setor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>************</strong></p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
<ol class="wp-block-list" start="1">
<li id="nota1"><a href="https://www.techtarget.com/iotagenda/definition/IoMT-Internet-of-Medical-Things" target="_blank" rel="noopener">https://www.techtarget.com/iotagenda/definition/IoMT-Internet-of-Medical-Things</a></li>
<li id="nota2"><a href="https://www.fortinet.com/resources/cyberglossary/iot-device-vulnerabilities" target="_blank" rel="noopener">https://www.fortinet.com/resources/cyberglossary/iot-device-vulnerabilities</a></li>
<li id="nota3"><a href="https://privatebank.jpmorgan.com/latam/en/insights/markets-and-investing/ideas-and-insights/the-cybersecurity-imperative-latin-americas-challenge-and-opportunity" target="_blank" rel="noopener">https://privatebank.jpmorgan.com/latam/en/insights/markets-and-investing/ideas-and-insights/the-cybersecurity-imperative-latin-americas-challenge-and-opportunity</a></li>
<li id="nota4"><a href="https://www.marketdataforecast.com/market-reports/latin-america-healthcare-cybersecurity-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.marketdataforecast.com/market-reports/latin-america-healthcare-cybersecurity-market</a></li>
<li id="nota5"><a href="https://www.businessmarketinsights.com/reports/latin-america-iot-medical-devices-market" target="_blank" rel="noopener">https://www.businessmarketinsights.com/reports/latin-america-iot-medical-devices-market</a></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma nação à beira do colapso: a percepção dos venezuelanos na era de Delcy Rodríguez e diante da iminente eleição de 2026</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/a-nation-at-the-brink-venezuelan-sentiment-in-the-era-of-delcy-rodriguez-and-the-looming-2026-election/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 13:57:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/analise-de-ghi/a-nation-at-the-brink-venezuelan-sentiment-in-the-era-of-delcy-rodriguez-and-the-looming-2026-election/</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
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		<div id="fws_6a33c7a43d0a2"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p><em>Guillaume Corpart</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-mercado-de-saude-venezuelano-em-2026/">cenário político venezuelano</a> é hoje marcado por profunda instabilidade e por uma rejeição pública avassaladora ao governo atual. Após uma controversa mudança de poder que deixou Delcy Rodríguez temporariamente no comando — notadamente com o endosso do governo Trump —, a percepção pública despencou para um patamar crítico. Uma pesquisa recente da Meganálisis evidencia essa profunda crise de confiança, revelando que <strong>78% dos venezuelanos consideram expressamente “ruim” a situação do país sob esta administração.</strong></p>
<h2><strong>A crise de governança e a desilusão econômica </strong></h2>
<p>O pessimismo econômico hoje domina o humor nacional. Se a atual estrutura de poder se mantiver, <strong>83% das famílias preveem que sua situação econômica só piorará</strong>. Essa falta de confiança permeia praticamente todas as dimensões da governança e se reflete em uma taxa média de desaprovação de impressionantes 93% em serviços públicos e infraestrutura essenciais.</p>
<p>Curiosamente, a gratidão que os cidadãos antes demonstravam em relação a atores políticos externos se desgastou rapidamente. O apoio ao presidente norte-americano, Donald Trump, despencou para 47%, ante 92% em janeiro de 2026 (uma queda acumulada expressiva de 45%). Os cidadãos atribuem essa perda de confiança principalmente à “inconsistência discursiva”, apontando especificamente para os elogios de Trump a Delcy Rodríguez e para a percepção de normalização do movimento político chavista atualmente no poder.</p>
<h2>Saúde: um setor em colapso</h2>
<p>Em nenhum outro setor o custo humano devastador dessa <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/entraves-de-conformidade-para-fabricantes-de-dispositivos-medicos-dos-estados-unidos-2026/">instabilidade política</a> é tão evidente quanto no de saúde. De acordo com o relatório da Meganálisis de abril de 2026, <strong>87% dos venezuelanos desaprovam fortemente a gestão de Rodríguez na área da saúde</strong>, especificamente no que se refere aos recursos hospitalares e ao quadro de pessoal. Relatórios humanitários de 2024 e 2025 corroboram essa percepção, descrevendo um sistema à beira do colapso total:</p>
<ul>
<li><strong>Falhas de infraestrutura:</strong> mais de 80% dos centros de saúde estão tecnicamente inoperantes devido a graves deficiências em serviços básicos e manutenção de rotina.</li>
<li><strong>Escassez de recursos:</strong> em um sinal alarmante da crise, 74% dos pacientes já precisam providenciar seus próprios materiais médicos essenciais, incluindo medicamentos, gaze e seringas, apenas para receber atendimento.</li>
<li><strong>Serviços críticos:</strong> em todo o país, apenas 7% dos serviços de emergência são considerados plenamente funcionais, e somente 40% das salas cirúrgicas estão em condições de funcionamento.</li>
<li><strong>Risco epidemiológico:</strong> o colapso dos programas de vacinação e de atenção preventiva provocou o ressurgimento de doenças infecciosas, entre as quais sarampo, dengue e malária.</li>
</ul>
<p>De modo geral, a perda dos serviços públicos de saúde impacta diretamente mais de<strong> 70% da população.</strong> Como consequência, mais de 150 mil gestantes e 500 mil crianças ficam completamente sem acesso à atenção médica primária. A população reconhece que essa emergência no setor de saúde está indissociavelmente ligada a falhas sistêmicas mais amplas. Essa realidade é evidenciada por um índice de desaprovação de 95,33% especificamente na gestão dos serviços públicos essenciais e da economia.</p>
<h2>O roteiro eleitoral e a demanda por transição</h2>
<p>Apesar do pessimismo predominante, os venezuelanos mantêm uma demanda clara e urgente por uma solução democrática. <strong>Nada menos que 87% da população vê uma eleição presidencial em 2026</strong> como o mecanismo essencial para solucionar a crise nacional. Além disso, o foco da opinião pública se afastou decisivamente da intervenção externa e se voltou para lideranças internas. Nesse sentido, <strong>María Corina Machado (MCM)</strong> desponta como a principal figura política. Em uma disputa aberta, ela aparece atualmente nas pesquisas como líder incontestável, com <strong>71% dos votos esperados</strong>.</p>
<p>A urgência dessa transição é incontestável. <strong>Para 77% dos cidadãos, a eleição presidencial tem prioridade sobre qualquer outro evento eleitoral</strong>, e quase 80% exigem que ela ocorra no segundo semestre de 2026. Para a maioria dos venezuelanos, a transição de poder e o retorno de Machado não são apenas aspirações políticas, mas necessidades vitais para uma nação cujos serviços básicos, especialmente os de saúde, simplesmente não conseguem suportar o peso do status quo.</p>
<hr>
<h2>Saiba como se posicionar em um cenário em transformação</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre o panorama político e econômico da Venezuela e sobre como sua empresa pode ajustar sua estratégia às novas demandas do setor de saúde do país. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer a análise crítica de que sua empresa precisa para obter insights valiosos e apoiar a tomada de decisões estratégicas em seu setor.</p>
<p><strong>************</strong></p>
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		<title>O boom do nearshoring na América Latina</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-boom-do-nearshoring-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:02:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
		<div id="fws_6a33c7a43f4b0"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<p><em>Guillaume Corpart</em></p>
<p class="wp-block-paragraph">Em meio à persistente incerteza que afeta as cadeias de suprimentos em todo o mundo, muitos países latino-americanos vêm recorrendo cada vez mais ao <em>nearshoring</em> (isto é, a transferência de parte da produção para países próximos ao mercado consumidor) como possível resposta à volatilidade de custos e aos entraves nas compras. Apesar dos custos de curto prazo associados ao investimento em manufatura local e logística, as vantagens de longo prazo incluem o aumento da estabilidade e a redução do custo total ao adquirir equipamentos e insumos de fornecedores locais, em vez de depender de fornecedores no exterior.</p>
<h2><strong>A mudança de paradigma na cadeia de suprimentos</strong></h2>
<p>A transição para o <em>nearshoring</em> é debatida há anos nos conselhos e escritórios do setor de medtech, mas agora vem se consolidando cada vez mais como realidade, e não apenas como teoria. A América Latina, em particular, oferece diversas vantagens como destino para <em>nearshoring</em>:</p>
<ul>
<li><strong>Menores custos de transporte e mão de obra.</strong> Contar com fabricantes e fornecedores mais próximos pode reduzir os custos de transporte, enquanto a mão de obra latino-americana continua competitiva em comparação com outras regiões.</li>
<li><strong>Comunicação mais simples e alinhamento de fuso horário.</strong> A elevada proficiência em inglês em diversos mercados da América Latina favorece a comunicação com clientes, e o fato de a região compartilhar fusos horários com empresas norte-americanas viabiliza interações em tempo real.</li>
<li><strong>Mão de obra qualificada.</strong> A América Latina dispõe de mão de obra altamente qualificada em manufatura, tecnologia e outros setores estratégicos.</li>
<li><strong>Prazos de entrega mais curtos.</strong> Com fornecedores mais próximos, as empresas não precisam se planejar com tanta antecedência para obter o que precisam.</li>
<li><strong>Acordos comerciais mais favoráveis e apoio dos governos locais.</strong> Muitos governos latino-americanos vêm promovendo ativamente o <em>nearshoring</em> e estruturando acordos favoráveis para torná-lo mais atraente a potenciais parceiros comerciais.</li>
</ul>
<p>Quando se consideram todos esses fatores em conjunto, fica fácil entender por que a América Latina vive um forte avanço do <em>nearshoring</em>. Somem-se a isso as tensões geopolíticas em curso no mundo, a alta dos custos globais de transporte marítimo e outras vulnerabilidades nas cadeias de suprimentos, e o <em>nearshoring</em> se torna ainda mais atrativo para as grandes empresas regionais do setor de dispositivos médicos. <a href="#nota1"><strong>[1]</strong></a></p>
<h2><strong>Exemplos em ação</strong></h2>
<p>Basta olhar para a região para perceber como o <em>nearshoring</em> vem ganhando força. No México, por exemplo, o governo anunciou recentemente o arcabouço da licitação consolidada do setor de saúde para 2027-2028. Uma das novidades é que as empresas que investem localmente agora passam a ter vantagem significativa nesse processo de compras públicas. A próxima licitação adotará um sistema de avaliação por pontos que favorece empresas com maior presença operacional no México.</p>
<p><strong>Os pontos serão atribuídos com base nos seguintes critérios::</strong></p>
<ul>
<li><strong>Infraestrutura de manufatura:</strong> empresas com unidades locais de produção ou laboratórios de P&amp;D receberão mais pontos no novo sistema.</li>
<li><strong>Parcerias estratégicas:</strong> <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi-pt-br/compra-consolidada-do-mexico-2027-2028-a-corrida-pelas-compras-publicas-comeca-hoje/">empresas que colaboram com a Birmex</a> ou com universidades mexicanas em iniciativas de transferência de tecnologia também podem somar pontos.</li>
<li><strong>Geração de empregos:</strong> fornecedores em potencial que comprovem investimento na força de trabalho mexicana terão vantagem. <a href="#nota2"><strong>[2]</strong></a></li>
</ul>
<p>Embora ter uma fábrica local não seja requisito obrigatório para participar, isso pode funcionar como critério de desempate entre empresas que oferecem produtos semelhantes a preços semelhantes. Em um mercado em que 65% dos insumos ainda são importados, o governo está usando seu poder de compra para estimular o <em>nearshoring</em> na indústria médica. <a href="#nota3"><strong>[3]</strong></a></p>
<h2><strong>A ascensão dos polos de alta tecnologia</strong></h2>
<p>Outro desdobramento importante do <em>nearshoring</em> na América Latina é a evolução da região, que vem deixando de se concentrar em suprimentos médicos básicos e passando a atuar na produção e na manufatura de alta tecnologia. Esse crescimento vem sendo impulsionado pelo desenvolvimento de polos de inovação em toda a região. São áreas que priorizam o avanço tecnológico e que, com frequência, atraem investidores de capital de risco necessários para impulsionar esse crescimento.</p>
<p>Por exemplo, a Cidade do México é frequentemente chamada de “Vale do Silício da América Latina”. Graças à proximidade com os Estados Unidos, a cidade funciona como um polo estratégico de dupla vocação, atendendo tanto às exportações como ao abastecimento do mercado interno.</p>
<p>Mas o México está longe de ser o único país a apostar em inovação tecnológica. No Brasil, por exemplo, a predominância contínua da produção local tem ajudado as empresas a contornar a elevada carga tributária sobre importações e a aproveitar o vasto mercado doméstico. Outros polos com ecossistemas relevantes de startups de tecnologia e financiamento de capital de risco incluem Costa Rica, São Paulo, Buenos Aires, Bogotá, Santiago e diversas outras localidades da América Latina.</p>
<p>A oferta de talentos em tecnologia nessas regiões é ampla e crescente e, em muitos casos, esses mercados oferecem custos mais competitivos do que outras regiões, o que os torna destinos atraentes para empresas de tecnologia e fundos de capital de risco. No fim de 2023, o Fórum Econômico Mundial afirmou que a América Latina estava “prestes a se tornar uma potência global em inovação”. <a href="#nota4"><strong>[4]</strong></a></p>
<h2><strong>A guerra de preços e a pressão sobre as margens</strong></h2>
<p>O avanço e a consolidação do <em>nearshoring</em> na América Latina vêm aumentando a pressão legítima para que as empresas tradicionais se adaptem ou corram o risco de perder oportunidades relevantes. Com países como o México passando a incentivar o investimento local como parte de seus processos licitatórios, empresas que dependem exclusivamente de importações podem acabar perdendo clientes estratégicos de longa data para alternativas fabricadas localmente. <a href="#nota5"><strong>[5]</strong></a></p>
<p>Considerando os possíveis ganhos decorrentes da eliminação dos custos de transporte transatlântico, da redução das tarifas de importação e da menor exposição a cadeias de suprimentos instáveis, essa é uma tendência que pode merecer atenção nas operações de manufatura e logística da sua empresa.<a href="#nota5"><strong> [5]</strong></a></p>
<h2><strong>Principais conclusões para empresas do setor de saúde</strong></h2>
<p>Como se vê, nos últimos anos o <em>nearshoring</em> na América Latina deixou de ser apenas uma possibilidade teórica e vem se tornando uma realidade cada vez mais concreta. As empresas que desejam adaptar sua estratégia de preços e vendas para competir precisam acompanhar, em tempo real, o que os concorrentes locais estão fazendo.</p>
<p>A Global Health Intelligence oferece as ferramentas necessárias para que a sua empresa se mantenha na vanguarda das tendências do setor. Com o <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/pricescope/">PriceScope</a>, por exemplo, é possível acompanhar os preços efetivamente praticados, em nível transacional, nas instituições públicas. Isso permite que a sua equipe de vendas veja com precisão como seus preços se comparam aos dos concorrentes que apostam no <em>nearshoring</em>.</p>
<p>Com o <a href="http://globalhealthintelligence.com/pt-br/solucoes-estrategicas/sharescope/">BrandTrack</a>, sua empresa pode comparar seu desempenho diretamente com o da concorrência. Isso possibilita que a sua equipe comercial acompanhe as variações trimestrais de receita e proteja sua participação de mercado ao identificar movimentos antes mesmo que se tornem evidentes para a concorrência.</p>
<h2><strong>Próximos passos</strong></h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre o avanço do <em>nearshoring</em> na América Latina e entender como você pode ajustar a estratégia da sua empresa a esse cenário em transformação. Nossa equipe de pesquisadores pode oferecer as análises e insights valiosos de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas no seu setor.</p>
<p><strong>************</strong></p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<ol class="wp-block-list" start="1">
<li style="list-style-type: none;">
<ol class="wp-block-list" start="1">
<li style="list-style-type: none;">
<ol class="wp-block-list" start="1">
<li id="nota1"><a href="https://latinamericasourcing.com/article/the-2025-nearshoring-index-why-latam-is-now-north-americas-natural-partner" target="_blank" rel="noopener">https://latinamericasourcing.com/article/the-2025-nearshoring-index-why-latam-is-now-north-americas-natural-partner</a></li>
<li id="nota2"><a href="https://mexicobusiness.news/health/news/mexico-advances-drug-procurement-avoid-supply-gaps" target="_blank" rel="noopener">https://mexicobusiness.news/health/news/mexico-advances-drug-procurement-avoid-supply-gaps</a></li>
<li id="nota3"><a href="https://go.gale.com/ps/i.do?id=GALE%7CA846864038&amp;sid=sitemap&amp;v=2.1&amp;it=r&amp;p=IFME&amp;sw=w&amp;userGroupName=anon%7E14d562bf&amp;aty=open-web-entry" target="_blank" rel="noopener">https://go.gale.com/ps/i.do?id=GALE%7CA846864038&amp;sid=sitemap&amp;v=2.1&amp;it=r&amp;p=IFME&amp;sw=w&amp;userGroupName=anon%7E14d562bf&amp;aty=open-web-entry</a></li>
<li id="nota4"><a href="https://www.weforum.org/stories/2023/09/see-how-latin-america-is-becoming-a-thriving-innovation-hub/" target="_blank" rel="noopener">https://www.weforum.org/stories/2023/09/see-how-latin-america-is-becoming-a-thriving-innovation-hub/</a></li>
<li id="nota5"><a href="https://americasquarterly.org/article/nearshoring-in-latin-america-who-could-benefit-most/" target="_blank" rel="noopener">https://americasquarterly.org/article/nearshoring-in-latin-america-who-could-benefit-most/</a></li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
</li>
</ol>
	</div>
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		</div>
	</div> 
</div></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Compra consolidada do México 2027-2028: a corrida pelas compras públicas começa hoje</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/compra-consolidada-do-mexico-2027-2028-a-corrida-pelas-compras-publicas-comeca-hoje/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 00:25:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/analise-de-ghi-pt-br/compra-consolidada-do-mexico-2027-2028-a-corrida-pelas-compras-publicas-comeca-hoje/</guid>

					<description><![CDATA[Guillaume Corpart Para as empresas de equipamentos médicos e insumos que atuam no México, as regras do jogo mudaram. O governo federal do México apresentou recentemente o modelo da compra...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Guillaume Corpart</em></p>

<p class="wp-block-paragraph">Para as empresas de equipamentos médicos e insumos que atuam no México, as regras do jogo mudaram. O governo federal do México apresentou recentemente o modelo da compra consolidada do setor de saúde para 2027-2028, e o recado aos fornecedores é claro: eficiência e investimento local vão pesar — e muito — a seu favor no processo de compras públicas. <strong><a href="#nota1" data-type="internal" data-id="#nota1">[1]</a></strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">A migração para um ciclo bienal (de dois anos) de compras públicas, conduzida pela presidente Claudia Sheinbaum Pardo e sua administração, é um movimento deliberado para pôr fim à era das compras fragmentadas e feitas em cima da hora. Ao conceder contratos com vigência de 24 meses, o governo busca estabilizar cadeias de suprimentos historicamente voláteis. Para o setor privado, essa nova abordagem abre uma rara janela de previsibilidade — mas apenas para quem se adaptar aos novos requisitos. <strong><a href="#nota2" data-type="internal" data-id="#nota2">[2]</a></strong></p>

<h2 class="wp-block-heading"><strong>A centralização na Birmex</strong></h2>

<p class="wp-block-paragraph">A mudança operacional mais relevante é a consolidação integral do poder de compra sob a Birmex (Laboratorios de Biológicos y Reactivos de México). Em 2027, a Birmex não será apenas uma compradora, mas o principal coordenador da logística dos três grandes atores do sistema de saúde mexicano: IMSS, ISSSTE e IMSS-Bienestar. <strong><a href="#nota2" data-type="internal" data-id="#nota2">[2]</a></strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">Os fornecedores precisam se preparar para uma supervisão digital mais rigorosa. O governo está implementando um sistema integrado de monitoramento da cadeia de suprimentos em saúde, concebido para rastrear as entregas em tempo real. <strong><a href="#nota3" data-type="internal" data-id="#nota3">[3]</a></strong> Para prosperar nesse novo ambiente, as empresas precisam fazer um diagnóstico das próprias capacidades. As empresas que pretendem participar da compra consolidada de 2027-2028 precisam demonstrar capacidade de acompanhar o estoque semanal, a produção mensal e outros indicadores-chave para atender às necessidades do sistema de saúde do país. <strong><a href="#nota2" data-type="internal" data-id="#nota2">[2]</a></strong></p>

<h2 class="wp-block-heading"><strong>O critério de desempate local</strong></h2>

<p class="wp-block-paragraph">Talvez a mudança mais relevante seja o incentivo oficial para ampliar o investimento e a participação local das empresas de saúde que atuam no mercado mexicano. A próxima compra consolidada adotará um sistema de avaliação por pontos, que favorece empresas com maior presença física no México.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Serão atribuídos pontos para:</p>

<ul class="wp-block-list">
<li>Infraestrutura de manufatura: empresas com unidades produtivas locais ou laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) receberão mais pontos no novo sistema.</li>



<li><strong>Parcerias estratégicas: </strong>empresas que colaboram com a Birmex ou com universidades mexicanas em iniciativas de transferência de tecnologia também poderão pontuar.</li>



<li><strong>Geração de empregos:</strong> fornecedores em potencial que demonstrem, de forma concreta, investimento na força de trabalho mexicana terão vantagem. <strong><a href="#nota1" data-type="internal" data-id="#nota1">[1]</a></strong></li>
</ul>

<p class="wp-block-paragraph">Ter uma fábrica local não será um pré-requisito obrigatório para participar, mas poderá funcionar como critério de desempate quando diferentes empresas oferecerem produtos similares por valores semelhantes. Em um mercado em que 65% dos insumos hoje são importados, o governo está usando seu poder de compra para estimular o chamado nearshoring (ou seja, a transferência de parte da produção para países próximos ao mercado consumidor) da indústria de dispositivos médicos. <strong><a href="#nota4" data-type="internal" data-id="#nota4">[4]</a></strong></p>

<h2 class="wp-block-heading"><strong>Prazos e fatores de sucesso</strong></h2>

<p class="wp-block-paragraph">Para empresas interessadas em disputar a próxima compra consolidada no México, o ideal é começar a se preparar desde já. Veja a seguir um panorama mais detalhado do cronograma previsto:</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Março de 2026.</strong> A Birmex concluirá sua pesquisa de mercado para identificar tendências de preços, capacidade de fornecimento e possíveis fornecedores.</li>



<li><strong>Junho de 2026.</strong> O governo mexicano concluirá o planejamento das compras públicas, incluindo os critérios de avaliação aplicáveis aos fornecedores.</li>



<li><strong>Meados de 2026.</strong> As chamadas públicas das licitações serão publicadas e divulgadas.</li>



<li><strong>Fim de 2026.</strong> Fornecedores em potencial poderão apresentar suas propostas e ingressar no processo de avaliação.</li>



<li><strong>Fim de 2026 a início de 2027. </strong>Serão formalizados os contratos da compra consolidada mexicana de 2027-2028. <strong><a href="#nota5" data-type="internal" data-id="#nota5">[5]</a></strong></li>
</ul>

<h2 class="wp-block-heading"><strong>Áreas de foco para fornecedores</strong></h2>

<p class="wp-block-paragraph">Para os fornecedores interessados em apresentar propostas, o ideal é começar desde já a reunir inteligência de mercado. Há algumas áreas principais que os fornecedores podem priorizar para ganhar vantagem no próximo processo de compras públicas:</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Genéricos.</strong> O governo identificou quase 400 produtos com patentes que expiram em 2026. Isso abrirá espaço para que novos genéricos ou biossimilares entrem no mercado. Em uma mesma licitação, mais de um fornecedor pode ser contratado, desde que os preços fiquem dentro de 10% do menor valor ofertado. <strong><a href="#nota6" data-type="internal" data-id="#nota6">[6]</a></strong></li>



<li><strong>Produção e investimento local.</strong> Com a maior ênfase em infraestrutura local, empresas que já contam com essa presença sairão na frente no processo licitatório. Fornecedores interessados em disputar licitações no México podem considerar ampliar sua presença no mercado. <strong><a href="#nota1" data-type="internal" data-id="#nota1">[1]</a></strong></li>



<li><strong>Reforço de processos internos e documentação.</strong> Em diversas categorias — de oncologia e reagentes para diagnóstico a consumíveis médicos — fornecedores em potencial precisam ser capazes de informar, semanalmente, os níveis de estoque, a capacidade mensal de produção e, em alguns casos, detalhes sobre embalagem, manuseio e gestão da cadeia de frio. Este é um ótimo momento para os fornecedores reforçarem seus processos e garantirem conformidade com as novas normas mexicanas. <strong><a href="#nota2" data-type="internal" data-id="#nota2">[2]</a></strong></li>



<li><strong>Preço.</strong> Embora o México esteja dando mais ênfase à participação local de seus fornecedores, a realidade é que preços mais baixos continuam sendo determinantes para vencer licitações. Empresas que mantiverem preços competitivos terão uma vantagem importante no próximo processo de compras públicas. <strong><a href="#nota1" data-type="internal" data-id="#nota1">[1]</a></strong></li>
</ul>

<h2 class="wp-block-heading"><strong>Principais conclusões para empresas de saúde</strong></h2>

<p class="wp-block-paragraph">Para empresas interessadas em manter sua atuação — ou ampliar o acesso — ao mercado de saúde mexicano, a compra consolidada de 2027-2028 representa uma oportunidade singular. A boa notícia para os fornecedores do setor é que ela traz requisitos mais organizados e coerentes, com prazos mais longos, em comparação com licitações anteriores. Isso significa que as empresas interessadas podem sair do modo “apagar incêndios” e passar a disputar as licitações com base em planejamento e previsões estratégicas. Além disso, as empresas selecionadas no processo licitatório garantirão contratos de dois anos — uma vantagem rara em um mercado de saúde frequentemente volátil. <strong><a href="#nota2" data-type="internal" data-id="#nota2">[2]</a></strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o processo de compras públicas no México também trará novos desafios para as empresas interessadas. Fornecedores em potencial precisam ter em mente que isso não é apenas uma oportunidade comercial; é política industrial. Quem tratar esse processo como uma licitação tradicional, baseada somente em preço, provavelmente competirá em desvantagem. Vencerão as empresas que alinharem sua estratégia corporativa à visão do México de autossuficiência, aproveitando parcerias locais e uma logística digital robusta para assegurar seu espaço no próximo ciclo bienal. <strong><a href="#nota1" data-type="internal" data-id="#nota1">[1]</a></strong></p>

<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente, fornecedores que já participaram do modelo mexicano de compras públicas no passado sabem que o sistema pode trazer desafios. Esse novo modelo será um teste para o sistema de saúde do México. Embora o novo arranjo pareça trazer melhorias importantes em relação aos modelos anteriores, só o tempo dirá se ele se consolidará como um sistema bem-sucedido e duradouro no país. Ao iniciar o planejamento estratégico para disputar as licitações com competitividade, as empresas precisarão manter agilidade e capacidade de adaptação. <strong><a href="#nota2" data-type="internal" data-id="#nota2">[2]</a></strong></p>

<h2 class="wp-block-heading"><strong>Próximos passos</strong></h2>

<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/contato/">Entre em contato com a GHI </a>para saber mais sobre a compra consolidada de 2027-2028 no México e como otimizar a estratégia da sua empresa para competir com vantagem. Nossa equipe de pesquisadores pode fornecer as análises e informações valiosas de que a sua empresa precisa para tomar decisões mais estratégicas em seu setor.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>************</strong></p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes:</strong></p>

<ol start="1" class="wp-block-list">
<li id="nota1"><a href="https://beyondbordersnews.com/mexico-aims-to-become-global-leader-in-pharmaceutical-industry-under-new-presidential-decree/" target="_blank" rel="noopener">https://beyondbordersnews.com/mexico-aims-to-become-global-leader-in-pharmaceutical-industry-under-new-presidential-decree/</a></li>



<li id="nota2"><a href="https://mexicobusiness.news/health/news/mexico-advances-drug-procurement-avoid-supply-gaps" target="_blank" rel="noopener">https://mexicobusiness.news/health/news/mexico-advances-drug-procurement-avoid-supply-gaps</a></li>



<li id="nota3"><a href="https://mexicobusiness.news/health/news/mexico-launches-transparency-platform-medicine-purchases" target="_blank" rel="noopener">https://mexicobusiness.news/health/news/mexico-launches-transparency-platform-medicine-purchases</a></li>



<li id="nota4"><a href="https://go.gale.com/ps/i.do?id=GALE%7CA846864038&amp;sid=sitemap&amp;v=2.1&amp;it=r&amp;p=IFME&amp;sw=w&amp;userGroupName=anon%7E14d562bf&amp;aty=open-web-entry" target="_blank" rel="noopener">https://go.gale.com/ps/i.do?id=GALE%7CA846864038&amp;sid=sitemap&amp;v=2.1&amp;it=r&amp;p=IFME&amp;sw=w&amp;userGroupName=anon%7E14d562bf&amp;aty=open-web-entry</a></li>



<li id="nota5"><a href="https://asmedis.org.mx/wp-content/uploads/2025/08/Lineamientos-Generales-para-la-Planeacion-del-Procedimiento-de-Contratacion-Consolidada-de-Medicamen.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://asmedis.org.mx/wp-content/uploads/2025/08/Lineamientos-Generales-para-la-Planeacion-del-Procedimiento-de-Contratacion-Consolidada-de-Medicamen.pdf</a></li>



<li id="nota6"><a href="https://mexicobusiness.news/health/news/mexico-releases-385-drug-patents-boost-local-production" target="_blank" rel="noopener">https://mexicobusiness.news/health/news/mexico-releases-385-drug-patents-boost-local-production</a></li>



<li id="nota7"><a href="https://compraconsolidada.salud.gob.mx/" target="_blank" rel="noopener">https://compraconsolidada.salud.gob.mx/</a></li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entraves de conformidade para fabricantes de dispositivos médicos dos Estados Unidos (2026)</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/entraves-de-conformidade-para-fabricantes-de-dispositivos-medicos-dos-estados-unidos-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 03:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Guillaume Corpart Para fabricantes e fornecedores de dispositivos médicos interessados em voltar a investir na Venezuela, as oportunidades nos próximos meses tendem a ser expressivas. No entanto, empresas que ingressarem...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Guillaume Corpart</p>

<p class="wp-block-paragraph">Para fabricantes e fornecedores de dispositivos médicos <a href="https://globalhealthintelligence.com/ghi-analysis/venezuelas-healthcare-market-in-2026/">interessados em voltar a investir na Venezuela</a>, as oportunidades nos próximos meses tendem a ser expressivas. No entanto, empresas que ingressarem no mercado durante essa fase de transição enfrentarão uma verdadeira “tempestade perfeita” de obstáculos regulatórios, financeiros e jurídicos. Apesar do enorme potencial de crescimento, os fabricantes precisam considerar os seguintes entraves:</p>

<h2 class="wp-block-heading">1. Sanções financeiras e reintegração ao sistema SWIFT</h2>

<ol class="wp-block-list"></ol>

<p class="wp-block-paragraph">A barreira mais imediata é o descompasso entre o sistema bancário internacional e as operações locais.</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Verificação dos canais bancários.</strong> Embora quatro bancos privados (BNC, BBVA Provincial, Banesco e Mercantil) estejam autorizados a receber divisas geradas pelas vendas de petróleo por meio de canais dos Estados Unidos, a normalização efetiva do sistema SWIFT ainda está em andamento e permanece incerta.</li>



<li><strong>Conformidade: alto grau de sensibilidade.</strong> Empresas norte-americanas seguem extremamente cautelosas em relação às sanções financeiras. Consequentemente, muitas vezes exigem auditorias jurídicas especializadas antes de retomar transferências diretas.</li>
</ul>

<h2 class="wp-block-heading">2. Instabilidade regulatória e jurídica</h2>

<ol class="wp-block-list"></ol>

<p class="wp-block-paragraph">O arcabouço legal para a importação e certificação de dispositivos médicos encontra-se em pleno processo de mudança.</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Regulamentação errática.</strong> Descrito como “errático”, o ambiente jurídico-regulatório se caracteriza por mudanças rápidas nas normas, conforme a nova administração tenta reformular o sistema.</li>



<li><strong>Desafios de rastreabilidade.</strong> A cadeia de suprimentos do setor público está concentrada em 12 grupos econômicos que operam por meio de centenas de subsidiárias. Assim, a tarefa de assegurar a conformidade com as exigências de “Conheça Seu Cliente” (KYC) e verificar os usuários finais torna-se tecnicamente difícil.</li>



<li><strong>Volatilidade política.</strong> Embora a presidente interina Delcy Rodríguez tenha feito concessões iniciais, a relação entre Estados Unidos e Venezuela segue instável.</li>
</ul>

<h2 class="wp-block-heading">3. Barreiras logísticas e de infraestrutura</h2>

<ol class="wp-block-list"></ol>

<p class="wp-block-paragraph">Para trazer produtos ao país com segurança e em conformidade com as exigências legais, é preciso lidar com redes complexas de intermediários.</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Risco associado a intermediários.</strong> Hoje, muitos produtos acabam sendo canalizados por subdistribuidores para contornar bloqueios bancários, o que aumenta o risco de operações no “mercado cinza” e reduz o controle do fabricante sobre qualidade e precificação.</li>



<li><strong>Reconstrução logística.</strong> As cadeias logísticas anteriores praticamente desapareceram, de modo que os fabricantes precisam avaliar cuidadosamente novos distribuidores e recompor os estoques e a estrutura de armazenagem do zero.</li>
</ul>

<h2 class="wp-block-heading">4. Fragmentação do mercado</h2>

<ol class="wp-block-list"></ol>

<p class="wp-block-paragraph">Os fabricantes precisam adaptar suas estratégias de conformidade e vendas a dois segmentos bastante distintos:</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Concentração no setor público.</strong> Os elevados níveis de favorecimento nas compras de hospitais públicos exigem uma diligência anticorrupção rigorosa na avaliação de parceiros locais.</li>



<li><strong>Fragilidade do setor privado.</strong> O setor privado é altamente fragmentado: restam menos de 100 grandes clínicas, enquanto se proliferam pequenos centros de atenção primária. Essas unidades podem não ter estrutura financeira para viabilizar contratos internacionais diretos.</li>
</ul>

<hr class="wp-block-separator has-text-color has-cyan-bluish-gray-color has-alpha-channel-opacity has-cyan-bluish-gray-background-color has-background is-style-wide"/>

<p class="wp-block-paragraph"></p>

<h2 class="wp-block-heading">Recomendações estratégicas</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Recomenda-se que os executivos adotem uma postura de cautela vigilante nos próximos 6 a 12 meses. O ponto de inflexão será a confirmação oficial de que as sanções foram suspensas, junto com a estabilização da retomada dos canais financeiros internacionais. Ainda assim, uma vez atendidas essas condições, as oportunidades no mercado venezuelano tendem a ser relevantes para as empresas que conseguirem manter a paciência até lá.</p>

<hr class="wp-block-separator has-text-color has-cyan-bluish-gray-color has-alpha-channel-opacity has-cyan-bluish-gray-background-color has-background is-style-wide"/>

<p class="wp-block-paragraph"></p>

<h2 class="wp-block-heading">Próximos passos</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Sua empresa está pronta para a retomada do mercado venezuelano em 2026? ? Embora os riscos sejam reais, os ganhos para quem se posicionar cedo no setor de dispositivos médicos não têm precedentes. Vá além das manchetes e acesse dados hospitalares granulares e tendências de compras que mostram onde está a demanda de verdade. <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/">Entre em contato com a GHI</a> para identificar sua próxima oportunidade de alto crescimento na América Latina — antes da concorrência.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O mercado de saúde venezuelano em 2026: um reposicionamento de alto risco e alto retorno para executivos do setor de dispositivos médicos</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-mercado-de-saude-venezuelano-em-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 16:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Guillaume Corpart Há mais de quatro décadas, executivos experientes vêm conduzindo suas operações em meio às turbulências do mercado venezuelano de dispositivos médicos. Esse mercado sempre impôs desafios – e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Guillaume Corpart</em></p>
<p>Há mais de quatro décadas, executivos experientes vêm conduzindo suas operações em meio às turbulências do mercado venezuelano de dispositivos médicos. Esse mercado sempre impôs desafios – e isso se tornou ainda mais evidente nos últimos anos, diante da turbulência política e das oscilações do próprio mercado. Até janeiro de 2026, 80% das empresas locais haviam fechado as portas sob o regime de Maduro, e o mercado de dispositivos médicos se reduziu a uma fração do que já foi um dia.</p>
<p>A recente captura de Nicolás Maduro e a mudança dos rumos políticos, porém, fizeram surgir – pela primeira vez em mais de 25 anos – um lampejo de esperança. Para os fabricantes, a Venezuela impõe um desafio de grandes proporções: um mercado de 30 milhões de pessoas com uma infraestrutura de saúde que, na prática, precisa ser reconstruída do zero.</p>
<h3><strong>Cenário atual: uma cadeia de suprimentos em colapso</strong></h3>
<p>Para entender as oportunidades de mercado que podem surgir na Venezuela, é preciso primeiro entender as lacunas e deficiências do contexto atual. Estes são os principais desafios presentes atualmente no mercado venezuelano:</p>
<ul>
<li><strong>Mudança no eixo de dominância do mercado.</strong> O mercado passou a ser dominado por fabricantes de “segunda linha”, sobretudo da China, que comercializam produtos de menor qualidade.</li>
<li><strong>Escassez de oferta.</strong> Embora ainda estejam disponíveis, os produtos europeus e norte-americanos chegam ao país em volumes muito menores do que em anos anteriores.</li>
<li><strong>Barreiras de acesso.</strong> O principal problema não é a escassez absoluta de oferta, e sim limitações severas nos canais de pagamento e no acesso ao mercado.</li>
<li><strong>Dependência de intermediários.</strong> Em razão do bloqueio de transferências bancárias e da sensibilidade às sanções financeiras, muitos produtos norte-americanos precisam ser adquiridos por meio de subdistribuidores ou intermediários, o que eleva os custos e reduz a variedade disponível.</li>
<li><strong>Centralização das compras.</strong> Cerca de 12 grupos econômicos concentram aproximadamente 80% de todas as aquisições de hospitais públicos. Esses grupos operam por meio de uma rede que chega a envolver mais de 100 empresas diferentes – uma estrutura que dificulta a rastreabilidade e sufoca a concorrência real.</li>
</ul>
<h3><strong>Avaliação da infraestrutura de saúde (2026)</strong></h3>
<p>Quando se somam os desafios de mercado ao estado do sistema de saúde venezuelano, fica fácil enxergar tanto os obstáculos como as oportunidades. Vejamos um panorama rápido de como se encontram hoje os setores de saúde privado e público no país:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td></td>
<td>
<h6><strong>Setor privado</strong></h6>
</td>
<td>
<h6><strong>Setor público</strong></h6>
</td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>
<h6><strong>Situação operacional</strong></h6>
</td>
<td><strong>Fortemente encolhido. Restam menos de 100 grandes clínicas privadas.</strong></td>
<td><strong>Profundamente deteriorado e descrito como “em colapso”.</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Avaliação atual</strong></h6>
</td>
<td><strong>Busca manter padrões assistenciais, mas os altos custos levaram à proliferação de centros menores de atenção primária.</strong></td>
<td><strong>Operacionalmente incapaz; os pacientes muitas vezes são obrigados a fornecer seus próprios insumos descartáveis, próteses e implantes.</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Principais desafios</strong></h6>
</td>
<td><strong>A redução da capacidade da população de arcar com seguros de saúde resultou em baixa ocupação e margens mínimas, limitando investimentos.</strong></td>
<td><strong>Em colapso; atualmente, centros de atenção primária preenchem o vazio, atendendo pacientes críticos com recursos extremamente limitados.</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Necessidades de reconstrução</strong></h6>
</td>
<td><strong>Exige reestruturação completa. Centros de pequeno e médio porte atualmente absorvem uma parcela relevante da demanda, mas com capacidade limitada.</strong></td>
<td><strong>Precisa ser reconstruído do zero – começando pela atenção primária, seguida por hospitais gerais e, depois, hospitais especializados.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><strong>A virada política e econômica</strong></h3>
<p>Apesar do estado atual do sistema de saúde venezuelano e do mercado como um todo, as mudanças estão avançando rapidamente. Em janeiro de 2026, Nicolás Maduro foi removido do cargo e sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez<strong>, </strong>assumiu como presidente interina<strong>.</strong> Em funções anteriores, Rodríguez conduziu operações econômicas críticas, atuando como vice-presidente, ministra da Economia e Finanças e ministra do Petróleo. O sinal mais relevante para investidores estrangeiros é a possível reabertura dos canais financeiros.</p>
<p>A Venezuela está tentando se reintegrar ao sistema bancário SWIFT e normalizar as relações com os Estados Unidos. Mais especificamente, quatro bancos privados <strong>– </strong>BNC, BBVA Provincial, Banesco e Mercantil<strong> –</strong> foram autorizados a receber moeda estrangeira proveniente das vendas de petróleo por meio de canais dos EUA. Essa medida faz parte de uma estratégia norte-americana para supervisionar o processamento das receitas do petróleo e contribuir para a estabilização da economia. Ainda assim, essa normalização permanece incerta até que as sanções sejam, de fato, suspensas ou flexibilizadas nas próximas semanas.</p>
<h3><strong>Perspectiva estratégica para fabricantes</strong></h3>
<p>Embora as oportunidades na Venezuela sejam amplas, especialistas estimam que mudanças concretas só começarão a se materializar dentro de 6 a 12 meses. Esse processo de reconstrução exige mais do que equipamentos: demanda novas cadeias logísticas<strong>, </strong>distribuidores devidamente avaliados e a estruturação de novos planos de seguro/saúde<strong>.</strong></p>
<p>Os fabricantes deveriam adotar uma postura de cautela vigilante<strong>.</strong> A conformidade regulatória ainda é um obstáculo relevante e, no momento, o ambiente jurídico-regulatório é errático e pouco previsível<strong>.</strong> Se a estabilidade retornar e as sanções forem suspensas, os recursos naturais da Venezuela – incluindo as maiores reservas de petróleo do planeta – poderão financiar uma reestruturação acelerada do país.</p>
<h3><strong>Conclusão</strong></h3>
<p>A Venezuela é um mercado reiniciado do zero. Para fabricantes dispostos a enfrentar, desde cedo, os entraves de logística e conformidade, a demanda por dispositivos médicos de alta qualidade tende a ser imensa à medida que o país tenta se reconstruir após 25 anos de deterioração.Para aproveitar esse crescimento, não basta um plano de entrada no mercado: é preciso ter um roteiro para navegar por um ambiente jurídico complexo. Fique atento à parte 2 deste artigo, em que detalhamos os entraves críticos de conformidade para fabricantes de dispositivos médicos dos Estados Unidos em 2026.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Venezuela’s Healthcare Market in 2026: A High-Risk, High-Reward Pivot for Medical Device Executives</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/venezuelas-healthcare-market-in-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 21:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
		<div id="fws_6a33c7a451f15"  data-column-margin="default" data-midnight="dark"  class="wpb_row vc_row-fluid vc_row"  style="padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; "><div class="row-bg-wrap" data-bg-animation="none" data-bg-animation-delay="" data-bg-overlay="false"><div class="inner-wrap row-bg-layer" ><div class="row-bg viewport-desktop"  style=""></div></div></div><div class="row_col_wrap_12 col span_12 dark left">
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		<figure class="wp-block-image">
<p><em>Guillaume Corpart</em></p>
<p>For over four decades, seasoned executives have navigated the turbulent waters of Venezuela’s medical device market. The market has always presented challenges, and that has been especially true lately with the political and market turmoil. As of January 2026, 80% of local businesses have closed under the Maduro regime, and the medical device market is a fraction of what it once was.</p>
<p>With the recent capture of Nicolas Maduro and shifting political tides, however, a glimmer of hope has emerged for the first time in over 25 years. For manufacturers, Venezuela presents a massive challenge: a market of 30 million people with a healthcare infrastructure that essentially needs to be rebuilt from scratch.</p>
<h3>The Current Landscape: A Broken Supply Chain</h3>
<p>To understand the future market opportunities present in Venezuela, one must first understand the current deficits. These are the challenges that are currently present in the Venezuelan market:</p>
<p>•<strong> Shift in market dominance.</strong> The market is dominated by second-tier manufacturers, primarily from China, who are selling lower-quality products.</p>
<p>• <strong>Supply scarcity.</strong> While European and American products are still available, they exist in much smaller volumes than in previous years.</p>
<p>• <strong>Access barriers.</strong> The primary issue is not an absolute lack of supply, but extreme limitations in payment channels and access.</p>
<p>• <strong>Intermediary reliance.</strong> Due to the blocking of bank transfers and sensitivity to financial sanctions, many US products must be acquired through sub-distributors or intermediaries, which increases costs and limits variety.</p>
<p>• <strong>Centralized procurement.</strong> Approximately 12 economic groups control about 80% of all public hospital purchases. These groups operate through a network that may include over 100 different companies, a structure that hinders traceability and stifles real competition.</p>
<h3>Healthcare Infrastructure Assessment (2026)</h3>
<p>When you couple the market challenges with the state of the Venezuelan healthcare system, it’s easy to see both the challenges and opportunities. Here’s a quick overview of how things currently stand with the country’s private and public healthcare sectors:</p>
<figure class="wp-block-image">
<table style="height: 554px;" width="727">
<thead>
<tr>
<td> </td>
<td>
<h6><strong>Private Sector</strong></h6>
</td>
<td>
<h6><strong>Public Sector</strong></h6>
</td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>
<h6><strong>Operational Status</strong></h6>
</td>
<td>
<p><strong>Severely contracted. Fewer than 100 large private clinics remain.</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Deeply deteriorated and described as being &#8220;in shambles.&#8221;</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Current Assessment</strong></h6>
</td>
<td>
<p><strong>Trying to maintain standards, but high costs have led to a proliferation of smaller primary care centers.</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Operationally incapable; patients are often required to provide their own disposable supplies, prostheses, and implants.</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Primary Challenges</strong></h6>
</td>
<td>
<p><strong>Reduced population ability to afford insurance has led to low occupancy and minimal margins, limiting investment.</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Collapsed; primary care centers currently fill the void, treating critical patients with extremely limited resources.</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h6><strong>Reconstruction Needs</strong></h6>
</td>
<td>
<p><strong>Requires a full overhaul. Small and medium centers currently cover significant demand but with limited capacity.</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Must be rebuilt from scratch, starting with primary care, followed by general and then specialized hospitals.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</figure>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<h3><strong>The Political and Economic Pivot</strong></h3>
<p>Despite the current state of affairs with Venezuelan healthcare and the market as a whole, change is coming swiftly. As of January 2026, Nicolas Maduro has been removed from office and his former Vice President, Delcy Rodriguez, is acting president. In her previous roles, Rodriguez managed critical economic operations by serving as the Vice President, the Minister of Economy and Finance, and the Minister of Petroleum. The most significant signal for foreign investors is the potential reopening of financial channels.</p>
<p>Venezuela is in the process of attempting to rejoin the SWIFT banking system and normalize relations with the United States. Specifically, four private banks — BNC, BBVA Provincial, Banesco, and Mercantil — have been authorized to receive foreign currency from oil sales via US channels. This move is part of a US strategy to oversee oil revenue processing and stabilize the economy. However, this normalization remains uncertain until sanctions are effectively lifted or eased in the coming weeks.</p>
<h3><strong>Strategic Outlook for Manufacturers</strong></h3>
<p>While the opportunities in Venezuela are vast, experts predict a timeline of 6 to 12 months before tangible change is realized. This reconstruction demands more than hardware; it requires new logistics chains, vetted distributors, and the establishment of new insurance plans.</p>
<p>Manufacturers should adopt a stance of watchful waiting. Regulatory compliance remains a significant hurdle, and the legal environment is currently haphazard. If stability returns and sanctions are lifted, Venezuela’s natural resources — including the world&#8217;s largest oil reserves — could finance a rapid overhaul of the nation.</p>
<h3><strong>The Bottom Line</strong></h3>
<p>Venezuela is a market reset to zero. For manufacturers willing to navigate early-stage logistics and compliance hurdles, the demand for high-quality medical devices will be immense as the country attempts to rebuild itself after 25 years of decay.</p>
<p>Capturing this growth requires more than just a market entry plan—it requires a roadmap through a complex legal landscape. Stay tuned for part 2, where we break down the critical compliance hurdles for American medical device manufacturers in 2026.</p>
</figure>
	</div>
</div>




			</div> 
		</div>
	</div> 
</div></div><!-- /wp:freeform -->]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sinais vitais e reconfigurações geopolíticas: como as estratégias dos EUA na América Latina redefinirão o mercado de equipamentos médicos</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/sinais-vitais-e-reconfiguracoes-geopoliticas-como-as-estrategias-dos-eua-na-america-latina-redefinirao-o-mercado-de-equipamentos-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 15:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
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					<description><![CDATA[Guillaume Corpart A América Latina atravessa atualmente um profundo realinhamento geopolítico. Historicamente marcada por intervenções externas – primeiro europeias e, posteriormente, norte-americanas sob a égide da Doutrina Monroe –, a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Guillaume Corpart</em></p>

<p class="wp-block-paragraph">A América Latina atravessa atualmente um profundo realinhamento geopolítico. Historicamente marcada por intervenções externas – primeiro europeias e, posteriormente, norte-americanas sob a égide da Doutrina Monroe –, a região volta a se consolidar como um palco central da competição entre grandes potências. Esse movimento vai muito além do discurso, materializando-se em uma retomada assertiva da atuação dos Estados Unidos na região com o objetivo de conter influências externas e reafirmar sua hegemonia no hemisfério.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Essa agressiva reviravolta geopolítica traz implicações profundas e generalizadas para os setores comerciais. Poucos segmentos, no entanto, são tão sensíveis a esse tipo de mudança – ou tão estratégicos para a estabilidade nacional – quanto o mercado de equipamentos e dispositivos médicos. À medida que Washington intensifica sua pressão econômica e militar sobre a região, o mercado de equipamentos e dispositivos médicos caminha para enfrentar sua mais relevante disrupção desde o início da pandemia de Covid-19.</p>

<h2 class="wp-block-heading">A guinada do poder coercitivo: Washington volta a exercer controle</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Durante anos, ganhou força a percepção de declínio da influência dos Estados Unidos na América Latina, atribuída a uma postura de negligência que abriu espaço para a atuação de outros atores globais. Esse período agora dá claros sinais de ter chegado ao fim. Washington passou a adotar uma estratégia ancorada no uso do poder e da diplomacia coercitivos com o intuito de assegurar o alinhamento regional aos interesses dos Estados Unidos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A expressão mais contundente dessa nova realidade foi a recente operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A ação provocou um choque imediato em todas as capitais do Hemisfério Ocidental e deixou claro que os Estados Unidos estão dispostos a recorrer à intervenção direta para alcançar seus objetivos estratégicos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Em uma escala menos dramática, os EUA continuam buscando impor sua agenda regional por outros meios. Advertências pouco veladas dirigidas a importantes atores da região, como México e Colômbia, em temas como conformidade comercial, controle migratório e política antidrogas, reforçaram a mensagem central: o alinhamento com Washington já não é mais opção.</p>

<p class="wp-block-paragraph">É inevitável que essas ações gerem tensões profundas nas relações comerciais entre os países. Quando a diplomacia passa a ser conduzida sob a ótica da segurança nacional e da capacidade militar, as relações comerciais tradicionais tornam-se instáveis e imprevisíveis. As preocupações em torno da soberania se intensificam, e os países passam a encarar com cautela o uso de instrumentos econômicos como ferramentas de pressão política. O efeito imediato dessa postura é a criação de um ambiente de incerteza, que obriga os governos latino-americanos a reavaliar seus riscos de política externa, suas prioridades econômicas e suas alianças estratégicas.</p>

<h2 class="wp-block-heading">O contexto: o dragão na sala de cirurgia</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Para compreender o impacto desse ressurgimento dos Estados Unidos sobre o mercado médico, é necessário, antes, entender o status quo atual. Ao longo da última década – e de forma especialmente acelerada durante a pandemia de Covid-19 –, a China consolidou-se como a principal fornecedora de dispositivos e equipamentos médicos para a América Latina. </p>

<p class="wp-block-paragraph">Quando a pandemia eclodiu e países ocidentais passaram a reter ventiladores, EPIs e instrumentos diagnósticos, Pequim interveio por meio da chamada “diplomacia das máscaras”. Mesmo diante de limitações produtivas, restrições comerciais e obstáculos logísticos, fabricantes chineses conseguiram oferecer acesso rápido e a custos competitivos a equipamentos médicos em um momento em que poucos outros países tinham capacidade – ou disposição – para fazê-lo.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, produtos chineses – de equipamentos avançados de diagnóstico por imagem em hospitais brasileiros a insumos básicos em clínicas peruanas – tornaram-se onipresentes em toda a América Latina. Esse predomínio não se sustentou apenas no preço, mas sobretudo na disponibilidade e na ausência de alternativas viáveis durante uma emergência global. Nos anos seguintes, essa dinâmica se consolidou, com as importações chinesas de produtos médicos frequentemente superando as de origem norte-americana em diversos mercados da região.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Os produtos médicos chineses, que representavam 25% das importações da América Latina em 2018, aumentaram sua fatia para 34% em 2024. No mesmo período, a participação dos Estados Unidos nas importações regionais recuou de 38% para 28%. Essa tendência foi particularmente evidente em países como Brasil, Colômbia e Chile, onde produtos chineses já respondem por mais de 50% de todos os dispositivos médicos importados.</p>

<h2 class="wp-block-heading">O choque de curto prazo: um realinhamento forçado</h2>

<p class="wp-block-paragraph">A nova postura assertiva dos Estados Unidos tende a desestabilizar quase de imediato esse cenário hoje dominado pela China. No curto prazo, é razoável esperar que Washington explore suas vitórias políticas – como a neutralização do regime de Maduro – e as campanhas de pressão exercidas sobre México e Colômbia para impor uma guinada comercial na região.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos próximos 24 meses, é provável que se inicie a reabertura de um mercado de saúde há muito tempo paralisado na Venezuela. Curiosamente, a apropriação dos ativos petrolíferos venezuelanos e a queda do regime de Maduro também exerceram pressão imediata sobre o já frágil sistema cubano, o que torna plausível que Cuba seja o próximo mercado a se abrir aos investimentos externos. </p>

<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas de saúde de Venezuela e Cuba precisarão ser amplamente redesenhados. O foco inicial será a ampliação do acesso à atenção primária, enquanto os investimentos em hospitais especializados tendem a ocorrer em um segundo momento. Oportunidades imediatas surgirão em praticamente todos os segmentos do sistema de saúde – da reconstrução da infraestrutura hospitalar a soluções de tecnologia, equipamentos, dispositivos médicos, insumos e produtos farmacêuticos. Modelos de infraestrutura, distribuição, manutenção e financiamento precisarão ser reavaliados e, em muitos casos, reconstruídos do zero. </p>

<p class="wp-block-paragraph">Nos mercados já estabelecidos, é plausível esperar exigências explícitas, ou orientações formuladas em termos contundentes, para que ministérios da Saúde latino-americanos passem a priorizar parcerias com empresas dos Estados Unidos, em detrimento de alternativas como os atuais acordos comerciais com a China. Esse direcionamento pode ser viabilizado por meio de acordos de livre comércio, tarifas, mecanismos de financiamento ou mesmo condicionado a concessões comerciais mais amplas. Países que não querem ser o próximo alvo de pressões norte-americanas ou que buscam se beneficiar de uma relação mais estreita com um Washington em retomada de protagonismo provavelmente se alinharão rapidamente a essa dinâmica.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Apesar do entusiasmo em torno da abertura de novos mercados e das oportunidades comerciais potenciais, é prudente reconhecer o alto grau de incerteza que permeia o contexto atual. Embora o mercado possa recompensar ações rápidas, a volatilidade desse cenário pode transformar decisões precipitadas em iniciativas de elevado custo. Recomenda-se, portanto, muita cautela.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Implicações de longo prazo: fragmentação e ressentimento</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Embora essas novas intervenções nos mercados latino-americanos possam oferecer aos Estados Unidos ganhos de mercado no curto prazo, as implicações de longo prazo são consideravelmente mais nuançadas e complexas. Em uma região onde cerca de 70% da assistência médica é prestada pelo setor público e os orçamentos são restritos, fatores determinantes de mercado (como o preço) dificilmente deixam de pesar nas decisões. É improvável que os países latino-americanos abandonem por completo os vínculos comerciais com a China, mesmo sofrendo pressão dos Estados Unidos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Embora produtos norte-americanos possam recuperar parte do espaço perdido, é pouco realista supor que fabricantes chineses sejam efetivamente excluídos desse mercado. Em vez de priorizar produtos norte-americanos por seus benefícios tecnológicos ou comerciais, os países provavelmente adotarão uma postura de balanceamento estratégico, adquirindo equipamentos norte-americanos de alta tecnologia para atender às expectativas de Washington, enquanto mantêm, de forma discreta, o abastecimento de insumos e tecnologias de médio porte junto à China, como forma de preservar a viabilidade orçamentária.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Além disso, abordagens excessivamente impositivas tendem a gerar ressentimento. Ainda que países latino-americanos possam ceder temporariamente à pressão dos Estados Unidos, no longo prazo a tendência é que busquem recuperar maior autonomia estratégica.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A China, por sua vez, também tende a se adaptar. Em vez de limitar sua atuação à exportação de produtos, Pequim pode aprofundar sua estratégia por meio da localização da produção na América Latina, contornando barreiras comerciais e se integrando de forma mais profunda à economia regional através de transferências de tecnologia – um campo no qual os Estados Unidos, historicamente, têm se mostrado mais reticentes.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Desafios e ajustes em uma nova ordem mundial</h2>

<p class="wp-block-paragraph">A captura de Nicolás Maduro e a pressão exercida sobre aliados estratégicos sinalizam um ponto de inflexão definitivo nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina. A era da competição passiva chegou ao fim. Em última análise, as mudanças no equilíbrio de poder na região não se limitam a manobras políticas; trata-se de abalos econômicos com implicações profundas para o comércio cotidiano.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O mercado de equipamentos e dispositivos médicos funciona como um microcosmo eloquente dessa disputa mais ampla, caracterizada por uma interseção direta entre ambições geopolíticas e necessidades de saúde pública e interesses comerciais. Não há dúvida de que os próximos anos serão marcados por um delicado equilíbrio entre diplomacia, incentivos econômicos e parcerias estratégicas, com os países latino-americanos buscando se posicionar em um mundo cada vez mais moldado pelas ambições concorrentes das grandes potências globais.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Próximos passos</h2>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Posicione sua marca para as profundas mudanças que vêm se desenhando na América Latina.</strong> À medida que Washington reafirma sua predominância na região, os setores de dispositivos médicos e farmacêutico enfrentam sua mais significativa disrupção dos últimos anos. Antecipe tendências emergentes e compreenda os riscos de acesso a mercados com as pesquisas especializadas da GHI. <a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/">Entre em contato conosco</a> hoje mesmo para saber como nossos dados podem ajudar a sua empresa a se manter à frente da concorrência.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O futuro dos biofármacos na América Latina: expansão dos ensaios clínicos e aumento da produção</title>
		<link>https://globalhealthintelligence.com/pt-br/analise-de-ghi/o-futuro-dos-biofarmacos-na-america-latina-expansao-dos-ensaios-clinicos-e-aumento-da-producao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guillaume Corpart]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2025 21:40:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise de GHI]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://globalhealthintelligence.com/nao-categorizado/o-futuro-dos-biofarmacos-na-america-latina-expansao-dos-ensaios-clinicos-e-aumento-da-producao/</guid>

					<description><![CDATA[Guillaume Corpart Embora não sejam uma tecnologia médica nova, os biofármacos, também conhecidos como medicamentos biológicos, avançaram significativamente nos últimos anos e seguem ampliando seu potencial no tratamento de doenças...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Guillaume Corpart</p>
<p>Embora não sejam uma tecnologia médica nova, os biofármacos, também conhecidos como medicamentos biológicos, avançaram significativamente nos últimos anos e seguem ampliando seu potencial no tratamento de doenças como câncer e diabetes, entre outras. Diferentemente dos medicamentos tradicionais, que são produzidos por meios químicos e compõem-se de pequenas moléculas, os biofármacos são desenvolvidos a partir de células vivas, proteínas, tecidos ou ácidos nucleicos. Em geral, compõem-se de moléculas maiores que os fármacos tradicionais e com frequência são ministrados através de injeções.</p>
<h2>Biofármacos em detalhe</h2>
<p>Os biofármacos ganharam destaque há alguns anos com o rápido desenvolvimento da vacina contra a Covid-19, mas esse não é o único tipo de medicamento biológico de uso generalizado atualmente. Os diferentes tipos de biofármacos incluem:</p>
<ul>
<li>Um dos primeiros fármacos biológicos a serem desenvolvidos, as vacinas têm contribuído para a erradicação de doenças no mundo inteiro, como varíola e sarampo, entre outras.</li>
<li><strong>Anticorpos monoclonais (AcMs).</strong> Esses fármacos imitam o sistema imunológico e atuam sobre proteínas específicas para bloquear sua atividade ou destruí-las. São usados no tratamento de doenças autoimunes e alguns tipos de câncer.</li>
<li><strong>Terapias genéticas.</strong> Trata-se de medicamentos capazes de curar ou tratar doenças genéticas ou infecciosas por meio da introdução de material genético nas células do paciente. Têm sido usados no tratamento de doenças da retina e atrofia muscular espinhal, entre outras.</li>
<li><strong>Terapias celulares.</strong> Essas terapias incluem os transplantes de células-tronco e envolvem a modificação de células para melhorar ou restaurar sua função. Podem ser usadas no tratamento de leucemia, linfoma e outros transtornos degenerativos.</li>
<li><strong>Proteínas recombinantes.</strong> Essas proteínas são produzidas em células vivas e incluem enzimas, hormônios e citocinas usados no tratamento de doenças como hemofilia e diabetes, entre outras.</li>
</ul>
<h2>Panorama das vacinas na América Latina</h2>
<p>No passado, a América Latina sofria com grande dependência de outras regiões para o fornecimento de vacinas e outros biofármacos. A situação se complicou com a pandemia de Covid-19, quando apenas 15% das vacinas tinham produção local, levando alguns países, como Guatemala, Venezuela e Honduras, a registrar taxas de vacinação inferiores a 25% em outubro de 2021.</p>
<p>Felizmente, a região encarou a experiência como um momento de aprendizado e vem adotando medidas importantes para relaxar exigências regulatórias e incentivar a produção de vacinas e outros fármacos. Em setembro de 2021, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aprovou o <a href="https://www.paho.org/en/special-program-innovation-and-regional-production-platform-rp" target="_blank" rel="noopener">Programa Especial, Plataforma Regional de Inovação e Produção</a>, que tem como objetivo ampliar a capacidade de produção de medicamentos e tecnologias médicas essenciais em toda a América Latina. O Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América do Sul (PROSUL) é outra entidade que vem incentivando a implementação de iniciativas similares.</p>
<p>Esses esforços já começam a dar frutos na região. Em julho de 2024, por exemplo, o laboratório brasileiro Bio-Manguinhos/Fiocruz passou a integrar a rede de fabricantes de vacinas da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) para ajudar a desenvolver respostas mais rápidas e equitativas a futuras ameaças infecciosas. O movimento parece ter dimensões regionais e a expectativa é que o mercado de vacinas em países como México, Colômbia e Chile, entre outros, apresente crescimento nos próximos anos. O quadro abaixo oferece uma visão mais detalhada da situação.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-23387" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/01_growth_in_latin_american_vaccine_markets_by_country_pt_01_l.jpg" alt="Crescimento dos mercados de vacinas na América Latina, por país" width="736" height="308" /></p>
<h2>Relaxamento de exigências regulatórias relativas a outros biofármacos</h2>
<p>Além das vacinas, as agências reguladoras latino-americanas vêm adotando iniciativas para acelerar e tornar mais eficiente o processo de aprovação de biofármacos, o que deve gerar um ambiente mais favorável para as empresas que pretendem lançar medicamentos nesses mercados.</p>
<p>No Brasil, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) adotou em 21 de janeiro deste ano uma nova resolução que simplifica o processo de introdução de produtos biológicos, incluindo vacinas, radiofármacos e medicamentos genéricos. A resolução também facilita a tramitação de correções, novas indicações, retiradas e outros processos relacionados com produtos farmacêuticos. Para poder recorrer a esse processo simplificado, as empresas devem ter ao menos um outro medicamento ou produto biológico já aprovado no mercado brasileiro.</p>
<p>Outros países latino-americanos, como República Dominicana e Colômbia, anunciaram iniciativas similares nos últimos meses. Em julho de 2024, a Argentina anunciou diversas medidas para relaxar normas que restringiam a atividade no segmento, incluindo a autorização para a comercialização de mais medicamentos genéricos, a redução de barreiras à abertura de novas farmácias e a permissão para que medicamentos que não exigem receita médica sejam vendidos em outros estabelecimentos, além de drogarias.</p>
<p>Por sua vez, o México adotou medidas para incentivar a realização de pesquisas clínicas e ampliar o acesso a medicamentos genéricos e biossimilares. É importante observar que as iniciativas mexicanas não têm uma dimensão estritamente local, visando também a oferta desses medicamentos em mercados como o dos Estados Unidos. Isso indica que os laboratórios farmacêuticos poderão contar nos próximos anos com mercados mais favoráveis e abertos a medicamentos novos ou versões genéricas.</p>
<h2>Ampliação da produção</h2>
<p>Como assinalam essas mudanças regulatórias, a América Latina está extremamente comprometida com o desenvolvimento do mercado de biofármacos, e as iniciativas adotadas começam a render frutos. O <a href="https://www.cgdev.org/publication/expanding-emergency-vaccine-manufacturing-capacity-latin-america-and-caribbean" target="_blank" rel="noopener">Centro para o Desenvolvimento Global</a> observa que muitos países de renda média, incluindo o Brasil, já se tornaram atores fundamentais no fornecimento mundial de vacinas. Conforme a produção na região continue a aumentar, é possível que mais países também venham a se tornar atores importantes no mercado global de vacinas.</p>
<p>Outro fator a ser considerado na ampliação da produção de biofármacos na América Latina é o papel dos biossimilares e dos medicamentos genéricos. Com a elevação dos preços dos medicamentos especiais, o acesso a alternativas genéricas mais baratas tornou-se fundamental para muitas pessoas que necessitam desses fármacos na região. O relaxamento de restrições regulatórias em países como Brasil, Argentina e Colômbia, entre outros, garantiu maior agilidade para o lançamento de medicamentos genéricos no mercado.</p>
<p>Além disso, com a expansão do mercado desses fármacos na América Latina, ampliou-se o número de profissionais competentes em busca de trabalho no segmento. Muitos estudantes atualmente optam pela carreira em biotecnologia, gerando um influxo de cientistas e outros profissionais capacitados, impulsionando ainda mais as inovações na área.</p>
<p>O quadro abaixo oferece uma visão mais detalhada do crescimento do setor biofarmacêutico na América Latina:</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-23390" src="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l.jpg" alt="O setor biofarmacêutico latino-americano em números" width="735" height="342" srcset="https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l.jpg 2000w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l-300x140.jpg 300w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l-1024x476.jpg 1024w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l-768x357.jpg 768w, https://globalhealthintelligence.com/wp-content/uploads/2025/10/02_latin_american_biopharmaceuticals_by_the_numbers_pt_01_l-1536x714.jpg 1536w" sizes="(max-width: 735px) 100vw, 735px" /></p>
<h2>Ensaios clínicos na América Latina</h2>
<p>Uma consequência do crescimento do setor de biofármacos na América Latina é a proliferação de ensaios clínicos na região. Atualmente, a América Latina é o quarto maior mercado do mundo para ensaios clínicos e busca quadruplicar a participação nos próximos anos. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru concentram cerca de 70% dos ensaios clínicos realizados na região.</p>
<p>Os especialistas citam a diversidade da população de pacientes, os custos operacionais mais baixos e o aprimoramento do marco regulatório como motivos que levaram à expansão substancial dos ensaios clínicos na região. Esse desenvolvimento tem contribuído para ampliar ainda mais o papel crescente da América Latina como polo de inovação no segmento de biofármacos.</p>
<h2>Principais conclusões para as empresas do setor de saúde</h2>
<p>Com o relaxamento das restrições e as medidas adotadas para ampliar a produção e os ensaios clínicos em toda a América Latina, os laboratórios farmacêuticos estão bem posicionados para aproveitar, nos meses e anos que vêm pela frente, essas mudanças no mercado e no contexto regulatório.</p>
<p>Se a sua empresa é uma grande multinacional farmacêutica, com presença significativa nos mercados da região, tudo indica que o seu crescimento terá continuidade, graças aos processos mais eficientes que muitos países estão implementando na análise, aprovação e introdução de medicamentos no mercado. Para esses grandes laboratórios, os próximos anos podem apresentar um desafio interessante, com o acirramento da concorrência devido ao ingresso no mercado de laboratórios farmacêuticos menores, focados na produção de medicamentos genéricos e biossimilares. Para se manter na liderança do setor biofarmacêutico, as empresas de maior porte devem continuar apostando na agilidade de suas operações e na busca constante de inovações.</p>
<h2>Próximos passos</h2>
<p><a href="https://globalhealthintelligence.com/pt-br/?page_id=24170">Entre em contato com a GHI</a> para saber mais sobre as tendências do mercado de saúde e seu potencial impacto sobre o segmento de biofármacos na América Latina. Nossa equipe de pesquisadores está pronta para elaborar as análises de que a sua empresa necessita para ter em mãos insights valiosos e fundamentar a tomada de decisões estratégicas no setor.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.path.org/l/diagnostic-and-vaccine-manufacturing-capacity-in-latin-america/" target="_blank" rel="noopener">https://www.path.org/l/diagnostic-and-vaccine-manufacturing-capacity-in-latin-america/</a></li>
<li><a href="https://www.paho.org/en/special-program-innovation-and-regional-production-platform-rp" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/en/special-program-innovation-and-regional-production-platform-rp</a></li>
<li><a href="https://cepi.net/mobilising-brazils-manufacturing-might-support-vaccine-production-global-south" target="_blank" rel="noopener">https://cepi.net/mobilising-brazils-manufacturing-might-support-vaccine-production-global-south</a></li>
<li><a href="https://www.statista.com/outlook/hmo/pharmaceuticals/vaccines/guatemala" target="_blank" rel="noopener">https://www.statista.com/outlook/hmo/pharmaceuticals/vaccines/guatemala</a></li>
<li><a href="https://www.elsevier.es/en-revista-vacunas-english-edition--259-articulo-latin-american-participation-in-scientific-S2445146022000267?covid=Dr56DrLjUdaMjzAgze452SzSInMN&amp;rfr=truhgiz&amp;y=kEzTXsahn8atJufRpNPuIGh67s1" target="_blank" rel="noopener">https://www.elsevier.es/en-revista-vacunas-english-edition&#8211;259-articulo-latin-american-participation-in-scientific-S2445146022000267?covid=Dr56DrLjUdaMjzAgze452SzSInMN&amp;rfr=truhgiz&amp;y=kEzTXsahn8atJufRpNPuIGh67s1</a></li>
<li><a href="https://tdtmvjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40794-021-00135-5" target="_blank" rel="noopener">https://tdtmvjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40794-021-00135-5</a></li>
<li><a href="https://www.raps.org/news-and-articles/news-articles/2025/1/latin-america-roundup-agencies-continue-shift-to-o" target="_blank" rel="noopener">https://www.raps.org/news-and-articles/news-articles/2025/1/latin-america-roundup-agencies-continue-shift-to-o</a></li>
<li><a href="https://scigeniq.com/the-evolving-regulatory-landscape-for-latin-american-pharma-companies/" target="_blank" rel="noopener">https://scigeniq.com/the-evolving-regulatory-landscape-for-latin-american-pharma-companies/</a></li>
<li><a href="https://www.dlapiper.com/en/insights/publications/2024/07/argentina-deregulates-healthcare-and-pharmaceutical-industries" target="_blank" rel="noopener">https://www.dlapiper.com/en/insights/publications/2024/07/argentina-deregulates-healthcare-and-pharmaceutical-industries</a></li>
<li><a href="https://www.drugpatentwatch.com/blog/the-growing-importance-of-specialty-generics-in-the-latin-american-pharmaceutical-market/#:~:text=The%20Latin%20American%20pharmaceutical%20market%20has%20been%20experiencing%20significant%20growth,effective%20alternative%20to%20branded%20pharmaceuticals" target="_blank" rel="noopener">https://www.drugpatentwatch.com/blog/the-growing-importance-of-specialty-generics-in-the-latin-american-pharmaceutical-market/#:~:text=The%20Latin%20American%20pharmaceutical%20market%20has%20been%20experiencing%20significant%20growth,effective%20alternative%20to%20branded%20pharmaceuticals</a></li>
<li><a href="https://www.cambridge.org/core/journals/journal-of-law-medicine-and-ethics/article/pharmaceutical-market-for-biological-products-in-latin-america-a-comprehensive-analysis-of-regional-sales-data/6AE11D8A159BD46B0CA243A1BAC709A7" target="_blank" rel="noopener">https://www.cambridge.org/core/journals/journal-of-law-medicine-and-ethics/article/pharmaceutical-market-for-biological-products-in-latin-america-a-comprehensive-analysis-of-regional-sales-data/6AE11D8A159BD46B0CA243A1BAC709A7</a></li>
<li><a href="https://www.raps.org/news-and-articles/news-articles/2024/3/latin-america-roundup-brazil-and-colombia-advance" target="_blank" rel="noopener">https://www.raps.org/news-and-articles/news-articles/2024/3/latin-america-roundup-brazil-and-colombia-advance</a></li>
<li><a href="https://www.languageconnections.com/clinical-trials-in-latin-america/" target="_blank" rel="noopener">https://www.languageconnections.com/clinical-trials-in-latin-america/</a></li>
<li><a href="https://www.thepharmaletter.com/pharmaceutical/latin-america-seeks-to-quadruple-its-participation-in-clinical-trials" target="_blank" rel="noopener">https://www.thepharmaletter.com/pharmaceutical/latin-america-seeks-to-quadruple-its-participation-in-clinical-trials</a></li>
<li><a href="https://www.bioaccessla.com/blog/why-latin-america-leads-in-clinical-trials-exploring-the-key-factors" target="_blank" rel="noopener">https://www.bioaccessla.com/blog/why-latin-america-leads-in-clinical-trials-exploring-the-key-factors</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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