Principais tendências do setor de saúde da América Latina em 2018

Inovações tecnológicas. Rápida adoção de prontuários médicos eletrônicos e da telemedicina. E uma população em rápido processo de envelhecimento. Não há dúvidas de que os mercados de saúde da América Latina estão mudando. Os hospitais precisam constantemente ficar à frente dessas tendências, enquanto os fabricantes de dispositivos e equipamentos médicos precisam estar prontos para fornecer o que os hospitais precisam, no momento em que precisam.

Como parte das nossas ações de monitoramento do mercado de dispositivos e equipamentos médicos da América Latina, a Global Health Intelligence (GHI) concentrou seus esforços em prever o que o ano de 2018 reserva para o setor. Apresentamos abaixo uma análise dessas previsões – e dos dados nos quais elas se baseiam.

1. O Brasil se recuperará

Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia brasileira cresceu meros 0,7% em 2017. No entanto, tudo indica que 2018 será um ano melhor e mais robusto. O crescimento econômico deverá mais que dobrar e alcançar 1,5%.

Por essa razão, a GHI prevê um aumento nas vendas de equipamentos e dispositivos médicos no Brasil em 2018 em relação aos níveis atuais. Uma das principais razões para essa projeção é o aumento dos níveis de importação. Como informamos há pouco tempo, de acordo com o ShareScope – o serviço da GHI que analisa dados de importação e de participação/tamanho de mercado para marcas de equipamentos médicos –, houve um aumento de 15% no valor previsto de importações de equipamentos/dispositivos médicos no Brasil em 2017. Trata-se de um crescimento significativo para o mercado, uma vez que, de um modo geral, os números de importação são um indicador direto de vendas, já que os equipamentos são importados com o objetivo de ser vendidos.

Além disso, com base em extrapolações do HospiScope – o banco de dados hospitalares da GRI para a América Latina –, os números também apontam para um 2018 muito positivo no Brasil. Isso inclui, entre outros, os seguintes aumentos nos equipamentos básicos instalados entre 2016 e 2017 no Brasil:

  • Aumento de 34% nas máquinas de eletrocardiograma nos hospitais brasileiros em 2017
  • Crescimento de 14% nos sistemas de medicina nuclear – Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) nos hospitais do Brasil em 2017
  • Aumento de 10% nas máquinas de endoscopia nos hospitais brasileiros em 2017
  • Crescimento de 4% nas máquinas de raios X nos hospitais do Brasil em 2017

2. México se destaca

Assim como o Brasil, o México vem atravessando períodos de volatilidade nos últimos anos em termos do crescimento da economia em geral e do setor de saúde. O crescimento do PIB mexicano permaneceu praticamente estável nos últimos anos, com alta de 1,3% em 2013, 2,3% em 2014, 2,5% em 2015 e 2,3% em 2016 (fonte: INEGI). Em outubro de 2017, o FMI previu que o PIB do México cresceria 1,9% em 2018.

Como seria de se esperar, as dificuldades econômicas enfrentadas pelo México recentemente afetaram o mercado de dispositivos médicos do país. Análises de dados do ShareScope indicam que, após um crescimento robusto nos valores e volumes de importação em 2015 e 2016, as importações devem cair 19% em 2017 (valores finais ainda não disponíveis).

Mas nem tudo são más notícias no México. O sexênio, termo comumente usado para se referir ao limite de seis anos imposto ao mandato do presidente mexicano, chega ao fim em 2018 e muitos estão prevendo um possível aumento nos gastos com saúde com a eleição de um novo presidente. Embora os dados do HospiScope indiquem que 60% dos hospitais mexicanos são privados, os 40% restantes são públicos. Essa constatação é significativa em termos de gastos porque os hospitais públicos do México têm um número de leitos muito maior que os hospitais privados – cerca de 90 leitos por hospital público frente a 15 por hospital privado. Sendo assim, os hospitais públicos mexicanos respondem ​por quase 80% dos leitos hospitalares do país. Com a posse da nova administração, os gastos públicos com saúde podem aumentar.

Além disso, o HospiScope da GHI registrou, entre outros, os seguintes aumentos na base instalada de equipamentos de capital nos hospitais mexicanos entre 2016 e 2017:

  • Crescimento de 12% nos berços de recém-nascidos nos hospitais mexicanos em 2017
  • Aumento de 10% nas máquinas de raios X nos hospitais do México em 2017
  • Crescimento de 5% nas torres de endoscopia nos hospitais mexicanos em 2017
  • Aumento de 8% nos aparelhos de ultrassom nos hospitais do México em 2017
  • Crescimento de 20% nos sistemas de comunicação e arquivamento de imagens (PACS) nos hospitais mexicanos em 2017

3. Mercados menores registram crescimento expressivo

Apesar de serem grandes protagonistas, o Brasil e o México não são os únicos países dos quais a GHI espera bons resultados em 2018. Mercados menores como Chile, Peru, Guatemala e Costa Rica também devem desempenhar um papel cada vez mais importante nos mercados de equipamentos médicos. Apresentamos abaixo apenas algumas das áreas nas quais esses países registraram aumentos na base instalada de equipamentos de capital entre 2016 e 2017:

Chile

  • Crescimento de 9% nos equipamentos de radioterapia nos hospitais chinelos em 2017
  • Aumento de 34% nas máquinas de mamografia estereotáxica nos hospitais do Chile em 2017
  • Crescimento de 10% nos aparelhos de tomografia computadorizada nos hospitais chilenos em 2017

Peru

  • Crescimento de 18% nos sistemas de medicina nuclear – Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) nos hospitais do Peru em 2017
  • Aumento de 27% nos aparelhos de ultrassom nos hospitais peruanos em 2017
  • Crescimento de 24% nos ventiladores nos hospitais do Peru em 2017

Guatemala

  • Crescimento de 134% nos sistemas de comunicação e arquivamento de imagens (PACS) nos hospitais da Guatemala em 2017
  • Aumento de 73% nos aparelhos de tomografia computadorizada nos hospitais guatemaltecos em 2017
  • Crescimento de 67% nas bombas de infusão nos hospitais da Guatemala em 2017

Costa Rica

  • Aumento de 48% nos aparelhos de anestesia nos hospitais da Costa Rica em 2017
  • Crescimento de 49% nas torres de endoscopia nos hospitais costarriquenhos em 2017
  • Aumento de 42% nos equipamentos para cirurgia laparoscópica nos hospitais da Costa Rica em 2017

4. Setor privado de saúde continua a crescer

Uma das principais tendências que a GHI prevê para 2018 e além é o aumento crescente na base de clientes de serviços médicos privados. A classe média tem complementado cada vez mais sua cobertura pública de saúde com uma opção privada – prova disso é que as empresas de seguro de saúde da América Latina registram o mais rápido ritmo de crescimento do mundo, com projeção de uma taxa de crescimento de 30% ao ano até 2025, segundo a empresa de consultoria McKinsey and Company.

Essas mudanças também trazem oportunidades para atender indivíduos da classe trabalhadora que passam por dificuldades financeiras. Instituições que prestam serviços ambulatoriais especializados de baixo custo estão cada vez mais se integrando ao sistema de saúde privado da América Latina. De fato, um artigo divulgado recentemente pelo Oxford Business Group observou que os setores público e privado do sistema de saúde mexicano estão se unindo e cooperando cada vez mais para melhor atender todos os pacientes do México.

À medida que novos centros médicos se integrarem a esse ambiente de saúde em rápida transformação, a GHI manterá você atualizado não apenas sobre as necessidades de dispositivos e equipamentos de quaisquer novas instalações criadas em decorrência desse processo, mas também sobre a evolução do cenário competitivo dos seguros e ofertas.

5. Penetração de produtos de baixo custo

Não é nenhuma surpresa dizer que os orçamentos de saúde da América Latina são e continuarão a ser apertados em 2018. Isso significa, naturalmente, que os hospitais latino-americanos continuarão a ser atraídos por alternativas mais baratas.

Uma tendência interessante é que os mercados asiáticos começaram a formar parcerias com sistemas de saúde da América Latina. A China e a Coreia, por exemplo, vêm estabelecendo parcerias cada vez maiores com a região, aumentando assim o fluxo de mercadorias entre as regiões. Se você é um fabricante ou distribuidor de equipamentos ou dispositivos médicos com interesse na América Latina, essa é certamente uma tendência que vale a pena acompanhar de perto.

PRÓXIMOS PASSOS

Entre em contato com a GHI para saber mais sobre como você pode usar o HospiScope para aproveitar o crescimento recente no número de equipamentos básicos instalados nos hospitais da América Latina, o ShareScope para conhecer a participação da sua empresa – e a dos seus concorrentes – no mercado de diferentes tipos de equipamentos e o In-Scope para obter dados de inteligência competitiva e pesquisas personalizadas para fundamentar a tomada de importantes decisões comerciais.

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